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5 de jun. de 2013

MARLON BOTÃO DEVE DISPUTAR A PRESIDÊNCIA DO PT DE SÃO LUÍS


O coletivo Reage PT, não alinhado à oligarquia Sarney, analisa a possibilidade de montar uma chapa para concorrer ao diretório municipal do partido na capital. A chapa será liderada pelo relações públicas Marlon Botão (foto), ex-candidato a vereador em 2012 com 1390 votos. 

A disputa será em novembro de 2013, no Processo de Eleição Direta (PED), que vai definir a composição dos diretórios municipais, estaduais e o nacional.

Marlon Botão militou no movimento estudantil e trabalhou em assessorias sindicais, tem experiência como publicitário e na área de comunicação organizacional. A candidatura está sendo construída coletivamente por militantes do PT inseridos em vários espaços de atuação: movimentos populares e estudantil, profissionais liberais, professores universitários, servidores públicos, ambientalistas, lideranças de bairros etc.

“Temos uma concepção coletiva de partido. A política não deve ser feita com base no individualismo e sim na solidariedade, no compromisso e na coerência ideológica. É com esse sentimento que várias companheiras e companheiros estão construindo nossa candidatura”, destacou Botão.

O pré-candidato defende a retomada do PT alinhado às forças democráticas e populares do Maranhão, priorizando a aliança com o PCdoB em 2014, mas sem descartar o protagonismo do PT nas eleições majoritárias. “Acho que devemos fazer coligações e fortalecer a oposição, mas não podemos descartar também a importância do PT nos projetos de candidatura própria em outros momentos, como na eleição para prefeito de São Luís em 2016”, acentuou.

Concepção de partido

Na plataforma de campanha, ainda em fase de elaboração e recebimento de sugestões, Botão vai propor a reorganização do PT em núcleos de bairros e a inserção dos militantes e dirigentes nos debates sobre a gestão da cidade.

O partido político, entende o pré-candidato, tem uma função essencial na organização das pessoas para o exercício da cidadania e na construção do poder político que efetivamente interfere na vida das pessoas.

Coerência

O Reage PT integra o campo Resistência Petista, formado por vários agrupamentos que se recusaram a compor a aliança com a oligarquia Sarney e fizeram campanha para Flavio Dino (PCdoB) em 2010.

Durante a eleição de 2012, Botão enfrentou o grupo liderado pelo vice-governador Washington Oliveira (WO), então candidato a prefeito de São Luís. À época, Marlon recusou-se a pedir votos para WO na propaganda de rádio e TV e foi censurado no horário eleitoral.

Mesmo sob censura, a candidatura de Marlon teve um dos melhores desempenhos eleitorais e políticos, demarcando a oposição tanto a João Castelo (PSDB) quanto à oligarquia Sarney.

“Denunciamos a censura interna do PT vassalo da oligarquia e mesmo ficando fora do horário eleitoral tivemos uma boa votação, ao contrário do vice-governador e candidato a prefeito WO, que teve o apoio dos governos federal e estadual e só chegou a 11,02% dos votos”, comparou.

Pauta: Marlon Henrique.
Do Blogue Ed Wilson, confira aqui!.
Enviado por Eri Santos Castro.
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25 de abr. de 2012

7 de out. de 2011

PESQUISA APONTA VAZIO IDEOLÓGICO DOS PARTIDOS NA PROPAGANDA DE TV

O professor do Departamento de Comunicação da UFMA, Carlos Agostinho Couto (foto), doutor em Políticas Públicas, finalizou recentemente a pesquisa “Disseminação ideológica: normas e usos da propaganda político-partidária no Brasil.”
A investigação teve como foco a propagação ideológica dos partidos políticos brasileiros através dos meios de comunicação, especificamente nos programas partidários obrigatórios na televisão.

Na quase totalidade das legendas pesquisadas o debate ideológico passa ao largo da propaganda partidária. Entrevistado pelo blogue, Carlos Agostinho comenta os resultados do trabalho.

Blogue - Qual a motivação da sua pesquisa? Por que escolheu esse tema?

