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28 de jul. de 2011

Humala toma posse com desafio de manter economia estável e implementar planos sociais

Ollanta Humala assume nesta quinta-feira (28/07) a Presidência do Peru com um importante desafio: manter a estabilidade econômica de um país que, na última década, manteve índices de crescimento invejáveis e distribuir a renda aos setores mais marginalizados, que votaram nele e que representam 34% da população.  Inspirado no ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, Humala quer ampliar os programas sociais como o Juntos - a versão peruana do Bolsa Família, que atende a 471 mil famílias.  O problema é que a carga tributária no país é pequena e o orçamento do governo também.

Com Agência Brasil.
Enviado por Eri Santos Castro.
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9 de jun. de 2011

A vitória de Ollanta A vitória de Ollanta Humala para a presidência do Peru fecha um longo ciclo de governos neoliberais e abre novas perspectivas para o país, ao mesmo tempo que fortalece o campo dos processos de integração regional e enfraquece a precipitada operação de construção de um eixo neoliberal, com o México, a Colômbia e o Chile. 
Enviado por Eri Santos Castro.
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6 de jun. de 2011

Por outro lado: VITÓRIA DE HUMALA CONSOLIDA A. LATINA COMO NOVA REFERÊNCIA DA ESQUERDA MUNDIAL

O Peru que foi às urnas neste domingo para rejeitar a continuidade da política neoliberal personificada em Keiko Fujimori registrou a maior taxa de crescimento da América Latina no ano passado: 9%. A média de expansão do  seu PIB tem sido elevada, da ordem de 7%. Em 2010, sua economia atraiu mais investimentos estrangeiros do que a Argentina. O presidente Alan García, no entanto, deixa o cargo com uma das taxas de popularidade mais baixas das Américas: cerca de 26% -- inferior à de George Bush, por exemplo, que encerrou o mandato em meio  a uma hecatombe financeira e desacreditado pela guerra do Iraque. A explicação para o paradoxo, responsável pela vitoria de Ollanta Humala, segundo as pesquisas de boca de urna, é o modelo de crescimento adotado nos últimos anos. 

O Peru desde os anos 90 cresce sem políticas públicas para redistribuir a riqueza em benefício da sociedade, sobretudo de sua vasta maioria pobre constituída de indígenas, que formam 45% da população (brancos são 15%). Foram deles os votos decisivos que garantiram a virada da candidatura de centro-esquerda. Basicamente exportadora de minérios, a economia peruana  beneficiou-se fartamente da valorização dos preços das commodities nos últimos anos. A opção política, porém, foi por um modelo de crescimento de recorte neoliberal feito de  desregulação  máxima para os mercados e direitos sociais mínimos para a população. 

A riqueza gerada nessa engrenagem não circula na sociedade,
 concentrando-se numa órbita restrita de beneficiados que gostariam de eleger Keiko Fujimori para afsatar o risco de mudanças. A ausência de carga fiscal sancionou e acentuou  as polarizações decorrentes dessa dinâmica A receita do Estado peruano é de 15% do PIB, inferior até mesmo à média latinoamericana e caribenha que já é acanhada, oscilando em torno de 18% do PIB, contra 39,8% da União Europeia,  onde a rede de contrapesos sociais está consolidada. O governo Alan García poupou as mineradoras  peruanas de uma taxação correspondente aos lucros fabulosos acumulados no atual ciclo de alta  das matérias-primas. O mercado naturalmente cuidou de seus próprios interesses e o Estado não reuniu fundos para investir em educação, saúde, habitação e segurança alimentar. 


No crepúsculo do ciclo neoliberal  a renda per capita no Peru é de US$ 5.196, bem inferior a de outros países da região, como Uruguai, Chile, Brasil e México. A realidade, no entanto, é ainda pior que isso. Com 2/3 da mão de obra na informalidade, a sociedade peruana não dispõe de uma estrutura de direitos trabalhistas; a população rural, formada sobretudo pelos indígenas, vegeta; uma professora ganha cerca de  R$ 200,00 por mês. É esse modelo de crescimento que ao gerar riqueza amplifica a desigualdade e polariza toda estrutura social que foi rejeitado agora nas urnas.
Carta Maior; 2º feira, 06/06/ 2011
Enviado por Eri Santos Castro.
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11 de abr. de 2011

Esquerdista Humala vai ao 2º turno de pleito no Peru

Boca de urna da votação no Peru, dava o esquerdista Ollanta Humala como vencedor do primeiro turno, da eleição para presidente, com 31,5% dos votos. Ele disputará o 2º turno das eleições com Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Fujimori.

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10 de abr. de 2011

Favorito hoje no Peru recusa Brasil como ‘patrão’

O candidato de esquerda Ollanta Humala é o favorito nas eleições presidenciais de hoje no Peru, relata a enviada especial a Lima, Patrícia Campos Mello. Nacionalista, defende integração com o Brasil, mas sem que o país seja “patrão” dos peruanos. 

Com a Folha.
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31 de jan. de 2011

Novas fotos inéditas dos índios isolados do Acre


Índios isolados observam o avião
Índios isolados observam avião sobrevoando maloca

A Survival International divulgou nesta segunda-feira (31) novas fotos de índios isolados que vivem no Acre, perto da fronteira com o Peru. As fotos foram tiradas pela Fundação Nacional do Indio (Funai), que autorizou a organização, sediada em Londres, a utilizá-las como parte de sua campanha para proteger o território dos índios isolados.
As fotos mostram os índios em detalhe nunca visto antes e revelam uma comunidade próspera e saudável com cestos cheios de mandioca e mamão fresco cultivados em suas roças. Os isoalados poderão ser vistos no episódio Jungles, do programa Human Planet, da BBC1, na quinta-feira (3).

Leia mais: no blogue da Amazônia "Índios isolados são fotografados pela 1ª vez no AC"
Enviado por Eri Santos Castro.
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