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12 de abr. de 2016

Governador Flávio Dino recebe MST para discutir programa 'Sim, eu posso'


O governador Flávio Dino recebeu, na manhã desta sexta-feira (8), integrantes do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST). Na discussão, além de questões importantes para o desenvolvimento social e agrário do Maranhão, foi debatida a execução do Programa de alfabetização de jovens, adultos e idosos, o 'Sim, Eu Posso!'.

"Estamos avançando na nossa mobilização em torno da temática da alfabetização. Há um foco inicial nos 30 municípios do Plano mais IDH. Em alguns deles a estratégia envolve a parceria com o MEC (Ministério da Educação), que é o chamado 'Brasil Alfabetizado', em outros municípios essa parceria envolve a Universidade Estadual (UEMA) e o MST, com a aplicação do método conhecido internacionalmente, inspirado no grande educador brasileiro, Paulo Freire", explicou o governador Flávio Dino.

O método de alfabetização, concebido pelo Instituto Pedagógico Latino-Americano e Caribenho de Cuba (Iplac), aliado aos círculos de cultura da pedagogia Freireana, visa alfabetizar em oito meses mais de 14 mil jovens, adultos e idosos em oito municípios maranhenses dos 30 que apresentam menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

O coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile, esteve na visita ao Palácio dos Leões, e exaltou a iniciativa. "Repassamos uma agenda de interesse do povo maranhense. Em primeiro lugar, o programa de alfabetização de adultos, no qual nós estamos empenhados para que oito municípios do Maranhão finalmente erradiquem o analfabetismo, que quem sabe seja a maior dívida social que os Governos têm como nosso povo", opinou o líder do movimento.

O coordenador do MST Maranhão, Elias Araujo, explica que as ações do programa já estão em fase de implantação. “O 'Sim, eu posso!' está iniciado. Foi feita a primeira atividade nos municípios e o que se espera é, primeiro que a gente possa fazer um diagnóstico, uma confirmação, dos dados de analfabetismos, e, de fato, deflagrar uma campanha de erradicação do analfabetismo”.

'Sim, eu posso!'
Para efetivar o programa, ocorreu uma ação conjunta de mobilização entre as Secretarias de Estado de Educação (Seduc) e de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), com a assessoria técnico-pedagógica do MST e Uema. O objetivo era a realização de visitas institucionais às prefeituras, câmaras municipais, entidades da sociedade civil, entrelaçando os atores sociais, para redução do analfabetismo no Maranhão.

E para avançar nas etapas de concretização do programa, a Seduc também já realizou a formação de 16 multiplicadores (coordenadores), que atuarão nos municípios beneficiados. Estes repassarão a metodologia de ensino aos alfabetizadores de turma nas cidades.

A próxima etapa da jornada ‘Sim, Eu Posso’, já nos municípios, terá duração de oito meses. Nos três primeiros, ocorrerá o processo de alfabetização em si. Nos cinco restantes, os recém-alfabetizados participarão de um processo chamado ‘Círculo de Cultura’, em que vencerão, também, o chamado analfabetismo funcional, e lhes permitirá fazer leituras críticas da realidade, tendo como referencial teórico os fundamentos dos círculos de cultura da Pedagogia Freireana.

Por Mariana Salgado.
Foto: KarlosGeromy/Secap.
Enviado por Eri Santos Castro.
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9 de jul. de 2015

STÉDILE DEIXA EXÉRCITO DO MST DE PRONTIDÃO PARA COMBATER GOLPE CONTRA DILMA


LÍDER DO MOVIMENTO DOS SEM-TERRA, JOÃO PEDRO STÉDILE. FOTO: VALTER CAMPANATO/ABR

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) vem cumprindo à risca o pedido do ex-presidente Lula para colocar o “exército de (João Pedro) Stédile” na rua. Áreas nos arredores de Brasília, São Paulo e Belo Horizonte foram invadidas por centenas de sem-terra nos últimos dias. 