R – Já existem trabalhos que analisam os programas político-eleitorais no Brasil, alguns até publicados em forma de livro. Mas a nossa motivação foi o estudo dos programas institucionais, aqueles que vão ao ar todos os anos e que são produzidos pelos partidos, independentemente do cenário eleitoral. Junto a isso, gostaríamos de entender a posição dos partidos políticos brasileiros em relação à tão divulgada ideia de que a ideologia acabou e que o pensamento liberal é preponderante.

Blogue - Como o trabalho foi feito o trabalho de levantamento e análise dos dados?

R – Estudamos os programas institucionais levados ao ar nos anos de 2009 e 2010 do PT, PMDB, PSDB, PP, DEM, PR, PSB, PDT, PTB, PSC, PC do B, PV e PPS, com exceção do PP, que teve analisado somente o programa de 2009. Foram analisados a legislação pertinente aos programas partidários no Brasil, os documentos que dão fundamento políticos aos partidos (programas, estatutos, históricos...) e o conteúdo dos programas televisivos dos partidos citados.

Blogue - Entre os partidos pesquisados, qual deles é incisivo em apresentar seu respectivo perfil ideológico?

R - Nenhum é incisivo em apresentar o seu perfil ideológico. Percebe-se até um certo mascaramento desses temas, embora alguns partidos tenham dado indicações da ideologia que defendem. Ente os que, de alguma forma, dão essas indicações há tanto partidos de esquerda como de centro e de direita, embora os maiores partidos não tenham deixado claro a sua posição ideológica nos programas.

Blogue - No embate entre os quatro maiores partidos (PT + PMDB) e (PSDB + DEM) existe uma demarcação ideológica nos programas televisivos ou eles apresentam discursos generalizados?

R – Não há demarcação. Os partidos que mais têm cadeiras na Câmara dos Deputados e que, por extensão, são os maiores do país fogem ao debate ideológico. Nesse caso, podemos considerar que há uma espécie de vácuo ideológico, todos dizem praticamente a mesma coisa, o que, de certa forma, ratifica o discurso de que o debate ideológico hoje é relativizado.

Blogue - Analisando sob a ótica da exposição midiática, podemos dizer que existe um vazio ideológico nos partidos políticos brasileiros?

R – Embora todos os partidos apresentem indicações do seu perfil ideológico nos seus documentos formais, o mesmo não é percebido nos programas televisivos. Por isso não é incorreto afirmarmos que, do ponto de vista da exposição midiática, os partidos brasileiros fogem a esse debate, indicando que há uma opção pelo vazio ideológico. Claro que, com o avanço tecnológico dos suportes comunicacionais, era de se esperar que o discurso político-partidário também sofresse alterações, mas percebe-se nitidamente que não apenas maneiras de falar e de tratar as imagens foram modificadas, o conteúdo ficou bem mais superficial e foge dos grandes temas ideológicos.

Blogue - Depois de finalizar a pesquisa, o que o senhor sugeriria para a proposta de Reforma Política no âmbito da propaganda partidária?

R – Há uma legislação que determina que os partidos políticos utilizem os programas gratuitos no rádio e TV para, entre outras coisas, disseminar o seu ideário, mas isso não está sendo seguido. A quem interessaria os programas partidários na TV com um conteúdo diferente daquele que os partidos pregam nos seus documentos? Acredito que a sociedade deveria ser mais informada sobre os fundamentos da legislação brasileira e sobre o regimento dos partidos para ter a possibilidade de perceber essas incongruências. Quem sabe pudéssemos discutir a possibilidade de algum órgão acompanhar a atuação dos partidos nesse sentido, expondo para a sociedade aqueles que destoam da legislação ao omitir os seus fundamentos nos programas gratuitos que são, na verdade, bancados pela sociedade brasileira.

Blogue - Determinados partidos, como o recém-criado PSD, ao assumirem uma postura de "centro" não estariam fugindo ao debate ideológico?

R – Pode ser tanto isso como, numa hipótese pouco provável, também a possibilidade de esse novo partido estar assumindo publicamente o seu perfil ideológico, coisa que os demais relutam, com exceções, em fazer. Precisamos acompanhar os programas institucionais do novo PSD para vermos se ele assumirá a sua situação de “centro” publicamente. Se isso acontecer ele estará sendo fiel ao seu discurso.
 
