14 de fev de 2016

Novo responsável pela comunicação do PT compara Lula a Cassius Clay e diz que ele terá o seu dia de Muhammad Ali

Edson Barbosa, que assumiu a comunicação do PT no lugar de João Santana, compara a situação do ex-presidente Lula à do pugilista Cassius Clay na épica luta contra George Foreman, ocorrida no Zaire – Clay apanhou até o oitavo round, antes de reagir de forma fulminante; "O Lula é o Cassius Clay da caatinga. Está muito chateado, é claro, porque é incômodo você tomar tanta porrada", diz Edinho Barbosa; no entanto, ele o vê como favorito; "Se tivesse eleição hoje, o Lula ganharia, total."

247 – Em entrevista ao jornalista Luiz Maklouf Carvalho, o novo marqueteiro do PT, Edson Barbosa, comparou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao pugilista Cassius Clay, que depois passou a ser Muhammad Ali.
"O Lula é o Cassius Clay da caatinga", disse Barbosa, que foi marqueteiro de Eduardo Campos na eleição passada, antes de ser convidado pelo PT para assumir o lugar de João Santana.
Edinho, como ele é conhecido, também demonstrou otimismo em relação ao potencial eleitoral do PT. "Lula venceria para presidente da República se a eleição fosse hoje." 
A comparação com Cassius Clay diz respeito a uma épica luta no Zaire, em que pugilista apanhou até o oitavo round de George Foreman, antes de reagir de forma fulminante. "Achei o presidente sereno e tranquilo, muito Cassius Clay contra George Foreman, na luta do Zaire. Respirando, esperando o momento, entendendo que o processo precisa rodar, muito consciente de que não existe materialidade de práticas ilícitas nas investigações contra ele. Até comentei: 'Ô, presidente, achei que ia encontrá-lo mais preocupado'. Ele disse: 'Estou chateado, né, velho, família, filhos, amigos...'. O Lula é o Cassius Clay da caatinga. Está muito chateado, é claro, porque é incômodo você tomar tanta porrada".
Segundo ele, o momento é de tentar devolver governabilidade à presidente Dilma Rousseff. "O tiroteio foi muito excessivo, está tudo muito excessivo, e a racionalidade das coisas exige que todo mundo baixe a bola. Se essa turma do PT tiver realmente maturidade, capacidade política de articulação, pode se dar aí para a presidente Dilma três anos de estabilidade, e então lidar com eleições qualificadas em 2018."
Com Brasil 247.
Enviado por Eri Santos Castro.
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