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6 de fev. de 2012

Isso não sai na Globo: Greve de fome do jornalista Pedro Rios em frente à Globo segue no 8º dia

Pedro
Pedro Rios, cercado de simpatizantes, conversa com uma representante do Corpo de Bombeiros

Os efeitos de uma semana sem comer, dormindo ao relento, no desconforto de uma algema e o chão que lhe resta para algumas parcas horas de sono, no sobressalto da Rua Von Martius, em frente à sede nacional da TV Globo, surgem apenas no texto do cineasta Pedro Rios Leão, com a greve de fome chegando ao oitavo dia. O moral do rapaz de vinte e poucos anos, que assistiu ao massacre ocorrido em Pinheirinho, na progressista cidade paulista de São José dos Campos, promovido pela Polícia Militar do Estado de São Paulo e a Guarda Municipal, este não dá sinais de cansaço. A luta pela intervenção federal naquela área, após dias de terror, em que mulheres e crianças foram desalojadas de suas casas e atirados em abrigos improvisados, à força de balas de borracha e munição real, continua até quando Pedro não puder mais.

Em seu telefone celular e com acesso às redes sociais, Pedro segue adiante com o apoio daqueles que valorizam o seu ato de protesto:

“São vocês que me mantêm de pé e me fazem achar que vale a pena me meter nessa m. toda. Ontem acordei mal, menos pela fome, mais pelo fato de querer minha vida de volta. Chorei querendo acordar na minha cama, beber com os amigos, conversar com os amores e sair do massacre que eu estou vivendo desde o dia 23. Ontem, a luta me mostrou que vale a pena, no meu momento de maior desanimo até aqui. Mas eu sonho em voltar para a minha vida, longe, muito longe do centro nervoso desse massacre”, escreveu Pedro Rios em sua página no Facebook.

Ele relata, ainda, que os efeitos físicos da privação absoluta de alimentos começam a dar sinais:
“Não comer é muito mais fácil do que comer pouco. Não sinto mais fome, só saudade da comida. Ainda estou de pé, e muito motivado, mas alguns incômodos (minha garganta, cansaço, e tontura ao levantar) começam a ficar mais fortes”.

Pedro Rios também lembra o que o levou a iniciar o protesto que já mobiliza milhares de brasileiros. Atos em apoio aos moradores de Pinheirinho e de solidariedade ao sacrifício dele pontuam eventos realizados em várias cidades brasileiras. Bicicletaço no Rio, manifestações em São Paulo, Salvador e Belo Horizonte. O apoio que conquista à cada dia, no entanto, não diminuem o seu desejo de retomar o ritmo normal de vida, mas sabe que a manifestação é necessária no cumprimento do objetivo maior, que é a denúncia à violência cometida contra os pobres e a conivência da mídia conservadora.

“Eu queria estar em casa, mas estou preso em uma luta quase involuntária e desesperadora. Antes de sair para São José dos Campos de Concentração, eu cheguei a aparar a barba para ajudar a conversar com a polícia. A realidade caiu em mim como um raio, e eu realmente não planejei o que fazer, apesar de analisar cotidianamente a m. de ter caído no centro de uma tragédia e a minha responsabilidade perante isso. Eu posso ser um idiota, isso sinceramente não me importa, mas não vou carregar um massacre nas costas”, protesta.

Em seu manifesto, Pedro pede que todos se mobilizem contra os verdadeiros alvos da revolta quanto à violência cometida contra os moradores de Pinheirinho:
“Vamos me esquecer e falar de : Geraldo Alckmin, Eduardo Cury, Naji Nahas, Márcia Loureiro, César Peluso, Daniel Dantas, e como fica evidente que certos aparelhos midiáticos fazem a gente de otário por mais de 40 anos. Como a ausência absoluta de qualquer postura decente, de qualquer orgão institucional, deixa claro que não há lei no Brasil”.

Em apoio a Pedro Rios, artistas realizaram uma série de eventos no local onde ele se encontra em greve de fome.

Saiu no Correio do Brasil.
Enviado por Eri Santos Castro.
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25 de jan. de 2012

De Tarso Genro: 'O horror e a opção preferencial contra os pobres dos tucanos'

'Nada mais precisa ser dito para descrever a operação de despejo de Pinheirinho, em São José dos Campos, e a ação policial contra os usuários de crack no centro da capital, na chamada Cracolândia. Mas existem muitas explicações para a truculência, a desumanidade, a destituição do direito de cidadania aos pobres pelo poder público paulista tucano.'
Enviado por Eri Santos Castro.
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O MAIOR DÉFICIT É O DÉFICIT DE DEMOCRACIA


O déficit de democracia é a agenda obrigatória dos dias que correm. Em 'Pinheirinho', na praça Tahrir, na praça do Sol, na praça Syntagma ou no parque Zucotti é disso que se trata. Por isso também será uma das referencias centrais a pontuar as mesas temáticas do FSM, iniciado nesta 3ª feira, em Porto Alegre.
   
