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25 de jun. de 2013

Cúpula do PMDB recebe mal a tática de Dilma

Na noite passada, enquanto Dilma Rousseff degustava no Alvorada a sensação do dever cumprido, respirava-se no palácio vizinho, o Jaburu, uma atmosfera de pessimismo. Terminado o encontro da presidente com governadores e prefeitos, Michel Temer reuniu em sua residência oficial a cúpula do PMDB. A conversa foi esticada até o início da madrugada desta terça. Concluiu-se que as providências adotadas por Dilma não devem estancar a crise.
Ouviram-se críticas azedas à presidente. Avaliou-se que, além de não silenciar as ruas, Dilma colocou a responsabilidade pelo barulho no colo dos outros, inclusive dos congressistas. Um dos presentes diria mais tarde que não se surpreenderá se aliados do governo assinarem o requerimento de abertura de uma CPI da Copa, já sugerida pela oposição.
Outro convidado do vice-presidennte recordou que a combinação de ruas cheias com economia desarranjada é prenúncio de desastre. Nesse contexto, a proposta de realização de plebiscito para convocar uma Constituinte foi vista como gasolina na fogueira.
Afora o constrangimento de Temer, autor de artigo no qual tachou a ideia de “inaceitável”, recordou-se que uma Constituinte injetaria instabilidade num cenário que já não é estável. Prevalecendo a ideia, até o estatuto da reeleição estaria sob risco, disse uma dos visitantes do Jaburu. Ou seja, Dilma não se deu conta de que pode virar vítima de si mesma.
Havia gente graúda no Jaburu. Por exemplo: Renan Calheiros e Henrique Alves, presidentes do Senado e da Câmara; José Sarney, ex-inquilino do Planalto; Eunício Oliveira e Eduardo Cunha, líderes do partido no Senado e na Câmara; Roseana Sarney, filha de raposa e governadora do Maranhão; Moreira Franco, ministro da Avião Civil…
Os Sarney estavam entre os mais desassossegados. A filha, ácida. O pai, pessimista, achando que a crise pode fugir ao controle. Numa tentativa de evitar que o mal-estar vire manchete, decidiu-se na conversa noturna do Jaburu adiar por pelo menos uma semana a reunião da Executiva do PMDB, marcada para o final da tarde desta terça.
Considerou-se que, antes de tomar grandes decisões, o melhor a fazer é ganhar tempo para digerir os efeitos dos remédios de Dilma contra a febre das ruas. Ausente da reunião do Jaburu, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, hoje vice-presidente da Caixa, discordou.
Geddel acha que agora mesmo é que o PMDB tem a obrigação de se posicionar, entregando à turma do meio-fio ao menos parte do que ela exige. A rejeição da PEC 37, por exemplo.
Quanto à ideia de Dilma de fazer a reforma política pela via da Constituinte, Geddel recorre à ironia. Afirma que, nessa matéria, está fechado com Temer. Apoia o que está escrito num artigo de 2007. Nesse texto,  Temer tachou de “inaceitável” a proposta agora encampada por Dilma.
Do Blogue Josias de Souza.
Enviado por Eri Santos Castro.
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19 de mar. de 2012

A mulher e o mercado de trabalho

Neste mês de março, quando o Dia Internacional da Mulher se destaca nas celebrações do calendário, os jornais voltam a chamar atenção para o tratamento diferenciado que ocorre entre os sexos no mercado de trabalho. Muitos dos levantamentos divulgados pela mídia até agora apontam a desigualdade na remuneração paga ao homem e à mulher pelas empresas mesmo quando ambos exercem funções semelhantes. Segundo pesquisa do IBGE, no ano passado uma profissional do sexo feminino ganhava o equivalente a 72,3% do homem, isso considerando o mesmo cargo e formação. Em 2003, as mulheres recebiam cerca de 70,8% do salário do homem. Ou seja, embora a situação tenha melhorado, esta diferença vem se reduzindo em um ritmo ainda lento.

A ampliação dos direitos das mulheres deve acompanhar as conquistas que elas já vêm obtendo com esforço e coragem no mercado de trabalho. Ao longo das últimas décadas, elas vêm quebrando tabus, ocupando vagas até então exclusivamente masculinas. Um exemplo da mudança deste processo está nas plataformas de petróleo. Na década de 1970, havia apenas homens trabalhando embarcados na bacia de Campos. Hoje, as operações para a exploração de petróleo e gás não podem prescindir da força feminina. E essa participação não é exclusiva da Petrobras. As demais companhias privadas que têm contratos com a estatal já empregam um grande contingente de trabalhadoras.
Na construção civil, setor considerado até pouco tempo um reduto masculino, o quadro começa a dar sinais de mudanças. Nas obras dos estádios de futebol que passam por reformas ou estão sendo construídos visando a Copa do Mundo Fifa 2014, encontramos mulheres tanto nos trabalhos mais pesados como em funções de comando. São engenheiras, arquitetas, motoristas, auxiliares de serviços gerais ou cozinheiras presentes nos canteiros de obra. E a tendência é que essa participação da mão de obra se expanda cada vez mais e que a mulher esteja cada vez mais presente nos diversos setores da economia nacional.

