30 de nov. de 2008

Carta dos movimentos sociais ao presidente Lula

'
'Queremos manifestar nossas propostas concretas que o governo federal deve tomar para preservar, sobretudo, os interesses do povo, e não apenas das empresas e do lucro”, destaca a carta a Lula entregue no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (26). Com 22 pontos, a mensagem é assinada por 57 organizações que formam a grande maioria do movimento social organizado no Brasil. Veja a íntegra.
''Carta dos movimentos sociais ao presidente Lula''

''Cumprimentamos o governo federal pela iniciativa de ouvir os movimentos sociais e sindicais, populares, pastorais sociais e entidades que atuamos organizando nosso povo, diante do grave quadro de crise que já se faz sentir, e que - tudo leva a crer - se aprofundará sobre nossa economia, nossa sociedade e em especial sobre o povo brasileiro.

Queremos aproveitar essa oportunidade para manifestar nossas propostas concretas que o governo federal deve tomar para preservar, sobretudo, os interesses do povo, e não apenas das empresas e do lucro do capital.

O conjunto dessas propostas se insere no espírito geral, de que devemos aproveitar a brecha da crise para mudar a política macroeconômica de natureza neoliberal, e ir construindo um novo modelo de desenvolvimento nacional, baseado em outros parâmetros, sobretudo na distribuição de renda, na geração de emprego e no fortalecimento do mercado interno.

Nossa preocupação fundamental é aproveitar para que nessa mudança se logrem medidas concretas que visem melhorar as condições de vida de nosso povo, garantindo os direitos à educação pública, gratuita, democrática e de qualidade em todos níveis, à moradia digna, ao acesso à cultura e às reformas urbana e agrária.

Infelizmente, a maioria do nosso povo não tem acesso a esses direitos básicos. Sabemos que poderosos interesses dos capitalistas locais, das empresas transnacionais e, sobretudo do sistema financeiro, concentra cada vez mais riqueza, renda, e impedem que nosso povo usufrua da riqueza por ele produzida.

Já estamos cansados de tanta dominação capitalista, e agora assistimos às crises financeiras e à ofensiva dos interesses do império que controla as riquezas naturais, minerais, a água, as sementes, o petróleo, a energia e o resultado de nosso trabalho.

Diante disso, queremos apresentar-lhe algumas propostas concretas para que possamos resolver, de fato, os problemas do povo, e impedir que de novo as grandes empresas transnacionais e os bancos transfiram para o povo o custo da crise:

Propostas de articulações internacionais:

1 – Defendemos como resposta à crise o fortalecimento da estratégia de integração regional, que se materializa a partir dos mecanismos como: Mercosul, Unasul e Alba.

2 – Apoiamos medidas como a substituição do dólar nas transações comerciais por moedas locais, como recentemente fizeram Brasil e Argentina, e sugerimos que esta medida deva ser adotada pelo conjunto dos paises da América Latina.

3 – Defendemos a consolidação o mais rápido possível do Banco do Sul, como um agente que promova o desenvolvimento regional e que auxilie o crescimento do mercado interno entre os paises da América Latina e como um mecanismo de controle de nossas reservas, para impedir a especulação dos bancos, do FMI, e dos interesses do capital dos Estados Unidos.

4 – Nós afirmamos que a atual crise econômica e financeira é de responsabilidade dos países centrais e dos organismos dirigidos por eles, como a OMC, o Banco Mundial e o FMI. Defendemos uma nova ordem internacional, que respeite a soberania dos povos e nações.

5 – Pedimos vosso empenho e compromisso pela retirada imediata de todas as forças estrangeiras do Haiti. Nenhum país da América Latina deve ter bases e presença militar estrangeira. Propomos, em seu lugar, a constituição de um fundo internacional solidário para reconstrução econômica e social daquele país. Apresentamos também nossa oposição à reativação da Quarta Frota da Marinha de Guerra dos Estados Unidos em águas da América Latina.
Propostas de politicas internas:

1 – Controlar e reduzir imediatamente as taxas de juros.

2 – Impor um rigoroso controle da movimentação do capital financeiro especulativo, instituindo quarentenas e impedindo o livre circular, penalizando com elevados impostos suas ganâncias.

3 – Defendemos que todos os governos devem utilizar as riquezas naturais, da energia, do petróleo, dos minérios, para criar fundos solidários para investir na solução definitiva dos problemas do povo, como direito ao emprego, educação, terra e moradia. Para isso, o governo brasileiro precisa cancelar imediatamente o novo leilão do petróleo, marcado para dia 18 de dezembro.

4 – O governo federal deve revisar a política de manutenção do superávit primário, que é uma velha e desgastada orientação do FMI - um dos responsáveis pela crise econômica internacional. E devemos usar os recursos do superávit primário para fazer volumosos investimentos governamentais, na construção de transporte publico e de moradias populares para a baixa renda, dando assim uma grande valorização à reforma urbana e agrária, incentivando a produção de alimentos pela agricultura familiar e camponesa. É preciso investimentos maciços, na construção de escolas, contratação de professores para universalizar o acesso à educação de nossos jovens, em todos os níveis, em escolas públicas, gratuitas e de qualidade.

5 – Defendemos que o governo estabeleça metas para a abertura de novos postos de empregos, a partir de um amplo programa de incentivo à geração de empregos formais, em especial entre os jovens. Reajustar imediatamente o salário mínimo e os benefícios da previdência social, como principal forma de distribuição de renda entre os mais pobres.

6 – Controlar os preços dos produtos agrícolas pagos aos pequenos agricultores, implantando um massivo programa de garantia de compra de alimentos, através da Conab. Hoje, as empresas transnacionais que controlam o comércio agrícola estão penalizando os agricultores, reduzindo em 30%, em média os preços pagos do leite, do milho, dos suínos e das aves. Mas, no supermercado, o preço continua subindo.

7 – Revogar a Lei Kandir e voltar a ter imposto sobre as exportações de matérias primas agrícolas e minerais, para que a população não seja mais penalizada, para estimular sua exportação.

8 – O governo federal não pode usar dinheiro público para subsidiar e ajudar a salvar os bancos e empresas especuladoras, que sempre ganharam muito dinheiro e agora, na crise querem transferir seu ônus para toda sociedade. Quem sempre defendeu o mercado como seu ''deus-regulador'', agora que assuma as conseqüências dele. Nesse sentido os bancos públicos (BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) deveriam estar orientados não para socorrer o grande capital e sim para o benefício de todos os povos.

9 – Reduzir a jornada de trabalho, em todo o país e em todos os setores, sem redução de salário, como uma das formas de aumentar as vagas. E penalizar duramente as empresas que estão demitindo.

10 – A mídia permanece concentrada nas mãos de poucos grupos econômicos. Este quadro reforça a difusão de um pensamento único que privilegia o lucro em detrimento das pessoas e exclui a visão dos segmentos sociais e de suas organizações do debate publico. Para reverter esta situação e colocar a mídia a serviço da sociedade, é preciso ampliar o controle da população sobre as concessões de rádio e TV, fortalecer a comunicação pública e garantir condições para o funcionamento das rádios comunitárias, acabando com a repressão sobre elas. Por tudo isso, é urgente que o governo federal convoque a Conferencia Nacional de Comunicação.

11 – Para garantir os territórios e a integridade física e cultural dos povos indígenas e quilombolas como determina a Constituição, o governo federal deve continuar demarcando as terras e efetivando a desintrusão desses territórios em todo o país, sem ceder às crescentes pressões dos setores antiindígenas – tanto políticos, como econômicos. Na luta por seus direitos territoriais, os povos indígenas e quilombolas têm enfrentado a violência e a discriminação cada vez mais forte em todo o país. Chamamos especial atenção, nesse momento, para a urgência de se demarcar as terras tradicionais do povo indígena Guarani Kaiowá que vive no Mato Grosso do Sul. Atualmente, eles estão confinados em ínfímas porções de terra e, principalmente por causa disso, há um alto índice de suicídios entre o povo.

