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29 de nov. de 2015

DataFolha: 81% da população querem afastamento de Eduardo Cunha da Câmara

DATAFOLHA: 81% QUEREM O AFASTAMENTO DE CUNHA
Índice de insatisfação com o presidente da Câmara dos Deputados cresce entre o público feminino, os mais ricos e os de maior nível de escolaridade; pelo levantamento, apenas 7% são contra a cassação do deputado, enquanto 4% são indiferentes e 9% não souberam responder; alvo de crescentes protestos, especialmente das mulheres contra a pauta conservadora, Cunha responde a processo no Conselho de Ética por mentir sobre existência de uma conta na Suíça com US$ 5 milhões, supostamente produto de propina em contratos da Petrobras; pesquisa mostra ainda que a agonia do parlamentar fluminense impacta negativamente a imagem do Congresso Nacional, que atingiu seu menor nível desde 1993.
Com Brasil 247.

3 de ago. de 2015

Eduardo Cunha precisa ser afastado, por Aldo Fornazieri


Nessas alturas dos acontecimentos está claro que Eduardo Cunha não se afastará da presidência da Câmara dos Deputados, mesmo que passe da condição de investigado para a condição de denunciado. Numa democracia decente ele não poderia ter ficado num dos mais importantes cargos do Estado, mesmo na já grave condição de investigado. Provavelmente, um político nas suas condições e suspeições sequer chegaria a ocupar tão relevante cargo. Aqui, ele chegou ao poder pela  conjunção de interesses hipócritas, unindo em torno de si setores de bancadas dominados pelo oportunismo político e as bancadas da oposição, dominadas pelo espírito de vendeta política e por uma inescrupulosa irresponsabilidade institucional. Mantém-se no poder pela junção de tudo isto e pela total falta de decência da bancada do PT.
Integrantes da bancada do PT já haviam praticado os indigestos atos de louvação de Cunha na instalação da CPI da Petrobrás, numa vergonhosa seção de beija-pés do presidente da Câmara, quando ele já estava na condição de denunciado. Agora, o líder da bancada petista, Sibá Machado, vem a público e declara que não vê motivos para o afastamento de Cunha. Em termos partidários, somente as bancadas do PSOL e PPS se manifestaram de forma inequívoca pelo seu afastamento.
Em apenas seis meses no comando da Câmara, Cunha se ergueu na condição de homem acima da lei. Violou o regimento da Câmara, humilhou colegas, agrediu os princípios constitucionais do Estado laico, ignorou ritos e procedimentos legislativos consagrados, mandou aprovar matérias que ferem direitos, encaminhou uma reforma política que representa um retrocesso e se choca com os reclamos da sociedade brasileira, desestabilizou a ordem econômica ao patrocinar a aprovação de pautas que oneram o Estado no momento em que o mesmo precisa conter gastos e se instituiu como senhor da decisão se haverá ou não encaminhamento do processo de impeachment da presidente Dilma.
Depois de tudo isto, agora o noticiário veicula que parlamentares e membros da CPI estão agindo em nome de Cunha para intimidar testemunhas e depoentes, na Operação Lava Jato. Que a CPI se reduziu a um mero instrumento de defesa e de coação política e pessoal em benefício de Cunha, não resta dúvida. Não é a isenção investigativa que impera nessa Comissão. Não se trata de um instrumento que quer buscar a verdade das coisas. Não é um recurso usado para coibir a corrupção e para aconselhar medidas com vistas a melhorar a eficácia do Estado. Pelo contrário, esta CPI está a serviço do acobertamento da corrupção, da manipulação de interesses políticos escusos, da degradação da nossa precária democracia.
O STF e a Sociedade não Poderão Omitir-se
Afastar Eduardo Cunha da presidência da Câmara é uma demanda do que resta de dignidade do nosso sistema político. Afastar Cunha é uma demanda de justiça. Afastar Cunha é uma exigência moral do nosso tempo para que não seja coberto de opróbrio ainda maior nas páginas futuras da história. Nessas circunstâncias, o STF não poderá omitir-se no momento em que Cunha for denunciado. Deverá afastá-lo, impedindo que um dos mais importantes poderes da República seja maculado por tal situação inaceitável. A sociedade também não poderá omitir-se. Terá que exigir, seja através de entidades representativas, seja através de manifestações individuais nos mais variados ambientes em que isto é possível, que Cunha se afaste da presidência da Câmara. Já existem razões suficientes, mesmo antes da denúncia, para que se estabeleça a exigência de seu afastamento.
E dos partidos e dos políticos, o que esperar destes? Com as raras e honrosas exceções, não se pode esperar nada, absolutamente nada, a não ser a vergonhosa omissão de uns e a criminosa conivência de outros. Os partidos e os políticos deveriam saber que eles já não têm crédito e legitimidade junto a sociedade; deveriam saber que já não são ouvidos; que já não são respeitados e que não merecem confiança e fé.
Alguns desses políticos, de quase todos os partidos, enleados nas teias da corrupção, podem até escapar do julgamento da justiça. Os omissos e coniventes podem até escapar do julgamento das urnas. Na sua arrogante pavonice, podem até acreditar que são depositários de admiração. Mas deveriam saber que são causadores de repugnância.
Julgam eles que a sociedade ignora o mal ao poder público que eles representam? Julgam eles que a sociedade não sabe dos seus privilégios, das suas omissões e da sua incompetência? Pensam eles que não serão vistos, no futuro, como destruidores da dignidade da política e como cúmplices de um Estado que apodreceu pela corrupção? Sim, e mesmo assim, acreditam que poderão continuar por muito tempo enganando o povo, com sua perpetuação no poder, com as benesses e com os privilégios.
Mal sabem eles – partidos e políticos – que do ponto de vista do juízo histórico, estão sentados no banco dos réus. Mal sabem eles que o juízo da história não será complacente e que eles já estão e serão condenados com penas severas e duríssimas. Uns porque não tiveram limites em sua corrupção; outros, porque assumiram o figurino dos oportunistas, dos omissos e dos coniventes. Não pensem os políticos atuais que poderão se evadir do juízo da história, protegidos pela noite promíscua e escusa de Brasília.
Pensar que o atual sistema político e partidário, que tem em Eduardo Cunha um de seus ícones, possa mudar e remediar-se, é algo pueril. Num momento em que os apelos revolucionários caíram em desuso, só restam à sociedade dois caminhos para sair do atual beco sem saídas da política brasileira: apelar para que a sociedade civil se mobilize, se organize, cobre e participe; e apoiar as instituições do Estado, principalmente o Ministério Público, o Judiciário, a Polícia Federal e a Receita Federal, entre outras, para que radicalizem o processo de sua republicanização.

Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, escreve todos os domingos no Estadão.
Enviado por Eri Santos Castro.
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28 de abr. de 2015

Bomba, bomba, bomba: Após a Terceirização, deputados e senadores do PMDB e PSDB querem revogar a Lei Áurea

Após a PL 4.330/2004 ter sido aprovada na Câmara dos Deputados chegando ao Senado, a Câmara acaba de abrir nesta terça (28) uma planária para revogar a Lei Áurea.
Em entrevista, o Deputado Cleiton Cleber, presidente da Liga das Empresas afirma: “A terceirização é um marco na história do capitalismo. Revogando a Lei Áurea poderemos ter de volta a nossa boa e velha escravidão.”
O projeto de lei tem como foco principal a volta da escravidão, chibatadas, tronco do castigo além de gerar milhões de novos empregos já esquecidos, como os capitães do mato.
A Câmara aguarda ansiosamente e está otimista pela nova PL que tem tudo para dar certo. Os deputados dizem, quase que em coro, que se o progresso da terceirização realmente vingar, será o futuro do nosso país. Eles não vêem a hora de sair para comprar chibatas de couro!
Direto da REAÇONARIA, veja aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
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4 de set. de 2013

Depois de absolver um deputado criminoso,Câmara aprova o fim do voto secreto

  • Na noite desta terça-feira (3), a Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 349/01 do voto aberto para todas as decisões do Congresso, incluindo cassação de mandatos de parlamentares e análises de vetos presidenciais. A proposta foi aprovada em primeiro turno há sete anos. Desde então, estava parada esperando votação em segundo turno. A medida vale para as deliberações do Congresso, da Câmara, do Senado, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa do Distrito Federal e das Câmaras de Vereadores.

    Um dos maiores defensores da bandeira, o deputado federal Simplício Araújo destacou a importância que a PEC trará para as decisões da Câmara dos Deputados. Para o parlamentar, a atitude servirá para que o legislativo brasileiro saia da obscuridade e inicie uma fase transparente e em sintonia com os anseios da sociedade brasileira.

