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29 de nov. de 2010

Correio Braziliense: Outra chance de receber do Banco Santos


Será se o senador Sarney ganhará mais esta?
Administrador da massa falida quer leiloar a mansão e as obras de arte de ex-banqueiro. A decisão está nas mãos do Supremo

Os credores do Banco Santos estão de olho no conflito de interesses entre o juizado da falência e a Justiça Federal. Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite os argumentos da massa falida da instituição financeira, muitos milhões de reais serão arrecadados e distribuídos. Só a reforma da mansão do ex-controlador do Banco Santos Edemar Cid Ferreira, em São Paulo, realizada pouco antes da intervenção, custou R$ 140 milhões. Há dezenas de obras de arte que também poderão ir a leilão.



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 DoCorreio Braziliense.
Enviado por Eri Santos Castro.

21 de set. de 2010

Perto das eleições o Banco Santos quitará dívidas de quase R$640 milhões

O Banco era de Edmar Cid Ferreira, sócio da família Sarney
O fim do prazo para quitação de dívidas com 75% de deságio e operações de compensação entre créditos e débitos elevaram consideravelmente o caixa da massa falida do Banco Santos.

Hoje ela tem R$ 639,23 milhões e se prepara para fazer o segundo rateio entre os credores desde que a instituição de Edemar Cid Ferreira teve a falência decretada, há exatos cinco anos. Somado ao rateio anterior, feito no primeiro semestre, será possível quitar 30% da dívida com os credores quirografários. 


Do Valor Econômico.
Enviado por Eri Santos Castro.

16 de ago. de 2010

O Brasil de olho no Maranhão II

MPF pede investigação de Roseana Sarney
MPF quer apurar suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo empréstimo.
Governadora do Maranhão nega suspeitas e diz que empréstimo foi regular.

Da Agencia Estado
O procurador da República Silvio Luís Martins de Oliveira pediu nesta segunda-feira (16) uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro por parte da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB).

Ele enviou um ofício ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. No documento, Oliveira aponta que as operações entre Roseana e o Banco Santos - reveladas pelo jornal "O Estado de S. Paulo" - são "a princípio, ilícitas".

No domingo (15), o jornal publicou documentos dos arquivos do Banco Santos que levantam suspeitas de que a governadora e o seu marido, Jorge Murad, teriam simulado um empréstimo de R$ 4,5 milhões para resgatar US$ 1,5 milhão que possuíam no exterior. Em entrevista ao jornal, o administrador judicial do banco, Vânio Aguiar, confirmou que os papéis estão nos arquivos oficiais da instituição bancária.

Outro lado

Roseana nega as suspeitas sobre lavagem de dinheiro e afirma que o empréstimo foi regular no Brasil. Por meio de nota divulgada no domingo, ela afirmou que denúncia é "fantasiosa".

"É muito estranho que uma denúncia fantasiosa, de seis anos atrás, seja desenterrada agora que estamos em plena campanha eleitoral, quando todas as pesquisas apontam uma tranquila liderança para a minha candidatura. E mais: que a denúncia reapareça um dia depois de ter sido anunciada a descoberta de gás no Maranhão, num volume tal que vai transformar o nosso estado em responsável por 25% do gás produzido no Brasil", disse Roseana.

Banco Santos

O procurador Silvio de Oliveira, que atua em São Paulo, é o responsável, entre outras coisas, pela ação criminal contra Edemar Cid Ferreira, ex-dono do Banco Santos. Edemar é padrinho de casamento de Roseana e Jorge Murad. O processo sobre o caso do Banco Santos encontra-se parado na Justiça Federal. Condenado a 21 anos de prisão, Edemar recorreu e responde em liberdade. Ele chegou a ser preso. O Banco Santos quebrou em novembro de 2004 e sua falência foi decretada no ano seguinte.

Segundo e-mails que estão nos arquivos do Banco Santos, os dólares foram transferidos por meio de uma conta do banco suíço UBS, onde Edemar seria cliente. O empréstimo de R$ 4,5 milhões foi liberado no Brasil no dia 29 de julho de 2004 e, segundo os documentos, US$ 1,5 milhão foram depositados cinco dias depois numa conta externa.