Do blogue do Ed Wilson, veja aqui!
Editado por Eri Santos Castro.
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5 de set. de 2011

RESPOSTA AO BLOG DO JORNALISTA ED WILSON



Sobre post publicado no Blog do Ed Wilson, neste sábado, 3 de setembro, cabe registrar alguns fatos:

Sobre a aliança de 2010 não vou me aprofundar, pois trata-se de uma posição política que foi derrotada e o blogueiro e uma parcela do PT não aceitam, portanto, qualquer tentativa de argumentação será inócua. 

Entretanto, cabe ressaltar que a aliança não foi no varejo, haja vista que o principal argumento foi a relação nacional e a prioridade era a eleição da Dilma como Presidenta, inclusive envolveu a direção nacional do PT. Além disso, têm algumas imprecisões quanto à composição do Governo no primeiro momento, ainda em 2010, senão vejamos: Rodrigo Comerciário, por exemplo, assumiu a pasta da Secretaria de Relações Institucionais neste mandato atual e não, em 2010, enquanto Edmilson Santos foi Secretário de Desenvolvimento Social (Sedes), em 2010 e não foi substituído pelo Chico Gomes neste mandato, pois este assumiu desde janeiro. Mas vamos às informações que considero centrais para esclarecer aos leitores(as) e demais blogueiros(as):

O PT possui duas pastas como titular e três Secretarias Adjuntas: Trabalho e Economia Solidária, encabeçada pelo Zé Antonio Heluy, Relações Institucionais, do Rodrigo Comerciário e os Adjuntos: Fernando Silva e Virna Teixeira na Educação e, mais recentemente, Kleber Gomes na Secretaria Adjunta de Segurança Alimentar (Sedes). Além destas, têm algumas assessorias específicas. Negar que os espaços de poder são alvos de disputas, é desconhecer os processos políticos, afinal, é assim que age o PMDB no Governo Dilma com reclamações constantes do Vice-Presidente Michel Temer. Porém, não me cabe aqui expor alguma divergência entre PT e PMDB, pois existem fóruns internos do Governo e envolve a relação entre a Governadora Roseana Sarney, o PT, assim como os demais partidos que integram a base do seu governo. De fato, o PT ainda tem pouco espaço no Governo e é necessário ampliar os espaços pela importância que o nosso Partido tem.  

Reconhecemos que existem limites na relação política e institucional entre o PT e o PMDB no Maranhão, mas se depender do Vice-Governador, esses desafios serão superados para que o nosso Estado possa dar um salto de qualidade em relação ao desenvolvimento, assim como tem enfrentado a Presidenta Dilma no Brasil. E em todo governo de coalisão os desafios são permanentes, ainda mais quando se trata do PT, Partido da Presidenta, que é preferência na sociedade brasileira (cerca de 30%), com a maior bancada na Câmara e no Senado e que nas eleições municipais terá o maior tempo de televisão.

Em nenhum momento, o PT que teve como interlocutores o atual Vice-Governador e o seu presidente estadual Raimundo Monteiro negociaram uma aliança em 2010 estendida para 2012, pois cada eleição é uma eleição e o PT tradicionalmente discute a sua tática eleitoral, como tem feito este ano e acabou de sair de um Congresso estatutário neste final de semana.

Como é de conhecimento público, o Vice-Governador do Estado não compareceu aos eventos recentes de inaugurações de obras (UPAS, em São Luís, e Hospital em Paulino Neves), devido a uma intervenção cirúrgica, realizada dia 1º de setembro e ficará recolhido por uma semana, conforme publicou em seu Facebook. Ele foi devidamente convidado pela Governadora Roseana, que mesmo sabendo de sua cirurgia ligou reiteradas vezes reafirmando o convite aos eventos citados.