12 – Realizar a auditoria integral da dívida pública para lançar as bases técnicas e jurídicas para a renegociação soberana do seu montante e do seu pagamento, considerando as dívidas histórica, social e ambiental das quais o povo trabalhador é credor.

13 – Defendemos uma reforma política que amplie os espaços de participação do povo nas decisões políticas. Uma reforma não apenas eleitoral, mas que amplie os instrumentos de democracia direta e participativa.

14 – Em tempos de crise, há uma investida predatória sobre os recursos naturais como forma de acumulação fácil e rápida, por isso não podemos aceitar as propostas irresponsáveis de mudanças na legislação ambiental por parte dos representantes do agronegócio, que pretende reduzir as áreas de reservas legais na Amazônia e as áreas de encosta, topo de morros e várzeas no que resta da Mata Atlântica. Propomos a criação de uma política de preservação e recuperação dos biomas brasileiros.

15 – Contra a criminalizacao da pobreza e dos movimentos sociais. Pelo fim da violência e pelo livre direito de manifestação dos que lutam em defesa dos direitos econômicos, sociais e culturais dos povos.

Esperamos que o governo ajude a desencadear um amplo processo de debate na sociedade, em todos os segmentos sociais, para que o povo brasileiro perceba a gravidade da crise, se mobilize e lute por mudanças.

Atenciosamente,''

Via CampesinaAssembléia Popular – APCoordenação dos Movimentos Sociais – CMSGrito dos Excluídos ContinentalGrito dos Excluídos BrasilAssociação Nacional de Ong’s – AbongMovimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MSTCentral Única dos Trabalhadores – CUTUnião Nacional dos Estudantes – UNEMarcha Mundial de Mulheres – MMMCentral dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTBCentral Geral dos Trabalhadores do Brasil – CGTBCentral de Movimentos Populares – CMPAssociação Brasileira de Imprensa – ABIConfederação das Associações das Associações de Moradores – ConamCaritas BrasileiraCNBB/Pastorais SociaisComissão Pastoral da Terra – CPTConselho Indigenista Missionário – CIMIMovimento dos Pequenos Agricultores – MPAMovimento dos Atingidos por Barragens – MABMovimento das Mulheres Camponesas – MMCUnião Brasileira de Mulheres – UBMCoordenação Nacional de Entidades Negras – ConenMovimento dos Trabalhadores Desempregados – MTDMovimento Trabalhadores Sem Teto – MTSTUnião Nacional Moradia Popular – UNMPConfederação Nacional das Associações de Moradores – ConamMovimento Nacional de Luta por Moradia – MNLMAção CidadaniaConselho Brasileiro de Solidariedade com Povos que Lutam pela Paz – CebrapazAssociação Brasileira de Rádios Comunitárias – AbraçoColetivo Brasil de Comunicação – IntervozesRede Brasil sobre Instituições Financeiras MultilateraisJubileu Sul BrasilMovimento pela Libertação dos Sem Terras – MLSTUnião Estudantes Secundaristas – UbesUnião Juventude Socialista – UJSEvangélicos pela Justiça – EPJUnião nacional de Entidades Negras – UnegroFederação Estudantes de Agronomia do Brasil – FeabPastoral da Juventude do Meio Rural – PJRAssociação dos Estudantes de Engenharia Florestal – AbeefMovimento dos Trabalhadores Desempregados – MTDConfederação Nacional Trabalhadores Entidades de Ensino – ConteeConfederação Nacional Trabalhadores da Educação – CNTEConfederação Nacional do Ramo Químico – CNQ/CUTFederação Única dos Petroleiros – FUPSindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas – SintaP/CUTAssociação Nacional de Pós-graduandos – ANPGConfederação Nacional dos Metalúrgicos – CNM/CUTMovimento Camponês Popular – MCPCoordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – CouabConselho Indigenista de Roraima – CIRFederação Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do SulAção Franciscana de Ecologia e SolidariedadeInstituto Nacional Estudos Sócio-econômicos - Inesc

Veja também: Movimento Social apresenta ao governo sua pauta contra a crise

O PODER LOCAL

Em um cenário de crise econômica global, a reflexão sobre o desenvolvimento local como forma de promover a inclusão social e o fortalecimento da economia torna-se ainda maior.

O conceito de desenvolvimento local discutido abriga as noções de inclusão política (por meio de participação popular em discussões e decisões sobre iniciativas em uma região); inclusão produtiva (independência econômica da população) e integração com o meio ambiente.

A crise financeira mundial pode trazer um enfoque de desenvolvimento mais de baixo para cima. Essa visão, voltada para o pequeno produtor, daria mais espaço a alternativas como bancos comunitários (geridos pelas próprias comunidades) e maior oferecimento de microcrédito (direcionado a pessoas de baixa renda).

A idéia também é defendida pelo economista Ladislau Dowbor, em seu texto Desenvolvimento local: crise e oportunidade , no qual afirma que as iniciativas locais têm de buscar “transformar a crise em oportunidade”. O texto ainda defende: “[o desenvolvimento local deve] buscar uma dinâmica de desenvolvimento cujo eixo é bastante evidente: expandir as políticas distributivas, aprofundar o mercado interno, permitindo que as pessoas da base da pirâmide tenham acesso a bens que lhes são necessários, e dinamizando ao mesmo tempo a conjuntura para ajudar as empresas. As soluções do global nem sempre estão lá em cima”.

Sobre os possíveis efeitos negativos da atual crise para o desenvolvimento em pequena escala, lembramos que ela é um momento específico, enquanto os processos locais são permanentes, estruturais e transcendem os ciclos econômicos. O trabalho de desenvolvimento local, nesse contexto, pode possibilitar que a economia de uma região se diversifique, criando um comércio de produtos entre os habitantes menos vinculado a apenas um tipo de negociação com fins internacionais. Em algumas situações, a diversificação em pequena escala reforça as defesas da comunidade contra abalos econômicos vindos de fora.

29 de nov. de 2008

Morreria neste dia GEORGE HARRISON

No começo dos Beatles, era visto pelo outros membros do grupo como um garoto por ser o mais jovem dentre eles.


Something" foi a primeira canção de George a ser lado A de um compacto dos Beatles, "Something/Come Together". Ela é considerada sua mais bela canção e foi regravada por Elvis Presley e Frank Sinatra. Para Frank Sinatra, esta era "a melhor canção de amor dos últimos 50 anos" entretanto, ironicamente, Sinatra pensava que sua canção favorita tinha sido escrita por Lennon/McCartney. Porém, posteriormente na apresentação "Concert for the Americas", Sinatra antes de fazer sua versão de "Something", a credita como graciosamente escrita por Harrison.

O jornal britânico "News Of The World" conta este domingo como tudo se processou.
No dia 14 de Novembro, quando estava internado em Nova Iorque, George Harrison foi avisado de que já não teria muito tempo de vida. "Onde vou morrer?", perguntou.
Postas de parte as hipóteses de morrer na sua casa em Londres ou no Staten Island University Hospital, de Nova Iorque, onde estava internado, George Harrison combinou com Gavin De Becker que morreria protegido por este em Beverly Hills, afastado dos olhares do Mundo, depois de ter ponderado a hipótese de sua casa no Hawai.
George Harrison não queria a sua fotografia num caixão como epitáfio.

HOJE COMPLETAM-SE OITO ANOS DA MORTE DE HARRISON.

