Mostrando postagens com marcador SNI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SNI. Mostrar todas as postagens

29 de jan. de 2016

Maranhão recebe arquivos digitalizados do Serviço Nacional de Informação


O Maranhão recebeu, nesta quarta-feira (27), arquivos digitalizados do Serviço Nacional de Informação (SNI). A documentação, entregue ao Arquivo Público do Estado do Maranhão (Apem) pelo professor doutor Grimaldo Carneiro Zachariades, contém informações sobre o período da ditadura militar no Maranhão, inclusive dados de maranhenses espionados pelo órgão – extinto apenas em 1991, já no governo de Fernando Collor.

O professor Grimaldo, coordenador do Projeto Resgate da História da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, falou sobre a importância dos arquivos para a democracia. “Esse acervo que chega ao Maranhão já foi oferecido a vários outros estados nordestinos que não demonstraram interesse em receber essa documentação, pois ela incomoda muita gente. Aqui encontramos um poder público disposto e interessado em enfrentar esse trauma da ditadura”, afirmou.

Os arquivos poderão ser objeto de pesquisa da Comissão Estadual da Verdade que, assim que institucionalizada, terá entre suas funções o papel de aprofundar a pesquisa documental e histórica sobre o período no Maranhão, como recomenda o relatório da Comissão Nacional da Verdade. “Para nós da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular se consolidam os passos para o avanço da democracia e para a garantia ao direito à memória e à verdade. Estamos dando prosseguimento ao processo de criação da Comissão Estadual da Verdade e esses documentos certamente contribuirão para os trabalhos nessa área”, disse o secretário adjunto dos Direitos Humanos da Sedihpop Igor Almeida.

Com a disponibilização dos arquivos no Maranhão os pesquisadores terão maior facilidade de acesso aos documentos, pois antes precisavam se deslocar até o Arquivo Nacional, obter autorização para a pesquisa e ainda pagar pela impressão. “Agora, com esse acervo disponível no estado, as pesquisas podem ser aprofundadas”, explicou o professor Grimaldo.

Os documentos poderão ajudar especialmente quem foi vítima da ditadura militar na busca pela reparação na comissão de Anistia. Os arquivos complementarão o atual acervo da APEM, que conta com documentos do antigo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Depois de feito o inventário para facilitar a pesquisa, os documentos serão disponibilizados para consulta pública, conforme explica a diretora do APEM Maria Helena Pereira Espínola.

“Iremos realizar o estudo da documentação para que seja feito o inventário e, assim, depois de tudo organizado, disponibilizar todo esse material para os pesquisadores e interessados. Nosso objetivo é facilitar o acesso à documentação, respeitando a Lei de Acesso à Informação”, contou a diretora da instituição.

A entrega dos arquivos contou com a presença do atual secretário adjunto de Cultura, Diego Galdino, que será o titular da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo.

Fonte: Sedihpop.
Enviado por Eri Santos Castro.
#Compartilhe.

15 de dez. de 2013

A Carta Capital da semana

Manchete: Maconha na farmácia
Como José Mujica, presidente do uruguai, e sua política de drogas podem influenciar a América do Sul.

Nelson Mandela: Quem o combateu, hoje se aproveita de sua história 

Ditadura: Documentos do SNI revelam a perseguição a jornalistas e à OAB 

27 de mar. de 2012

Grupo realiza protestos contra acusados de torturar na ditadura

O Levante Popular da Juventude realizou manifestações em várias capitais brasileiras na frente de residências e locais de trabalho de ex-militares e policiais acusados da prática de tortura durante a ditadura. Em São Paulo, protesto ocorreu em frente à empresa do delegado aposentado David dos Santos de Araújo, acusado pelo Ministério Público Federal de participar de torturas e assassinatos. Em Porto Alegre, protesto ocorreu na frente da casa de ex-chefe do SNI.

Enviado por Eri Santos Castro.
Compartilhe.

3 de mai. de 2011

'Inquérito do Riocentro é repleto de omissões'

Trinta anos após o Riocentro, Júlio Bierrenbach, ministro aposentado do Superior Tribunal Militar, diz que o governo do presidente Figueiredo deixou de apurar o atentado para proteger oficiais, entre eles o general Octávio Medeiros, então chefe do SNI. "Era omissão de todos os lados."

Enviado por Eri Santos Castro.
Compartilhe.