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23 de jul. de 2015

Artigo de José Reinaldo sobre pacto com Sarney é mais que um despautério. É mea culpa e isenta ex-senador dos males de que sofre o Maranhão

O deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB), como é sabido (e vocês podem ler no post abaixo deste), escreveu artigo no Jornal Pequeno, no qual conclama o governo Flávio Dino (PCdoB) a fazer um pacto com o ex-senador José Sarney (PMDB). Não se trata de um artigo meramente estranho e inesperado. José Reinaldo cometeu um paradoxo, que, como tal, e a depender do que poderá suscitar, dirá muito da antiga oposição ao sarneísmo, de Cafeteira e Flávio Dino.

O que logo salta aos olhos, é a afirmação de que para o Maranhão dar um salto de desenvolvimento dependa daquele dea quem a oposição sempre representar justo o contrário. Ou seja, ontem fez-se campanhas agressivas contra a presença de Sarney na política maranhense, por representar ele o motivo de todas as mazelas do Estado. Como, agora, o mesmo Sarney é a peça nuclear num pacto pelo Maranhão?
Cabe a pergunta: mudou Sarney ou a ex-oposição fez análises equivocadas sobre p Maranhão? Não consta que Sarney tenha feito mea culpa e tenha acenado com propostas capazes de tirar o Maranhão do atraso em que vive atolado. Além do mais, ao ver na figura de Sarney a possibilidade de um pacto pelo desenvolvimento do Maranhão, José Reinaldo Tavares está a dizer que os eleitores maranhense foram ludibriados com críticas infundadas ao sarneísmo.
De outra parte, o artigo de José Reinaldo põe o governador Flávio Dino numa sinuca de bico. Se topar a proposta, estará a assumir que não tem condições de governar o Maranhão sem o grupo Sarney. Pior: estará assinando um estelionato eleitoral, afinal se elegeu pela mudança e com duríssimas críticas a Sarney. Caso não leve em conta a proposta, o artigo de Tavares abre imensa brecha para os adversários de Dino (Sarney em particular) argumentarem que ele não põe de lado diferenças políticas em nome do Maranhão. O bíblico Jó tinha amigos assim, e eram chamados de amigos molestos.
Desde que o artigo foi publicado, o que tenho mais escutado: estaria Flávio Dino ciente do conteúdo antes da publicação?
José Reinaldo Tavares afirma que se trata de posição pessoal, e, até aqui, não temos razão para nos contrapor. Tenho a dizer que também corre subterraneamente que José Reinaldo Tavares estaria descontente com o andar do governo Dino. A ser verdade, o artigo ganha contornos de hostilidade. Por trás das palavras estaria a vontade de criar embaraço, no mínimo.
Por fim, estranha que o governo Flávio Dino, que a tudo rebate, e não raro com notas desnecessárias e despropositadas, tenha até aqui guardado silêncio.
Por Roberto Kenard, confira aqui!
Enviado  por Eri Santos Castro.
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14 de mai. de 2014

Morre o poeta e amigo José Chagas. A vida vai ficando mais pobre

Só agora fico sabendo da morte do poeta José Chagas, aos 89 anos, na tarde desta terça-feira. Ele estava hospitalizado desde o dia 23 de abril, após um AVC (acidente vascular cerebral).
Chagas nasceu José Francisco das Chagas, em Piancó (PB), em 29 de outubro de 1924. No Maranhão, primeiro viveu longa temporada em Pedreiras, mudando-se muito depois para São Luís.
Duas coisas me fizeram amigo e admirador de Chagas: o caráter e a cortante ironia. Em 2013, fiz inúmeros planos de encontros com ele, todos postos de lado pelas idiossincrasias da vida. Não consegui transformar os planos nem num mísero telefonema.
Chagas era um poeta apreciador dos clássicos da literatura tanto quanto dos poetas populares do Nordeste. No Maranhão, participou de uma geração de poetas e intelectuais de grande relevância.
Era um homem de imensa modéstia e timidez, dado a viver num mundo em que esses atributos eram e são vistos com desdém ou considerados irrelevantes.

Certa vez, no período em que estivemos mais próximos, em sua casa ele me disse, não sem  ironia, que não passava de um versejador. Na convivência com Chagas aprendi a apreciar a expressão “pai-d’égua”. Com voz diminuta, ele puxava algum frase ou circunstância controversa de um escritor, soltava um risinho também abafado e diminuto e soltava o “pai-d’égua”, querendo dizer genial, no bom e no sentido depreciativo da palavra genial.

Embora de uma geração muito distante da minha, sempre tive imenso apreço por Chagas, assim como uma saudade muito grande, embora ele estivesse vivo e morássemos na mesma cidade. Algo quase impossível de explicar. Agora que ele morreu, a saudade certamente desaparecerá. Restará somente a dor de não tê-lo bem ali no Monte Castelo, e não poder mais fazer planos sempre adiados de visitá-lo.