A vida sossegada

" Um homem vai ao médico e pergunta: “será que viverei até os cem anos? O médico lhe responde: “Você fuma”? “Não”, foi a resposta. “Bebe? Come bem? Se arrisca de vez em quando? Faz amor sempre, todo dia? Viaja? Se cansa”? “Não”, era a resposta. Ao que o médico encerra o diálogo: “então, para que você quer viver até os cem anos”? "


O Sinólogo André Bueno escreve diversas vezes belos textos. Como este, sobre a "vida sossegada", citando sábios orientais e as implicações de algo semelhante ao Wu Wei nas práticas de vida.

28 de nov. de 2008

Recordação-01 (O velocípede)



Este é o velocípede tico-tico da Bandeirantes da década de 70. Eis o meu primeiro veículo de transporte.

Não dê farinha láctea Nestlé a seus filhos

Nos EUA. Lá, o produto (exportado aqui do Brasil) teve que ser retirado dos supermercados por causa de resíduos de um pesticida proibido nos Estados Unidos.
Mas, aqui no Brasil, segundo a Nestlé, todo mundo pode comer à vontade da farinha com pesticida, porque este não é proibido por aqui.
Seu filho já comeu o mingauzinho hoje?

26 de nov. de 2008

UFBA oferece mais de 1.500 vagas em 87 cursos de pós

Com o programa Universidade Nova, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) ampliou o número de vagas para os cursos de pós-graduação. Hoje, são oferecidas 1.595 vagas de mestrado e doutorado, divididas em 87 cursos. As inscrições estão abertas neste mês de outubro e também em novembro.

Entre os novos cursos de doutorado lançados estão o de Ecologia e Biomonitoramento, Ciência Animal nos Trópicos, Difusão do Conhecimento, Ciências Fisiológicas e Engenharia Elétrica.Entre os novos cursos de mestrado, destacam-se os de Diversidade Animal, Engenharia Industrial, Farmácia e Ciências Fisiológicas. Esses cursos são reconhecidos pela Capes com o conceito 5.Confira lista completa de cursos de pós-graduação da UFBA.

E a UFMA?

Bairro do futuro está numa favela


Heliópolis é a maior favela da cidade de São Paulo. Anote: é onde está nascendo o bairro do futuro.

A história começa com Braz Nogueira, um educador que derrubou, literalmente, os muros da escola que dirige (Campos Salles). Apoiado por entidades locais, ele conseguiu uma parceria com os governos federal, estadual e municipal para compor o que ele batizou de "bairro educador".

O bairro educador, cujo detalhamento está no www.catracalivre.com.br, consiste num sistema que junta, num mesmo espaço, os mais diferentes níveis escolares, da pré-escola ao ensino médio, além do profissionalizante, voltado às demandas locais.

Unindo esses espaços, uma praça se converte em sala de aula. Um galpão se transforma em centro cultural para as mais diversas artes. Para completar, é feita, em torno desses equipamentos, uma rede com ações da assistência social e saúde.

O prefeito Gilberto Kassab quer fazer de Heliópolis um modelo a ser replicado na cidade de São Paulo, por viabilizar seu projeto de escola de sete horas. É também um modelo elogiado pelo governo federal, que vem disseminando, pelo país, o chamado arranjo educativo local.

Lá, o arquiteto Ruy Ohtake montou um plano diretor e está mudando a paisagem, ao trazer a cor para as casas; o crítico Antônio Cândido ajudou a montar uma biblioteca; o maestro Bacarelli criou uma orquestra sinfônica; uma universidade (Metodista) apóia uma rádio comunitária.

Nessa rede, trabalham PT, PSDB e DEM.O bairro do futuro é aquele voltado ao conhecimento e estimula os talentos, conseguindo fazer uma gestão dos recursos públicos e comunitários. A escola vai para a rua e a rua para a escola.

Por que não levar esta idéia aos prefeitos eleitos do Maranhão?

Fonte: Coluna de Gilberto Demenstein, folha.
Gilberto Dimenstein, colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, comentarista da TV Futura e da rádio CBN. É diretor pedagógico da Cidade Escola Aprendiz .

Repetência cai no Brasil, mas situação do país continua incômoda

O Brasil conseguiu reduzir a reprovação no ensino fundamental entre 1999 e 2005, mas a melhoria não tirou o país de uma situação incômoda: entre 150 nações comparadas num estudo realizado pela Unesco, apenas Nepal, Suriname e 12 países africanos têm repetência maior.Segundo o relatório anual da entidade que monitora o grau de cumprimento das metas traçadas em 2000 na Conferência Mundial de Educação, o Brasil conseguiu reduzir sua repetência de 24% para 19%.O patamar é elevado quando confrontado com a média mundial (3%) ou mesmo com a África subsaariana (13%), região mais pobre do mundo.Taxas altas de repetência não resultaram, no caso do Brasil, em melhoria do aprendizado.

Para ouvir o Capital Humano, clique aqui.

A riqueza maior é a beleza?


A mineira eleita Miss Mundo Brasil, Tamara Almeida, de 22 anos,as. O concurso Miss Mundo possui diversas etapas e provas como a de talento, esportes, modelo, entrevistas e elegância. Concurso a parte, mais este colírio relata o que Darcy Ribeiro já atestara: o dote moderno não é a riqueza, ou melhor, a riqueza maior é a beleza. Um combinado de elegância, graça, inteligência e generosidade para com os patinhos feios!

25 de nov. de 2008

A Profecia

O Mestre Dragão foi assassinado ainda a pouco
por desconhecidos e em plena luz do dia.
Este pode ser o início da profecia.
Que Deus ajude todos nós...

"kd vc?"-Estou de saco cheio dessas coisas

Da próxima vez que eu pedir teu endereço, não me fale em underline, arroba, ponto com, ponto br. E-mail, não te mando mais. E aproveito agora mesmo para te bloquear no Messenger, enquanto penso numa maneira adequada para pôr fim ao meu celular. Não quero me expor ao risco de num momento de fraqueza - ou saudade - te enviar um torpedo. Desses que se pode medir a aflição do remetente apenas pela ausência de vogais em frases codificadas: "kd vc?".

E isso, no entanto, não significa um rompimento definitivo. Pelo contrário, trata-se de uma reaproximação. Uma tentativa assumidamente romântica de em tempos de mensagens eletrônicas tão impessoais - e com as quais vivo me atrapalhando porque favorecem minha impulsividade - recuperar algo que se perdeu como as correspondências de antigamente.


Tudo como era antigamente... É exatamente assim que eu queria que voltasse a ser o que não foi. (Pneumotórax e Bandeira não me deixam nos últimos dias!). E a maneira mais singela que arranjei de mostrar isso, sem ser mal interpretado ou traído pela instantaneidade dos e-mails, foi voltando a escrever cartas.


Tanto faz se for escrita numa página arrancada de um caderno escolar, numa folha branca ofício ou 100% reciclada. Se for escrita à mão, a gramatura do papel será semelhante à textura da minha pele. E antes mesmo do início da leitura, de alguma forma, já estarei sendo sentido.

Conseguiria eu novamente tocar teu coração de menina?


Então, me dou conta que certa intimidade se estabelecerá entre nós. Pela primeira vez, você poderá reparar na minha letra quase ilegível. Levemente inclinada para a direita, sem seguir nenhuma recomendação da caligrafia, irregular e desconexa. Sou eu completo e imperfeito quando não estou disfarçado em times new roman. De perto, bem perto, longe da telas do computador e dos visores dos celulares, é como sou. E você finalmente estará reparando em mim.


