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24 de nov. de 2014

Observatório da Imprensa receberá Flávio Dino nesta terça-feira, 25

Um dos mais respeitáveis jornalista do Brasil: Alberto Dines, que entrevistará Flávio Dino.
Nesta terça-feira (25), o Observatório da Imprensa – TV Brasil receberá o governador eleito do Maranhão, Flávio Dino. Com os jornalistas Alberto Dines e Ancelmo Gois, o programa vai ao ar às 20h (19h no Maranhão).

A entrevista deve abordar as circunstâncias que levaram Flávio Dino à vitória no dia último dia 5 de outubro, quando derrotou o candidato escolhido pelo grupo Sarney, e analisar o cenário político, social e econômico do estado dominado por uma dinastia proprietária de jornais e de redes de telecomunicações.

Flávio Dino foi eleito governador do Maranhão em 1º turno com 63,52% dos votos válidos. Ele é advogado e professor da UFMA. Foi juiz federal, presidiu a Associação Nacional de Juízes Federais (Ajufe) e foi secretário-­geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Aos 38 anos, renunciou a carreira de juiz para se dedicar à política. Em 2006, foi eleito deputado federal pelo PCdoB, sendo o primeiro parlamentar a ser escolhido quatro anos seguidos para a lista de mais influentes do Congresso em Foco. De 2011 até o início de 2014, assumiu a presidência da Embratur, órgão responsável pela promoção turística do Brasil no exterior.

Da assessoria.
Enviado por Eri Santos Castro.
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14 de jan. de 2014

Os Sarney's estão nus e a mídia conservadora está lhes protegendo


Alberto
Por Alberto Dines
Não se pode dizer que a grande mídia está protegendo o clã Sarney. Mas não parece suficientemente indignada com a apatia dos donatários da capitania diante de tantas denúncias nacionais e internacionais e suas cínicas explicações.
A mídia está pisando em ovos, pautando-se pelo grau de intensidade das reações federais, quando o normal seria o contrário: a imprensa pressiona o Executivo, que não tem outra alternativa senão descontar em cima dos governadores relapsos ou seus padrinhos.
Para começar: o noticiário relativo às ocorrências no presídio de Pedrinhas, em São Luís (MA), e seus desdobramentos na esfera política e judicial, está sendo chutado para os cadernos secundários destinados à cobertura local (“Cotidiano” na Folha de S.Paulo, “Metrópole”, no Estado de S.Paulo). Exceto noGlobo.
Mudanças no trânsito de São Paulo ocupam a capa do caderno, o horror em Pedrinhas vai para as páginas internas. Esta catástrofe humanitária e política, de interesse nacional, mostrada ao mundo por meio de um vídeo horripilante e denunciada pela ONU e OEA não pode ficar escondida. Não reverbera e se não reverbera, evapora.
Procedimentos débeis
A incrível sucessão de ratas e gafes cometidas pelo clã maranhense, no poder há mais de meio século, exibe de forma inequívoca o caiporismo, o despreparo e o aviltante nível moral das elites regionais. Primeiro foi o cacique, ex-presidente da República, acadêmico imortal, temente a Deus, que proclama o fim da violência. Contida, não chegara às ruas. Mentira ou erro grosseiro: a violência que decapita presidiários atrás das grades matou uma criança, feriu gravemente sua mãe e irmã no incêndio de um ônibus no perímetro de São Luís.
De férias ou estressados pelo calor, nossos opinionistas deixaram passar o disparate. Depois veio a filha, ex-senadora e atual proprietária do estado, saindo-se com esta preciosidade retórica: a atual onda de violência decorre da riqueza que chegou ao estado na sua gestão. A mídia estrilou um pouco mais: era caso de levar a autora do despautério sociológico – graduada num curso por correspondência – aoparedon do escárnio.
A série de patuscadas para livrar os Sarney de manifestações de rua na próxima temporada de agitos encerrou-se na Folha, domingo (12/1). Alguém autorizou a publicação de um artigo da governadora Roseana na seção “Tendências/Debates”, nobilíssima página 3, com uma generosa chamada na primeiro página, “O Maranhão de verdade”, onde a inspirada Joana D’Arc tenta provar que “o crime organizado espalhou pelo país a violência que vemos hoje”.
Colher de chá excessiva, mas no sábado pela manhã é impossível mexer na página 3 do primeiro caderno. O que fazer? Outro alguém teve a genial ideia de colocar uma continuação da página 3 no caderno “Cotidiano” com um texto capaz de contrastar com a cara de pau de D. Roseana. Às pressas, inventou-se uma página de opinião no caderno local (C-4) preenchida por um valente texto de Zeca Baleiro. Sem diploma universitário, o cantor e compositor maranhense foi fundo: “Se o crime organizado (…) dá as cartas e oprime o povo com ameaças e ações dignas dos mais perigosos terroristas, é porque há uma natural permissão”. Completa: “(…) a miséria extrema que assola o Estado há décadas, o analfabetismo (…) a cultura antiga de currais eleitorais (…) são crimes tão hediondos quanto os cometidos no complexo penitenciário de Pedrinhas” (ver “Uma notícia está chegando lá do Maranhão”).
Zeca Baleiro é um jornalista nato. Com alguns petardos deste calibre não sobraria nenhum Sarney nas esferas do poder.
O episódio revela a precariedade dos procedimentos nas redações durante o plantão dos fins de semana. A autorização para publicar e destacar o texto de Roseana foi tão esdrúxula quanto a tentativa de neutralizá-lo.
Senador milagreiro
Os Sarney estão nus. E ninguém quer vê-los. Questão de bom gosto, certamente. Mas por que tantos cuidados? Por muito menos Renan Calheiros perdeu a presidência do Senado e agora corre o risco de ficar careca.
Sarney foi presidente da República, em seguida aos 21 anos de ditadura. As instituições eram menos transparentes, as benesses podiam ser disfarçadas. Para quem for suficientemente curioso não será difícil descobrir por que Sarney é tão querido da grande mídia.
Um favor que Sarney vem prestando aos grandes grupos de comunicação é o seu ódio ao Conselho de Comunicação Social, que durante 14 anos manteve na caçamba de lixo até que numa manobra conjunta senadores do PT e do PSDB o resgataram. Sarney é ranheta, insistiu e, no segundo mandato do CCS, mandou desativá-lo. Era ilegal, mas foi obedecido.
O que fez Sarney pelos camaradas donos de jornais, rádios e redes de TV? Montou um novo CCS e para torná-lo inabalável, eterno, entregou a presidência ao arcebispo do Rio de Janeiro, D. Orani Tempesta, considerado um especialista. Promovido pelo papa Francisco a cardeal, procura-se em seu belo currículo eclesiástico e de homem público alguma referência à importante função que exerce num órgão do Senado. Não se encontra.
D. Orani é e não é presidente do CCS: na página da internet do Conselho lá está o seu nome. Mas nos registros da mídia seus títulos são outros.
Longa vida a José Sarney, o milagreiro.