Por Roberto Kenard, confira aqui! 
Enviado por Eri Santos Cstro.
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6 de dez. de 2013

Ao não escolher o vice agora, Flávio Dino joga de olho no PT. E o panorama político diz que ele está absolutamente certo


Tenho dito que Flávio Dino (PCdoB) tem cometido muitos equívocos políticos, precisamente a partir de 2010, quando disputou o Governo do Maranhão. O ano de 2012 teve equívocos mais abrangentes, com as disputas municipais. Creio que não preciso relembrar quais foram esses erros, os textos encontram-se nos arquivos do blog.
Em 2013, apontam que ele está a cometer equívocos na questão da escolha do candidato a vice para compor a sua chapa. Eu discordo. Creio que não se trata de indecisão, mas de cálculo político.
Vejamos.
Flávio Dino sabe da importância de ter o PT como aliado em 2014. E o sabe por razões absolutamente práticas: em 2008, quando se candidatou a prefeito de São Luís, cedeu o posto de vice ao PT e foi esse partido, em grande medida, o responsável por sua ida ao segundo turno. E, nunca é demais lembrar, foi ali, em 2008, que Flávio Dino formou o capital político de que dispõe hoje.
Duas forças políticas disputam o PT maranhense: o PCdoB e o PMDB. O PT nacional – a sério ou como mera jogada para pressionar os peemedebistas a apoiar o partido em Estados como Rio Grande do Sul, Paraná etc – tem alimentado o jogo.
Como, então, decidir-se por este ou aquele partido para indicar o vice? Aí Dino não estaria a cometer equivoco, estaria cavando a sepultura política com imensa antecipação.
Ademais, a aliança com o PT maranhense representa gordo tempo de televisão e o direito de usar e abusar no horário eleitoral de nomes de peso do petismo nacional, como Lula e Dilma Rousseff, para só ficar em dois nomes.
Quem jogaria isso na lata de lixo? Ninguém, absolutamente ninguém. Tanto é verdade, que o PMDB maranhense tem usado do possível e do impossível para ter esse naco do petismo.
Assim, Flávio Dino está em campo a jogar de forma estratégica, coisa que, são os equívocos recentes que o dizem, parece havia esquecido.
Do Blogue Roberto Kenard, confira aqui!
Enviado por Erri Santos Castro.
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11 de jul. de 2013

Caso Décio Sá: Câmara Criminal do TJ Maranhão mantém liminar que deixa capitão em liberdade

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão decidiu, agora há pouco, por 3 votos a 0, manter a liminar do desembargador Fróes Sobrinho que mantém em liberdade o capitão PM Fábio Saraiva.

O capitão Fábio Sairava foi preso durante as investigações do assassinato do jornalista Décio Sá, morto em abril do ano passado. Com o capitão foram presos agiotas e o assassino confesso Jhonathan.
Escrevi aqui, várias vezes, que o capitão poderia até ter algum envolvimento, mas as investigações não levaram ninguém a acreditar nisso por absoluta falta de provas.
Tanto é verdade o que se dizia aqui, que o desembargador José Luís, relator na votação de hoje, afirma que no caso específico, isto é, do capitão Fábio Saraiva, se vislumbra absolvição sumária.
Do Blogue do Kenard, confira aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
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25 de abr. de 2012

21 de set. de 2010

Coisas que o Ibope não pode explicar

São no mínimo inconsistentes os números que o Ibope atribui ao candidato Jackson Lago (PDT) na mais recente pesquisa. A credibilidade sai arranhada já na confusão que faz, novamente, entre região Leste e região Sul. Mas isso fica para outra conversa.

Qualquer pipoqueiro de porta de colégio sabe, por exemplo, que Jackson Lago é fortíssimo na região Oeste (que os maranhenses chamam de região tocantina). O Ibope ignora até a inteligência do pipoqueiro.
Aos números da região Oeste.

Na pesquisa estimulada (aquela em que se apresenta ao entrevistado o nome dos candidatos):
Flávio Dino – 16%
Jackson Lago – 27%
Roseana Sarney – 46%
Na espontânea (aquela em que não é apresentado o nome dos candidatos):
Flávio Dino – 15%
Jackson Lago – 24%
Roseana Sarney – 41%

Num possível segundo turno (sempre região Oeste):
Jackson Lago – 38%
Roseana Sarney – 50%

Em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum:
Jackson Lago – 24%
Roseana Sarney – 33%

São números escandalosos. Amparado em que o Ibope pode justificá-los?
O que ocorreu de grave contra Jackson Lago para que, de repente, na região do Maranhão onde tem intenção de voto mais robusta, perca para a adversária? Nada. Simplesmente nada.

Detalhe importante: a rejeição de Roseana Sarney, no oeste maranhense, é o Ibope que diz, é maior que a de Jackson. Mas ela bate no adversário com folga estonteante. Por quê?

Não sei se o leitor atentou para o seguinte: da estimulada para a espontânea, Roseana perde cinco pontos percentuais. Jackson apenas três.

Mais ou menos assim. O entrevistador pergunta (e mostra o nome dos candidatos) em quem o eleitor vai votar. Ao olhar o nome de Roseana, tudo se ilumina e ele crava Roseana Sarney. Bom, mas quando o entrevistador pergunta (sem mostrar nome algum):

- Em quem o Sr(a). vota para governador?

 Pronto, é o suficiente para dar uma espécie de branco na mente do entrevistado. E Roseana despenca cinco pontos.

É a lógica do Mané, se derrete é picolé.

Do Blogue do Kenard.