Ao voltar a me corresponder por epístolas - como um personagem de José de Alencar - o que eu queria, sobretudo, era devolver aquela ansiedade de quem aguarda uma carta. Aquela espera que, contraditoriamente, sempre será surpresa. A expectativa pela chegada do carteiro que pode trazer em mãos mais do que contas a pagar: uma novidade, uma reconciliação, uma alegria ou, quem sabe, uma confissão.


Da próxima vez em que você pegar as correspondências, procure por um envelope com bordas verdes e amarelas. É que embora ainda não saiba teu endereço, é nele que acabo de colocar tua carta.

A obrigatoriedade do implante do MICROCHIP

O governo dos EUA já começou a ofensiva para tornar obrigatório o implante do microchip. Eis o que já é obrigatório: imigrantes mexicanos. Mas os doentes estão também a ser obrigados por alguns hospitais, dezenas de empresas privadas obrigam os seus trabalhadores ao implante do microchip e funcionários públicos do governo federal idem – a paranóia generaliza-se.

...limpe o rabo com ela.

Reciclando jornais velhos faz-se papel higiênico. Reciclando socialistas fez-se uma legalidade para que a direita chilena, sempre fascista e cavernícola, limpe o rabo com ela. Mas no outro Chile, o dos derrotados, há sempre mulheres e homens que insistem na decência, no obstinado costume humano da justiça e da liberdade de oportunidades. E NO BRASIL? QUAL O PAPEL DOS NOSSOS SOCIALISTAS E COMUNISTAS "VITORIOSOS", QUE ESTÃO NO PODER(JUNTO COM LULA)?

O Maranhão no Senado:sombras e sobras

Hoje a grande imprensa nacional volta ao tema José Sarney. Seu estilo de sombra, ou melhor mesmo se sobra. Ele jura que não será candidato de jeito nenhum à presidência do Senado, pelo menos hoje. Como a eleição não é agora, tudo pode acontecer.
Sarney fala que o PMDB quer ter um candidato próprio, ou seja: será a Roseana, o Lobão(por que não?) ou ele mesmo.
Tião Viana deveria aproveitar as diferenças com Sarney para a construção do seu discurso. De um lado encontram-se as velhas práticas e de outra os necessários movimentos de aproximação do Senado da sociedade.

24 de nov. de 2008

Campanha do governo

O ministro Franklin Martins (Comunicação Social) informou hoje (25) que o governo federal prepara uma campanha de incentivo ao consumo e ao crédito a partir de dezembro. Com o slogan “O mundo aprendeu a confiar no Brasil e o Brasil confia nos brasileiros”, o trabalho terá o objetivo de transmitir à sociedade que o país conseguiu se preparar economicamente para os efeitos da crise financeira internacional. É o que a China está fazendo: apostando no incremento da economia doméstica . Tendo compras, não há desemprego. Tendo produção, não há inflação.

UNE- " NÃO VOU ME ADAPTAR "


Durante o encontro com o presidente nacional da OAB, Cezar Britto, a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stumpf, mostrou a sua última tatuagem, desta vez em homenagem ao cantor e compositor Nando Reis. "Estava deprimida, achando que nada estava dando certo e por acaso ouvi no rádio do carro a música Não vou me adaptar. Não tive dúvidas em fazer a tatuagem no meu braço esquerdo, o braço do coração e da minha veia política". Espera-se que seja também um sinal de retomada da sua rebeldia.


Fonte: Jornal da UNE.

O STF EM BAIXA

O XX Congresso Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), realizado entre os dias 12 e 16 de novembro, em Natal (RN), tornou-se um encontro de variada utilidade. Entre outros méritos, promoveu um importante debate sobre o Estado de Direito e Estado Policial, foi palco para a anistia do ex-presidente João Goulart e, também, campo para pesquisa de opinião que traz uma revelação surpreendente: é muito baixa a confiança dos advogados no Supremo Tribunal Federal.

A nossa Caros Amigos vém aí( imperdíveis as duas)


NA EDIÇÃO DE NOVEMBRO

GERSHON KNISPEL e MURILO RONCOLATO entrevistam a cantora Amal Murkus, palestina, cidadã israelense que lança seu novo CD no BrasilL
Leia trechos »GUILHERME SCALZILLI comenta a Operação José Serra









ANA MIRANDA compara os azuis, JOEL RUFINO DOS SANTOS e seus Amigos de Papel, CESAR CARDOSO demonstra a originalidade do ato de copiar, ULISSES TAVARES descobre que o amor está de luto, RENATO POMPEU traz as Memórias de Um Jornalista Não-Investigativo, MYLTON SEVERIANO e a Enfermaria, PALMÉRIO DÓRIA e as Picadinhas, EDUARDO MATARAZZO SUPLICY comemora os vinte anos da Constituição, FREI BETTO reflete sobre sua experiência no governo Lula, RENATO POMPEU e as Idéias de Botequim

Encontro internacional dos Comunistas







Encerrou-se no domingo o 10º Encontro de Partidos Comunistas e Operários, tendo o PCdoB como anfitrião. A reunião de 65 PCs de todo o mundo aprovou comunicados sobre a crise do capitalismo e a solidariedade à América Latina.

22 de nov. de 2008

DEU NO BLOG DA DILMA

O papagaio do PSDB entra em ação contra DILMA
Fala de Mendes é vista como resposta a Dilma

"As declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que afirmou anteontem que o terrorismo "também" é um crime imprescritível, foram entendidas por assessores do Palácio do Planalto como resposta à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff - militante de um grupo armado que atuou contra o governo militar. Para Dilma, crime de tortura não deveria prescrever. Mendes repetiu o discurso das Forças Armadas de que, se for para reabrir a discussão sobre a Lei de Anistia, todos os lados que foram perdoados em 1979 terão novo julgamento. Nesse caso, seriam submetidos a novos julgamentos não só os militares, mas muitos dos atuais integrantes do primeiro escalão do governo, que teriam praticado atos considerados terroristas, como seqüestros e assaltos. Fonte: Agência Estado.Gilmar Mendes pensa que é o presidente do Brasil colocado pela GANGUE DO PSDB. Fica na tua Ministro. O Brasil não pode ser "algemado" pelo um incompetente. "

http://www.dilma.13.blogspot.com/

O conteudo é o mesmo, mudou só a forma

Percebe-se agora, de forma mais cristalina, com as primeiras escolhas de Barack Obama o que está por trás. Por muito que os media (onde o lobby judeu tem posições determinantes…) falam da campanha inovadora, do futuro, do uso da Internet, dos jovens, foi evidente que este senador de 45 anos, com um discurso bem ritmado e servido por um timbre agradável, mas oco de ideias, publicitariamente marcado até à exaustão por "sim nós podemos" e a palavra "mudança" foi lançado por uma poderosa máquina publicitária, como se um qualquer produto se tratasse.

Em tempo: o que é bom para os americanos é péssimo para o terceiro mundo

Idéias que movem montanhas 3-Ciclovias Já!


Não dar vontade de sair pedalando por aí? Cadê nossas ciclovias? Eis o novo modelo de bike da CUBE .

Escultura V- A BIBLIOTECA ANCESTRAL


A biblioteca ancestral de cobre: livros e homem.

Escultura IV- O pulmão é seu cinzeiro

Cinzeiro oval com cavidades representando os dois pulmões.

Escultura III- CRÂNIO ILUMINADO

Um belo abaju para sala: um crânio (materias diversos- caveira, bronze...) com uma lâmpada forte dentro, as duas cavidades, onde antes eram os olhos, ficam iluminados.
Visualize na imaginação!

A crise passa longe do varejo

Quem leva vantagem nesse Natal? Sinais contraditórios enviados pelo mercado mostram que não existe clareza sobre os reais efeitos da crise neste Natal. Enquanto o varejo mantém a tradição de fazer contratações temporárias para atender a maior demanda de clientes, muitas marcas começam a apelar para sorteios como forma de elevar vendas.

