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8 de abr. de 2012
6 de abr. de 2012
A paixão de Cristo e dos índios maranhenses

A BELEZA GUAJAJARA DE ZAHY...

Ensaio fotográfico 02/2012
Ensaio fotográfico 02/2012 - Zahy Guajajara
De: Leonardo Zegur
7 de mar. de 2012
Indígena Maria Sara, de 13 anos, grávida, é assassinada no Maranhão
Estamos a um dia do Dia
Internacional da Mulher. E a menos de um mês do Dia do Índio. Leio no jornal
Vias de Fato que Maria Sara Gregório Guajajara foi assassinada na
sexta-feira na periferia de Grajaú, no Maranhão. Ela tinha 13 anos
e estava grávida.
Os pais chamam-se Salomão Gregório
Guajajara e Maria Aurora Guajajara. Eles moram em um barraco na
Aldeia Chapadinha, na região do Bananal. Perto do local do crime. O suspeito é o próprio companheiro.
A fonte do jornal Vias de Fato é o
Conselho Indigenista Missionário, via Pastoral Indigenista de
Grajaú. Trata-se de um jornal ligado a movimentos populares, contra
as oligarquias maranhenses.
Maria Sara pode ser um símbolo de
várias lutas. Caso sua breve existência seja valorizada pelos meios
de comunicação. Pauteiros e blogueiros, interessam-se pelo tema?
A adolescente do povo Guajajara merece ser
símbolo de várias lutas. Sua morte expõe a violência contra as
mulheres, por um lado. A violência contra os povos indígenas, por
outro. E a miséria em que vive boa parte do povo maranhense. (Ironicamente, Grajaú já se chamou São Paulo do Norte.)
Maria Sara foi sepultada no domingo.
Caso ninguém ligue para sua morte, pode também ser apenas mais um
capítulo de um livro diariamente reescrito: o da Grande Indiferença
Nacional.
Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)
Enviado por Eri Santos Castro.
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11 de jan. de 2012
O índio queimado no Maranhão
No dia 31 de dezembro de 2011 o site do jornal Vias de Fato
deu uma pequena nota, noticiando que havia nos chegado à informação de
que um índio teria sido queimado no município de Arame, no interior do
Maranhão. A vítima, segundo a denúncia, foi uma criança Awá-Guajá.
Com
a repercussão da nota, alguns dias depois, no último dia 6 de janeiro, o
Conselho Indigenista Missionário (CIMI) divulgou uma notícia em seu
site (www.cimi.org.br)
tratando do mesmo assunto e confirmando a nossa informação. O texto do
CIMI foi feito em Brasília e assinado pelo jornalista Renato Santana.
Nele está dito que, segundo os indígenas, “o corpo foi encontrado
carbonizado em outubro do ano passado num acampamento abandonado pelos
Awá isolados, a cerca de 20 quilômetros da aldeia Patizal do povo
Tenetehara, região localizada no município de Arame (MA). A Fundação
Nacional do Índio (Funai) foi informada do episódio em novembro e
nenhuma investigação do caso está em curso”.
Os
suspeitos pelo crime contra a criança índia são os madeireiros que
atuam em terras maranhenses. O caso repercutiu em todo o país. O
Ministério Público Federal convidou o CIMI e a Comissão de Direitos
Humanos da OAB do Maranhão para discutir as providências que serão
tomadas no sentido de apurar o caso. Hoje à tarde (10/01/12) houve uma
audiência para tratar do assunto.
Porém,
antes disso, no dia 8 de janeiro, a Fundação Nacional do Índio no
Maranhão (FUNAI), apressadamente (e é muito importante registrar a
pressa) concluiu um relatório dizendo que o caso do índio queimado em
Arame “trata-se de um boato”, de “uma mentira”, de “uma notícia sem
fundamento”, cuja “a motivação é eminentemente política”. Lideranças
indígenas nos ligaram hoje pela manhã revoltadas com o conteúdo do
relatório.
O
fato é que a história dos madeireiros na nossa região segue o mesmo
roteiro e método do tráfico de drogas nos morros do Rio de Janeiro. Eles
dominam pela força bruta e agem em parceria com o poder
político/estatal/mafioso. Eles são violentos e circulam como se
estivessem acima do bem e do mal. E já que a FUNAI falou de “motivação
política” o Vias de Fato
lembra que órgãos federais, políticos com mandato e o comando da máfia
maranhense, têm relação com estes madeireiros. São cúmplices! É por isso
que eles estão sempre tão à vontade para devastar, matar e esfolar tudo
que eles encontram pela frente.
