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6 de out. de 2015

Indígenas e quilombolas ocupam sede da Funai em Imperatriz

          

            Desde a tarde desta segunda-feira (5), povos indígenas Krenyê, Gamela, Kreepynm, Gavião e quilombolas ocupam a Coordenação Regional da Funai em Imperatriz (MA).
            A ação compõe o quadro de atividades da "Articulação Nacional" contra a PEC 215, que denuncia o desmonte de direitos indígenas, quilombolas e unidades de conservação e ainda, decisões do Supremo Tribunal Federal que anularam as portarias declaratórias de terras indígenas, dentre elas a revisão dos limites da terra indígena Porquinhos, dos Kanela Apanyekrá.
            Entre as reivindicações, destaca-se a luta pelo reconhecimento étnico e territorial. Um grande impasse é a realidade enfrentada pelo povo Krenyê, que foi retirado de seu território de origem na primeira metade do século XX devido a conflitos com criadores de gado e uma epidemia de sarampo. Em razão disso, durante cinco anos viveram na periferia da cidade de Barra do Corda (MA) de forma precária, sem assistência dos órgãos públicos responsáveis em atender os povos indígenas e, enfrentando preconceito e discriminação.
            Em 2010 os Krenyê adquiriam uma chácara com recursos próprios, onde constituíram a Aldeinha São Francisco e vivem à espera da demarcação de sua terra, enfrentando ainda uma série de dificuldades no que diz respeito ao atendimento à saúde, educação e outros.
            A ocupação deve seguir pelos próximos dias e além dos povos indígenas e quilombolas, tem articulação do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Rede Justiça nos Trilhos, Cáritas, Moquibom, Miqcb, Dioceses de Viana e Imperatriz, Teia dos Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão, com o apoio da Associação dos Catadores de Material Reciclável (Ascamari) e do Movimento das Comunidades Produtoras (MCP).


Por Mariana Castro (Rede Justiça nos Trilhos).
Enviado por Eri castro.
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14 de mai. de 2015

Governador e Ministro da Saúde inauguram vacinação indígena em Aldeia de Montes Altos

Governador Flávio Dino e ministro Chioro durante visita à Aldeia São José, em Montes Altos.
Recebidos com cantos comemorativos e ladeados por uma corrente indígena que percorreu toda a aldeia, o governador Flávio Dino e o ministro da Sáude, Arthur Chioro, estiveram na tarde desta quarta (13) na Região Tocantina para levar serviços de atenção básica a aldeias do Maranhão, que tem população aproximada de 30 mil indígenas. O Maranhão foi o estado escolhido para o lançamento nacional da Campanha de Vacinação dos Povos Indígenas.

O evento abriu a Campanha da Vacinação dos Povos Indígenas, que aconteceu na Aldeia São José, em Montes Altos. O ministro destacou as estratégias do Governo do Maranhão no sentido de reforçar os investimentos em atenção básica e saúde da família e reiterou o apoio do governo federal ao estado.

Durante o encontro, o governador Flávio Dino frisou o compromisso da gestão estadual com a descentralização da Política de Saúde, a partir do diálogo constante com as 19 regiões de saúde do estado, a integralização dos serviços, oferecendo desde o atendimento básico até as intervenções mais complexas, a disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um e a luta pela melhoria na qualidade de vida da população. Para ele, a humanização do atendimento é o aporte central do padrão implantado na atual gestão estadual.

“Este governo respeita o povo indígena e valoriza sua cultura. Por isso, em menos de quatro meses fizemos questão de vir aqui pessoalmente compartilhar esse momento com toda a população. Vocês tem a garantia de que o nosso governo terá presença constante aqui e em todo o Estado”, destacou o governador.

A visita do Ministro integra as ações do Mês de Vacinação dos Povos Indígenas, que tem como objetivo disponibilizar mais de 183 mil doses de vacinas do Calendário de Nacional dos Povos Indígenas. No Maranhão, expectativa é vacinar 4.909 índios do distrito sanitário especial do estado.

Na Aldeia de São José, onde vivem dois mil índios Krikatis, além do lançamento do Mês de Vacinação dos Povos Indígenas, foi inaugurada uma Unidade Básica de Saúde da Aldeia, que deverá atender a população das aldeias vizinhas.