De acordo com a reportagem, o empréstimo foi regularizado no Brasil poucos dias antes da intervenção judicial no Banco Santos, em 12 de novembro de 2004. O dinheiro foi liberado no dia 29 de julho daquele ano, mas só em 5 de novembro - uma semana antes da quebra do banco e da decretação da intervenção da Justiça - as garantias foram registradas, conforme certidões obtidas pela reportagem num cartório em São Paulo.

Enviado por Eri Santos Castro.

Dilma Rousseff quer conhecer os documentos para se manifestar sobre o caso Roseana Sarney

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje que só depois de conhecer os documentos do Banco Santos sobre a operação que permitiram à sua aliada política, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e seu marido Jorge Murad, resgatar US$ 1,5 milhão depositados na Suíça, é que se manifestará sobre o fato.

Dilma alegou que não pode se basear em “acusações de jornais”. “Eu tenho de ver as provas e aí, sim, eu me manifesto”, alegou, ao falar na Feira do Produtor, na localidade de Vicente Pires, a cerca de 20 quilômetros do centro de Brasília. Dilma fez campanha e pediu votos para eleger os candidatos da coligação que a apoia, formada pelo PMDB, PT e PSB, entre outros partidos.

Matéria publicada hoje no jornal O Estado de S. Paulo, exibe documentos dos arquivos do Banco Santos, mostrando que Roseana e Murad simularam um empréstimo de R$ 4,5 milhões para lavar o dinheiro que estava fora do País. Rodeada pelos candidatos e por simpatizantes, a candidata citou o combate à lavagem de dinheiro entre as políticas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que serão mantidas, no caso dela ser eleita. “o Brasil passou a ser uma das lideranças na questão da lavagem de dinheiro”, justificou. Ela destacou que manterá as medidas adotadas por Lula “não apenas baseada só em escândalos”, mas por acreditar que o desempenho do Brasil nessa área, eliminou “rotas” do tráfico de dinheiro de origem desconhecida.

“Então, eu vou dar continuidade a essa política, não baseada só em escândalo, mas como uma política institucional, que vem para ficar de forma sistemática”, destacou. Dilma Rousseff lembrou que o desempenho do Brasil contra a lavagem de dinheiro foi reconhecido pelo Departamento de Estado do governo dos Estados Unidos, sobretudo quanto a seus efeitos em relação ao terrorismo internacional.

“O relatório do Departamento de Estado reconhece que o Brasil foi o País que deu um combate sem trégua à questão da lavagem de dinheiro, com relação ao problema do terrorismo internacional, eliminando as rotas de tráfico de dinheiro pelo mundo afora”, afirmou. A candidata sugeriu que quando da publicação de matérias sobre lavagem de dinheiro, os órgãos de imprensa informem também que, ao contrário do que acontecia antes, o combate tem sido intenso no País.

“É importante, quando vocês noticiarem, noticiar também que nunca no Brasil se combateu tanto a lavagem de dinheiro, através da Polícia Federal, do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras), e junto com toda a articulação internacional”. “Porque antes no Brasil, nós não tínhamos uma política sistemática de combate à lavagem de dinheiro”, disse Dilma.

Com Agências de Notícias e Blogue de Garrone (JP).

Deu no Estado de São Paulo de hoje

Roseana só regularizou acordo perto da intervenção
Documentos mostram que o empréstimo de R$ 4,5 milhões concedido pelo Banco Santos à governadora do Maranhão, Roseana Sarney, só foi regularizado às vésperas da quebra da instituição, em 2004. O Estado revelou ontem indícios de que o empréstimo foi simulado para Roseana movimentar dólares depositados no exterior.

Reação
Para Roseana Sarney, denúncia de lavagem de dinheiro tem caráter eleitoral. Aliada de Roseana, Dilma Rousseff evita comentar caso.

Enviado por Eri Santos Castro.