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3 de jul. de 2016

O governador Flávio Dino e as eleições 2016, em São Luís. Indagações Pertinentes. Quem avisa, amigo é!

Pesquisas: avaliação e aprovação do Condomínio Flávio Dino em São Luís - apenas um governo mediano e midiático.


Nota do Jornal Pessoal Eri Castro: Indagações Pertinentes: 

Colar a imagem do governo estadual ao prefeito Edivaldo Holanda Junior não influencia negativamente a aprovação de Flávio?
E os outros candidatos da base do governo? Não seria o caso do Flávio ser recíproco com relação aos apoios que recebeu em 2014? Qual a relação de 2016 com 2018? É imperativo o fim do PARTIDO DO MARANHÃO? Essa bandeira não terá utilidade em 2018?

23 de abr. de 2014

A "chegada" de Edinho Lobão e o ritual da NARIGAÇÃO

A "chegada" e o ritual da NARIGAÇÃO
LITURGIA POLÍTICA à moda maranhense
Impressionante como as liturgias políticas do Maranhão ainda são oitocentistas: vide a cerimônia de "chegada" de Edinho 30 (o lobinho Lobão Filho) no aeroporto do Tirirical.
No poema "Nariz Palaciano", o escritor Trajano Galvão narrou a "chegada" de um Presidente de Província nos tempos do Império.
Acompanhe, com o poeta, a "chegada" do novo Presidente ao porto de São Luís e sua condução até o palácio do governo, nos idos de 1856.
(obs.: mantive a grafia do século XIX)

O NARIZ PALACIANO
Trajano Galvão
_

Festivaes repicam os sinos,
Trôa no Forte o canhão;
Correm velhos e meninos,
Ferve todo o Maranhão!
Veem doutores, veem soldados,
E os publicos empregados
Com seo illustre inspector.
– Porque acorre tanto povo?
Chegou Presidente novo,
Nosso Deus, nosso Senhor...
_

Mineiro papa-torresmo,
Ou bahiano carurú?
Seja quem for, – é o mesmo,
Temos nariz, e elles...
Presidente maranhense?
Que tolo ha’hi que em tal pense?!
Nem por graça isso se diz...
Indio ou chim, não nos desbanca;
Não ha mais forte alavanca,
Do que um vermelho nariz.
_

Feliz tres e quatro vezes
Quem rubro nariz sortio!
Nos políticos revezes
Que narigudo affundio?
Diz errada voz imiga,
Que impéra só a barriga
Nos negócios do paiz;
O que a mente minha alcança,
É que, si o lucro é da pança,
O trabalho é do nariz.
_

Por isso, no grande entrudo
Que chamam governo cá,
Folga muito o narigudo
Quando nos chega um pachá.
Pencas agudas e rombas,
Mil elephantinas trombas,
N’esse dia tomam sol:
Qual torreia, qual se achata,
Qual na ponta faz batata,
Qual se enrosca e é caracol.
-

Bem como na culta França,
Cada qual seos animaes
Leva cheio de esperança,
Aos concursos regionaes:
Este, – um carneiro merino,
Aquelle, – um toiro turino,
Outro, – um cavallo andaluz!
Tal, quando o mandarim salta,
Um por um, a illustre malta,
Seo rubro nariz conduz.
_

E, assim como então é d’uso
A chusma da feira erguer
Aos céos o rumor confuso
Dos que veem comprar, vender;
O anho bala, grunhe o cérdo,
Ornêa o jumento lerdo,
Brioso nitre o corcél;
– Tal a turba narigada
Nos trombones a chegada
Festeja do bacharel.
_

Vem, por entre esta harmonia,
O da Côrte homem cortez,
Faz à esquerda cortezia,
À dextra mesura fez...
Mil narizes sobem, descem;
(Não de pudor) enrubecem
No furor de cortejar.
Vibram talhos de montantes,
D’essas espadas gigantes
Que Roldão soube jogar...
_

Na camara do seo palacio,
Vindo da Municipal,
Vê-se o illustre pascacio
Como pisado n’um gral:
Curte comsigo, nem geme,
Que um bom nariz é bom leme
Posto à popa... em bom logar!
Um por um os monstros olha,
Que o trabalho está na escolha...
Do que melhor lhe quadrar.
_

Por mais que se ponha em guarda,
Apezar de quanto diz,
Vista béca, ou vista farda,
Por força leva nariz...
Porque diz em consciência:
– “Pondo de parte a excellencia,
Tu, Presidente, o que és?
Julgas-te inqualificavel?
És um ente narigavel
Da cabeça até os pés...”
_