    “O que a população quer é que nossas ações sejam transparentes, que estejam em sintonia com suas prioridades. A sociedade não tolera mais o voto secreto do parlamento. Hoje iniciamos uma nova etapa nesta Casa e espero que nossos projetos, nossas ações, nossas votações sejam direcionadas para a coletividade”, afirmou o parlamentar. — LUTA PELO VOTO ABERTO NO PARLAMENTO BRASILEIRO

13 de ago. de 2013

Greve de fome de candidato do 10º Exame de Ordem completa uma semana


Nesta segunda, outro bacharel em direito iniciou o jejum, emprotesto contra supostos erros na correção das provas


Mais um manifestante começou greve de fome em frente ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Sandro Pereira, 50 anos, reprovado no 10º Exame de Ordem, uniu-se ao examinando Antônio Gilberto da Silva, 47 anos, também reprovado no exame, que completou uma semana de jejum nesta segunda-feira (12/8). O bacharéis, que prestaram exame para direito do trabalho, protestam contra supostos erros na correção das provas deste ano.

"Não vou suspender a greve enquanto a OAB não se pronunciar. Só saio daqui morto ou com a revisão do décimo exame. Não é questão de corrigir só a minha prova, mas as regularidades que atingiram todos os examinandos reprovados", afirma Antônio Gilberto.


"Estamos dispostos a sair mortos daqui para resolver essa situação. Temos esperança de que alguma coisa se resolva amanhã", diz Sandro Pereira, que também é presidente do Sindicato de Locatários de Brasília. Outros dois candidatos armaram barracas em frente ao conselho nesta segunda-feira.

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados promoverá uma audiência pública nesta terça-feira (13/8), às 14h, para discutir "a violação dos direitos humanos pela Ordem dos Advogados do Brasil". A comissão convocou a participação de professores representantes das áreas afetadas pelo exame, do representane da Fundação Getulio Vargas (FGV) e do presidente da OAB, Marcus Vinícius Coêlho. A audiência acontecerá no plenário 9 do Anexo II da Câmara.

Do Correio Braziliense, confira aqui!
Sugestão de pauta: Salustiano Junior.
Enviado por Eri Santos Castro.
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16 de mai. de 2013

MP: como foi a madrugada sangrenta

PT fez um acordo com o que a Dilma pode vetar.



Se, de fato, produzir-se o milagre, e o Governo derrotar Eduardo Cunha, Daniel Dantas e Eduardo Campriles, o Senado se verá diante de uma situação de constrangimento.

Depois de tudo o que se passou na Câmara – nunca dantes, por exemplo, se viu obstrução em voto de redação final -, dificilmente o Senado não aprovará a MP dos Portos.

Depois depois tanto esforço e exame da MP na Camara, demonstrada exaustivamente a sua relevância, como explicar que o Senado se exima de decidir ?

A batalha que se travou nessa noite e madrugada passadas vai entrar para a História da Câmara.

A emenda aglutinativa central, a espinha dorsal dos interesses de Daniel Dantas, incorporados por Eduardo Cunha, foi derrotada fragorosamente logo no início dos trabalhos.

Mas, era preciso votar a MP dos Portos.

Chegar ao final do processo.

Não adiantava derrotar a emenda aglutinativa do Cunha/Dantas, se a MP não fosse aprovada.

Para que fosse aprovada a tempo de chegar ao Senado, era preciso vencer o obstáculo de votar 14 Destaques interpostos pelo PSD de Eduardo Campriles, PSDB, DEM e do PPS, do ex-comunista Roberto Freire.

O Governo votava, derrotava um Destaque e a oposição entrava com outros novos.

Uma ministra comparou à situação de quem tinha comprado casa pelo BNH: quanto mais pagava, mais devia !

Aí, as lideranças do PT – Arlindo Chinaglia, Sibá, José Guimarães e Genoino – apresentaram uma emenda aglutinativa que englobava as emendas e destaques que estavam na frente, para votação.

O DEM do estadista Ronaldo Caiado tinha dito que “a renovação dos contratos ocorrerá”.

O Governo transformou em “poderá ocorrer” e conseguiu limpar a pauta, aí, com o apoio de Eduardo Cunha.

