Recebido com carreata, governador do Amapá reassume cargoPedro Paulo Dias (PP) foi preso por suspeita de desvio de verbas públicas. Candidato à reeleição, ele reassumiu o cargo depois de 9 dias preso na PF. [Image] O governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), chegou no início da noite desta segunda-feira (20) a Macapá e reassumiu o cargo. Ele deixou a carceragem da Polícia Federal, em Brasília, na noite deste sábado (18) (veja vídeo abaixo), depois de ficar nove dias preso, suspeito de envolvimento em suposto esquema de corrupção no estado.
Ao desembarcar no aeroporto da capital do estado, Dias, que é candidato à reeleição, e o ex-governador do estado, Waldez Góes (PDT), que concorre ao Senado, foram recebidos pelos militantes de sua coligação com uma carreata em direção ao centro da cidade. Góes também foi preso na Operação Mãos Limpas da Polícia Federal (PF)Os dois são apontados pela PF e pelo Ministério Público Federal como líderes de um suposto esquema de desvio de recursos públicos, por meio de fraudes de licitações e cobrança de propina, em pelo menos seis dos principais órgãos do governo local
Ao todo, 18 pessoas chegaram a ser presas na operação, mas 12 haviam sido libertadas na semana passada. Outros dois suspeitos de envolvimento na operação Mãos Limpas permanecem sob prisão preventiva, de acordo com a PF.
Operação
A operação da Polícia Federal investiga um suposto esquema de desvio de recursos da União que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).
Foi constatado, de acordo com a PF, que a maioria dos contratos administrativos firmados pela Secretaria de Educação não respeitavam as formalidades legais e beneficiavam empresas previamente selecionadas em vários órgãos da administração pública.
Na operação, foram mobilizados 600 agentes federais para cumprir 18 mandados de prisão temporária, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em uma casa do presidente do Tribunal de Contas do Amapá, a PF encontrou R$ 1 milhão, cinco carros de luxo – entre os quais uma Ferrari e uma Maserati – e duas armas.
Débora Santos Do G1, em BrasíliaFoto: Erich Macias/A Gazeta/AE)
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21 de set. de 2010
20 de set. de 2010
Aliados de Sarney são soltos e retomam campanha
Em Liberdade- Suspeitos de corrupção, o governador do Amapá, Pedro Paulo Dias, e o candidato ao Senado Waldez Goes, aliados do senador José Sarney, saíram da cadeia e voltam à campanha. Os dois tinham apoio de Lula.
Preventiva - O presidente do Tribunal de Contas do Estado, José Júlio Miranda, e o secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, Aldo Alves Ferreira continuam presos. O ministro João Otávio Noronha, do TSE, transformou em preventiva a prisão temporária deles. O prazo de prisão preventiva é de 30 dias.
Mais prisões – No finalzinho da tarde de ontem foram presos em Macapá o ex-secretário do Planejamento Armando Amaral e o policial federal aposentado e chefe do serviço de inteligência da Sejusp Jazildo Santos. Os dois estão na carceragem da PF em Macapá e serão recambiados para Brasília às 9 horas deste domingo.
Além da prisão dos dois, a PF também cumpriu ontem vários mandados de busca e apreensão.
Ameaças - Uma testemunha procurou ontem a Polícia Federal para contar que estava sofrendo ameaças. Foi um depoimento bastante demorado. Ela chegou lá por volta das 17h. Quando saiu já era quase meia-noite.
Com Blogue da Alcinéa Cavalcante e O Globo.
Enviado por Eri Santos Castro.
Preventiva - O presidente do Tribunal de Contas do Estado, José Júlio Miranda, e o secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, Aldo Alves Ferreira continuam presos. O ministro João Otávio Noronha, do TSE, transformou em preventiva a prisão temporária deles. O prazo de prisão preventiva é de 30 dias.
Mais prisões – No finalzinho da tarde de ontem foram presos em Macapá o ex-secretário do Planejamento Armando Amaral e o policial federal aposentado e chefe do serviço de inteligência da Sejusp Jazildo Santos. Os dois estão na carceragem da PF em Macapá e serão recambiados para Brasília às 9 horas deste domingo.