Embora prudente e calmo,
Si um nariz de guarnições,
Poder suspender-te um palmo
N’estes tempos de eleições,
Vae tudo comtigo abaixo;
Mais asneiras que um borracho,
Juro-te que has de fazer...
Pois como do teo officio
Terás pleno exercício
Si suspenso o has de exercer?
_

Permitta Vossa Excellencia
Que aos sábios ponha a questão;
É caso de consciência,
É um quid juris ratão:
– “N’estes contractos occultos,
Dizei vós, sábios consultos,
Que tendes as leis de cór,
Quem é que fica lesado?
– O mui nobre narigado,
Ou o vil narigador?...”
_

Maranhão - 1856
In: GALVÃO, TRAJANO. Sertanejas (com um prefácio de Raymundo Corrêa, da Academia Brasileira de Letras). Rio de Janeiro, Edição da Imprensa Americana (Fábio Reis & C.), 1898. p. 79-82.
_
Adendo:
Se não entendeste, caro amigo, a poesia do escritor,
De PUXA-SACO hoje chamamos o tal NARIGADOR,
Só que aquele – puxa o saco,
Enquanto este – cheirava o c...

_

7 de abr. de 2014

Edinho 30, por César Teixeira na lembrança do profº Wagner Cabral

Edinho 30
Na década de 1990, o poeta César Teixeira escreveu todo ano o aguardado "Testamento de Judas", lido durante a Semana Santa, na celebração promovida pelo Laborarte.
Em tempos de crise e desagregação da oligarquia, não custa lembrar alguns versos em que o compositor de "Oração Latina" faz "homenagem" ao suposto novo candidato das famiglias:

- Antes de mostrar o cheque
que o Estado herdou
o fantástico Edinho
dele já se apossou.
Essa Corte não tem bobo,
pois todo filho de lobo
é lobinho, sinsinhô!
- Para o Edinho 30
outros 30 desviar,
deixo o seu nome nas casas
do Projeto Habitar,
porém ele não me ilude:
só quer casas de saúde
e canja de AIH.

31 de mar. de 2014

No Maranhão o golpe militar vive

No Maranhão, e no Brasil, o Golpe vive!

Além da ascensão da oligarquia Sarney, a ditadura militar

implantou o modelo de modernização capitalista 

conservadora, que expandiu o latifúndio, a grilagem e a 

violência, transformando o Maranhão no corredor de 

exportação do "Projeto Grande Carajás", com seus brutais

impactos sociais e ambientais.

Ou seja, ainda estamos em 1964!

1 de ago. de 2012

Professor da UFMA desqualifica pesquisas eleitorais em São Luís!

  • O historiador Wagner Cabral da Costa, professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), desqualificou, em sua página no facebook, as recentes pesquisas de opinião pública sobre as intenções de voto para a eleição que escolherá o futuro prefeito de São Luís. Definindo a situação como “guerra das pesquisas”, ele diz que, a exceção da Escutec, os demais institutos “ignoram soberbamente a transparência e informação para o cidadão”.

    O professor, que em 2010 desmoralizou uma armação promovida por blogueiros alinhados ao governo do Estado, diz que, no mês de julho, “foram quatro pesquisas, quatro institutos, quatro cenários e nenhum respeito ao cidadão”. Segundo ele, os institutos divulgam números “ao gosto do freguês" e “não publicizam seus gráficos e tabelas. Transparência zero!”.

    No fim, Wagner ironiza e diz que fará uma “campanha para o primeiro Prêmio Nobel misto de Matemática e Ciência Política “para o analista que explicar os quatro cenários diferentes ao longo de apenas 19 dias de campanha”.

2 de mai. de 2012

A pergunta não é só quem matou, mas por quê Décio foi morto?


Do Profº Wagner Cabral
A pergunta fundamental não é somente QUEM matou o jornalista (assassino, comparsas e mandantes), mas também se perguntar POR QUÊ ele foi morto. Pois é necessário refletir sobre o caldo de cultura político-jornalística em que vivemos, no mínimo para evitar que tragédias semelhantes possam ocorrer novamente.

Por fim, convido à leitura do artigo "Condenados ao esquecimento", acerca de pesquisa sobre jornalistas assassinados no Brasil”.

www.observatoriodaimprensa.com.br
Na quinta-feira (25/8), quando duas alunas da PUC-Rio apresentarem as conclusões de uma pesquisa sobre violência contra jornalistas no Brasil na conferência promovida pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) em Puebla, no México, um certo desconforto deverá silenciar os presentes. Em vez de v...