No
Maranhão, os madeireiros estão também dentro de áreas indígenas. Por
conta disso, vários índios são aliciados e participam do negócio. Os que
não entram no jogo, sofrem diferentes tipos de agressões, caso dos
Awá-Guajá.
Sendo assim, no momento em que a FUNAI lança um relatório em regime de urgência, tentando botar uma pá de cal sobre a denúncia do índio queimado e deixando livre de suspeitas os madeireiros que agem no Maranhão, é o caso de se levantar algumas questões.
Sendo assim, no momento em que a FUNAI lança um relatório em regime de urgência, tentando botar uma pá de cal sobre a denúncia do índio queimado e deixando livre de suspeitas os madeireiros que agem no Maranhão, é o caso de se levantar algumas questões.
A
primeira se refere ao índio Clóvis Tenetehara. Ele é a única fonte
citada nominalmente pela FUNAI. Na realidade, a FUNAI reproduz um
depoimento de Clóvis quando ele diz que o assassinato da criança Awá se
trata de “um boato, uma mentira”. É estranho que neste mesmo relatório
da FUNAI está dito que os próprios servidores da Fundação flagraram um
caminhão madeireiro e que este teria feito uma doação (incluindo aí
mantimentos) para Clóvis Tenetehara e sua família. Já no site da revista
Caros Amigos está dito
que o “o índio Guajajara Clóvis Tenetehara contou ao CIMI que costumava
ver os Awá-Guajá isolados durante caçadas na mata. Mas que não os vê
mais, desde que localizou um acampamento com sinais de incêndio e os
restos mortais de uma criança”.
Então, nesta confusão toda, quem está mentido? Quem está sendo bobo ou se fazendo de bobo? A FUNAI? O CIMI? A Caros Amigos? O índio Clovis Tenetehara? Os outros setores da imprensa e da Sociedade Civil? Teria Clóvis dado um depoimento para o CIMI e outro para a FUNAI? Ele mudou de depoimento? E se mudou, o que teria lhe motivado? Hoje nos chegou a informação que ele, inclusive, teria recebido um carro. Até o momento não conseguimos confirmar exatamente esta história do veículo. Mas, são muitos os fatos que precisam ser apurados. E outros índios, certamente, devem ser ouvidos!
Quanto ao nosso papel, desde o início, foi o de ajudar a denunciar uma história que é comentada por vários índios da região de Amarante e Arame: UMA CRIANÇA INDÍGENA AWÁ-GUAJÁ TERIA SIDO QUEIMADA POR MADEIREIROS!
E nós sabemos que existe todo um histórico de violência contra índios e outros povos da terra que vivem (e sobrevivem) no Maranhão. São posseiros, quilombolas, sem terra, ribeirinhos etc. E o poder público e a grande mídia local (ambos ligados a máfia Sarney) são protagonistas e/ou coniventes com esta situação de barbárie. E as mortes acontecem... Muitas não são registradas. E o povo grita. E ninguém ouve. Então, numa situação como esta, a FUNAI, ao invés de teorizar sobre liberdade de imprensa, tem é que cumprir o seu verdadeiro papel e convencer a sociedade de que está agindo de forma correta, honesta e com total e absoluta transparência.
Em
nossa edição de novembro de 2011 (nº 26), o índio Frederico Guajajara
disse que “recentemente um madeireiro passou com um caminhão por cima de
um índio Guajajara. Uma índia Kanela de 51 anos, foi estuprada e
assassinada com requintes de crueldade e uma índia Krikati de 22 anos e
com problemas mentais foi estuprada dentro da aldeia por um homem branco
armado. A Funai tem conhecimento disso tudo e não tomou nenhuma
providência.” A matéria tratou de uma rebelião de índios que ocupou a
sede da FUNAI em Imperatriz (MA) e, na ocasião, lançou uma carta aberta
a sociedade.
Nesta carta está citada a tentativa de cooptação de comunidades indígenas e a relação de madeireiros com figuras da FUNAI. Integrantes do CIMI voltaram a garantir hoje, na reunião com o Ministério Público Federal e com a Comissão de Direitos Humanos da OAB, que, já neste período, servidores da FUNAI foram informados que o corpo de uma criança indígena foi encontrado carbonizado. Isto foi há dois meses! Agora, ao invés de fazer uma profunda investigação sobre esta “nova” denúncia, a FUNAI tenta, rapidamente, abafar o assunto citando um único e controvertido depoimento.