Foi, digamos, “uma economia processual”.

E, o mais importante, as novas medidas aglutinativas podem ser vetadas.

Como sugeriu o deputado Anthony Garotinho, em nome da higiene, a Presidenta Dilma deve vetar a Emenda # 30, essa emenda que permitiu tirar da frente a obstrução da oposição.

Oposição, em termos.

Porque o PMDB em gorda fatia traiu.

E o PSB também.

O Governo está seguro de que não abriu mão de nenhum princípio político central, para fazer essa emenda apaziguadora – embora o PiG (*), como sempre, insista em que o Governo “cedeu” para vencer.

E o Governo se manteve, sempre, fiel ao relatório que saiu do Senado, de Eduardo Braga, do PMDB.

O que deve ajudar a aprovar no Senado.

Se, de fato, ocorrer o milagre.



Por Paulo Henrique Amorim.
Enviado por Eri Santos Castro.
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Na madrugada, PT e PMDB lavaram roupa suja




 “Nasceu a fórceps”, ironizou Chico Alencar (PSOL-RJ)

Reza um antigo refrão dos baixinhos que tamanho não é documento. Dona de 90 votos na Câmara, uma oposição diminuta submeteu o condomínio governista, gigante de 493 cabeças, a um sufoco improvável. Emparedados por uma obstrução parlamentar implacável, os governistas dobraram os joelhos pouco depois das 2h. Sem quórum, PMDB e PT passaram a se acusar mutuamente. Criticaram também a debilidade da articulação política do governo Dilma Rousseff.

Líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP) inaugurou o destampatório ao dizer que se sentia “injustiçado” por Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Insinuou que o presidente da Câmara beneficava a oposição com interpretações benevolentes do regimento interno. Algo que esticava o processo legislativo e levava à falta de quórum.

Abespinhado, Henrique refutou. “O problema é da base do governo”, disse o mandachuva da Câmara. “A oposição cumpriu o seu papel de obstruir. A base, agora, tem que fazer a sua parte, tem que trazer aqui os seus parlamentares e dar quórum.” Chinaglia tomou as dores do consórcio, que concluíra a análise da MP e das emendas.

Faltava votar, porém, a redação final do texto. Sem isso, todo o esforço anterior seria vão. O bloco governista não conseguia levar ao painel nem o número mínimo de 257 presenças. Àquela altura, cerca de 50 deputados do PMDB e 20 do PT já haviam trocado o terno e a gravata pelos pijamas.
As críticas de Chinaglia estimularam outros petistas a investirem contra Henrique. Entre eles José Genoino (PT-SP). Mal lavados, os petistas distribuíam também indiretas aos peemedebistas desertores. Alceu Moreira (PMDB-RS) escalou a tribuna e elevou o timbre.

“Nao aceito uma sílaba de crítica ao comportamento do presidente Herique Eduardo Alves. Foi sereno. Aqueles que se acham donos do poder e, por ser maioria, querem esmagar a minoria não contem com o PMDB.” Após pregar o respeito ao regimento, o deputado mirou acima do PT, no Planalto.
“Façam uma reflexão: não dá para ter parceiro necessário e indesejável”, disse Alceu Moreira. “Ou o parceiro é necessário e desejável ou não é parceiro. Não dá para chamar o PMDB só para cuidar do doente na beira do leito hospitalar. Para um aniversário nunca fomos convidados. Queremos os dois lados.”

Enquanto o plenário matava o tempo à espera do retorno dos fujões, os governistas esfolavam-se uns aos outros. Líder do PT, José Guimarães (CE) foi ao microfone para repisar as críticas de Chinaglia a Henrique Alves. “É claro que muitos da base do governo se sentiram inseguros porque a interpretação do regimento favoreceu a oposição.”

Henrique Alves atalhou o orador: “Nao favoreceu a oposição coisa nenhuma, caro líder. Só fiz cumprir o regimento. E não me afasto um milímetro do cumprimeiro desse regimento. Não entre por esse argumento que é muito perigoso. Esse tipo de entendimento eu não posso aceitar. Em momento algum tive sequer a intenção de beneficar quem quer que seja.”