“Agradecemos a festa bonita e ressaltamos que este é um momento sério é importante porque estamos tratando da preservação dos povos indígenas aqui no Maranhão, evitando doenças e complicações médicas”, apontou o ministro.

O Cacique Davi Krikati mostrou-se contente com a visita. “Esse momento é importante para todo o nosso povo porque é a primeira vez que recebemos um governador e um ministro, trazendo mais saúde com vacina e inauguração da Unidade de Saúde”. Participou do evento ainda o prefeito de Montes Altos, Valdevino, e o secretário de Estado da Saúde, Marcos Pacheco.

Vacinação – A meta é intensificar a vacinação da população mais vulnerável, como crianças de até quatro anos, mulheres em idade fértil e idosos, que vivem nestas áreas, onde há baixa cobertura vacinal. Serão oferecidas, em todo país, 183.820 doses de vacinas contra várias doenças, como as hepatites A e B, rubéola, coqueluche, sarampo, caxumba, difteria, tétano, poliomielite, febre amarela, tuberculose, influenza, pneumonia, meningite, dentre outras.

Por Mariana Salgado/Aline Louise.
Enviado por Eri Santos Castro.
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5 de set. de 2013

Da Uol Notícias: Índia formada em medicina quer atuar em reservas porque são rejeitadas pelos colegas


  • "Minha ideia não era ser médica para ganhar dinheiro e ficar rica, mas trabalhar com dignidade e focar nas minorias, que é de onde eu vim", disse Wilses de Sousa Tapajós, 44, primeira índia formada em medicina pela UFT (Universidade Federal do Tocantins) http://ow.ly/oyOjt

29 de abr. de 2013

Um quarto das 154 línguas indígenas do Brasil corre rico de extinção

Um quarto das 154 línguas indígenas ainda vivas no Brasil está ameaçado de extinção, já que contam com menos de cem falantes, alerta um relatório realizado pelo Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG).

O mais grave é que é impossível determinar quantas línguas já se extinguiram desde a chegada dos colonizadores portugueses ao Brasil em 1.500, segundo o estudo do órgão estatal, ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

"O Brasil é um dos países com maior diversidade linguística da América, já que conta com 154 línguas ainda faladas, mas o número era muito maior e não sabemos quantas desapareceram sem que restassem registros", disse à Agência Efe a linguista Ana Vilacy Galucio, pesquisadora do MPEG e que coordenou o estudo.

"E muitas das línguas ainda vivas estão ameaçadas de desaparecer, já que têm muito poucos falantes, em sua maioria idosos, e as novas gerações não estão interessadas em aprendê-las. A tendência em médio prazo é que essas línguas desapareçam", acrescentou a antropóloga.

Segundo dados do Censo de 2010 divulgados este mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 37,4% dos 896.917 brasileiros que se declararam como índios falam a língua de sua etnia e somente 17,5% desconhecem o português.

O censo também revelou que 42,3% dos índios brasileiros já não vivem em suas reservas e que 36% se estabeleceram em cidades. Dos que não estão nas reservas, apenas 12,7% falam sua língua.

Ana esclareceu que o inventário do Museu Goeldi considera como ameaçadas as línguas que têm menos de cem falantes, mas que o número seria muito superior se fossem adotados os critérios internacionais, que definem como em perigo às que têm menos de mil praticantes.

De acordo com o relatório do Museu Goeldi, mais da metade das línguas indígenas do Brasil tem menos de mil falantes.
"A situação é crítica para a maioria. Algumas têm menos de dez pessoas que ainda falam sua língua", segundo a especialista.

O censo de 2010 contabilizou 305 etnias indígenas no Brasil que falavam 274 línguas.

O governo reconhece que esses números superam os calculados pela Fundação Nacional do Índio (Funai), o que atribui a subdivisões que os próprios indígenas desconhecem.

O relatório do Museu Goeldi é ainda mais rigoroso e limita a 154 o número de línguas, em comparação às 180 com que a Funai trabalha.