Aproveito a oportunidade para ressaltar que o ex Presidente Lula inaugurou em sua gestão um novo perfil de Vice que passou a ter um papel de protagonista, como foi a postura do nosso saudoso José Alencar que divergia e criticava pontualmente o seu próprio Governo como vimos no caso das taxas de juros. Postura semelhante tem sido adotada pelo Vice-Governador do MA, afinal, esta aliança não é uma aventura como tivemos em 1996 na Prefeitura de São Luís, que levou o então vice-prefeito a uma ruptura inconseqüente.     
Afirmar que o Vice-Governador Washington Oliveira cumpre agendas insignificantes é desconhecer o seu papel público e a sua constante atuação, elogiada até mesmo por adversários. Washington Oliveira é responsável pela coordenação da Agenda Social do Governo do Estado que inclui o diálogo com os movimentos sociais, dentro dele as pauta de negociação, os Conselhos e a coordenação das Conferências no âmbito do Governo. 

O que tem de esdrúxulo em fortalecer o diálogo com a sociedade civil, os movimentos sociais e sindicais, como é o caso da negociação entre o Governo e o Sindicato dos Professores?  O Papel do Vice-Governador envolve ainda a relação direta com os órgãos do Governo Federal responsáveis pelos programas sociais e sua relação direta com os movimentos ou segmentos sociais, como é o caso do MDS, MDA, Secretaria Geral da Presidência, SEPPIR, Pesca, INCRA, Fundação Palmares e outros. Isto justifica sim, uma aliança programática pautada no projeto nacional iniciada no Governo Lula e que está em curso no Governo da Presidenta Dilma Roussef. 

Os programas sociais, a relação entre o estado e a sociedade civil na gestão democrática e no controle social são marcas do PT e isto tem pautado a nossa ação no Governo do Estado contribuindo com a gestão pública. Não é pouca coisa o Vice-Governador articular o Programa Estadual de Combate a Pobreza, marca de Governo e carro-chefe dos programas sociais da Presidenta Dilma. Além disso, a coordenação do ODM (Objetivos do Milênio), de responsabilidade da Secretaria Geral da Presidência que no Governo Estadual é coordenado pelo Vice-Governador, em parceria com o Comitê Estadual, composto por diversos órgãos públicos e da sociedade civil.

As agendas do Vice-Governador tem sido de grande relevância, elas são definidas em reuniões de planejamento com a Governadora Roseana Sarney que o designa para representar o Estado em agendas estratégicas, dentre elas as audiências com Ministros em Brasília, só para citar algumas: Washington Oliveira representou o Maranhão, no evento de lançamento do Programa Brasil Sem Miséria, em Brasília, dia 2 de junho e no final de julho, em Arapiraca (AL), do Plano Brasil Sem Miséria no Nordeste, dia 25 de julho, com a presença da Presidenta Dilma e os demais governadores da região. Assim o fez na reunião de governadores do Nordeste e do Norte, em fevereiro e maio, em Aracaju e Belém, respectivamente. Esteve presente no lançamento do projeto Norte Competitivo, coordenado pela CNI (Confederação Nacional das Indústrias), em abril passado, bem como em audiências com o Ministro Gilberto Carvalho, em julho, para tratar da agenda social que envolve desde a pauta dos quilombolas, especialmente Alcântara, incluindo a relação com os Conselhos e a realização de uma série de Conferências.

Quanto às eleições municipais, dizer que em 2012 repetiremos a mesma aliança para a Prefeitura de São Luís, é um tanto precipitada, pois foi exatamente o Vice-Governador quem primeiro pautou a candidatura própria, em maio, ocasião em que esteve no Maranhão, o Secretário de Organização do PT Nacional, Paulo Frateschi, com quem esteve junto e provocou um encontro com o provável candidato Bira do Pindaré. O PT têm as suas regras, e, historicamente, os debates apontam mais de um caminho. O PT tem tudo para ser protagonista nas eleições municipais e terá papel estratégico em São Luís, assim como teve em diversos momentos, e em 2008, quando apoiamos Flávio Dino. Portanto, na minha singela opinião, o melhor candidato ou candidata (para fazer jus às mulheres), certamente, será aquele (a) que apresente propostas para a cidade, para superar os principais desafios, que dialogue com os diversos setores da sociedade, que não assuma posturas que levem o PT ao isolamento, enfim, uma candidatura para valer, digna de uma cidade que completa 400 anos. Daqui para frente, depende do nosso esforço conjunto em busca de uma unidade que possa repactuar o nosso partido, do debate interno, da relação com os partidos aliados e da movimentação dos(as) pré-candidatos(as).  