O jornal Valor Econômico publicou na 2a feira uma reportagem bem interessante, mostrando que o varejo e alguns setores da indústria de alimentos, como fabricantes de panetones e chocolates, estão contratando funcionários extras em volume igual e em alguns casos até mesmo maior do que no final do ano passado, quando não havia nem sombra dessa crise no horizonte .

Para você ter uma idéia, na rua grande o número de comerciários temporários para o Natal praticamente dobrou esse ano em relação a 2007, segundo Edmilson dos Santos, presidente do Sindicato da categoria de São Luís. Essas vagas já foram todas preenchidas e a tendência é de que a maior parte dessas pessoas seja efetivada. Se os comerciantes e fabricantes reforçam suas equipes é porque esperam boa demanda nesse fim de ano, certo? Por outro lado, a atividade promocional vem se intensificando. Essa semana eu assisti na TV a 3 comerciais seguidos, todos usando a estratégia do sorteio de prêmios para atrair clientes - eram da TIM, Fiat e Nestlé. Os shoppings , incluindo as grandes lojas de varejo do Maranhão (Gabriela, Liliane, Paraiba)foram na mesma direção. Moral da história : a crise passa longe do varejo. Bom Natal.

Escultura II- LIVROS E PÁSSAROS

Livros pendurados que parecem pássaros voando sobre uma praça . A idéia é que o público tenha a sensação de estar vendo pássaros levantando vôo e voando sobre a praça. . É uma escultura que usa 23 livros translúcidos, suspensos e abertos, posicionados de forma a parecerem pássaros em vôo. Muito em breve farei a instalação na praça Deodoro.

18 de nov. de 2008

Conar condena Nestlé

Numa nota da coluna da Mônica Bergamo hoje na Folha, aqui para assinantes, diz que o Conar condenou um anúncio da Nestlé por "desestimular o consumo de alimentos não-industrializados". A peça, criada para revista, terá que ser alterada. Apresentava as propriedades nutricionais do achocolatado Nescau Nutri Junior como comparáveis às de verduras e legumes. Segundo Mônica, a empresa diz que já suspendeu a veiculação. Ética na publicidade!

A FAVOR DE TARSO GENRO

"O ministro se transformou no alvo predileto de setores da base aliada e da oposição. Muitos de olho na pasta da Justiça. Mas o petista dá pouco crédito aos esforços para afastá-lo do governo


O esporte do momento em Brasília é torcer pela queda do ministro da Justiça, Tarso Genro. Os boatos de que ele está deixando o governo são diários e, em boa parte, vêm de gente interessada em que a profecia se confirmasse.
Tarso é um político que incomoda e um ministro que muita gente gostaria de ver pelas costas. Mas ele não dá demonstrações de que pretenda mudar seu estilo e aposta no respaldo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Desta vez, a principal frente de combate está no PMDB. A bancada do partido no Senado lança olhares cobiçosos para o Ministério da Justiça. Os senadores já emitiram sinais de que aceitariam ceder ao PT a Presidência do Senado, cargo mais importante em disputa no momento, desde que Lula entregasse ao partido a Justiça.
Os senadores não perdoam Tarso por ter coordenado a negociação que levou para a base de sustentação de Lula a bancada do PMDB na Câmara. Deputados e senadores disputam o comando do partido. Ao aderir ao governo, a Câmara foi anabolizada com ministérios e cargos de segundo escalão. Mas há outras razões. O senador José Sarney (PMDB-AP) ficou furioso com a ação da Polícia Federal (PF) que investiga seu filho Fernando. Vê nela uma manobra política do PT, seu adversário na política do Maranhão (Dutra,Bira, Valdinar, Márcio Jardim, Augusto Lobato, ProfºJoan, Robert Lobato, Jomar, Franklim, Edmilson e Rodrigo Comerciário, Neil, Terezinha, Ricardo Ferro, ...). E suspeita de participação de Tarso, o ministro petista que comanda a PF. Outro cacique do partido, Renan Calheiros (PMDB-AL), até hoje acredita que Tarso Genro conspirou para afastá-lo da Presidência do Senado, quando foi acusado de ligação com um lobista.

A pressão do PMDB chega num momento em que o ministro já tem brigas suficientes para administrar. Inclusive dentro do governo. Ele entrou em choque com a Advocacia-Geral da União ao contestar um parecer em que o órgão defende que a Lei da Anistia se aplique aos torturadores do regime militar. Tarso discordou publicamente da posição( de forma e conteúdos corretos) e abriu um debate que dividiu o governo e provocou reações iradas entre os militares.

Ao mesmo tempo, administra a complicada relação entre a PF e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Os policiais federais investigam a participação de arapongas da Abin na Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas. Dentro dessa investigação, apreenderam documentos classificados como secretos pela agência de inteligência. O movimento irritou o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Felix, a quem a Abin é subordinada. Os dois ministros tiveram de costurar um acordo, pelo qual os arapongas acompanharão a abertura dos documentos pela PF e poderão retirar do inquérito os papéis que considerarem sigilosos.

As operações da PF estão na raiz de boa parte das brigas do ministro. Políticos da oposição e mesmo do governo referem-se a ela como “a polícia de Tarso”, numa tentativa de carimbar as ações como partidárias. Mas, a PF cumpre seu dever institucional e não é subordinada partidariamente a ninguém.

Apesar das pressões, Tarso está tranqüilo. Dar pouco crédito aos esforços para afastá-lo do governo. Apesar das confusões, o presidente sempre deu demonstrações de prestígio a ele. Num país em que os políticos se engalfinham por um ministério, Tarso já ganhou quatro de Lula. Primeiro criou e comandou o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Depois, foi ministro da Educação.

Saiu da pasta para, a pedido de Lula, assumir a presidência nacional do PT. O partido vivia um momento dramático, atingido pelo escândalo do mensalão. Tarso assumiu com um discurso duro, propondo a refundação do PT. A passagem pela direção partidária lhe rendeu um de seus mais duros inimigos: o ex-ministro José Dirceu. A briga foi tão dura que, ao deixar o comando do PT, Tarso passou algum tempo refugiado no Rio Grande do Sul. Voltaria a Brasília fortalecido, como ministro de Relações Institucionais e coordenador político do governo. Montou a coalizão de apoio a Lula no Congresso e transferiu-se para o Ministério da Justiça.
Em todo esse tempo, nunca fugiu dos enfrentamentos. Um de seus segredos é que boa parte delas foi comprada a pedido de Lula. Tarso funciona como escudo e pára-raios do presidente. "
*Gustavo Krieger-Correio Brasiliense


Tudo isso faz dele o melhor ministro de Lula e acho muito difícil derrubá-lo. O amanhã agradece!

16 de nov. de 2008

MONOLOGO SOBRE A PINTURA

- Pois então. É só pegar qualquer livro daqueles, sobre artistas famosos, folheia um pouquinho. Duvido, DUVIDO que você não vá encontrar um peitinho desnudo, umas anquinhas, um mamilo… daí eu lembrei do meu sobrinho João Manuel quando ele era (nem tanto) pequeno:“o que você quer ser quando crescer?” “fotógrafo da playboy!!”.Taí. Saquei tudo.

15 de nov. de 2008

DESAFIANDO O VULGO 3

Sou o que leio.Pouco mais.

AS SOBRAS NO ESPELHO

Parou de chover.
A praça ilumina-se
e há estrelas caídas no chão.

DESAFIANDO O VULGO 2

Aquecimento global ?
Não é nada! É só o fim do verão de São Luís.

