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16 de nov. de 2015
Nota de Repúdio: A Vale e a Biliton devem ser criminalizadas e reparar os danos da maior catástrofe ambiental provocada pela ganancia no mundo
BASTA!
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Chega de mortes, destruição e sofrimento para saciar a voracidade da mineração!
Mais uma tragédia que dói muito fundo e arregaça, de tristeza e revolta, o coração e a alma. Mais um acidente com barragem de rejeitos em Minas Gerais, desta vez em Mariana, município já tão impactado pelo complexo minerário da Vale/Samarco, a ponto da sua população ficar sem água várias vezes por dia.
Hoje foi o distrito de Bento Rodrigues e sua gente, soterrados vivos pela lama da ganância de uma atividade econômica que avança voraz sobre lugares e pessoas para exportar nossos bens minerais e alimentar contas de acionistas e o mercado financeiro.
E além de Bento Rodrigues vários outros distritos foram afetados, e até a tarde de sexta-feira outros municípios também foram largamente atingidos pela lama da barragem, que continua causando um rastro de destruição por onde passa. Não se sabe ainda até onde irá essa enxurrada de lama.
Mesmo ainda sem notícias precisas das perdas humanas e da situação dos vitimados e famílias, já dói muito fundo porque nos sentimos no lugar de cada um deles e, assim, somos solidários.
Tudo é criminoso e terrível! Acidentes e impactos da mineração acontecem recorrentemente, as empresas continuam com a mesma postura prepotente de “responsabilidade social e ambiental” e ainda fazem uma cortina de fumaça sobre os reais fatos nesses momentos, como a Samarco (que é 50% da Vale e 50% da BHP Biliton) está fazendo.
E ainda precisamos estar em luta contra o Projeto de Lei nº 2946/2015 do Governador Pimentel, em regime de urgência para agilizar licenciamentos e reduzir o controle social sobre a segurança dos projetos prioritários para o Estado, que de certeza não são projetos prioritários para a população mineira.
Basta!
Não queremos este modelo econômico que nos é imposto!
Não queremos este modelo econômico que nos é imposto!
Brasil, 16 de Novembro de 2015
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Para Marina, tragédia em MG é catastrófica e negligência gerou perda incalculável
A ex-ministra do Meio Ambiente e ex-senadora Marina Silva (Rede-AC) afirmou que o tragédia causada pelo rompimento das barragens da mineradora Samarco, em Mariana, Minas Gerais, é “catastrófica”. Na opinião dela, a negligência, a ser investigada, gerou um "dano incalculável”. A Samarco é controlada pelas empresas Vale e a australiana BHP Billiton Ltd.
"É um dano incalculável porque, por mais que você consiga precificar os danos econômicos, do patrimônio histórico, você jamais vai conseguir calcular as vidas que se perderam, as histórias que desapareceram, as relações que as pessoas estabeleceram com aquilo que produziram e acumularam. Isso não tem preço”, afirmou Marina, em entrevista a este blog e ao jornalista Fabiano Costa, do G1.
"Pode até se fazer um cálculo do prejuízo causado à biodiversidade, ao patrimônio histórico, enfim, à cidade, mas tem algo ali que é incalculável e onde reside a maior denúncia de descaso, porque é irreversível. Você pode reconstruir uma cidade, mas não reconstrói vidas”, disse ela.
Na entrevista, Marina Silva apontou que "foi isso que a gente perdeu com a negligência da empresa porque, se existiam laudos indicando problemas, por que não agiram de acordo com o principio da precaução?”. Na sua opinião, a palavra precaução deve ser sempre lembrada quando se faz um empreendimento com essa magnitude e capacidade de impacto. "Depois que ele acontece, não há o que mitigar”, afirmou a ex-ministra.
"Agora é preciso investigar a negligência da empresa e se houve negligência por parte do poder público, que tem o dever de agir, alertar e interditar, em determinados momentos". Marina explicou que uma coisa é o laudo técnico da empresa e outra coisa é o laudo técnico das autoridades competentes. “É para isso que existe a Justiça. Você pode entrar com uma liminar para interditar aquele empreendimento, para que sejam tomadas as providências”, disse.
Para ela, o que foi produzido é ação humana. “Alguém tem ganhado dinheiro durante décadas, a Vale é uma empresa riquíssima, poderosíssima, e solta uma nota achando que a nota vai resolver. Muito menos uma multa de R$ 100 milhões. Não tem preço o que aconteceu ali”, disse. Marina defendeu que não adianta olhar para Mariana e fazer vista grossa a outros empreendimentos em situação semelhante. "São mais de 40 que estão com observação de risco em Minas e é fundamental que as autoridades tomem uma medida”.