Guimarães cuidou assoprar: “Respeitamos a bancada do PMDB e as demais bancadas. Essa base esteve unida durante o dia todo. Deu curto-circuito no final.” Mordeu novamente: “A interpretação que foi dada ao regimento é que terminou facilitando enormente para que a oposição estivesse com essa cara de felicidade.”

Líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), desafeto de Dilma, também saiu em defesa de Henrique Alves. Tido pelo petismo como um dos responsáveis pelo sumiço de deputados, disse que o problema não era nem o regimento nem a obstrução dos oposicionistas PSDB, DEM e PPS. A exemplo do liderado Alceu Moreira, Cunha mirou no Planalto.

“Se nós estamos passando o que estamos passando é por problemas que estão existindo dentro da própria base do governo. Não adianta tapar o sol com a peneira. Há problemas sim, há problemas de articulação política. O método utiizado para tentar melar a votação da semana passada e tumultuar a sessão de ontem não foi prática de parlamentares da base. Foi falha da articulação política. Errou e teve consequências.”

Eduardo Cunha prosseguiu: “Agora, precisamos é baixar a bola. Está faltando voto. Estamos aqui há duas madrugadas. São 4h56. Ninguém aqui é criança. Ninguém aquenta ficar duas noites e dois dias seguidos achando que parlamentar vai ficar aqui defendendo e ainda ouvindo desaforos. Mandei carro buscar quatro, cinco deputados em casa. Agora, isso não pode ser feito debaixo de desaforo.”

Às 5h08, o painel eletrônico do plenário voltou a registrar o quórum mínimo de 257 deputados. A sessão foi reaberta. Porém, num sinal de que a falta de quórum era proposital, os votos do governo voltaram a rarear. No primeiro pedido de verificação do quórum feito pela oposição a sessão voltou cair.
Henrique Alves esticou a sessão até o sol raiar. Só às 8h57 o quórum seria restabelecido. Às 9h43 o processo de votação da medida provisória foi, finalmente, encerrado. “Nasceu a fórceps”, ironizou Chico Alencar (PSOL-RJ).

As fornalhas do plenário ficaram ligadas por quase 23 horas ininterruptas. Somando-se às 18 horas do dia anterior, foram 41 horas de atividades.

Ex-líder do PT, Fernando Ferro (PE) atribuiu o suadouro “menos ao mérito da oposiçãoo e mais ao fracasso da base do governo”. Desalentado, disse que “mesmo a conclusão da votação não autoriza comemorações. Não há falhas só aqui. Há falhas da articulação política. Não posso deixar de reconhecer. Inclusive o governo terá de aprender com isso.” Henrique Alves parabenizou-o pela “avaliação realista.”

Ex-candidata à presidência da Câmara, Rose de Freitas (PMDB-ES) resumiu a atmosfera da madrugada: “Esse governo, que eu integro e defendo, não sabe tratar essa Casa. Não tem conversa, não senta na mesa, não discute nenhuma medida antecipadamente. O que aconteceu aqui foi o desdobramento das fatalidades que a falta de articulação do governo está fazendo acontecer.”

Por Josias de Souza.
Enviado por Eri Santos Castro.
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14 de jun. de 2012

TELMA PINHEIRO ASSUME VAGA NA CÂMARA FEDERAL NO LUGAR DE PINTO ITAMARATY

Suplente do PSDB é a décima a assumir como representante da bancada maranhense.

A maranhense Telma Pinheiro (PSDB) assume vaga na Câmara Federal na tarde desta quinta-feira (14). Ex-vereadora e ex-deputada estadual por dois mandatos, Telma Pinheiro também foi secretária durante a administração de Jackson Lago.
“Estou honrada por assumir uma vaga nessa casa e me coloco a disposição para fomentar melhorias para o nosso estado e honrar os votos dos cidadãos maranhenses” afirma a deputada.
Telma Pinheiro teve 46.620 votos na eleição de 2010 é a segunda suplente da coligação do PSDB, PDT, PTC. A psdbista assumiu a vaga do colega de partido Pinto Itamaraty, que saiu de licença para assuntos particulares – sem remuneração – pelo período de 120 dias.
 
