Tradução simultânea pra acompanhar a segunda mesa redonda do dia "Os atingidos pela mineração no mundo: relatos de impactos e experiências de resistência". Representantes do Moçambique, Colômbia, Itália, Canadá, Peru, Brasil e Argentina - que compõem a Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale.
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6 de mai. de 2014
9 de dez. de 2012
A CHAPADA REUNE PRODUÇÃO E SIMBOLOGIA
Assim
que os agricultores familiares se aproximam, os órgãos fundiários e ambientais
e o sistema judiciário sentem uma compulsão enorme por lavarem as mãos. Em
certos casos, a dificuldade que os agricultores enfrentam para se dirigirem ao
Incra ou ao Iterma, saindo de suas comunidades cedo da manhã, nem se compara
com a dificuldade que é obter alguma informação por parte do órgão. Às vezes, o
agricultor parte sozinho rumo ao seu destino na capital onde espera que o
recebam. Caso tenha sorte, o superintendente do órgão permanece na cidade. Caso
não, ele dará com a cara na porta e com o recurso suficiente para voltar para o
interior.
Quando
o assunto parece resolvido, surge um obstáculo ou vários obstáculos. Dependendo
da área que o governo desapropriou para fins de reforma agrária, os obstáculos
se multiplicam e tomam uma proporção impensável. O processo custa porque a
justiça federal ou estadual aceita as ponderações do proprietário e custa
porque o governo não faz sua parte que é dotar o processo das informações que
são inerentes a ele.
O processo de desapropriação de São Raimundo, município
de Urbano Santos, aprontou-se no ano de 2010. Para evitar a desapropriação, o
senhor Evandro Loeff, proprietário em questão, recorreu a justiça federal
alegando que havia dois laudos e que esses laudos se contradiziam. O juiz
aceitou as alegações e paralisou o processo. Anunciava-se a marcação de uma audiência
de conciliação, contudo essa audiência nunca foi marcada. Essa situação completa
dois anos de apatia por parte da Justiça Federal e do Incra. Nesse interim, o
Evandro Loeff procurou driblar a comunidade de São Raimundo propondo um acordo.
Que acordo seria esse, inquiriram os moradores. Ele se calou.
Faz
algum tempo que as Chapadas de Urbano Santos, entre elas as Chapadas de Boa
União, São Raimundo, Bom Principio e Bracinho, são visadas pelo setor de reflorestamento
com eucalipto.
Veja mais aqui!
O texto é assinado por Mayron Régis, do Fórum Carajás.
Enviado por Eri Santos Castro.
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14 de out. de 2011
Pescadores do Taim, Vila Cajueiro e Vila Maranhão oprimidos e abusados em São Luís
Foto: arquivo Fórum Carajás
|
Pescadores no Rio dos Cachorros-proximo à Comunidade de Taim
|
A
zona rural da ilha de São Luís é lugar de desmando tanto quanto
qualquer terra do Maranhão. Numa visita às vilas do Taim, Cajueiro e
Vila Maranhão o que se vê são terras sendo muradas e expulsão de
agricultores e pescadores de locais ocupados por eles há muitas décadas.
E para surpresa maior verifica-se a “onipresença” do agronegócio e de
tantas outras empresas que abusam do meio ambiente sem sequer ouvir um
ralhar maneiro da justiça ou do poder público.
Mas o que esperar de um lugar onde as leis estabelecidas
são meros ornamentos e o que vale é a lei do mais forte? Até parece que
estamos nos confins do Pará, onde agricultores que defendem a terra são
abatidos à bala. Não estamos; estamos no meio urbano de uma capital com
um milhão de habitantes, mas o “projeto de desenvolvimento” é o mesmo.
Saiu no Portal Fórum Carajás, aqui!
Editado por Eri Santos Castro.
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