O estudo cita como exemplo o caso dos gaviões, uma etnia no estado de Rondônia a qual eram atribuídas cinco línguas, mas que, após as análises linguísticas, se descobriu que pratica cinco dialetos derivados da mesma língua.

O relatório inclui até a língua dos xipaias, uma etnia assentada no estado do Pará e da qual só restam dois idosos que falam a língua nativa.

A linguista do Museu Goeldi alerta que a principal ameaça das línguas não é o reduzido número de pessoas que a falam, mas a falta de uso, já que os idosos que a conhecem, sem ter com quem praticá-la, começam a esquecer o vocabulário e a gramática.

O caso dos Xipaia é novamente exemplar já que a população é numerosa, mas as novas gerações foram alfabetizadas em português e os dois idosos que falam a língua não vivem perto.

Segundo o Museu Goeldi, com a morte das línguas também se perdem conhecimentos culturais, econômicos e até medicinais, que já não podem ser transmitidos pelos idosos por não terem como se comunicar com os mais jovens.

"Por isso é importante documentar e ter registros em áudio e vídeo dessas línguas", diz Ana, que coordenou um projeto para registrar em gravações línguas ameaçadas e criar escolas bilíngues nas aldeias.

A antropóloga citou o caso dos puruborás, uma etnia também em Rondônia com 800 integrantes, dos quais apenas quatro falam sua língua, que foram beneficiados com um projeto de preservação da língua.

Além de registrar em gravações as conversas dos quatro anciãos, os antropólogos elaboraram um vocabulário básico e montaram uma escola da língua em uma aldeia dos puruborás. 

Saiu no Terra.
Enviado por Eri Santos Castro.
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8 de abr. de 2013

Marina Silva faz comentário sobre áreas indíginas dizimadas no Maranhão


"A situação de descalabro é tão grave que o ex-prefeito de Maranhãozinho foi indiciado pela Polícia Federal em dezembro passado. Josimar Cunha Rodrigues foi acusado de cobrar R$ 150 por caminhão para liberar a entrada nas áreas indígenas. Pela barreira montada pela prefeitura só passavam caminhões cadastrados e com tíquete de pagamento da propina."

Enquanto isso, a Frente Parlamentar do Agronegócio luta pela aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 215/2000, que inclui entre as competências exclusivas do Congresso Nacional a aprovação de demarcação das terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. Ministro da Justiça já se manifestou dizendo que a PEC é inconstitucional.

9 de ago. de 2011

Dia Internacional dos indígenas no Brasil: Mostra, eventos e balanço da história

Da colônia à República, dos massacres 
à retomada do crescimento
Perseguidos, massacrados, vivendo mais tragédias que alegrias, os índios quase sumiram do mapa, do Brasil. Na época do Descobrimento existiam mais de cinco milhões de índios; em 1970, eram apenas cem mil. Por isso, a festa pelos cinco séculos do Descobrimento foi marcada pelo protesto de grupos indígenas em várias regiões do país.

Há muito a fazer pelos índios, sobretudo reconhecer suas etnias - mais de duzentas espalhadas pelo Brasil -, que cultivam cerca de 180 línguas e mantêm uma riquíssima diversidade cultural. É fundamental respeitá-las para a sobrevivência dos vários grupos e controlar a presença dos brancos em áreas indígenas.

Existe, contudo, um dado muito importante e positivo: o número de índios aumentou nos últimos trinta anos. Os povos indígenas, que quase desapareceram, ganharam fôlego na luta pela sobrevivência, com a ajuda dos religiosos e das ONGs. Segundo dados do IBGE, existem cerca de 350 mil índios e, enquanto o Instituto Sócio-Ambiental (ISA) registra 280 mil. Seja qual for o número, hoje é maior do que em 1970.

O crescimento de uma população indígena é algo raríssimo no planeta. Há alguns fatores que contribuíram para esse aumento populacional: a melhoria nas condições de saúde, a vacinação das crianças e a alta taxa de natalidade com baixo índice de mortalidade. Se esse crescimento continuar, a população indígena será capaz de dobrar a cada duas décadas.

Redação com agências, via Portal Vermelho.

Enviado por Eri Santos Castro.
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