LEIA MAIS AQUI, Na Carta Maior.

enviado por Eri Santos Castro.
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24 de jan. de 2012

Exclusivo: Isso vc não vê na Globo.

Os donos do poder neste 'estado democratico TUCANO e imperialista de direito'. Novos tempos, velhas práticas opressoras e boçais contra o POVO. DE PÉ POVO,
lutemos. ESTAO PRESOS PELA PM SP os companheiros senador EDUARDO SUPLICI (PT), dep.IVAN VALENTE (Psol) e o ex-candidato a presidente pelo PSTU ZÉ MARIA que foram prestar solidariedade aos desabrigados de Pinheirinho-SP.

23 de jan. de 2012

A LÓGICA DO DINHEIRO GROSSO CONTRA O POVO MIÚDO

"Qual o sentido em se despejar violentamente cerca de 1.660 famílias pobres, que já estão construindo suas casas, que mal ou bem abrigam-se sob um teto e erguem uma comunidade, para depois cadastrá-las nas intermináveis filas dos programas de habitação social que para atende-las terão que adquirir ou desapropriar glebas, viabilizar projetos, contratar obras até , finalmente, um dia --se é que essa dia chegará--  devolver um chão e alguma esperança de cidadania a essa gente? Mas, sobretudo, qual o sentido dessa enorme volta em falso quando o único beneficiário da ação policial violenta contra a ocupação de 'Pinheirinho', em São José dos Campos (SP), chama-se Naji Nahas? Dono do terreno, com dívidas de R$ 15 milhões junto à prefeitura local,comandada por Eduardo Cury, do PSDB, Nahas é um especulador  notório,tendo sido preso em  julho de 2008 pela Polícia Federal, na operação Satiagraha, junto do não menos notório banqueiro Daniel Dantas, ambos acusados de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. Qual o sentido do 'desencontro' entre o manifesto desejo de um acordo favorável aos moradores de 'Pinheirinho', expresso pelo governo federal, e a lógica judicial-repressiva desastrada exercida com a conivência ou a omissão do governo paulista e da prefeitura local? Qual o sentido? O sentido é justamente esse, apenas esse: a supremacia do dinheiro grosso contra o povo miúdo.  
(Carta Maior; 2ª feira; 23/12/ 2012)

Av. Paulista interditada em defesa de Pinheirinhos


 
A Av. Paulista está interditada, neste exato momento. E mais e mais pessoas estão chegando para defender a ocupação de Pinheirinhos. Amanhã é a vez da Carioca!
Foto enviada por Cláudia Durans.
Editado por Eri Santos Castro.
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No Maranhão, por iniciativa do vice-governador, vários 'Pinheirinhos' foram desarticulados


Vejamos que truculência! O interessante é que aqui no MA, não houve uma ação de despejo, sobretudo, em São Luís cuja Ilha que agrega Paço do Lumir, Raposa e São José de Ribamar tem grande concentração de problemas fundiários, diversas ações de despejo foram suspensas sob a intermediação do Governo do Estado, através do Vice-governador Washington Luiz Oliveira, acompanhado diretamente da OAB, Terra Legal, Defensoria Pública e representantes da sociedade civil. Do contrário, se divulgaria e seria motivo de alarde nos quatro cantos.

PT divulga nota em solidariedade aos ocupantes do Pinheirinho


Moradoras da comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos (Foto: Roosevelt Cassio / Reuters)

Partido condena violência e atos lamentáveis praticados pela prefeitura de São José dos Campos, Governo de São Paulto e Tribunal de Justiça.


NOTA DO PT EM SOLIDARIDADE AOS OCUPANTES DO PINHEIRINHO

O PT acompanhou chocado, como toda a Nação, o desfecho violento e inesperado das negociações sobre a posse e urbanização de uma área ocupada por mais de mil famílias, há mais de 8 anos, no bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos, SP.

A mega-operação de reintegração de posse que envolveu a Polícia Militar do Estado de São Paulo e a Guarda Municipal de São José dos Campos frustrou os esforços para uma saída pacífica para o conflito social, com base em proposta de políticas públicas para a regularização, urbanização e construção de moradias populares na região envolvendo os três níveis de governo – federal, estadual e municipal.