Por Berenice Gomes da Silva – Assessora de Relações Institucionais do Vice-Governador, militante do PT/MA.
Editado por Eri Santos Castro.
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4 de set. de 2011

PT SEM EIRA NEM BEIRA NO GOVERNO ROSEANA


O professor da UFMA e petista Ed Wilson Araújo, dissidente do grupo político do vice-governador Washington Luiz, escreve artigo em seu blogue  que não pode passar em branco. Merece reflexão.





Veja artigo no blogue do Ed Wilson, aqui.
Sugestão de pauta: marlon Henrique.
Editado por Eri Santos Castro.
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15 de jun. de 2011

PAÇO DO LUMIAR É A MINIATURA DO MARANHÃO

Quem percorre as ruas e avenidas de Paço do Lumiar tem um perfeito recorte do Maranhão. Os bairros inteiros no abandono correspondem às cidades esquecidas no interior do estado, sem qualquer infra-estrutura.

As calçadas quebradas, o mato crescido, as crateras nas ruas e a feiura generalizada pintam o quadro da barbárie maranhense. Essa regra geral - a destruição - foi instituída no Palácio dos Leões e incorporada à cultura dos prefeitos maranhenses.

Se você ficar alguns minutos na rodoviária de Peritoró, por exemplo, terá a mesma sensação de estar em qualquer rua de Paço do Lumiar ou em um bairro de São Luís.

Os maus exemplos são seguidos à risca, salvo raras exceções, nesse Maranhão onde até o sol mente, como dizia o padre Antonio Vieira.

Não é só o estado físico -a destruição - de Paço do Lumiar que impressiona. A decadência é, antes, política. Bia Venâncio é daqueles tipos grotescos da política que parece ter emergido de um garimpo ou das cidades recônditas formadas à beira de atoleiros nos grotões do Brasil.

Nesses ambientes, marcados pela ausência da lei e da ordem, a força física e a corrupção administram o caos. Onde falta a política, impera o clientelismo, a chantagem, o arranjo, a pilhagem e toda sorte de coisas sórdidas na vida pública.

Bia Venâncio (des)adminstra a cidade com um desleixo natural, como se faz em quase todas as prefeituras do Maranhão, excetuando-se uma meia dúzia.

E Bia é só festa. Ela posa para fotos, ergue o polegar, sorri muito. Nem parece ser uma administradora bombardeada por denúncias de corrupção dos aliados e adversários.

Paço do Lumiar é um consórcio de maldades. É o caldeirão perfeito da bruxaria política maranhense. Bia Venâncio tem a certeza da impunidade. Por isso faz e acontece nessa miniatura do Maranhão chamada Paço do Lumiar.
 
Do blogue do Ed Wilson, aqui. 
Enviado por Eri Santos Castro.
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11 de abr. de 2011

GUERRA DA ÁGUA EM SÃO LUÍS



O acesso aos bairros da área Itaqui-Bacanga foi interditado na manhã de hoje por manifestantes indignados com a situação do abastecimento d'água.

A manifestação é um recorte da situação de milhares de residências em São Luís. Há décadas a capital tem racionamento ou seca total nas torneiras.

Enquanto a ciência avança na exploração da Lua e de Marte, o Maranhão ainda vive racionamento d'água.

Não conseguimos sequer levar o líquido até as torneiras, enquanto outras capitais desenvolvidas lutam para tratar a água fornecida aos consumidores.

O Sistema Italuis está à beira de um colapso. O rio Itapecuru virou um esgoto a céu aberto. O Parque Estadual do Bacanga, responsável por 25% do abastecimento da capital, é constantemente ameaçado por invasões e depredação ambiental.

