"
Se em um horizonte temporal previsível não há "saída da crise" para o
capital, de maneira complementar e antagônica, o futuro dos
trabalhadores e dos jovens depende, em grande medida, senão
inteiramente, da capacidade para abrir espaços e criar "tempos de
respiração" políticos próprios, a partir de dinâmicas que hoje só eles
podem mobilizar. Estamos em uma situação mundial na qual o decisivo
passou a ser a capacidade destes movimentos - nascidos sem aviso - se
organizarem de tal modo que conservem uma dinâmica de "autoalimentação",
inclusive em situações nas quais não existam, no curto prazo,
desenlaces políticos claros ou definidos (...) em última instância, as
questões sociais decisivas são: "quem controla a produção social, com
que objetivo, segundo que prioridades e como pode ser construído
politicamente esse controle social". Possivelmente seja este o sentido
dos processos e consignas "de transição" hoje em dia. Alguns poderão
dizer que sempre foi assim. Mas, dito nos termos acima constitui uma
formulação em grande medida, se não completamente, nova."
(François
Chesnais; indispensável para entender a desordem neoliberal)
Enviado por Eri Santos Castro.
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