Para Marina, o rompimento das barragens “é catastrófico porque destruiu vidas, uma cidade com sua história e ecossistemas que nós nem sabemos o impacto com esse material contaminado”. “Isso sem falar nos graves problemas causados para as populações que dependem do abastecimento de água”.
Segundo a ex-ministra, empreendimentos como as barragens da empresa Samarco devem sempre ser geridas pelo princípio da precaução. "E com certeza esse princípio não foi considerado nem pela empresa, nem por aqueles que tem responsabilidade institucionais de interditar a empresa”.
"Isso faz parte da visão moderna do que é licenciamento ambiental. Um projeto para ser viável, ele não basta ser considerado viável do ponto de vista econômico, o que mais pesa na hora de pedir o licenciamento por parte dos investidores. A viabilidade social, ambiental e cultural do empreendimento é tratado sempre como uma externalidade. Não dá mais para fazer esses empreendimentos tratando-as como externalidades. É externo o que aconteceu? Tanto não é que foi o próprio empreendimento que causou o dano”, afirmou.
"É um dano incalculável porque, por mais que você consiga precificar os danos econômicos, do patrimônio histórico, você jamais vai conseguir calcular as vidas que se perderam, as histórias que desapareceram, as relações que as pessoas estabeleceram com aquilo que produziram e acumularam. Isso não tem preço”, afirmou Marina, em entrevista a este blog e ao jornalista Fabiano Costa, do G1.
"Pode até se fazer um cálculo do prejuízo causado à biodiversidade, ao patrimônio histórico, enfim, à cidade, mas tem algo ali que é incalculável e onde reside a maior denúncia de descaso, porque é irreversível. Você pode reconstruir uma cidade, mas não reconstrói vidas”, disse ela.
Na entrevista, Marina Silva apontou que "foi isso que a gente perdeu com a negligência da empresa porque, se existiam laudos indicando problemas, por que não agiram de acordo com o principio da precaução?”. Na sua opinião, a palavra precaução deve ser sempre lembrada quando se faz um empreendimento com essa magnitude e capacidade de impacto. "Depois que ele acontece, não há o que mitigar”, afirmou a ex-ministra.
"Agora é preciso investigar a negligência da empresa e se houve negligência por parte do poder público, que tem o dever de agir, alertar e interditar, em determinados momentos". Marina explicou que uma coisa é o laudo técnico da empresa e outra coisa é o laudo técnico das autoridades competentes. “É para isso que existe a Justiça. Você pode entrar com uma liminar para interditar aquele empreendimento, para que sejam tomadas as providências”, disse.
Para ela, o que foi produzido é ação humana. “Alguém tem ganhado dinheiro durante décadas, a Vale é uma empresa riquíssima, poderosíssima, e solta uma nota achando que a nota vai resolver. Muito menos uma multa de R$ 100 milhões. Não tem preço o que aconteceu ali”, disse. Marina defendeu que não adianta olhar para Mariana e fazer vista grossa a outros empreendimentos em situação semelhante. "São mais de 40 que estão com observação de risco em Minas e é fundamental que as autoridades tomem uma medida”.
Para Marina, o rompimento das barragens “é catastrófico porque destruiu vidas, uma cidade com sua história e ecossistemas que nós nem sabemos o impacto com esse material contaminado”. “Isso sem falar nos graves problemas causados para as populações que dependem do abastecimento de água”.
Segundo a ex-ministra, empreendimentos como as barragens da empresa Samarco devem sempre ser geridas pelo princípio da precaução. "E com certeza esse princípio não foi considerado nem pela empresa, nem por aqueles que tem responsabilidade institucionais de interditar a empresa”.
"Isso faz parte da visão moderna do que é licenciamento ambiental. Um projeto para ser viável, ele não basta ser considerado viável do ponto de vista econômico, o que mais pesa na hora de pedir o licenciamento por parte dos investidores. A viabilidade social, ambiental e cultural do empreendimento é tratado sempre como uma externalidade. Não dá mais para fazer esses empreendimentos tratando-as como externalidades. É externo o que aconteceu? Tanto não é que foi o próprio empreendimento que causou o dano”, afirmou.