Por absurdo que possa parecer, o prefeito João Castelo (PSDB) tentou construir um hospital dentro da área do parque. Para onde iria o esgoto d hospital? Certamente Castelo mandava despejar dentro dos mananciais.

Mas o grande responsável pelo abastecimento de água em São Luís é a Companhia de Saneamento Ambiental (Caema), agora sob o comando de Ricardo Murad, cunhado da governadora Roseana Sarney (PMDB).

A falta d’água há décadas é um dos maiores sinais do subdesenvolvimento do Maranhão. Com a educação falida e a saúde caótica, “o melhor governo da minha vida” prepara o próximo tiro.

Vão matar de sede o povo do Maranhão.
 
 Sugestão de pauta: Marlon Henrique.
Do BLOG DO ED WILSON
Enviado por Eri Santos Castro.
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26 de dez. de 2010

Jornalista Ed Wilson denomina grupo “SEMPRE PT” de 'SEMPRE OPORTUNISTA'


 
O jornalista e professor Ed Wilson denomina o coletivo 'Sempre PT' de 'Sempre Oportunista",  leia abaixo artigo publicado no seu Jornal Pessoal e uma postagem de Márcio Jerry,  no seu Twitter. 

Márcio Jerry
"Na história das guerras há muitos derrotados que tentaram se assemelhar aos vencedores. Capitularam, foram humilhados e mortos sem piedade."
Sem arrodeios, o negócio do grupo “Sempre PT” ( http://www.jornalpequeno.com.br/blog/robertlobato/?p=14056) é o seguinte: buscar espaços no governo Roseana Sarney (PMDB) sob intermediação do vice-governador Washington Luiz Oliveira (PT).

Um dos objetivos dos sempristas é emplacar Nonato Chocolate (PT) na Secretaria de Igualdade Racial. Chocolate formou-se nas trincheiras radicais-esquerdistas do PT, onde aprendeu a insultar e jogar pedras em qualquer coisa parecida com Sarney.

Em 2010, candidato a deputado federal, Chocolate fez dobradinha com Raimundo Cutrim (DEM) para deputado estadual e tirou fotos com os candidatos ao Senado Edison Lobão (PMDB) e Roberto Rocha (PSDB).

Passada a eleição, figura como um dos líderes do “Sempre PT”, o novo coletivo frito no óleo do pragmatismo. Diz o texto de apresentação: “hoje o PT está no governo de forma institucional através do vice-governador Washington Luiz, e não tem sentido o partido se recusar a enfrentar essa realidade que, diga-se de passagem, conta com a chancela do diretório nacional, do presidente Lula e da presidenta eleita Dilma Rousseff.”

O nome de batismo carrega o sentido da coisa. A palavra “sempre” não veio à toa. Significa uma disposição permanente para fazer alianças e acordos a gosto dos interessados.

Não se admire, caro(a) leitor(a), se em 2012 e 2014 o “Sempre PT” mudar de lado de novo, apoiando a oposição. É pau para toda obra e não surpreendeu ningúem. Não há qualquer novidade.

Apenas juntaram vários pedaços do PT e serviram o prato em um jantar ao vice-governador Washington Oliveira, operador da aliança com o grupo Sarney no Maranhão.

DELATOR E DELATADO

Um dos signatários do semprismo é um assessor tucano do ainda deputado federal Roberto Rocha (PSDB). Ele ficou famoso em meados de 2005, delatando os próprios companheiros do PT, quando estourou o escândalo do mensalão.

Em 2005, com o governo Lula caindo em desgraça, o assessor tucano e ex-tesoureiro do PT teve seus cinco minutos de fama na TV Mirante, no jornal O Estado do Maranhão, na Folha de São Paulo e na Internet para denunciar o PT do Maranhão num suposto esquema de caixa 2 (veja imagem acima e clique para ler a matéria).

Após as denúncias, o PT virou estrela na sede da Polícia Federal, onde vários dirigentes foram depor como se fossem bandidos. Segundo as acusações do ex-tesoureiro, o esquema no Maranhão era comandado por Washington Luiz Oliveira, uma espécie de quadrilheiro vermelho consorciado à máfia da direção nacional do PT.

