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28 de jul. de 2011

Manifestação pede cadeia para coronel Ustra

Nesta quarta-feira (27/7), a juíza Claudia de Lima Menge ouviu testemunhas de acusação arroladas pelos advogados da família do jornalista Luiz Eduardo Merlino, torturado e morto em 1971, aos 23 anos. Os parentes do jornalista acusam o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra como autor da morte de Merlino. Ustra não compareceu à audiência. Enquanto isso, do lado de fora do prédio, acontecia um ato para lembrar as vítimas da ditadura militar. Cerca de 100 pessoas,  com faixas e fotos de militantes desaparecidos e mortos, pediam justiça e cadeia para os torturadores que agiram durante a ditadura militar. As informações são da Agência Brasil.

Ustra foi comandante do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operação de Defesa Interna (DOI-Codi) do 2º Exército, em São Paulo. Ele foi condenado em primeira instância por prática de tortura em uma ação movida pela família do jornalista em 2007. No ano seguinte, por 2 votos a 1, os desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo acataram o recurso dos advogados de Ustra e extinguiram o processo.

A ação em julgamento agora foi  movida pela irmã de Merlino, Regina Merlino Dias de Almeida, e pela ex-companheira do jornalista, Angela Mendes de Almeida com pedido de indenização por danos morais, contra o mesmo coronel Brilhante Ustra. “É uma luta que estamos travando há muito tempo. Chegar até aqui é uma vitória”, disse Angela.

Segundo o Tribunal de Justiça, serão ouvidas as testemunhas de acusação Otacílio Cecchini, Eleonora Menicucci de Oliveira e Leane de Almeida, ex-militantes do Partido Operário Comunista (POC). Também testemunhará o ex-ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos Paulo de Tarso Vannuchi. As outras duas testemunhas, o historiador e escritor Joel Rufino dos Santos e Laurindo Junqueira Filho, deverão prestar depoimento por carta precatória.

Entre as testemunhas de defesa arroladas por Ustra estão o atual presidente do Senado, José Sarney, o ex-ministro e ex-senador Jarbas Passarinho, um coronel e três generais da reserva do Exército brasileiro. Todos serão ouvidos por carta precatória.

Com agência Brasil.
Enviado por Eri Santos Castro.
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27 de jul. de 2011

Coronel será julgado pela tortura e morte de jornalista. Sarney deverá ser testemunha de defesa

Daqui há pouco ( dia 27 ), às 14h30, a audiência da ação movida pela família do jornalista Luiz Eduardo Merlino contra o coronel reformado do Exército, Carlos Alberto Brilhante Ustra. A audiência foi marcada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que ouvirá testemunhas da tortura e morte do jornalista há 40 anos, durante o regime militar.
Merlino, que como jornalista tinha passagens pelo Jornal da Tarde, Folha da Tarde, jornal Amanhã e Jornal do Bairro, foi morto em São Paulo, em julho de 1971, nas dependências do Doi-Codi, centro de tortura comandado por Ustra entre outubro de 1969 e dezembro de 1973. Entre as testemunhas arroladas por Ustra está o atual presidente do Senado, José Sarney, e o ex-ministro Jarbas Passarinho. Em de julho de 1971, o jornalista foi levado de sua casa, em Santos para São Paulo, para prestar depoimentos sobre sua militância política nas dependências do Doi-Codi e nunca mais voltou. Merlino, então com 23 anos, tornou-se então mais uma vítima da ditadura militar no país. 
A audiência acontece no mês em que se completam 40 anos do assassinato do jornalista. Além do ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos. Paulo Vanucchi, devem depor sobre o crime o historiador e escritor Joel Rufino dos Santos e ex-militantes do POC (Partido Operário Comunista), organização na qual Merlino militava.A ação por danos morais está sendo movida pela irmã do jornalista, Regina Maria Merlino Dias de Almeida, e pela sua ex-companheira, Angela Mendes de Almeida, e é subscrita pelos advogados Fábio Konder Comparato, Claudineu de Melo e Aníbal Castro de Souza.Em 2008, Ustra foi declarado torturador pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, em ação movida pela família Teles. Esta é a segunda ação movida pela família de Merlino contra o coronel da reserva do Exército. 
Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo estará representado pela diretora de Comunicação e Cultura, Rose Nogueira (que também é presidente do Grupo Tortura Nunca Mais/SP) e também por Denise Fon, que integra o Conselho de Ética do Sindicato e foi anistiada política.  
Por toda a sua história de luta em defesa dos Direitos Humanos e da Democracia, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo defende a instauração da Comissão da Verdade e exige a identificação e punição dos torturadores, para que fatos como este ocorridos com os jornalistas Luiz Eduardo Merlino e Vladimir Herzog não sejam esquecidos e fiquem apenas no passado da história do país.
Do sítio do Sindicato dos Jornalista de São Paulo.
Enviado por Eri Santos Castro.
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