ministro das Comunicações, não poderá ser acusado. Neste
fim de semana, ele é o entrevistado das páginas amarelas
de Veja e sua fala tem tudo para aprofundar um cisma no
partido em relação à sua posição no
governo federal.
Classificado por Veja como um "daqueles raros e bons
petistas que abandonaram o radicalismo no discurso e
na prática", Bernardo assume frontalmente sua
oposição à uma Lei de Meios, que é uma das
bandeiras do PT para democratizar a comunicação.
"A militância
extrapola, e eu posso dizer que está errada, que
está falando besteira.
Se ela não gosta da capa da revista, da manchete de
jornal, quer que
eu faça a regulação. Não vai ter regulação para isso", avisa.
Confira, abaixo, alguns trechos da entrevista:
Sobre as eleições de 2014
Eduardo Campos é um aliado nosso que visivelmente quer
ser candidato. A democracia pressupõe disputa. Não podemos
achar que a Dilma deve ser a única candidata. Embora as
pesquisas mostrem que ela tem todas as condições de ganhar,
não vai ser uma eleição fácil (...) Se entrar mesmo na disputa,
Eduardo Campos vai ser um candidato qualificado. O Aécio vai
ser um candidato qualificado, com uma estrutura partidária
maior. E tem a Marina, que é uma incógnita porque ainda
não se sabe se conseguirá se viabilizar com tempo de televisão.
Volta de Lula
Ele está em ponto de bala. Se fosse candidato, seria um
candidato fantástico, mas eu sei que ele não quer ser.
Acho até que não teria justificativa. Nós temos uma
presidente da República e vamos substituí-la a troco de quê?
(...) Lula vai ser fundamental na campanha da Dilma.
A vaia no Mané Garrincha
Vaia em jogo de futebol não conta. Nós não temos de nos
impressionar com isso. Houve uma diminuição na aprovação
da presidenta e na aprovação do governo, mas eu não me
preocupo.
Sobre os protestos
Nós temos de observar e entender esses protestos.
Não dá para procurar chifre em cabeça de cavalo.
No começo, eram manifestações contra o transporte
público, que, convenhamos, é ruim mesmo.
Sobre a Ação Penal 470
Isso já foi julgado, já aconteceu e nós estamos tocando
a vida. O governo tem trabalhado normalmente. Não
temos dependência dessa situação. É preciso respeitar
o resultado do julgamento. É democrático que haja
debate se o veredicto foi rigoroso ou não, mas o
debate tem de ser respeitado.
Sobre a Lei de Meios
A militância extrapola, e eu posso dizer que está errada,
que está falando besteira. Se ela não gosta da capa
da revista, da manchete de jornal, quer que eu faça a
regulação. Não vai ter regulação para isso
Do Brasil 247.
Enviado por Eri Santos Castro.
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