O adágio popular diz que onde há fumaça, há fogo. Neste caso das terras dos Awá-Guajá, tem muito mais do que isso...
Por Alice Pires, no sítio Vias de Fato.
Enviado por Eri Santos Castro.
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6 de jan. de 2012
Mais informações sobre criança indígena queimada no Maranhão
Abaixo segue notícia do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), organização que faz parte da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil).
Os awa-guajá são nomades e avessos ao contato com os brancos. A suspeita é que eles sofreram um ataque de madeireiros e fugiram para sobreviver. Ninguém sabe o paradeiro atual da tribo à qual pertencia a criança cujo corpo foi encontrado carbonizado.
O deputado federal Domingos Dutra (PT-MA) está em Brasília acionando órgãos do governo para investigar o episódio.
Uma fonte confiável me relatou que os funcionários da Funai na região de Arame são aliados dos fazendeiros e madeireiros locais. Não surpreende, portanto, que não haja investigação em curso e que o caso só agora tenha vindo à tona.
—
http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&conteudo_id=6037&action=read
Lideranças denunciam assassinato de criança indígena Awá-Guajá na Terra Indígena Araribóia
Lideranças indígenas do povo Guajajara da aldeia Zutiwa, Terra Indígena Araribóia, no Maranhão, denunciam o assassinato de uma criança Awá-Guajá que pertencia a um grupo em situação de isolamento.
O corpo foi encontrado carbonizado em outubro do ano passado num acampamento abandonado pelos Awá isolados, a cerca de 20 quilômetrosda aldeia Patizal do povo Tenetehara, região localizada no município de Arame (MA). A Fundação Nacional do Índio (Funai) foi informada do episódio em novembro e nenhuma investigação do caso está em curso.As suspeitas dão conta de que um ataque tenha ocorrido entre setembro e outubro contra o acampamento dos indígenas isolados. Clovis Tenetehara costumava ver os Awá-Guajá isolados durante caçadas na mata. No entanto, deixou de encontrá-los logo que localizou um acampamento com sinais de incêndio e os restos mortais de uma criança.
“Depois disso não foi mais visto o grupo isolado. Nesse período os madeireiros estavam lá. Eram muitos. Agora desapareceram. Não foram mais lá. Até para nós é perigoso andar, imagine para os isolados”, diz Luís Carlos Tenetehara, da aldeia Patizal. Os indígenas acreditam que o grupo isolado tenha se dispersado para outros pontos da Terra Indígena Araribóia temendo novos ataques.
Conforme relatam os Tenetehara, nos últimos anos a ação de madeireiros na região tem feito com que os Awá isolados migrem do centro do território indígena para suas periferias, ficando cada vez mais expostos aos contatos violentos com a sociedade envolvente. Além disso, a floresta tem sido devastada pela retirada da madeira também colocando em risco a subsistência do grupo, essencialmente coletor.
Estima-se que existam três grupos isolados na Terra Indígena Araribóia, num total de 60 indígenas. Os Tenetehara conservam relação amistosa e afastada com os isolados, pois dividem o mesmo território.
Denúncias antigas
“A situação é denunciada há muito tempo. Tem se tornado frequente a presença desses grupos de madeireiros colocando em risco os indígenas isolados. Nenhuma medida concreta foi tomada para proteger esses povos”, diz Rosimeire Diniz, coordenadora do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) no Maranhão.
Para a missionária, confirmar a presença de isolados implica na tomada de medidas de proteção por parte das autoridades competentes. Rosimeire aponta a situação como de extrema gravidade e que não é possível continuar assistindo situações de violência relatas por indígenas.
Durante o ano passado, indígenas Awá-Guajá foram atacados por madeireiros enquanto retiravam mel dentro da terra indígena e os Tenetehara relatam a presença constante dos madeireiros, além de ameaças e ataques. “Não andamos livremente na mata que é nossa porque eles estão lá, retirando madeira e nos ameaçando”, encerra Luiz Carlos.
Saiu no Conexão Brasília-Maranhão.
Enviado por Eri Santos Castro.
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===4 de jan. de 2012
Indiozinho Guajajara é morto por madeireiros
E quando os Guajajaras me ligaram ontem dizendo que o índio que os madeireiros jogaram álcool e tocaram fogo e ficaram assistindo ele queimar até morrer, tinha só uns 8 aninhos de idade não consegui mais dormir....O indiozinho era da etnia Awá-Gwajá, da reserva de Araribóia, município de Arame no Maranhão.