Por Amanda Dutra (Assessora de Imprensa).
Enviado por Eri Santos Castro.
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1 de fev. de 2012

Projeto do Deputado Domingos Dutra que regulamenta profissão de cabeleireiro e barbeiro é sancionado pela Presidente Dilma

Os profissionais da beleza já podem comemorar uma grande vitória da categoria: a sanção da Lei nº 12.592/2012, em 18/12. A mesma assegura os direitos trabalhistas dos cabeleireiros, barbeiros, esteticistas, manicures, pedicures, depiladores e maquiadores. A lei é oriunda do PL 6960/06 do Deputado Salatiel Carvalho (PMDB/PE) o qual o PL 446/07, de autoria do Deputado Domingos Dutra (PT/MA), estava apensado.
O parlamentar maranhense destaca que “esse projeto garante legalidade à profissão, tornando uma categoria com maior credibilidade, utilidade e respeito em uma sociedade cada vez mais urbana e que se preocupa com a estética e o embelezamento”, informa o Deputado.
“Fiquei extremamente contente com a decisão da presidenta Dilma ao sancionar esta importante lei justamente no período natalino, se tornando um grande presente a categoria. Considerando a dificuldade de se aprovar projetos de iniciativa de parlamentares, sinto-me um vencedor com a aprovação desse meu projeto em benefício não só dos profissionais da beleza, mas como todos os brasileiros e brasileiras que a cada dia elevam sua autoestima dentro de um salão”, manifesta o parlamentar.

Por Salis Chagas.
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27 de dez. de 2011

Mídia alternativa disputa verba publicitária governamental com grande imprensa

Financiamento da mídia alternativa está na pauta 2012 da Câmara

A Câmara dos Deputados vai tentar buscar no ano que vem formas de garantir a sobrevivência financeira de veículos de comunicação que fazem parte da chamada imprensa alternativa, como rádios comunitárias, portais e blogs na internet. O centro dos debates será a Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática, que nesta quarta-feira (21), penúltimo dia de trabalho parlamentar, instalou uma subcomissão só para cuidar do tema em 2012.
Mais aqui.
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22 de ago. de 2011

Folha denuncia o deputado Zé Vieira

Deputado dá R$ 560 mil a firma-fantasma


José Vieira repassou parte de verba parlamentar a empresa de taxi aéreo sem sede, funcionários ou registro na Anac


Endereço informado é de conjunto habitacional simples; pagamentos continuaram mesmo após morte de piloto


O deputado federal José Vieira (PR-MA) repassou R$ 560 mil da verba de custeio de atividade parlamentar a uma empresa-fantasma.

Durante dois anos, Vieira, que tem avião próprio, simulou despesas com afretamento de aeronaves para seus deslocamentos no Maranhão.

Os pagamentos foram feitos à Discovery Transporte e Logística, uma suposta empresa de táxi aéreo, que só existe no papel.

A Discovery não possui avião, nem sede, nem funcionários. O endereço que consta como sede da empresa na Receita Federal é uma residência em um conjunto habitacional simples, em São José do Ribamar, na região metropolitana de São Luís.

A empresa foi registrada em nome de um piloto que prestava serviços ao deputado em Bacabal, cidade maranhense da qual Vieira já foi prefeito.

O piloto, José Joaquim Nina, morreu no início do ano, mas já não pilotava havia muito tempo. Mesmo depois da morte dele, os pagamentos à empresa continuaram.


SEM REGISTROA Discovery é conhecida das empresas de táxi aéreo regulares do Maranhão como empresa de fachada que vende notas fiscais.
No aeroporto de São Luís, a Infraero informou que a Discovery não faz voos. Ela também não tem registro na Anac (Agência Nacional de Avião Civil) como empresa de táxi aéreo.

Já o deputado possui um avião Sêneca modelo 34-220T, no valor de R$ 607 mil, conforme consta na declaração de bens que ele apresentou à Justiça Eleitoral no ano passado.

O principal item de despesa do deputado pago com a cota parlamentar é a contratação do suposto serviço da Discovery. Os gastos começaram a ser lançados em julho de 2009. Em alguns meses, foram mais de R$ 60 mil. Neste ano, a Câmara pagou R$ 83 mil de notas da Discovery.

A cota parlamentar para os deputados federais do Maranhão é de R$ 31.637 por mês. A verba é para cobrir gastos com alimentação, hospedagem, passagens aéreas, combustível, afretamento de avião e outras despesas.

O único item da cota que tem limite de gasto é o combustível (R$ 4.500 por mês).

Se o congressista gastar abaixo da cota em um mês, a diferença é acumulada para os meses seguintes.