Desafiando o vulgo I

Temos que desafiar o vulgo. Por exemplo: ainda pouco fiz de um banho uma obra de arte.Fiz um banho demorado, à luz das velas, condimentado com vários óleos, sais, temperado com um bom vinho tinto, ao som de PinK Floyd.

13 de nov. de 2008

ESPECIAL DE NATAL

No próximo mês na TV, encontraremos filmes de natal aos montes. Aposto que todos com a mínima estética hollywoodiana contemporânea.Assim, minha oferta de Natal, é um filme que foge a esses padrões. É natalino, mas é velho e tosco.Se você extrai o humor das coisas toscas, personagens e falas mal desenvolvidos, e consegue rir da ingenuidade da humanidade algumas décadas atrás, esse filme é pra você:Papai Noel Conquista os Marcianos (Santa Claus Conquers The Martians, 1964).

Pegue a pipoca, relaxe e clique neste link para rir um pouco do filme. http://video.google.com/videoplay?docid=-7709281390847700281 Notem que o filme data antes do homem na Lua, ainda tínhamos (como humanidade) muitas expectativas e receios da era espacial na época da Guerra Fria. Vida inteligente em Marte, especificamente marcianos como homemzinhos verdes com antenas.

Também encontramos outros clichês da ficção científica de antigamente, como comida em comprimidos.

Idéias que movem montanhas 2



Este banquinho masculino realmente é uma obra de arte! E o feminino?
Foto:Linkcool

Da série: Idéias que movem montanhas


Gostou da foto no porta-retratos? Pois pode pegar uma copia agora. A empresa japonesa Keian está anunciando um novo conceito de porta-retratos digital - tem uma impressora embutida. A pessoa vê a foto ali na mesinha da sala, comenta que achou bonita, e pronto, em instantes vc imprimiu uma cópia de presente pra ela . Ainda nao há informação sobre preço. A dica é do LikeCool.

Projeto anti-propaganda distribui adesivos para colar nos anúcios

'You don't need it' (Você nao precisa disso) diz o adesivo colado em um painel publicitário, uma seta vermelha apontando para o produto anunciado. É uma das açoes de guerrilha da Anti-Advertising Agency, projeto do artista Steve Lambert, que luta contra a propaganda e sua presença ostensiva, diz o Gawker. Os adesivos são distribuidos gratuitamente.

GRUPO FALSIFICA O NEW YORK TIMES E ANUNCIA FIM DA GUERRA DO IRAQUE


Foi distribuidos 1,2 milões de exemplares o New York Times falso, ontem nos EUA. A manchete principal anunciava o fim da guera do Iraque. Vários grupos estão reivindicando juntos, em um press release aqui, a autoria da iniciativa - entre eles o Code Pink, que interrompeu a Convençao Nacional dos Republicanos e luta contra o recrutamento de mariners, o Improv Everywhere, que realiza intervenções urbanas em Nova Iorque, e o Anti Advertising Agency, que distribui adesivos para colar sobre anúncios, anterior.

Se bem que essa notícia poderia ser verdadeira. Aqui no Maranhão, vocês já pessaram o que poderia ser manchete no JP(Jornal Pequeno) de brincaderinha.

11 de nov. de 2008

RESGATAR OS TRABALHADORES, NÃO OS BANCOS




Estamos perante a bancarrota de um sistema em que os abanicos tecnológicos, em vez de aumentarem o bem-estar da população, servem para aumentar a precariedade e a exploração e para destruir a Natureza. Um sistema dirigido pelo capital financeiro (essa união entre bancos e grandes corporações), cujo parasitismo e voracidade nos conduziram à gravíssima crise atual.

Estamos a viver o princípio de uma das mais graves crises que o capitalismo conheceu em toda a sua história. O sistema bancário internacional entrou em bancarrota e só se mantém porque os governos capitalistas saíram desesperadamente a salvá-lo, através de uma intervenção massiva como nunca houve. Endividaram o Estado em trilhões de dólares mundo afora (que pagaremos nós todos) e permitiram aos banqueiros manipular a contabilidade para esconder a falência.

Até ontem acérrimos defensores do "livre mercado", os governantes não hesitaram em sair a resgatar os principais responsáveis pela crise financeira. Mas esta é apenas a primeira parte, porque o verdadeiramente grave é o que vem a seguir: os despedimentos (agora é a Nissan e toda a indústria complementar que está por trás), a paragem, os ataques aos salários, os despejos por hipotecas que não se podem pagar, os cortes nas pensões e uma grave deterioração dos serviços e das prestações públicas. Este é o programa que nos espera. O capital não conhece outro caminho para superar a sua crise. Apenas podem salvar-se sobre o sofrimento de milhões.

Entramos numa crise longa, profunda e de caráter mundial, o que vai desordenar tudo.Governantes e "intelectuais" dizem-nos com o maior cinismo que a crise se deve aos abusos especulativos de alguns banqueiros, que falhou a regulamentação, e que, mal esta se implante, voltarão os bons velhos tempos.

No ponto mais alto de cada ciclo de "prosperidade" capitalista, sempre se desencadeou uma onda de especulação que anunciava a próxima queda. O que distingue a crise de sobreprodução atual não é a especulação em si, mas a gigantesca envergadura que alcançou, a sua natureza mundial e que o seu centro seja em Wall Street, o coração das finanças imperialistas mundiais.Estamos perante a bancarrota de um sistema em que os abanicos tecnológicos, em vez de aumentarem o bem-estar da população, servem para aumentar a precariedade e a exploração e para destruir a Natureza.

Um sistema dirigido pelo capital financeiro (essa união entre bancos e grandes corporações), cujo parasitismo e voracidade nos conduziram à gravíssima crise atual.Durante todos estes anos estiveram a enriquecer-se às mãos cheias, à custa da precarização do emprego, da baixa dos salários reais, do incremento da indústria de armamento, da espoliação e empobrecimento dos países dependentes, da privatização de empresas e serviços públicos e da especulação com a habitação e as finanças, provocando uns níveis de endividamento como nunca antes fora conhecido.

No final, aconteceu o inevitável: rebentou a bolha, o capital especulativo desvanece-se e tudo se desmorona.O governo Lula não pode negar a crise e nem dizer que é um problema que vem de fora, da aguilhoada das hipotecas norte-americanas, mas que aqui poderíamos estar tranquilos, porque a banca brasileira está "sólida" e aí está o governo decidido a protegê-la. Mas Lula sabe que o "milagre brasileiro", de que tanto se orgulha não se solidificará caso não façamos mudanças estruturais na economia do país( reforma agrária pra valer e a efetivação de uma política agrícola voltada para os interesses nacionais e sob o controle do campezinato, estatização de setores fundamentais- inclusive o setor financeiro, radicalização de distribuição de renda- elevação do salário mínimo, ampliação das políticas sociais do governo,redução da jornada de trabalho, educação e saúde públicas e de qualidade, efetivação de um plano nacional de aceleração do desenvolvimento como fez recentemente a China, além de criar o imposto social sobre as grandes fortunas).

Caso não percebamos essas oportunidades, a crise vai nos pegar em cheio e não adianta dizer que não. Entraremos já numa profunda recessão econômica. Não devemos cumprir a vontade da grande banca americana. Lula não deve comprar bilhões de dólares em papéis que ninguém quer, entrando para o capital dos bancos se estes estiverem na situação de se afundarem.

Com isto assegura a salvação dos banqueiros responsáveis pela crise, mas nem sequer garante que o crédito chegue à economia. O plano mundial do capitalismo financia-se à custa dum enorme aumento do endividamento público, que vai pesar como um rochedo durante muitos anos sobre a população trabalhadora, com uma grave degradação dos serviços públicos, inflação e impostos mais altos para os trabalhadores.
JÁ FAZ FALTA UMA GREVE GERAL PARA
CONDUZIR O GOVERNO LULA AO LADO DO SEU POVO


Se há alguma coisa desprezível nesta situação é o comportamento da burocracia sindical da CUT que, pela boca dos seus responsáveis máximos estão literalmente inertes, mostrando a sua disposição de aceitar "sacrifícios" e comprometendo-se a assegurar a "calma social" e impedir a unificação das lutas.