21 de set. de 2010

Historiador aponta distorções da pesquisa Ibope para o Senado


Num comparativo feito em dez estados com pesquisas de intenções de votos para o Senado Federal, o Maranhão aparece com o maior número de indecisos. Segundo a pesquisa Ibope, 53% do eleitorado maranhense estariam indecisos. Um fenômeno comparado à tendência no restante do país. Nas palavras do historiador e analista Wagner Cabral, professor da UFMA, trata-se de uma aberração estatística, que aponta de forma inequívoca a manipulação das pesquisas.
“Com a proximidade de realização do pleito, a tendência natural é que diminua o número de indecisos. No Maranhão, esse percentual é estratosférico comparado aos demais estados. Por exemplo, nas pesquisas realizadas pela Escutec houve o inverso aumentaram significativamente o percentual de indecisos”, analisou Wagner Cabral.
Para o estudioso, o número excessivo de indecisos nas estatísticas divulgadas para as intenções de votos para o Senado Federal prejudica os candidatos de oposição, principalmente o ex-governador Zé Reinaldo (PSB), o mais competitivo entre os oposicionistas. “Isso falseia o resultado e prejudica os candidatos da oposição, já que eles aparecem com resultados menores que a realidade”, ponderou o professor.
Outra observação feita por Wagner Cabral sobre a última pesquisa divulgada, diz respeito à redução drástica no número de entrevistados em Imperatriz. De 42 pessoas questionadas na anterior, esta entrevistou apenas 28 eleitores.
Na pesquisa realizada pelo Ibope/TV Mirante, 53% do eleitorado estariam indecisos. Outra variação considerável na pesquisa foi quanto ao percentual de eleitores que votariam nulo ou em branco. Na pesquisa anterior, eram 12%. Na última, 17% disseram que pretendem votar nulo ou em branco.
Em outros nove estados brasileiros, os índices de indecisos não ultrapassam a marca dos 30%. Veja o quadro abaixo:

Rio de Janeiro
Indecisos com relação a um dos votos 22% dos entrevistados; 10% não decidiram os dois votos.
Pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 13 e 14 de setembro.
Rio Grande do Sul
Indecisos com relação a um dos votos 30%; 16% não decidiram nenhum dos votos.
Pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 13 e 14 de setembro.
Pernambuco
Indecisos com relação a um dos votos 28% dos entrevistados; 20% não sabem em quem votar para as duas vagas.
Pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 13 e 14 de setembro
Paraná
Indecisos com relação a um dos votos 35%; 19% não ainda não decidiram nenhum dos votos.
Pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 13 e 14 de setembro.
Distrito Federal
Indecisos com relação a um dos votos 37% dos entrevistados; 22% ainda não decidiram nenhum dos votos para senador.
Pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 13 e 14 de setembro.
São Paulo
Indecisos para uma das vagas 26%; 15% não decidiram os dois votos.
Pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 13 e 14 de setembro.
Minas Gerais
Indecisos com relação a um dos votos 23%; 11% não sabem em quem votar para as duas vagas.
Pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 13 e 14 de setembro.
Piauí
Dos entrevistados, 31,9% disseram não ter nenhum candidato ao Senado.
A pesquisa Captavox.
Amazonas
Pesquisa Ibope, o percentual de indecisos é de 12%.

16 de ago. de 2010

Segundo pesquisa de instituto contratado pela Mirante, no início da campanha, Flávio conquistou 135 mil votos, Jackson 114 mil e Roseana apenas 8.500 votos

Na noite deste sábado (14 de agosto de 2010), foi divulgada a 2ª pesquisa ESCUTEC,
feita  para  o  jornal  O  Estado  do  Maranhão.  Os  números  completos  só  devem  ser
divulgados pelo instituto de pesquisa no início da semana, mas algumas observações
preliminares já podem ser feitas.

1)  É incorreta a afirmação d’O Estado do Maranhão de que a pesquisa “deixa
inalterada  a  disputa  pelo  governo”  (conforme  o  site  imirante.com:
http://imirante.globo.com/noticias/2010/08/14/pagina250729.shtml).

2)  Tal afirmação só faz sentido quando referida à pesquisa ESTIMULADA para
governador,  em  que  os  entrevistados  recebem  um  cartão  com  o  nome  dos
candidatos, sendo solicitados a informar em quem votariam naquele momento.

3)  Na pesquisa ESTIMULADA, os três principais candidatos permaneceram na
margem  de  erro  da  pesquisa  (3%),  sendo  que  Roseana  Sarney  (–  0,8%)  e
Jackson Lago (– 2,1%) tiveram variação negativa, enquanto Flávio Dino teve
variação positiva (+ 1,4%). 