2 de mai. de 2012

A pergunta não é só quem matou, mas por quê Décio foi morto?


Do Profº Wagner Cabral
A pergunta fundamental não é somente QUEM matou o jornalista (assassino, comparsas e mandantes), mas também se perguntar POR QUÊ ele foi morto. Pois é necessário refletir sobre o caldo de cultura político-jornalística em que vivemos, no mínimo para evitar que tragédias semelhantes possam ocorrer novamente.

Por fim, convido à leitura do artigo "Condenados ao esquecimento", acerca de pesquisa sobre jornalistas assassinados no Brasil”.

www.observatoriodaimprensa.com.br
Na quinta-feira (25/8), quando duas alunas da PUC-Rio apresentarem as conclusões de uma pesquisa sobre violência contra jornalistas no Brasil na conferência promovida pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) em Puebla, no México, um certo desconforto deverá silenciar os presentes. Em vez de v...

20 de mar. de 2012

Imperdível: Roda Viva entrevistou Alberto Dines

Ontem no Roda Viva
 
O jornalista Alberto Dines foi o convidado do Roda Viva desta segunda-feira (19/3). Aos 80 anos de idade, ele comemora em 2012 seis décadas de profissão.
 
No centro do Roda Viva, Dines deve falou sobre a imprensa nos dias de hoje e das mudanças provocadas pelo surgimento de novas tecnologias. Ex-editor chefe do Jornal do Brasil, o jornalista escreveu mais de 15 livros. Entre eles, O Papel do Jornal, uma das mais lembradas obras acadêmicas da área. Atualmente, Dines é o responsável pelo site Observatório da Imprensa, que discute o trabalho dos jornalistas. 
 
Apresentado por Mario Sergio Conti, o Roda Viva teve como entrevistadores Tereza Cruvinel (jornalista, ex-presidente da TV Brasil e ex-colunista de política); Manuel Alceu Affonso Ferreira (advogado); Laura Capriglione (repórter especial do jornal Folha de S.Paulo); Maria Cristina Fernandes (editora de política do jornal Valor Econômico) e Eugênio Bucci (professor da Universidade de São Paulo). O Roda Viva também teve a participação do cartunista Paulo Caruso.