28 de out de 2014

Análise de mídia desta terça (28)

A economia desponta como tema principal dos jornais, após a reeleição. Com pressão explícita por um nome do mercado.
Manchete da Folha: “Dilma busca para a Fazenda nome do mercado financeiro”. Com linha-fina sobre alta do dólar queda da Bolsa.
Manchete do Valor: “Lula faz três indicações de nomes para a Fazenda”. Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco, Henrique Meirelles e Nelson Barbosa.
Estadão: “Dilma insiste em diálogo e evita antecipar medidas econômicas”.
Aqui cabe uma observação no campo político. Qual a palavra-chave da segunda manchete? “Diálogo”. Agora observemos o título do artigo que o Estadão colocou mais ao alto, na capa, por Celso Ming: “Que diálogo?”
Manchete de O Globo: “Congresso já reage a proposta de plebiscito”. A submanchete diz que os bancos elogiam o chamado ao diálogo. Merval Pereira escreve que temos crises econômicas, políticas e institucionais já programadas.
Editorial de O Globo sobre a “mensagem das urnas” elogia a disposição ao diálogo, mas critica o plebiscito. O jornal diz – inacreditavelmente - que a eleição deixa o país dividido “entre o bloco dos que produzem e pagam impostos e o dos beneficiários de programas sociais”.
O editorial principal do Estadão diz que Dilma Rousseff já começou “dando motivos para o ceticismo”. Porque ela não mencionou o nome de Aécio Neves e por ter falado em reforma política. São praticamente as mesmas palavras da Economist. Dora Kramer (para variar) faz coro em relação ao ceticismo.
José Paulo Kupfer e até José Roberto de Toledo, fora de sua praia, valorizam, ainda na capa do jornal paulista, a indicação do novo titular da economia. O segundo editorial do jornal fala em economia “devastada”.
E, por falar em José Roberto de Toledo, vale observar sete mitos eleitorais desconstruídos pela base de dados do Estadão, no caderno sobre eleição: 1) Foi o Nordeste que elegeu Dilma (ela não teve menos de 40% de votos em nenhuma região; 2) Palanque estadual influencia eleitores; 3) Pesquisas erram resultado da urna; 4) Votos nulos são sinal de protesto; 5) Família Campos transfere votos; 6) Minas foi decisivo nesta disputa; 7) Abstenção é alta e demonstra apatia.
Abre do caderno Mercado, da Folha: “Petrobras cai 11% após reeleição de Dilma”.
A estatal ganha relativamente pouco espaço no noticiário político. Mas motiva o editorial principal da Folha. Estadão, O Globo e Valor repercutem a contratação, pela Petrobras, de duas consultorias para apurar denúncias.
Com Análise de Mídia!

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