Mostrando postagens com marcador Maria Rita Kehl. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maria Rita Kehl. Mostrar todas as postagens

1 de abr. de 2013

Comissão da Verdade: ‘Não sabemos o impacto que o relatório terá'

Um assunto que ainda vai render muito


Única psicanalista à frente da Comissão da Verdade, Maria Rita Kehl (foto abaixo) diz que ‘nem dá para contar’ os relatos que vem ouvindo de vítimas da ditadura militar (1964-1985).

Neste primeiro ano, a Comissão ouviu mais de 40 pessoas. Como única psicanalista do grupo, a senhora poderia falar um pouco do sentimento delas?

Cada um cuida de uma área, a minha é de camponeses e índios, e ouvi bastante gente que foi torturada. Dos criminosos ouvi menos. Por enquanto ouvimos só quem se ofereceu para falar. É diferente dos torturadores, que a gente convoca e tem poder de lei para convocar. Não podemos impedir torturadores de mentir, eles mentem mesmo. Mas são obrigados a vir, senão é crime de desobediência. Os torturados são o contrário, querem vir.

Foto: Michel Filho / O Globo

Por Mariana Timóteo da Costa, O Globo.
Enviado por Eri Santos Castro.
Compartilhe.

15 de ago. de 2011

Intelectuais ligados ao PT se unem em apoio a Haddad para prefeito de São Paulo

Um grupo de cerca de 30 intelectuais ligados ao PT se reuniu na sexta-feira na casa do ministro Fernando Haddad (Educação) em um jantar de apoio à sua pré-candidatura a prefeito de São Paulo no ano que vem. Aliados do ministro articulam a divulgação de um manifesto de acadêmicos em apoio à candidatura, embora o tema não tenha sido debatido durante o jantar. Entre os participantes do encontro estiveram os filósofos Vladimir Safatle, que é colunista da Folha, e Marilena Chauí, o cientista político André Singer, o jornalista Eugenio Bucci e a psicanalista Maria Rita Kehl.
Novato em disputas na sigla, Haddad iniciou há duas semanas um périplo pelos diretórios zonais do partido, em caravanas que reúnem todos os pré-candidatos. Paralelamente, busca apoios que legitimem sua candidatura para além da preferência já manifestada pelo ex-presidente Lula. A Folha apurou que, no jantar, Haddad fez um diagnóstico da cidade e criticou o "esgarçamento" da relação entre o PT e setores médios da sociedade, entre os quais a intelectualidade.
Disse que deseja implantar o ensino integral em toda a rede da cidade, criticou a parceria com Organizações Sociais na saúde e disse que a prefeitura deveria conter a especulação imobiliária. Alguns dos participantes do jantar têm antiga relação de amizade e profissional com Haddad. Eugenio Bucci e ele militaram no mesmo grupo político no Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito da USP, no início dos anos 1980. "O ministro Haddad é a pessoa mais vocacionada que conheço para exercer um cargo no Executivo", disse Bucci há duas semanas.