A norma da Câmara é de que o deputado não pode usar a cota parlamentar para despesas com campanha eleitoral. Porém, em 2010, ano eleitoral, Vieira apresentou R$ 333 mil em notas da Discovery.


Outro ladoVieira ignora perguntas da reportagem

A reportagem da Folha tentou, sem sucesso, por cinco dias, ouvir o deputado José Vieira sobre os pagamentos à empresa Discovery.

Ao ser informado de que a Discovery não tem avião, nem sede, o chefe de gabinete do deputado, Ivo Icó, mostrou surpresa. "Como é que não tem avião, se o deputado voa nela? É lógico que existe. O deputado vai voar numa empresa fantasma?".

Icó anotou as perguntas do jornal e prometeu que o deputado entraria em contato, o que não aconteceu.


Por ELVIRA LOBATO, da Folha.
Editado por Eri Santos Castro.
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10 de ago. de 2011

Pedro Novais terá que explicar na Câmara denúncias de corrupção

As comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Defesa do Consumidor da Câmara aprovaram nesta quarta-feira (10) convite para que o ministro do Turismo, Pedro Novais, explique denúncias de corrupção na pasta.

O pedido pede "esclarecimentos ao plenário da comissão sobre irregularidades constatadas em convênios de qualificação, no âmbito do Ministério do Turismo".

A informação é do jornalista Sandro Lima do G1, em Brasília
Enviado por Eri Santos Castro.
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5 de ago. de 2011

Tudo pronto para o jogo entre deputados

Os deputados maranhenses realizaram nesta quinta-feira à tarde mais um treino para a partida de sábado contra os deputados federais. O treino aconteceu no campo do Ipem, no Calhau. O deputado Rogério Cafeteira (PMN) se contundiu ainda no aquecimento. Fábio Braga (PMDB) entrou no segundo tempo e no primeiro chute na bola sofreu uma contusão no joelho. Deixou o campo mancando e é dúvida para o jogo.
Os jogadores Kleber Pereira, Paulo César e o presidente da Câmara de São Luís, Isaías Pereirinha (PSL), reforçaram o time dos parlamentares. os deputados afirmaram que não treinarão nesta sexta-feira. “Se a gente treinar de novo ninguém conseguirá jogar”, afirmou o vice-presidente da Assembleia, Marcos Caldas (PRB), que esteve em campo durante 35 minutos com sua bermuda a la Tiririca.
O desembargador José Joaquim jogou na zaga e deve ser o marcador oficial de Romário. O advogado Marcos Braide também treinou e deve reforçar o meio campo do time.

Durante o treino um lance que pode ser destaque no quadro “Bola Murcha”, do Fantástico. O blogueiro metido goleiro Gilberto Léda levou um frangaço de um chute fraco do meio da rua disparado por Camilo Figueiredo (PDT). A bola passou no meio das “canetas” do jornalista.

Já no final do treino, o deputado Chiquinho Escórcio (PMDB) compareceu e confirmou a presença de Romário (PSB-RJ), Popó (PRB-BA), Tiririca (PR-SP), Deley (PSC-RJ), Renanzinho (PMDB-AL), Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), o senador Sérgio Petecão (PMN-AC), o ex-goleiro Paulo Victor e mais cerca de 20 parlamentares federais. O deputado estadual Bebeto (PDT-RJ) contraiu uma virose e não virá. Nesta quinta-feira, o deputado Júnior Coimbra (PMDB-TO) destacou da Tribuna da Câmara a iniciativa do colega maranhense. “Vai ser páreo duro. Na Assembleia Legislativa há vários garotos, enquanto nossa turma tem idade mais avançada. Mas vamos para cima deles com vontade”, brincou o parlamentar.
O senador e ministro Edison Lobão (Minas e Energia) dará o ponta-pé incial da partida e também será homenageado com um troféu. O deputado Luciano Moreira (PMDB), morto em acidente de carro em junho, também será homenageado com um troféu.

A renda da partida será revertida para a Apae e Hospital Aldenora Belo. Além dessas duas entidades, os ingressos estão à venda nas Óticas Veja ao preço de R$ 10 (arquibancada) e R$ 20 (cadeira coberta).
Em pé: Rogério Cafeteira, Roberto Costa, Kleber Pereira, Eduardo Braide, Rubens Jr, Neto Evangelista, Carlinhos Amorim, Camilo Figueiredo, Edilázio Jr., Luciano Leitoa e Jota Pinto (técnico). Agachados: Caio Hostilio, Marcos Caldas e Raimundo Louro.

