18 de ago de 2014

A diferença entre uma pessoa do povo e um 'imortal' ou o "Maranhão de Todas as Famílias" de Márcio Jerry e o "Maranhão de Meio Dúzia de Magnatas" de Joaquim Haickel

 
Jerry joga na defesa e no ataque do time da mudança
Por Márcio Jerry

Nem é preciso gastar muitas palavras para contrapor o fadigoso texto do imortal Joaquim Nagib Haickel sobre debates, entrevistas e Flávio Dino. Até porque há excesso de palavras para apenas uma intenção: tentar desqualificar com argumentos falsos o candidato oposicionista Flávio Dino.
(Antes, cedo à confissão do que há pouco tratei com meus botões: – quanto esforço deve fazer o intelectual de bons modos Joaquim para defender o candidato que, na falta de outro, o grupo dele improvisou para a disputa eleitoral deste ano. Claro, Joaquim não é cínico, sabe do Edinho todos os defeitos. Mas se esmera, e nesse mister quanto esforço faz !, em defesa da elite decadente com a qual afinal coabita e que agora precisa daquele que até outro dia era só uma espécie de fanfarrão aturado por ser filho do Edson Lobão.)

Deixando por aqui os botões, o que diz Joaquim? Que Flávio Dino teria fugido de entrevistas e debates; que Flávio Dino é autoritário e arrogante; que Flávio Dino perfila no mundo ideológico ao lado de Fidel, Chávez e Cristina. Ah, e que Flávio Dino teria receio de enfrentar jornalistas, etc.

Ah, Joaquim, até o papagaio evocado por teu candidato sabe que não é isso. Tu mesmo, quantas vezes não sublinhaste a reconhecida capacidade do advogado, professor, ex juiz federal que chegou à Secretaria Geral do CNJ; do deputado federal tantas vezes homenageado pela imprensa e por seus pares; do homem de “muitos e acentuados atributos positivos”? Sabes do Flávio Dino as virtudes e o preparo para governar o nosso Maranhão.

Flávio Dino é de uma geração de lutadores pela democracia em todos os espaços de atuação, desde a adolescência. Mostrou ao longo da trajetória grande capacidade para o debate, para a sustentação competente de posicionamentos, até por dever de ofício. Não, Joaquim, não é por recear entrevistas e debates que Flávio Dino não foi à Rádio Mirante AM e à TV Difusora. Aliás, Flávio Dino somente nesta semana irá a dois debates e concederá várias entrevistas.

No caso da TV Difusora, apresentamos propostas claríssimas para que o debate pudesse transcorrer com normalidade e não num ambiente hostil e sem regramento. Por que não aceitaram, por exemplo, mediador do SBT nacional e presença da OAB? Confissão de que armavam algo ?

A Rádio Mirante AM preparou um clima que em todos os aspectos fugiu do que seria uma entrevista. Aqui, concordo contigo na referência ao ringue, afinal foi o que a Rádio Mirante preparou. Jornalistas que a todo instante atacam o candidato, muitas vezes desonestamente porque ataques assentados em mentiras, calúnias, farsas, vão a um programa para em coro e a todo instante criar um ambiente de confronto, atropelando respostas, fazendo de cada pergunta um enunciado elaborado pelo comitê de campanha do adversário. Ah, Joaquim, assim não dá.

Somos radicalmente democráticos, com as consequências práticas que daí derivam e dão conteúdo. Inclusive, no respeito às divergências, no debate sempre respeitoso.

Quanto à “retaliações…Bem isso é tão patético que creio ter sido um “caco” colocado por alguma mente estúpida ao teu texto. Tu jamais cometeria aquela barbaridade ética de malandramente traficar no texto uma tão grave desconfiança acusatória. Tão grave quanto desprovida de sentido.

*Márcio Jerry, Presidente do PCdoB Maranhão, integra a Coordenação de Campanha Flávio Dino

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