21 de jun. de 2013

As pessoas querem ser protagonistas dos seus próprios destinos


Em seu artigo de hoje, na Folha, Marina Silva escreve sobre as manifestações que têm varrido o país e o mundo. "Não são os 20 centavos no Brasil, as árvores da praça na Turquia, ou qualquer demanda simbólica visível. O que está em pauta é a democratização da democracia. As pessoas não querem ser meros espectadores, lugar em que foram colocadas pelos partidos que detêm o monopólio da política. Querem ser protagonistas, reconectar-se com a potência transformadora do ato político."

Segundo ela, muitos se apressaram em desqualificar esses novos movimentos, que ela chama de movimentos de borda, onde predomina um ativismo autoral, não mais dirigido por partidos ou lideres carismáticos: "a presença destes é residual e produz incômoda sensação de oportunismo. Não há comando único, há relação horizontal e lideranças móveis: hoje lidero, amanhã sou liderado; hoje sou arco, amanhã sou flecha", escreveu, reafirmando que "não há salvadores da pátria, há homens e mulheres que trabalham juntos."

"O Brasil pode aprender a fazer diferente: nem transição eterna e lenta nem ruptura brusca, mas o diálogo produtivo e criativo da democracia ampliada. Temor de vandalismo? Ora, cultivemos uma cultura de paz. Prefiro sentir-me representada pelas pessoas que estão nas ruas, dizendo o que não querem, a exigir que tenham projetos definidos", finalizou.

No link, o artigo na íntegra.

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