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27 de abr. de 2015

Governadores, parlamentares e representantes da sociedade civil da região amazônica repudiam pretensão do presidente nacional do INCRA de indicar gaúcha para o Terra Legal

MOÇÃO DE REPÚDIO

Senhor Ministro do MDA e Presidente do INCRA,

Os representantes do Fórum Interconselhos do PPA que abaixo subscrevem, solicitam que após tomado conhecimento se envie Moção de Repúdio à Presidência da República, em razão da nomeação de gaúcha para assumir a Superintendência Nacional de Regularização Fundiária na Amazônia Legal – SRFA/INCRA/MDA, pelos motivos a seguir:

A questão agrária no Brasil desde a sua descoberta, ainda Brasil Colônia nos idos do século XVI, nunca foi tratada com o devido cuidado e importância que de fato tem para o país. Nos últimos 40 anos da nossa história o Brasil já República e sob o comando do Governo militar, chamou, convocou e prometeu acesso a uma serie de políticas públicas para os desbravadores que se aventurassem a ocupar o território amazônico, a fim de garantir a soberania territorial da área. De lá para cá, muito pouco foi feito para garantir o direito de ocupação da área aos que foram para lá em atendimento ao chamado da nação.

Em 2004, com a posse do Presidente Lula, e o canal de comunicação que foi aberto com os movimentos sociais da região, acreditou-se que, pela primeira vez, as milhares famílias que vivem e se sustentam em áreas públicas federais localizadas na Amazônia iriam finalmente ser enxergadas. Em 2009, após muitas discussões e luta foi sancionada a Lei 11.952 que trata da regularização fundiária na Amazônia Legal. Essa lei é fruto de importantes discussões feitas com o movimento social, as associações e os sindicatos rurais da região significa o acesso a políticas públicas, a segurança jurídica, a paz no campo, a preservação da Amazônia, o desenvolvimento sustentável da nossa região.
Mas é bom lembrar que a Amazônia não é qualquer lugar, que temos a nossa especificidade, as nossas questões, precisamos de políticas específicas e regionalizadas, para que de fato possamos ser atendidos dentro de nossas diferenças respeitando assim um dos princípios constitucionais mais importantes e conhecidos que é o da Igualdade.

Por isso apresentamos aqui moção de repúdio a nomeação de uma gaúcha, que nunca viveu na Amazônia, que não tem nenhum vínculo com a região, seja de cunho afetivo, seja de cunho profissional para estar à frente da Superintendência Nacional de Regularização Fundiária na Amazônia Legal.Tal nomeação é uma afronta a nossa cultura, ao nosso povo que vem dialogando há anos com o Governo Federal a fim de conseguir levar o mínimo de dignidade a nossa gente e que constantemente vem sendo esquecido em detrimento hegemonia sulista.

                                                                                                                  Brasília, abril de 2015.

Nota do Jornal Pessoal Eri Castro- Os governadores da Amazônia, Roraima, Rondônia, Tocantins, Amapá, Mato Grosso, dezenas de senadores e deputados e centenas de dirigentes da sociedade civil organizada da Amazônia Legal manifestaram descontentamento pela pretensão do Presidente Nacional do Incra em indicar para a Superintendência do programa 'Terra Legal' alguém, com adequado perfil técnico, que não seja da região amazônica. Esse movimento cresce a cada dia.


