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2 de dez. de 2011

O PT controla a crise do capitalismo brasileiro, mas será se está esquecendo a construção de uma sociedade socialista?

Em 48 hs, Brasil corta em 0,5 ponto a taxa de juro, anuncia isenções ao consumo e incentivo ao investimento produtivo; será suficiente para proteger o país da rota da crise mundial?

Li a entrevista com Maria da Conceição Tavares, as análises de Amir Khair e Paulo Kliss e o ponto de vista dos economistas desenvolvimentistas  reunidos no seminário da Fundação Perseu Abramo, no Rio, esta semana. O PT controla a crise do capitalismo brasileiro, mas esquece a construção de uma sociedade socialista?

Enviado por Eri Santos Castro.
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8 de jun. de 2011

A OPORTUNIDADE DE UM RECOMEÇO

Ao afastar Antonio Palocci, a Presidenta Dilma Rousseff  ganha espaço para uma reordenação política que corrija as lacunas de um ciclo inicial em que a principal agenda do seu governo era negativa: conter o crescimento para conter a inflação e a apreciação cambial. 

A inflação já reverteu a curva ascendente. A instabilidade cambial não cede sem baixar os juros que atraem capitais especulativos, mesmo com algum controle sobre os fluxos externos. 

Um bom recomeço seria interromper a nova alta da Selic que está sendo discutida na reunião do BC iniciada na terça-feira. O país vive um momento privilegiado de retomada dos investimentos nas áreas da infraestrutura, energia e construção civil. Nenhuma economia do mundo rivaliza com o leque de obras públicas em marcha no Brasil nesse momento, que
 inclui a construção --simultânea-- de 3  hidrelétricas, 3  ferrovias e 5 refinarias, ademais de investimentos superiores a US$ 220 bilhões da Petrobrás na exploração do pré-sal, apenas no período 2011- 2015. 


A expansão da capacidade produtiva, conforme mostrou o  IBGE no 1º trimestre, cresce  50% acima da expansão do consumo. O horizonte econômico, portanto, esboça uma espiral virtuosa em que o fôlego da oferta corre à frente do ímpeto da demanda. 

Esfarela-se a chantagem ortodoxa do descontrole inflacionário. O economista Amir Khair advertiu em recente artigo em Carta Maior que não se deve esperar da recuperação dos países ricos,sobretudo da economia norte-americana que patina em desordem financeira, dívidas insolúveis e  retração do consumo, qualquer incentivo ao nosso desenvolvimento. O mercado interno, sinaliza Khair,deve ser o grande fiador da travessia brasileira nessa longa convalescência da crise mundial. Sufocá-lo com novas altas dos juros é transpor para a lógica economica a sangria imobilizante que se decidiu evitar na esfera política, com a mudança na Casa Civil. 
 
Carta Maior; 4º feira, 08/06/ 2011.
Enviado por Patrícia Aguiar.
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31 de mai. de 2011

Pagar juros ou investir no Brasil?


Superávit acumulado para pagar juros foi de R$ 57,315 bilhões no 1º quadrimestre, o equivalente a 4,5% do PIB. Um ano de Bolsa Família, que beneficia 50 milhões de brasileiros, custa 0,4% do PIB. Como enfrentar a miséria e criar uma outra lógica de desenvolvimento em meio aos constrangimentos da crise mundial e do torniquete fiscal/financeiro?

Falam Ana Fonseca, Alvaro García Linera, José Graziano e Amir Khair.

Da Carta Maior.
Enviado por Eri Santos Castro.
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22 de mai. de 2011

A AGENDA DO GOVERNO DILMA NÃO PODE SER A LUTA CONTRA O CRESCIMENTO.

  Leia, neste domingo, artigo de Amir Khair, especial para Carta Maior, com proposta para taxar as commodities e ao mesmo tempo elevar a competitividade das exportações brasileiras de maior valor agregado. Medidas nessa direção conteriam a internalização de pressões inflacionárias decorrentes da especulação com matérias primas no comércio internacional. A receita fiscal obtida no processo seria repassada a setores manufatureiros fortalecendo a competitividade dos embarques de produtos industrializados, o que reverteria a outra vulnerabilidade preocupante do crescimento: o déficit nas contas externas, que saltou de US$ 9 bi, em média, até 2007, para uma previsão de US$ 60 bi este ano.
 
(Carta Maior; Domingo, 22/05/ 2011)
Enviado por Eri Santos Castro.
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18 de mai. de 2011

Dilma insiste em errar na economia

'Leitura obrigatória'

O governo comprou a idéia de que há excesso de demanda que tem que ser combatido através de redução das despesas para gerar forte superávit primário. Afirma que é necessário reduzir a despesa de custeio para expandir o investimento e abrir caminho para a redução dos juros básicos. Ora, o que está elevando a despesa são principalmente os juros. Sua redução depende da redução da Selic, abrindo espaço para elevar investimentos e programas de distribuição de renda. O artigo é de Amir Khair.
 

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Enviado por Eri Santos Castro.
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