O patronato e o governo apregoam que é "preciso apertar o cinto" e a burocracia sindical fala de "partilha equitativa" da crise. Não podemos permitir que carreguem o peso da crise para as nossas costas. É o nosso futuro que está em jogo. É necessário elaborar um plano dos trabalhadores para a crise.Há que resgatar os trabalhadores, não a banca.

Enquanto assaltam o erário público e põem todos os recursos do Estado ao serviço dos banqueiros, milhares de trabalhadores da construção, do setor de automóvel e da indústria de componentes, em 2009, começaremos com milhões de desempregados e acabaremos com outros milhões.Há que denunciar este assalto e repudiar os argumentos que o justificam, "a bem do país".

Nenhum tostão para os responsáveis pela crise! A crise que a paguem os ricos e os banqueiros. Todos os recursos têm de estar ao serviço do resgate dos trabalhadores e dos setores populares da população.Os responsáveis pela crise devem ser penalizados e obrigados a devolver as fortunas que rapinaram.

Nem um centavo público para os capitalistas. Expropriação da banca privada e estatização do sistema de crédito, controlado pelos trabalhadores e pela sociedade.Empresa que pretenda fechar ou deslocalizar-se deve ser intervencionada ou nacionalizada sob controlo dos trabalhadores.Deve ser feito um Plano de obras públicas e serviços sociais ao serviço da população.

Derrotemos a direita que ensaia voltar, desta vez mais forte. Há que reduzir a jornada a 35 horas para dividir o trabalho por todos e a idade da reforma deve baixar para os 60 anos. Deve ser posto EM PAUTA a reestatização dos serviços públicos básicos como a saúde, a educação, o transporte, luz, telefonia ou a água.O Salário Mínimo deve elevar-se a 400 dólares( enquanto que os trabalhares europeus lutam por 1500 dólares. Já faz falta uma greve geral.
Travar o assalto que estamos a sofrer e apoiar os que estão em luta (Bancários, Funcionários Públicos, Metalúrgicos, Professores , Trabalhadores Rurais, Estudantes...) exige lutar pela convocatória de uma greve geral exigindo um plano de resgate dos trabalhadores.
A partir das empresas e setores em luta, dos comitês de empresa e das seções de todas as organizações sindicais, há que converter esta exigência num clamor. Lá, onde se apresentarem os burocratas do movimento sindical há que denunciar o servilismo e exigir-lhes a convocação de uma greve geral.

A batalha por essa greve começa no maior apoio aos trabalhadores. As que hoje estão em luta ajudando a que essas lutas se coordenem e unifiquem.

CNN VENDE CAMISAS COM TÍTULOS DE SUAS NOTÍCIAS


Cerca de cinco mil camisetas com a frase 'Obama inspires historic victory' foram vendidas pelo site da CNN nas primeiras 24 horas apos o democrata ter sido declarado vencedor da eleiçao. A frase é a manchete com a qual a CNN anunciou que Obama era o eleito. As camisetas sao vendidas através de uma ferramenta que permite escolher como estampa o título de uma notícia publicada no site, anterior . Além da manchete, a tshirt exibe o slogan 'I just saw it on CNN.com' (Acabei de ver na CNN.com), a hora e a data da publicaçao. As camisetas custam USD 15 aqui. Excelente idéia!!!!

Se você aposta na morte do atendimento, você vai perder

Já faz tempo que se preconiza a morte da funçao do atendimento nas agências de publicidade. De fato, o planejamento ganhou status, seus profissionais trocaram o terno e a gravata por roupas descoladas e os salários aumentaram bastante.

O pessoal da mídia vai na mesma batida, e os mais arrojados nao perdem oportunidade de inventar novos meios e de usar criativamente os já existentes. A criaçao, todos sabem, continua na crista da onda. Mas o atendimento nao sai da berlinda desde os anos 80, qdo argumentos de que nao havia mais lugar na propaganda para pessoas exclusivamente encarregadas de gerenciar contas publicitárias começaram a ser ouvidos com mais frequência e intensidade.


Porém, a leitura mais atenta do relatório da pesquisa sobre a imagem das agências brasileiras, divulgada na semana passada pelo Grupo Consultores, mostra que os anunciantes não pensam desta maneira.

Quando perguntados sobre os fatores mais importantes para a escolha de uma agência de publicidade, os 350 executivos de empresas instaladas no país colocaram a criatividade em 1o lugar, seguida por remuneraçao transparente, falta de conflito com outra conta do mesmo setor, qualidade do grupo de profissionais da agência, planejamento estratégico e planejamento e compra de mídia - tudo colocado exatamente nesta ordem.

Até aqui, a tese da irrelevância do atendimento parecia confirmar-se. Entretanto, quando foram convidados a descrever espontaneamente a agência ideal, os anunciantes elegeram 'bom serviço' (que obteve 44% de mençoes) , logo após criatividade (60%). Se somarmos 'cumprimento de prazos' ao 'bom serviço', duas características que dependem fundamentalmente do bom gerenciamento interno das contas, essa dobradinha alcança 74% das citaçoes, superando até mesmo a tao badalada criatividade.

Se você pensa que eu estou forçando a barra para defender a turma do atendimento, espere só até ler mais essa informaçao da pesquisa - a avaliaçao pelos anunciantes da importância dos serviços que uma agência pode oferecer mostrou que, numa escala de 0 a 10, o atendimento (nota 9,4) só perde para criatividade eficaz (nota 9,7).

O planejamento ficou em 5o lugar, com nota 9,0 e a mídia em 6o, com nota 8,5. Acha que acabou? Entre os motivos que levariam a uma hipotética troca de agência os entrevistados colocaram 'falta de atendimento' em 2o lugar, bem perto de 'falta de criatividade'.

A liçao que os anunciantes ensinam é simples - na hora de ganhar um novo cliente, o planejamento, a criaçao e a mídia sao determinantes. Mas para manter a conta dentro de casa, a entrega tem que ser boa. E isso, na visao deles, depende em grande parte dos profissionais de atendimento.

Mobile MKT em destaque no Meio&Mensagem

A edição dessa semana do Meio&Mensagem traz um caderno especial sobre mobile marketing.
Bem consistente, traça um belo panorama do mercado e ouve operadoras, fabricantes de celulares, agências de publicidade, agência mobile e integradores.

Falando em MKT do Obama, olha o email que recebi no dia 5

Falando no marketing do Obama, olha o email q eu recebi no dia 5,ás 5:24.
Muita coisa já foi dita e falada sobre a campanha do Obama, mas esse email é muito bom! Cadastrei-me no site do candidato ja faz tempo, e na madrugada do dia 5 agora, recebi um email personalizado, que simula um texto escrito em cima da hora, veja abaixo, transcrevo em ingles. De fato, muito bacana!"


" I'm about to head to Grant Park to talk to everyone gathered there, but I wanted to write to you first. We just made history. And I don't want you to forget how we did it.

You made history every single day during this campaign - every day you knocked on doors, made a donation, or talked to your family, friends, and neighbors about why you believe it's time for change. I want to thank all of you who gave your time, talent, and passion to this campaign.

We have a lot of work to do to get our country back on track, and I'll be in touch soon about what comes next. But I want to be very clear about one thing... All of this happened because of you. Thank you, Barack."