6 de nov. de 2012

VIRGINDADE DE MENINAS ÍNDIAS VALE 20 REAIS NO AMAZONAS

No município amazonense de São Gabriel da Cachoeira, na fronteira do Brasil com a Colômbia, um homem branco compra a virgindade de uma menina indígena com aparelho de celular, R$ 20, peça de roupa de marca e até com uma caixa de bombons. A pedido das mães das vítimas, a Polícia Civil apura o caso há um ano. No entanto, como nenhum suspeito foi preso até agora, a Polícia Federal entrou na investigação no mês passado. Doze meninas já prestaram depoimento. Elas relataram aos policiais que foram exploradas sexualmente e indicaram nove homens como os autores do crime. Entre eles há empresários do comércio local, um ex-vereador, dois militares do Exército e um motorista. As vítimas são garotas das etnias tariana, uanana, tucano e baré que vivem na periferia de São Gabriel da Cachoeira, que tem 90% da população (cerca de 38 mil pessoas) formada por índios. Entre as meninas exploradas, há as que fo...Ver mais
VIRGINDADE DE MENINAS ÍNDIAS VALE 20 REAIS NO AMAZONAS-  No município amazonense de São Gabriel da Cachoeira, na fronteira do Brasil com a Colômbia, um homem branco compra a virgindade de uma menina indígena com aparelho de celular, R$ 20, peça de roupa de marca e até com uma caixa de bombons. A pedido das mães das vítimas, a Polícia Civil apura o caso há um ano. No entanto, como nenhum suspeito foi preso até agora, a Polícia Federal entrou na investigação no mês passado. Doze meninas já prestaram depoimento. Elas relataram aos policiais que foram exploradas sexualmente e indicaram nove homens como os autores do crime. Entre eles há empresários do comércio local, um ex-vereador, dois militares do Exército e um motorista. As vítimas são garotas das etnias tariana, uanana, tucano e baré que vivem na periferia de São Gabriel da Cachoeira, que tem 90% da população (cerca de 38 mil pessoas) formada por índios. Entre as meninas exploradas, há as que foram ameaçadas pelos suspeitos. Algumas foram obrigadas a se mudar para casas de familiares, na esperança de ficarem seguras. A Folha conversou com cinco dessas meninas e, para cada uma delas, criou iniciais fictícias para dificultar a identificação na cidade. 

M., de 12 anos, conta que "vendeu" a virgindade para um ex-vereador. O acerto, afirma a menina, ocorreu por meio de uma prima dela, que também é adolescente. "Ele me levou para o quarto e tirou minha roupa. Foi a primeira vez, fiquei triste." 

A menina conta que o homem é casado e tem filhos. "Ele me deu R$ 20 e disse para eu não contar a ninguém." 

P., de 14 anos, afirma que esteve duas vezes com um comerciante. "Ele me obrigou. Depois me deu um celular." 

Já L., de 12 anos, diz que ela e outras meninas ganharam chocolates, dinheiro e roupas de marca em troca da virgindade. "Na primeira vez fui obrigada, ele me deu R$ 30 e uma caixa com chocolates." 


Outra garota, X., de 15 anos, disse que presenciou encontros de sete homens com meninas de até dez anos. 

"Eu vi meninas passando aquela situação, ficando com as coxas doloridas. Eles sempre dão dinheiro em troca disso [da virgindade]." 

P. aceitou depor na PF porque recebeu ameaças de um dos suspeitos. "Ele falou que, se continuasse denunciando, eu iria junto com ele para a cadeia. Estou com medo, ele fez isso com muitas meninas menores", afirma. 

Familiares e conselheiros tutelares que defendem as adolescentes também são ameaçados. "Eles avisaram: se abrirem a boca a gente vai mandar matar", diz a mãe de uma menina de 12 anos.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1179864-virgindade-de-meninas-indias-vale-r-20-no-amazonas.shtml

24 de mai. de 2011

Amazônia tem o melhor petróleo do Brasil

Começa nova corrida ao óleo na Amazônia
Vinte e cinco anos depois de a Petrobras ter iniciado sua operação na bacia do rio Solimões, no Amazonas, começa uma nova corrida para exploração de petróleo no Estado. A empresa privada HRT Oil & Gas iniciou há um mês a perfuração de seu primeiro poço perto de Tefé. A companhia é operadora de 21 blocos no Amazonas, numa área de 48.485 km2, duas vezes maior que a da Petrobras na região e equivalente a duas Dinamarcas.

A Petrobras explora oito áreas nas bacias do Solimões e Amazonas, onde já perfurou dez poços. Até 2015, a HRT planeja ter 130 poços. "A região tem o melhor petróleo do Brasil", diz o presidente da empresa, Marcio Mello, que saiu da Petrobras nos anos 90. Os investimentos da HRT e de sua sócia Petra Energia estão orçados em US$ 3,5 bilhões até 2014.

Saiu no Valor Econômico.
Enviado por Patrícia Aguiar.
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