A discriminação no mercado de trabalho é vergonhosa e precisa ser combatida por toda a sociedade nas esferas política e governamental. Neste momento, o Congresso Nacional discute uma iniciativa neste sentido que estabelece punição, por meio de pagamentos de multas elevadas, para as empresas que insistem em pagar valores menores para as trabalhadoras. A lei será muito bem-vinda, mas é preciso manter uma postura vigilante para que homens e mulheres possam ter suas diferenças valorizadas, o que é bom; mas a desigualdade jamais deve ser admitida, tendo em vista  que é uma forma intolerável de injustiça.
 
Por Moreira Franco é ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.
Da assessoria MF.
Enviado por Eri Santos Castro.
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11 de set. de 2011

Presidenta, bote dinheiro na mão de quem paga (os pobres)


Moreira Franco
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23 de ago. de 2011

Está em andamento a primeira reforma do secretariado de Roseana

A governadora Roseana Sarney dá sinais claros que está em andamento a primeira reforma do secretariado do seu governo. Isso se acentua com a saída de Tadeu Palácio da Secretaria de Turismo, com a interinidade na Educação e Ciência e Tecnologia e ainda o descompaço técnico na Secretaria de  Assuntos Estratégicos, notadamente advertido pelo titular da mesma pasta, no âmbito federal, ministro Moreira Franco, do PMDB, à própria governadora.

"Essa reforma além de levar em conta os critérios técnicos e de desempenho, apontará a política como elemento de equilíbrio do governo", adverte o vice-governador Washington Luiz. Assim sendo, nos próximos dias ventos novos poderão oxigenizar um governo que precisa deslanchar, mesmo no marco do seu horizonte teórico.


Enviado por Eri Santos Castro.
Fotos: Arquivo WEB.
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29 de jul. de 2011

Ministros visitam Centro de Lançamento de Alcântara

Os ministros da Defesa, Nelson Jobim; das Comunicações, Paulo Bernardo, e de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco, visitaram, ontem (28), as instalações do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) para conhecer os sistemas de modernização que estão sendo feitos no CLA com o objetivo de aperfeiçoar as atividades de lançamentos espaciais. Os ministros estavam acompanhados pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antônio Raupp, e pelo diretor do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), tenente-brigadeiro do Ar, Ailton dos Santos Pohlmann.
Da Assessoria da Presidência e com o EMA.
Enviado por Patrícia Aguiar.
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8 de dez. de 2010

Feudo de Sarney cresce com Turismo

Com a indicação de outro aliado de José Sarney - Pedro Novais, de 80 anos, para o Turismo -, Dilma Rousseff fechou as cinco pastas do PMDB. Moreira Franco assumirá a Secretaria de Assuntos Estratégicos, e Garibaldi Alves, a Previdência.

De O Globo.
Enviado por Eri Santos Castro.

10 de out. de 2010

Dilma pode ter ultrapassado o sinal amarelo

Lula desabafa e diz que disputa no 2º turno ficou mais difícil

Gerson Camarotti e Maria Lima, O Globo
A realização do segundo turno levou a campanha de Dilma Rousseff (PT) para o divã.
Na primeira semana da disputa polarizada com o tucano José Serra, a cúpula petista demonstrou insatisfação com o rumo da campanha - desde a dificuldade de Dilma em encontrar um discurso para reassumir o protagonismo da agenda à incorporação, às vezes atabalhoada, de aliados no comando da campanha.
Até mesmo o presidente Lula demonstrou forte apreensão com o rumo da campanha de Dilma no segundo turno.
Nas conversas que teve esta semana, Lula desabafou para um interlocutor que a disputa ficou mais difícil e que o desafio agora é reverter o quadro político de adversidade da campanha.
Na sexta-feira, o clima era de preocupação com o fato de que pesquisas internas indicavam uma redução na diferença entre Dilma e Serra.
Como parte da estratégia de campanha na primeira semana pós-primeiro turno, o presidente Lula foi poupado e evitou aparecer em eventos ao lado da sua candidata, Dilma Rousseff.
O objetivo foi preservar o capital político de Lula do ambiente de derrota da campanha petista, por causa do anticlímax do segundo turno. Já esta semana, Lula pode voltar a aparecer ao lado de Dilma, para influir como cabo eleitoral decisivo.
Na campanha, há o entendimento de que Dilma se cobrou muito por não ter vencido a disputa no primeiro turno, e isso mexeu com seu estado de espírito.
Coordenadores da campanha tentaram, ao longo da semana, dar uma nova motivação à candidata e demovê-la da ideia de que foi a responsável por isso. Mesmo assim, a cúpula petista ainda não conseguiu encontrar uma nova linha de atuação.
Existe um forte desconforto do núcleo duro petista com a presença de novos coordenadores, como o deputado e ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE) e o ex-governador Moreira Franco (PMDB-RJ). Tanto que, na semana passada, houve reuniões reservadas sem que os dois tivessem sido chamados.

Enviado por Eri Santos Castro.