Mostrando postagens com marcador Eleonora Menicucci Oliveira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleonora Menicucci Oliveira. Mostrar todas as postagens

7 de jan. de 2014

Babilônia em chamas: PSDB protocola duas ações contra duas ministras e o PT tira o corpo de fora e diz que a responsabilidade do sistema prisional é da governadora do Maranhão Roseana Sarney


O líder do PSDB, o ex-promotpr de Justiça Carlos Sampaio (SP), protocolou duas ações contra , as  ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Políticas para as Mulheres) em virtude de suposta omissão delas em relação às violações de direitos humanos cometidas no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís do Maranhão, onde pelo menos dois presos foram assassinados e ordens de ataques a ônibus na capital maranhense foram executadas de dentro da prisão, foram 60 assassinatos no ano passado.

Líder do PT tira a responsabilidade do Governo Federal e responsabiliza o Governo do Maranhão


“Administração prisional é responsabilidade dos Estados. Assim que foram acionadas pela governadora do Maranhão e pelo Poder Judiciário, as  ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Políticas para as Mulheres) movimentaram a máquina para tentar dar respostas ao problema”, justifica o petista. "Elas fizeram o que era possível. A responsabilidade por tudo isso está na falta de atenção dos Estados com o assunto.” Disse o líder do PT Cândido Vacareza (SP).

Do blogue da liderança do PT.
Enviado por Eri Santos Castro.
Compartilhe.

25 de jun. de 2012

Ministra de Dilma viveu horror da tortura

Titular da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci sofreu nos porões os mesmos flagelos enfrentados pela presidente da República. Em depoimento preservado pelo Conselho de Direitos Humanos de Minas Gerais, ela relatou sessões de espancamento, choques e ameaça psicológica.

Saiu no Correio Braziliense.
Enviado por Eri Santos Castro.
Compartilhe.
 

10 de abr. de 2012

1964: o golpe que ainda ecoa- A história da ministra de políticas para as mulheres

  • A história sofrida e revolucionária da nossa Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Governo Dilma Roussef
    Um dia, eles me levaram para um lugar que hoje eu localizo como sendo a sede do Exército, no Ibirapuera. Lá estava a minha fi lha de um ano e dez meses, só de fralda, no frio. Eles a colocaram na minha frente, gritando, chorando, e ameaçavam dar choque nela. O torturador era o Mangabeira [codinome do escrivão de polícia de nome Gaeta] e, junto dele, tinha uma criança de três anos que ele dizia ser sua fi lha. Só depois, quando fui levada para o presídio Tiradentes, eu vim a saber que eles entregaram minha fi lha para a minha cunhada, que a levou para a minha mãe, em Belo Horizonte. Até depois de sair da cadeia, quase três anos depois, eu convivi com o medo de que a minha fi lha fosse pega. Até que eu cumprisse a minha pena, eu não tinha segurança de que a Maria estava salva. Hoje, na minha compreensão feminista, eu entendo que eles torturavam as crianças na frente das mulheres achando que nos desmontaríamos por causa da maternidade. Fui presa e levada para a Oban. Sofri torturas no pau de arara, na cadeira do dragão, levei muito soco inglês, fui pisoteada por botas, tive três dentes quebrados. Éramos torturadas completamente nuas. Com o choque, você evacua, urina, menstrua. Todos os seus excrementos saem. A tortura era feita sob xingamentos como ‘vaca’, ‘puta’, ‘galinha’, ‘mãe puta’, ‘você dá para todo mundo’... Algumas mulheres sofreram violência sexual, foram estupradas. Mas apertar o peito, passar a mão também é tortura sexual. 
     
    E isso eles fizeram comigo. Eles também colocaram na minha vagina um cabo de vassoura com um fio aberto enrolado. E deram choque. O objetivo deles era destruir a sexualidade, o desejo, a autoestima, o corpo.

    ELEONORA MENICUCCI DE OLIVEIRA, ex-militante do Partido Operário Comunista (POC), era estudante de Sociologia e professora do ensino fundamental quando foi presa, em 11 de julho de 1971, em São Paulo (SP). Hoje, vive na mesma cidade, onde é pró-reitora de extensão e cultura e professora titular de saúde coletiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).