Depois de entregar os próprios companheiros, o delator escreveu um artigo no qual anunciava sua despedida do partido de Lula. O texto começava assim: “O PT caducou. Com apenas vinte cinco anos, caducou. Não consegue discernir o que quer, por não saber mais o que é. Enfim, está com o mal de Alzheimer.”

E prosseguia:

“O PT se transformou numa coisa privada da mais reacionária possível. Palavras de ordem sagradas de ontem, hoje são tratadas como heresia pela cúpula stalinizada, seja no diretório estadual, seja no nacional.

Sobre hipocrisia no PT:

“Saio porque cansei de tanta desfaçatez, dos discursos hipócritas de um partido que faz pior do que o governo anterior e mesmo assim ainda tem o cinismo de afirmar que está mudando o país.
Demonizando Lula:

“...costumávamos escutar com alegria e emoção as palavras que saiam daquela voz rouca (Lula), cujo dono chegou a afirmar que preferiria a morte a chegar na presidência e fazer tudo igual ao seu antecessor.

“Talvez Deus só não o castigou severamente pelo fato de observar que o cara (Lula) realmente não está fazendo o mesmo: mas, pior”
Ao analisar as mudanças no partido, vaticinou:

“me convenceram de que o PT vai passar pra história como a maior mentira política de todos os tempos do Brasil.”
Depois desta memorável obra, o delator foi abrigar-se em uma assessoria do deputado federal Roberto Rocha (PSDB), militando no ninho anti-petista.

Tempo vai tempo vem, o governo Lula se recupera e começa a dar certo. O que fez o delator? Refiliou-se ao PT e permaneceu na sombra do PSDB, “sempre” à espreita de um dos lados ganhar.

Com a vitória do grupo Sarney, ajudado por Roberto Rocha, que colaborou na derrota de José Reinaldo (PSB) na disputa pelo Senado, começa a haver uma reaproximação entre sarneístas e tucanos, com a participação da metade do PT, militante no arrastão do vice-governador Washington Oliveira.

O “Sempre PT” está presente no arrastão do Oliveira. Olhe aí o lero-lero no final do texto: “Esse coletivo se propõe a contribuir com o conjunto do PT de forma solidária, democrática e autônoma. Não será um grupo fechado e nem se negará a discutir com quaisquer forças políticas interna que, igualmente, desejam escrever uma nova página na história do PT maranhense.”
E veja como ficam bem o delator e o delatado (primeiro e terceiro na foto) confraternizando-se neste final de 2010. Esse PT...


Veja o blogue do Ed Wilson, aqui. 
Enviado por Erionaldson, o que não morreu!

16 de dez. de 2010

MONTEIRO NA FRIGIDEIRA

Soa muito estranho que a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), com um suposto pedido de prisão para o presidente do PT, Raimundo Monteiro, venham a ser publicizados somente após as eleições de outubro.

A denúncia refere-se a irregularidades que teriam sido cometidas pelo presidente do PT quando ocupou a superintendência do Incra no Maranhão.

O nome de Monteiro chegou a ser ventilado para a Secretaria do Desenvolvimento Agrário no governo Roseana Sarney (PMDB). Ocorre que Roseana, eleita, já não precisa do PT maranhense para mais nada.

Ela só queria o tempo de propaganda petista na coligação com o PMDB. No Palácio dos Leões, já se considera paga a fatura com o PT, entregando a vice-governadoria para Washington Oliveira, operador da aliança petista com o grupo Sarney no Maranhão.

O primeiro a ser descartado no governo foi o secretário de Educação Anselmo Raposo, após uma série de denúncias que partiram do próprio Sistema Mirante, através dos blogues alinhados ao governo.

Agora, surge do inesperado uma operação caça-Monteiro. Ele está tranquilo quanto à prisão, mas impaciente acerca do quinhão do PT sarneísta no governo de Roseana.

Enquanto Oliveira e Monteiro sorriam na foto, o grupo Sarney já preparava a cova para enterrar o PT do Maranhão.
 
Do Blogue do Ed Wilson.
Enviado por Eri Santos Castro.