5 de abr. de 2011
O corpo de Jackson chega daqui a pouco
Confirmado a chegada do corpo do ex-governador Jackson Lago, à São Luís, às 14h45, em vôo da TAM, que saiu às 11h de São Paulo.
Do aeroporto, o corpo de Jackson Lago seguirá pela Avenida Guajajaras, Cohab, Anil, Avenida dos Franceses, Alemanha, Avenida Luís Rocha, Camboa, Praça Maria Aragão, Refesa, Rua 7 de Setembro até a esquina com a Rua dos Afogados, de onde seguirá carregado até a sede do PDT, onde será velado.
O enterro está programado para amanhã (6), às 10h, no Cemitério do Vinhais.
Do aeroporto, o corpo de Jackson Lago seguirá pela Avenida Guajajaras, Cohab, Anil, Avenida dos Franceses, Alemanha, Avenida Luís Rocha, Camboa, Praça Maria Aragão, Refesa, Rua 7 de Setembro até a esquina com a Rua dos Afogados, de onde seguirá carregado até a sede do PDT, onde será velado.
O enterro está programado para amanhã (6), às 10h, no Cemitério do Vinhais.
3 de jan. de 2011
Índios Guajajara feridos continuam presos e sem remédios
Continuam presos em Presidente Dutra os índios Guajajara que foram feridos pelo delegado de polícia civil Edmar Cavalcante no dia 7 de novembro na aldeia Barreirinha. O delegado quis forçar a liberação da BR 226 que um grupo de indígenas da Terra Indígena Canabrava havia bloqueado exigindo o cumprimento dos acordos assinados pelo Governo do Estado do Maranhão. Atendidos em Barra do Corda foram todos eles sumariamente detidos e transferidos a Presidente Dutra onde se encontram ainda hoje. Não há perspectivas imediatas de sua soltura. A Funai através do seu administrador regional de impertariz, Sr. Piancó, vem tomando providência no sentido de obter um ‘habeas corpus’ para libertar os indígenas presos arbitrariamente. Um dos indígenas se encontra com um corte na barriga de quase 20 centímetros e sem remédios. Corre perigo de infecção. Um outro, ferido na perna esquerda, tem vários parafusos colocados na tíbia. Profundamente deprimidos e indignados com a sua detenção, os indígenas afirmam que já foram submetidos a vários tipos de vexame e humilhações. Principalmente por um policial vindo de São Luis, por nome Beethoven. Alguns dias atrás ele abordou os três Guajajara na delegacia de Presidente Dutra e se dirigiu a eles chamando-os de todo nome. Afirmou que deviam ter morrido, pois eram todos assaltantes e bandidos. Nada ocorreu com o ‘servidor da lei’. Índios Guajajra da aldeia Barreirinha informaram que também o adolescente Hagair Guajajara ferido pelo delegado com um tiro no pescoço aproximadamente a 800 metros do lugar da agressão foi detido por cerca de 4 horas quando de sua internação. Ele é menor de idade e com problemas de saúde. O delegado nas inúmeras entrevistas sempre omitiu que ao fugir disparou vários tiros contra indígenas que não estavam no lugar da agressão ferindo pelo menos dois. Isso desmonta a versão de que ele teria atirado em legítima defesa, supostamente para se defender de índios que o agrediam com facões. Várias instituições aguardam que seja instaurado um inquérito para apurar as responsabilidades do delegado Cavalcante.
Por Pe. Claudio Bombieri.
Enviado por Eri Santos Castro.
11 de nov. de 2010
Após liberação temporária, índios voltam a bloquear rodovia no MA
Bloqueio na BR-226, perto de Barra do Corda, começou no domingo.
Pista havia sido liberada para diminuir congestionamento na estrada.
O bloqueio teve início no domingo (7). Os índios reivindicam verbas para educação que deveriam ter sido repassadas a aldeias.
De acordo com o superintendente da Polícia Federal no Maranhão, Fernando Segóvia, o governo do estado já confirmou a liberação da verba, por isso os índios não têm mais motivos para continuar com o bloqueio. Além da Polícia Federal, homens da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Polícia Civil estão no local.
Do G1, em São Paulo.
Enviado por Eri Santos Castro.
8 de nov. de 2010
Quem tem razão: o delegado ou os índios Guajajaras?
blogdoeri Eri Santos Castro
Problemas com os índios Guajajaras vem desde da construção da BR em seu território. Por que os governos não tomaram medidas preventivas?
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