9 de abr de 2014

Secretário Nacional do PCdoB convoca PT para construção da grande transformação do Maranhão: "O Maranhão, a oligarquia e um falso dilema petista"

Flávio Dino
Flávio Dino
O sarneysismo comanda o Estado do Maranhão há 50 anos – a mesma idade do golpe militar -, com o interregno do governador deposto Jackson Lago, eleito com o apoio do anterior, José Reinaldo, que havia migrado para o PSB.

Hoje, Flávio Dino, do PCdoB, candidato da renovação, está com índices sustentados há 20 meses em torno dos 50-56%. Em 2010 Roseana Sarney fora eleita por ínfima margem, com o PT como vice-governador, depois alijado. Mesmo assim, o sarneysismo “exige” de novo o apoio do PT ao governo do Estado. O clã quer sequestrar a imagem de Dilma e Lula para seu projeto eleitoral de sobrevivência.

Sarney senador deu apoio importante ao governo Lula e Dilma. Reciclou-se no pós-ditadura e cumpriu papel democrático nacionalmente. Roseana o acompanhou. Mas fora do plano nacional, o sarneysismo no Maranhão é a mais longeva, nefasta e última oligarquia política do país. Um esquema de poder em que as coisas degeneraram há tempos, enquanto bloco político, capacidade administrativa e padrão moral, onde os integrantes do núcleo de comando locupletam-se com o Estado.

O PT pode ter razões em manter a aliança com Sarney no Maranhão. A inteligência política – ou coragem – separaria isso. Na realidade política brasileira, as eleições a governador não são meras extensões mecânicas dos arranjos feitos para a eleição presidencial, e isso pode ser constatado para todos os partidos e Estados.

No plano nacional, há lugar para Sarney ou seus indicados no atual governo central, no Ministério e outros órgãos. A própria governadora Roseana poderia integrar este ou o futuro governo. É próprio da coalizão nacional nos marcos atuais.

Mas manter o Estado do Maranhão nas mãos da oligarquia, será condenar seu povo a mais um período dissociado do ciclo desenvolvimentista e distribuidor de rendas vivido no país. O Maranhão é um Estado rico, cujo povo foi deixado à margem quanto aos índices sociais, econômicos e que mantém padrões políticos quase-selvagens, um vale-tudo sem fim que se infiltra em todos os poderes sob o mando do clã. É um esquema de governo falido, um fim de jornada.

A encruzilhada do PT em não proclamar apoio ao PCdoB não representa meramente mais um marco de pragmatismo político ou apenas falta de compromissos com seus parceiros duradouros. Se volta a apoiar o sarneysismo, a que título seja, o PT dará as costas a tudo que prega como força dominante no governo nacional nestes últimos doze anos. Se lança candidato próprio,  não tem apelo nem chance alguma e pode ser reserva indireta de Roseana, laranja útil por assim dizer. Em ambos os casos, seria pagar um preço já bem pago ao sarneysismo, com os resultados conhecidos. No fundo, é um pretenso dilema: uma ou outra seriam opções políticas falsas para o Brasil e para os maranhenses.

Flávio Dino empalma a esperança progressista dos brasileiros no Maranhão. Fará o combate de cabeça erguida, que pode olhar nos olhos dos maranhenses e propor com clareza programática o que precisa ser feito para alinhar Maranhão e Brasil. O PCdoB, seu partido, sustentará coerentemente a continuidade do atual ciclo, com a reeleição de Dilma. A candidatura a governador se abrirá a todos os apoios necessários para vencer, sob a liderança de Flávio Dino.

Nesta hora, o Maranhão é Brasil, nós brasileiros de todos os rincões somos maranhenses, para levar o progresso, civilidade política e desenvolvimento ao povo maranhense. A campanha de Flávio Dino merece, por isso, o apoio mesmo fora do Estado, na forma de uma grande corrente para torná-la vitoriosa, com o sentimento, apoio moral e material de todos os democratas e progressistas brasileiros e do pedido de voto aos familiares por parte dos maranhenses que se espalharam por todo o país.

Por Walter Sorrentino,  Secretário Nacional de Organização do PCdoB. Confira aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
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Um comentário:

Anônimo disse...

Tem que convocar somente os petista da banda boa, os da banda podre pode deixar com a família Sarney.