26 de set de 2014

A 9 dias das eleições, jornais nacionais fazem ofensiva contra o governo Dilma

Com Análise de mídia-

“TCU vê indícios de superfaturamento em refinaria da Petrobras” (Estadão)
“Governo usa abono salarial para manobrar Orçamento” (Folha)
“Receita vai vigiar tudo o que você gasta lá fora” (Correio Braziliense)
“Dilma usa discurso na ONU para autolegios” (O Globo)


Essas, as manchetes. O Estadão ainda traz estas duas chamadas, ao lado: “Dilma usa tribuna da ONU para campanha”; “Lula diz não saber de convite para depor na PF”. Ao lado da manchete, O Globo destaca a informação sobre TCU e Petrobras. E, em chamada grande, diz que governo subestima o déficit da Previdência . (Mercado estima R$ 55 bi, mais que os R$ 40 bilhões projetados pelo governo.)

Em seu editorial principal, o Estadão se dedica a criticar as declarações de Dilma Rousseff, contra a ofensiva americana no Estado Islâmico. Mesmo que, em editorial seguinte, o próprio jornal desconstrua as alegações dos Estados Unidos.

Em editorial curto, O Globo aponta uso eleitoreiro da ida à ONU. Critica até o vestido “vermelho PT” utilizado na Cúpula do Clima (isto abaixo da foto dela com vestido azul, na tribuna da ONU).
(ANÁLISE: caso curioso de cromofobia. Houve desembargador no DF, quando Cristovam Buarque era candidato pelo PT, que chegou a proibir bola vermelha em competição esportiva; sem falar nos protestos recentes contra a cor vermelha das ciclovias, prevista no Código de Trânsito.)

Esse editorial também diz que, para criticar os Estados Unidos, “de olho na esquerda”, Dilma fica ao lado de sectários muçulmanos que decapitam pessoas. Merval Pereira faz coro ao escrever que ela usou a tribuna da ONU “para montar uma grotesca propaganda eleitoral”.

Igor Gielow, na Folha, escreve que nem os adversários de Washington consideram que o EI seja algo com que se possa negociar como se fosse um ente nacional.

Em O Globo, Miriam Leitão critica a falta de compromisso com o desmatamento zero. Ela diz que o Brasil deve liderar esse processo. Este também é o mote do editorial principal da Folha.

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