LULA E FHC
Marina também defendeu na entrevista a este blog e ao G1 que os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso deveriam se aproximar para buscar saídas para as crises política e econômica no país. Segundo ela, ambos têm força para frear o agravamento do cenário.
"Está na hora de o presidente sociólogo e o presidente operário conversarem. Se foi possível Fernando Henrique conversar com ACM, se foi possível Lula conversar com [José] Sarney, [Fernando] Collor, Renan [Calheiros], Jader Barbalho e Eduardo Cunha, por que não é possível conversarem dois ex-presidentes da República para que possamos viver os últimos suspiros da polarização?", questionou a ex-senadora.
Marina também defendeu na entrevista a este blog e ao G1 que os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso deveriam se aproximar para buscar saídas para as crises política e econômica no país. Segundo ela, ambos têm força para frear o agravamento do cenário.
"Está na hora de o presidente sociólogo e o presidente operário conversarem. Se foi possível Fernando Henrique conversar com ACM, se foi possível Lula conversar com [José] Sarney, [Fernando] Collor, Renan [Calheiros], Jader Barbalho e Eduardo Cunha, por que não é possível conversarem dois ex-presidentes da República para que possamos viver os últimos suspiros da polarização?", questionou a ex-senadora.
Do G1.
Enviado por Eri Santos Castro.
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28 de out. de 2014
Por que Aécio foi derrotado em Minas Gerais 3 eleições, em menos de um mês?
- O Senador Aecio Neves perdeu tres eleições em sua base em menos de um mês. Não precisamos de análises técnicas profundas para dizer, no mínimo, que seu modelo de gestão foi severamente questionado pelos seus supostos beneficiários, o povo mineiro. Poderia-se alegar que os mineiros "não entenderam" as intenções do Senador, argumento que não se sustenta após uma rápida olhada nos recursos públicos utilizados em publicidade e propaganda durante o governo tucano. O fato é importante pois uma das estratégias do PSDB era se colar à consigna da "boa gestão", daqueles que "prometem e fazem", enfim, de um estilo gerencial diferenciado do PT. Não deu certo, pelo menos dessa vez. Por isso eu acho que a manchete está exata e rigorosamente ao contrário, invertida, não?
7 de dez. de 2010
Por que Araxá é vital para os EUA?
Cidade está na lista secreta de locais estratégicos para americanos, revela site, por deter maior reserva mundial de nióbio, minério raro usado na indústria espacial
Depois de pôr a política externa americana de cabeça para baixo, o WikiLeaks acaba de entrar em um território sensível não apenas aos EUA, mas a todo o mundo. O site revelou nada menos do que a relação de pontos situados mundo afora considerados estratégicos para o governo americano, o que poderia transformá-los em alvos de ataques terroristas. No Brasil, além das jazidas de Araxá, em Minas, estão cabos submarinos e reservas de minério de ferro e manganês.
Do Estado de mInas.
Enviado por Eri Santos Castro.
Depois de pôr a política externa americana de cabeça para baixo, o WikiLeaks acaba de entrar em um território sensível não apenas aos EUA, mas a todo o mundo. O site revelou nada menos do que a relação de pontos situados mundo afora considerados estratégicos para o governo americano, o que poderia transformá-los em alvos de ataques terroristas. No Brasil, além das jazidas de Araxá, em Minas, estão cabos submarinos e reservas de minério de ferro e manganês.
Do Estado de mInas.
Enviado por Eri Santos Castro.
29 de nov. de 2010
Mega oferta de gás reativa investimento em térmicas
A grande oferta de gás natural que o Brasil terá nos próximos anos está abrindo caminho para que o governo federal volte a licitar usinas termelétricas. Em apenas cinco anos, a oferta do combustível vai praticamente dobrar se levadas em conta as bacias que já estão sendo exploradas pela Petrobras e as novas descobertas feitas nos Estados de Minas Gerais e Maranhão. Nessas contas não estão incluídas as descobertas do pré-sal.
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, prevê a volta das térmicas no Plano Decenal de Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já fala em leilões de termelétricas que operem na base, ou seja, que gerem energia durante boa parte do ano e não somente em períodos emergenciais.
Do Valor Econômico.
Enviado por Eri Santos Castro.
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, prevê a volta das térmicas no Plano Decenal de Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já fala em leilões de termelétricas que operem na base, ou seja, que gerem energia durante boa parte do ano e não somente em períodos emergenciais.
Do Valor Econômico.
Enviado por Eri Santos Castro.
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