20 de nov de 2015

Terrorismo contra a democracia, pelo profº Dimas Salustiano


O sentimento geral da humanidade nestes sombrios dias do mês de novembro de 2015 é de perplexidade e medo. A longa estrada pela construção de valores universais que abrigam a democracia, os direitos à vida, à liberdade e às diferenças está sob séria ameaça.
A morte de 130 pessoas, na noite de sexta-feira, 13/11, em Paris, com ao menos 250 feridos, sendo que destes 100 em estado grave, deve gerar profundo impacto no equilíbrio da geopolítica global. A organização terrorista EI (Estado Islâmico) assumiu a autoria dos atentados que atingiram diversos pontos da capital da França.
As guerras travadas no Oriente Médio, desde o dia, 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos, eclodiram no coração do capitalismo e naquilo que se convencionou chamar de Mundo Ocidental. A resposta americana produziu novos conflitos com a conseqüente ampliação do cenário e criação de novos grupos armados. Atualmente tanto na Palestina, como no Afeganistão, Paquistão, Iraque, Líbia, Líbano, Síria, Angola, Nigéria, Governos constituídos, oposições beligerantes, grupos religiosos, organizações terroristas, mercenários e povos que buscam independência e reafirmação de um território como é o caso antigo dos palestinos e curdos travam uma guerra sem quartéis e sem limites. Era de se esperar que novos ataques viessem a ocorrer na União Européia e contra seus aliados.
A guerra civil na Síria, onde já morreram 250 mil civis, desde 2011, resultou em uma crise incontrolável de refugiados, sem precedentes na Europa desde a Segunda Guerra Mundial sendo que as principias vítimas desta tragédia que assola a população civil são em sua esmagadora maioria mulheres e crianças, o lado mais frágil de uma realidade dramática e desumana.
 Enquanto os atos terroristas estiveram adstritos aos países da África, Ásia e Oriente Médio, um certo tipo de letargia e indiferença tomou conta do Ocidente. Pois afinal, o grupo extremista Boko Raram que atua na Nigéria, seqüestrou 276 meninas, entre crianças e adolescentes, de um internato predominantemente cristão e até hoje nenhuma providência tomada produziu resultados concretos no sentido de resgatar as vítimas. A travessia do mediterrâneo e morte de crianças nas praias turcas, ilhas gregas e a Costa da Itália reivindica atitudes duras e eficazes das Autoridades Européias e Mundiais que não foram tomadas.
E expansão do terrorismo é um espectro que lança suas marcas pela Europa, América do Norte e seus aliados, e é um monstro de dificílimo controle, são “lobos solitários”, homens e mulheres  “bomba”, pequenas células que agem sem avisar, que estão sempre à espreita para atacar inocentes, que propagam seus maus feitos em uma espécie de guerrilha midiática pós-moderna, televisiva, conjugadas com espetáculos macabros medievais de degolamentos, reféns queimados vivos e com explosões filmadas em lugares públicos cujas principais vítimas são cidadãos comuns inocentes.
A globalização é econômica, mas também é política e terrorista, da qual parece que ninguém está a salvo. Desde 11 de setembro de 2001 nos atentados de Nova York, Pensilvânia e Virgínia nos EUA onde morreram quase 3.000 pessoas; Em 12/10/2002, no teatro de Dubrova, em Moscou na Rússia morreram 202; Em 11/03/2004 nos trens de Madri na Espanha foram 191 mortos; Entre 1 e 3/09/2004 na escola de Beslan na Rússia foram 338 mortos; Em 7/07/2005 nos ônibus e metrôs de Londres foram mortas 52 pessoas; Em 22/07/2011 em Oslo e Utoeya 76 pessoas foram mortas; Neste anos de 2015 além das 12 pessoas mortas no ataque ao jornal humorístico “Charlie Hebdo”, agora nesta sexta-feira, 13/11, mais 130 mortos e 250 feridos.

Diz-se que a história de tempos em tempos se repete e não podemos olvidar dos acontecimentos nas Olimpíadas de Munique na Alemanha em 7/07/1972, quando em uma ação de um grupo extremista palestino resultou no assassinato de 11 atletas israelenses, 5 terroristas e 1 policial mortos. Ano que vem os primeiros jogos olímpicos da América do Sul, que serão realizados na cidade do Rio de Janeiro no nosso país devem demandar o máximo de cooperação internacional, com informação, tecnologia e as mais rígidas normas de segurança disponíveis. O mundo todo estará com seus olhos e atenção voltados para o Brasil. Que a glória e alegria olímpica não se quedem ao medo! Que Deus nos abençoe a todos!!!!      
Por Dimas Salustiano.
Enviado por Eri Santos Castro.
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