4)  A  vantagem  de  Roseana  sobre  os  outros  dois,  que  em  julho  era  de  7,8%,
manteve-se praticamente a mesma em agosto (7,7%). Já o número de indecisos
aumentou, também dentro da margem de erro, saindo de 4,1% para cerca de
5,6% (o número exato ainda vai ser divulgado). 

5)  Contudo, as conclusões  são completamente  diferentes  quando  observamos  a
pesquisa ESPONTÂNEA, em que o eleitor cita seu candidato sem o estímulo de
cartão.  A  maior  parte  dos  analistas  políticos  concorda  que  a  pesquisa
ESPONTÂNEA  é  aquela  que  efetivamente  aponta  o  grau  de  decisão  (ou
indecisão) do eleitorado e seu nível de envolvimento com o processo eleitoral. 

6)  Dessa  forma,  os  números  da  pesquisa  ESPONTÂNEA  apresentados  pela
ESCUTEC fornecem um quadro bastante diferenciado, apontando importantes
alterações na disputa pelo governo estadual.

7)  Na  pesquisa  ESPONTÂNEA,  Roseana  Sarney  apresenta  mínima  variação
positiva  (de  apenas  0,2%),  enquanto  os  candidatos  do  campo  oposicionista
apresentam expressivas variações positivas, no limite ou além da margem de
erro da pesquisa: assim ocorre tanto com Jackson Lago (+ 2,7%), quanto com
Flávio Dino (+ 3,2%).

8)  Assim, na pesquisa ESPONTÂNEA, a vantagem de Roseana Sarney sobre os
outros dois candidatos, que em julho era de 10,6 %, caiu para 4,9 % em agosto, uma queda de 5,7 pontos percentuais, quase o dobro da margem de erro da
pesquisa. A vantagem de Roseana Sarney caiu em mais da metade.

9)  A conclusão é cristalina: apesar de ainda haver um grande número de indecisos
(32%), uma parte do eleitorado maranhense (indeciso em julho) já começou sim
a definir seu voto nas últimas 3 semanas (entre 25 de julho e 15 de agosto),
como  efeito  da  campanha  que  já  deslanchou,  OPTANDO  em  esmagadora
maioria pelo VOTO OPOSICIONISTA em Flávio Dino ou Jackson Lago. 

10) Esta é a ALTERAÇÃO mais significativa do quadro eleitoral apontado pela
pesquisa  ESCUTEC:  o  início  da  campanha  de  rua  aponta  um  crescimento
expressivo das intenções de voto nos candidatos de oposição, reafirmando mais
uma vez o que todas as pesquisas anteriores apontavam, a alta taxa de rejeição
da candidata filha da oligarquia e a tendência de realização de um 2º turno.

11) Se transformássemos, a partir da pesquisa ESPONTÂNEA da ESCUTEC, os
dados percentuais em números absolutos, teríamos o seguinte: nas últimas três
semanas, cerca de 6% do eleitorado definiu seu voto para governador, assim
dividindo-se, Flávio Dino conquistou cerca de 135 mil votos, Jackson Lago
angariou cerca de 114 mil votos, e Roseana Sarney apenas 8.500 votos. 

12) Ou seja, cerca de 96% dos eleitores que definiram seu voto a partir do início da
campanha OPTARAM pela OPOSIÇÃO, numa clara tendência de realização do
2º turno. Embora ainda não esteja claro quem passará para o 2º turno, se Jackson
Lago  (que  também  tem  alta  taxa  de  rejeição)  ou  Flávio  Dino  (ainda
desconhecido de boa parte do eleitorado), com leve vantagem deste último por
estar apresentando melhores variações positivas e ter baixa rejeição.

13) Para finalizar, nunca é demais lembrar que toda pesquisa registra apenas um
momento da campanha, e que as tendências atuais podem se confirmar (ou não),
a depender de inúmeras variáveis: 
a)  o início da campanha em rádio e tv, a partir de 17 de agosto (próxima 3ª feira); 
b)  as possíveis reformulações das estratégias eleitorais dos candidatos;
c)  as definições quanto à impugnação das candidaturas “ficha suja” pelo TSE;
d)  o peso da máquina política de clientelismo e compra de votos, assim como
abuso  de  poder  econômico  e  midiático,  que  bem  sabemos  é  utilizada  pela
oligarquia.

Por Wagner Cabral, professor do Departamento de História da UFMA.
Enviado por Eri Santos Castro.