O MST aguarda desdobramentos dos protestos contra o governo Dilma, neste domingo. Se “necessário”, o MST está pronto para “agir”.

No Distrito Federal, os sem-terra já ocuparam áreas em Planaltina, Brazlândia e Luziânia. E também na região do Colorado.

Grupo do MST se apropriou de áreas na periferia do DF, enquanto o líder sem-terra regional José Rainha viaja arregimentando milicianos. Leia mais na Coluna Cláudio Humberto.

13 de fev. de 2014

30 anos do MST, o ódio e o silêncio da mídia conservadora

Fernando Frazão / ABr

Na semana passada, o Movimento dos 

Trabalhadores Rurais Sem-Terra, o 

MST, completou 30 anos de lutas. A mídia

 "privada" simplesmente omitiu este fato.


Na semana passada, o Movimento dos Trabalhadores 

Rurais Sem-Terra, o MST, completou 
30 anos de lutas. A mídia 
“privada” – nos dois sentidos da palavra – 

simplesmente omitiu este importante 
acontecimento histórico. Alguns jornais,
 como o oligárquico Estadão, que nasceu
 vendendo anúncios de trabalho escravo 
no século retrasado e sempre foi um 
raivoso inimigo das mobilizações sociais,
 até publicou um editorial com seus velhos
 ataques ao MST. Já a impressa alternativa,
 com seus escassos recursos – o governo 
prefere bancar anúncios na mídia ruralista –,
 procurou destacar a prolongada e vitoriosa
 trajetória deste movimento civilizador e 
discutir com seriedade os seus futuros desafios.  

Por Altamiro Borges.
Enviado por Eri Santos Castro.
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13 de set. de 2013

Os caminhos da esquerda: debate com Stédile, Zé Dirceu, Milton Temer e Vladimir Palmeira


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Ação Crítica é um grupo político de esquerda, com atuação no estado do Rio de Janeiro, que acaba de lançar seu documento político para contribuir no debate sobre os rumos da esquerda e do País. A íntegra do documento pode ser acessada em  http://vladimirpalmeira.com.br/opiniao.asp?REG=304 .
Como atividade de lançamento do documento, faremos um debate no dia 17 de setembro, às 18h30, no auditório do Sinpro (Rua Pedro Lessa, 35/2º andar). Para a composição da mesa de debatedores, procuramos figuras-chave da esquerda brasileira nas últimas duas décadas, representantes de visões diversas, e críticas ao nosso documento, para que de fato tenhamos um debate, e não apenas a super-exposição de um único pensamento.
Assim, além do ex-deputado federal Vladimir Palmeira, membro da coordenação da Ação Crítica, que irá apresentar e defender o documento, teremos na mesa, para debatê-lo e criticá-lo: o João Pedro Stédile, principal dirigente nacional do MST, o mais importante movimento social brasileiro nos últimos 20 anos; o ex-ministro José Dirceu, principal dirigente do PT nas últimas duas décadas e figura central na definição dos rumos que o partido tomou até chegar ao Palácio do Planalto; e o ex-deputado federal Milton Temer, fundador e um dos principais formuladores do PSOL, e que na década de 90, ainda no PT, se tornou figura emblemática nos embates internos contra a tendência majoritária do partido dirigida por Dirceu, tendo os dois inclusive se enfrentado em 1997 na mais acirrada disputa pela presidência nacional do PT nesses 20 anos.
Acreditamos que essa composição da mesa de debatedores dá conta de parte significativa das principais vertentes políticas da esquerda brasileira neste período, garantindo um debate rico e diverso sobre os caminhos da esquerda e do Brasil. É claro que há visões que não estão aí representadas, mas seria impossível ter todas as correntes da esquerda em uma única mesa de debate. Procuramos uma mesa que pudesse dar uma visão a mais ampla possível.
Enfim, esperamos que tenhamos um bom debate no dia 17.
Da assessoria.
Enviado por Eri Santos Castro.
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