De propriedade de um mega-especulador de passado amplamente conhecido, o Sr. Nagi Nahas, abandonada e sem o pagamento regular de seus impostos, envolta em chicanas jurídicas de falência da empresa de seu proprietário, o terreno poderia ser objeto, conforme proposta formal do Governo Federal, de uma ação conjunta dos vários entes federados para dar-lhe destino social, integrar as famílias ocupantes à cidadania plena e equacionar um problema crônico de moradia popular em importante pólo regional do Vale do Paraíba paulista.

No entanto, quando se imaginava que o caminho das negociações estava efetivamente aberto, a Prefeitura de São José dos Campos rompeu unilateralmente as negociações, e, de forma dissimulada e inesperada, sem comunicação prévia, passa a operar pela reintegração de posse junto à Justiça Estadual e o Governo do Estado. O que choca é que o mínimo de civilidade e credibilidade se espera na relação administrativa entre entes da Federação. A dissimulação e a mentira são posturas inaceitáveis em relações políticas e administrativas, e essas foram marcas do comportamento da Prefeitura de São José dos Campos neste processo.

A Prefeitura de São José dos Campos, o Governo do Estado de São Paulo e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo devem responder pelas conseqüências de seus atos nesta situação lamentável que expôs vidas humanas a risco desnecessário, tanto das famílias ocupantes quanto da população do entorno da ocupação e de outros bairros da cidade para onde a violência se estendeu.

O PT manifesta sua solidariedade ao movimento popular de São José dos Campos, aos moradores atingidos pela violência do Estado nesta reintegração de posse e aos membros do Governo Federal e parlamentares presentes facilitando em todos os momentos a negociação por uma saída pacífica e construtiva para o conflito.

O PT cumprimenta o Governo Federal pelos seus esforços de diálogo e por sua responsabilidade em todo o processo do Pinheirinho, e condena fortemente a intransigência e a insensibilidade social dos governos tucanos de São José dos Campos e do Estado de São Paulo, instando a todos pela retomada das negociações que permitam reparar o sofrimento causado desnecessariamente a famílias pobres e sem-teto.

São Paulo, 23 de Janeiro de 2012
Rui Falcão
Presidente Nacional do PT
Renato Simões

Pinheirinho: protestos em todo o país, nesta segunda-feira (23/1)

Somos todos Pinheirinho
A grande mídia é tão asquerosa, tão vendida, tão hipócrita, que o "Fantástico" teve a pachorra de dizer que tinha uma cracolândia dentro do Pinheirinho. Em quase 9 anos da maior ocupação organizada da américa latina nunca houve um único assassinato. O tráfico jamais entrou no Pinheirinho, tamanha era a organização e a concepção de luta que aqueles moradores guerreiros tinham. São trabalhadores, famílias, crianças, são estudantes, são vida! Num lugar onde até a igreja neopentecostal estava na luta, com sua construção servindo de espaço de reuniões políticas, como contestar a organização destes moradores ao dizer que lá havia cracolândia e que isso presume um tráfico. É a mídia de conchavo direto com os setores mais reacionários e poderosos da sociedade brasileira, tentando "matar dois coelhos com uma cajadada só": destruir a imagem dos moradores e trabalhadores do Pinheirinho e dos usuário de drogas do centro de São Paulo. O que nos aproxima destes dois setores que hoje é brutalmente reprimido pela política higienista do governo do PSDB é o fato de sermos da classe trabalhadora. (Camila Yuri)

Um primeiro protesto em São Paulo ocorreu já no domingo, 22
São Paulo, às 17h, no vão do MASP
Rio de Janeiro, às 16h, no Largo da Carioca, Centro
Brasília, às 10h30, no gramado do Congresso Nacional
Belo Horizonte, às 16h, na Praça da Liberdade
Fortaleza, às 17h na Rua 13 de maio
Belém, às 9h na Assembleia Legislativa
Porto Alegre, às 12h, na Esquina Democrática
Curitiba, às 17h na Boca Maldita
Teresina, às 14h, Praça do Fripisa
São José dos Campos (SP), às 9h, na Praça Afonso Pena
Franca (SP), às 17h no Terminal de Ônibus
Londrina (PR), às 18h, no Calçadão
Juiz de Fora (MG), às 17h, no Calçadão
Guarulhos (SP), às 17hna Praça da Matriz
Macaé (RJ), às 17h, na Praça Veríssimo Melo