Além da prisão dos dois, a PF também cumpriu ontem vários mandados de busca e apreensão.
Ameaças - Uma testemunha procurou ontem a Polícia Federal para contar que estava sofrendo ameaças. Foi um depoimento bastante demorado. Ela chegou lá por volta das 17h. Quando saiu já era quase meia-noite.
Com Blogue da Alcinéa Cavalcante e O Globo.
Enviado por Eri Santos Castro.
10 de set. de 2010
PF prende governador do Amapá, aliado de Sarney, em operação contra desvio de recursos públicos
A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira o governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), e o ex-governador Waldez Góes (PDT), acusados de desviar recursos públicos do Estado e da União. Eles foram levados para o quartel do Exército, em Macapá.
A operação, batizada de Mãos Limpas, cumpre 18 mandados de prisão temporária, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Segundo a PF, a organização criminosa é composta por servidores públicos, agentes políticos e empresários. As investigações iniciaram-se em agosto de 2009.
As apurações, de acordo com a PF, revelaram indícios de um esquema de desvio de recursos da União que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) e do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental).
Durante as investigações, foi constatado que a maioria dos contratos administrativos firmados pela Secretaria de Educação não respeitavam as formalidades legais e beneficiavam empresas previamente selecionadas. Apenas uma empresa de segurança e vigilância privada manteve contrato emergencial por três anos com a Secretaria de Educação, com fatura mensal superior a R$ 2,5 milhões, e com evidências de que parte do valor retornava, sob forma de propina, aos envolvidos.
Durante as investigações, constatou-se que o mesmo esquema era aplicado em outros órgãos públicos. Segundo a PF, foram identificados desvios de recursos no Tribunal de Contas do Estado do Amapá, na Assembleia Legislativa, na Prefeitura de Macapá, nas Secretarias de Estado de Justiça e Segurança Pública, de Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e no Instituto de Administração Penitenciária.
Além do Estado do Amapá, os mandados estão sendo cumpridos no Pará, Paraíba e São Paulo. Participam da ação 60 servidores da Receita Federal e 30 da Controladoria Geral da União.
Os envolvidos estão sendo investigados pelas práticas de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa, ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência e formação de quadrilha.
A reportagem está tentando contato com o governo para comentar as prisões.
Da Folha.
Enviado por Eri Santos Castro.
A operação, batizada de Mãos Limpas, cumpre 18 mandados de prisão temporária, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Segundo a PF, a organização criminosa é composta por servidores públicos, agentes políticos e empresários. As investigações iniciaram-se em agosto de 2009.
As apurações, de acordo com a PF, revelaram indícios de um esquema de desvio de recursos da União que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) e do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental).
Durante as investigações, foi constatado que a maioria dos contratos administrativos firmados pela Secretaria de Educação não respeitavam as formalidades legais e beneficiavam empresas previamente selecionadas. Apenas uma empresa de segurança e vigilância privada manteve contrato emergencial por três anos com a Secretaria de Educação, com fatura mensal superior a R$ 2,5 milhões, e com evidências de que parte do valor retornava, sob forma de propina, aos envolvidos.
Durante as investigações, constatou-se que o mesmo esquema era aplicado em outros órgãos públicos. Segundo a PF, foram identificados desvios de recursos no Tribunal de Contas do Estado do Amapá, na Assembleia Legislativa, na Prefeitura de Macapá, nas Secretarias de Estado de Justiça e Segurança Pública, de Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e no Instituto de Administração Penitenciária.
Além do Estado do Amapá, os mandados estão sendo cumpridos no Pará, Paraíba e São Paulo. Participam da ação 60 servidores da Receita Federal e 30 da Controladoria Geral da União.
Os envolvidos estão sendo investigados pelas práticas de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa, ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência e formação de quadrilha.
A reportagem está tentando contato com o governo para comentar as prisões.
Da Folha.
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