Do blogue Décio Sá, aqui! 
Enviado por Eri Santos Castro.
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26 de fev. de 2011

Acredite se quiser: Tiririca vai para a Comissão de Educação

Depois de ter tido que provar que era alfabetizado para assumir o mandato, o deputado Tiririca (PR-SP) será integrante da Comissão de Educação e Cultura da Câmara. O líder do PR diz que o deputado, que é palhaço, representará o setor cultural. “Educação é uma coisa e cultura é outra”, afirma.

Saiu em O Globo.
Enviado por Eri Santos Castro.
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3 de fev. de 2011

Deputado Dudu da Fonte, herdeiro de Severino, corregedor

Eleito pelos colegas para ser o novo corregedor da Câmara, Dudu da Fonte (PP-PE) é cria política de Severino Cavalcanti, ex-presidente e símbolo do baixo clero da Casa, forçado a renunciar ao mandato, em 2005, devido a acusações de corrupção. Dudu não nega o passado e só chama Severino, de quem já foi secretário particular, de "padrinho". 

Saiu em O Globo.
Enviado por Eri Santos Castro.
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31 de jan. de 2011

Jornada de 40 horas semanais: 229 deputados a favor, 116 contra


A cabeça dos novos deputados federais

Pelo menos 44% dos parlamentares que farão parte da Câmara dos Deputados – e que tomarão posse nesta terça-feira, 1º de fevereiro - apoiam a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sem diminuição de salário, bandeira histórica do movimento sindical, de acordo com levantamento realizado pelo G1.
Diante da pergunta "É a favor da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução de salário?", 229 disseram "sim", 116, "não", e 69 não souberam responder, totalizando 414 dos 513 deputados que farão parte da nova legislatura, que começa amanhã.
O levantamento ouviu opiniões a respeito de 13 temas polêmicos. Foram contados 446 dos 513 futuros deputados. Desses 446, 414 responderam ao questionário e 32 não quiseram responder. Outros 67, mesmo procurados por telefone ou por intermédio das assessorias não deram resposta – positiva ou negativa – às solicitações.
A redução da jornada de trabalho sem diminuição de salários está prevista na Proposta de Emenda Constitucional 231/95, de autoria deputado Inácio Arruda (PC do B-PE), já aprovada em uma comissão especial do Congresso. Em 2008, o Dieese estimou que a mudança poderia criar até 2 milhões de novas vagas.
O levantamento do G1 teve início em 29 de novembro e foi finalizado em 27 de janeiro. No caso dos deputados que assumiram cargos no governo federal, em estados ou municípios, procurou o primeiro suplente das coligações para responder ao questionário.
A maioria dos parlamentares respondeu às perguntas por telefone, mas uma parte preferiu receber o questionário por e-mail para devolvê-lo impresso. Em todos os casos, os deputados foram informados de que não teriam suas respostas individualizadas.

Confira o demais temas da pesquisa:
Descriminalização do aborto: 267 não, 78 sim, 37 em termos, e 32 não;
Fim do fator previdenciário: 228 sim, 116 não, 70 não sabe;
Piso salarial nacional para policiais: 330 sim, 53 não, 31 não sabe;
`Nova` CPMF para financiar saúde: 142 sim, 239 não, 33 não sabe;
Financiamento público para campanha: 249 sim, 74 público/privado, 61 não, 30 não sabe;
Voto em lista fechada: 175 sim, 181 não, 58 não sabe;
Plebiscito para redefinição da maioridade penal: 233 sim, 166 não, 15 não sabe;
Legalização dos bingos: 119 sim, 255 não, 40 não sabe;
Fim da assinatura básica de telefone: 338 sim, 30 não, 46 não sabe;
Redistribuição de royalties do pré-sal: 160 sim, 208 com compessação aos estados produtores, 28 não, 18 não sabe;
Lei da Palmada: 140 não, 207 não sabe, 67 sim;
Discriminalização do uso da maconha: 63 sim, 21 em termos, 298 não, 32 não sabe.

Por Imprensa PT-SP.
Enviado por Eri Santos Castro.
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