O uso de celelares com meio de pagamentos

Grandes empresas mundiais como Visa e Nokia continuam a testar o uso de celulares como meio de pagamentos, mas no Japao cerca de metade dos usuários de telefones móveis, ou mais de 50 milhoes de pessoas, já portam aparelhos capazes de realizar pagamentos.

O Japao foi pioneiro nao só na tecnologia, mas também nos modelos de negócios que estao abrindo caminho para que celulares se tornem meio padrao de pagamento no futuro. Cerca de 700 milhoes de pessoas em todo o mundo devem estar equipados com celulares dotados com esse tipo de recurso até 2013.

LIBERDADE

O filme se chama A Liberdade é Azul, da trilogia das cores do Krzystof Kieslowski. A moça perde marido e filhos num acidente. Larga a casa com tudo dentro e se muda sem avisar ninguém. Só leva um lustre do quarto da filha e a música inacabada do marido compositor tocando incessantemente em sua cabeça. Um mendigo da rua vive tocando uma flauta. Um dia a moça vê o mendigo dormindo e, curiosa, tenta pegar a caixinha da flauta. Rapidamente, ele segura a caixa e diz "Nós temos de nos agarrar a alguma coisa". A liberdade não existe.Não nos libertamos de nada. No máximo, fazemos trocas

POEMA REPLETO DE ERRO

ILUMINAR-SE
É SABER-SE
ILUMINADO

Coleção de nomes dados à genitália feminina

Eis minha coleção de nomes dados à genitália feminina:


Acarajé de Pêlo
A dois dedos do cu
Aranha
Área de Lazer
Assustabicha
Babada
Bacalhau
Bacurinha
Baratinha
Barbuda
Bibinha
Bimbo
Birosca
Boceta
Borboleta
Brêba
Breceta
Brexeca
Brinquedo de ginecologista
Buça
Buceta
Buraco negro
Burunfa
Butchaca
Beiçudinha do papai
Bacalhau rachado
Boa
Brexa
Buça
Buque
Buraco
Cabroca
Caixinha
Campinho molhado
Capô de fusca
Caranguejeira
Casa do caralho
Caverna do dragão
Charuleta
Chibiu
Chiranha
Chula
Cilibeta
Cona
Concha
Crica
Curica
Capô de fusca
Ceta
Cheirosa
Conchita
Conho
Danada
Esfiha
Fenda
Florzinha
Gordinha
Grelha
Grêta
Gruta
Julieta
Jurupoca
Juvença
Laurinha
Lessa
Luluca
Losango cabeludo
Macaquinha
Manga peluda
Mapoa
Mariposa
Maruia
Melosa
Moitinha
Pastel de Pêlo
Perereca
Piriquita
Perseguida
Pexereca
Pomba
Pachaca
Parracha
Pastel de cabelo
Peluda
Pepeca
Perestroika
Pixireca
Pixirica
Pixoca
Pixorra
Pixu
Preciosa
Racha
Rana
Siri
Tabaca
Taioba
Tcheca
Testa
Tabaco
Vala
Ventosa
Vulva
Vagina
Xana
Xereca
Xexeta
Ximbica
Ximbu
Xereca
Xibiu
Ximboquinha
Xiriquita
Xola
Xonga
Xota
Xoxota
Xulapa

Sugestões? Nos comentários, por favor.

10 de nov. de 2008

PORTO DO ITAQUI



Conversando com Edney- ESPECIALISTA EM PORTOS BRASILEIROS, com programa na Band nacional sobre o assunto - ofereceu-me essa preciosidade, acompanhemos:


Ao se navegar pelos canais de Amsterdam, se vai notar em muitos deles a marca NAP. Ela refere-se ao nivel normal da água nos canais.A altura 0, ou NAP, vista na foto é aproximadamente a nível do mar.A medida ali é marcada então em centímetros.Esta medida existe desde 1894 e é adotada internacionalmente.Em toda a europa, a altitude é medida a partir do NAP.O NAP oficial fica na prefeitura de Amsterdam e o nível é marcado por uma placa de bronze.

9 de nov. de 2008

Enquanto a gente fica na barrinha de cereal


Enquanto o Brasil fica na barrinha de cereal, lá fora é diferente.
E ainda a nossa aviação só anda no vermelho. Pode?
Pior que pode!

Obrigado!!!

O mundo precisa de gente não como eu, mas todos nós.
Obrigado pela sua manifestação, linda!!!
Ponta d'eria , peixe pedra... good nigtht capitã!!!!






Até quando meia dúzia decide?

Da inutilidade do cidadão
e as coisas continuam acontecendo.
Não importa que você não esteja lá.

Barril de carvalho e poesia(uma missiva de domingo)

2 doses de imaginação
1 dose de criatividade
2 ou mais pessoas
1 papel
1 caneta
álcool a gosto
agite bem
sirva com 1 rodela de limão

Pela estrada afora, eu vou bem sozinho

Pela estrada afora, eu vou bem sozinho
Empolgações de um horário de verão

Eu: Comecei a caminhar na litorânia esta tarde.

Augusto Bastos:Na litorânia? hahahaha E aí? Encontrou a gostosa da Chapeuzinho Vermelho?

Eu: Que nada! Só um monte de vovozinhas...

8 de nov. de 2008

Novidades


Eis minhas dicas para a semana, interessantíssimo.Visitem essas jóias:



Telmo Padilha, um pequeno bloco de poemas, seleção de Cyro de Mattos
Uma geral na page de Nagibe de Melo Jorge Neto
Augusto Nunes: Jóias do folclore intelectual dos comunistas
Miguel Leocádio Araújo comenta Clarice Lispector
Quem guardará a poesia de Valdelice Pinheiro? Uma reflexão: Bom, a geração googleana em breve vai concluir que fora do google não há conhecimento. Ou há? Sei.../

Estamos nos aproximando do fim de uma década progressista?





Em 2008 vão tomando forma algumas tendência que já se vinham perfilando mas que, colocadas agora no seu devido contexto, adquirem uma nova forma na conjuntura regional. Os atores principais são os governos progressistas da América do Sul, a política do regime de George W Bush e as grandes multinacionais.

Por muito desagradável que seja deve reconhecer-se que desde a chegada ao governo de Lula, Tabaré Vasquez, Nestor Kirchner, e também Evo Morales, Hugo Chávez e Rafael Correa, o protagonismo dos movimentos sociais e populares decaíram significativamente.Tudo indica que estamos num momento de inflexão.

A ofensiva especulativa do capital financeiro, uma máquina enlouquecida e fora de controlo que não pode deter-se, mas que funciona destruindo seres humanos e meio ambiente, desde meados da década está a ter um papel determinante no redesenho do mapa regional. Face ao seu poderio, os próprios estados revelaram-se atores frágeis que a maioria das vezes se limitam a +pavimentar a sua expansão.Um exemplo: o governo uruguaio contempla, sem qualquer entusiasmo, o imparável avanço da cultura de soja sem deitar mão à mais tímida política reguladora, o que converte o país num novo e potencialmente exportador de soja. Entretanto deve incrementar a importação de batatas, maçãs, cenouras, batata-doce, alhos e cebolas porque os agricultores uruguaios já não podem sequer abastecer o mercado interno.

Não é muito diferente do que sucede nos restantes países do MERCOSUR, onde as diferentes monoculturas continuam a avançar e a destruir as economias camponesas que asseguram o prato de comida diário. Inclusivamente, quando um governo como o de Cristina Fernández implementa elevadas retenções aos exportadores de soja, superiores a 40%, os impostos pagos pelas multinacionais mineiras limitam-se a uns ridículos 5 por cento.

Não é simples confrontar o capital financeiro, capaz de provocar crises, mesmo nos grandes centros imperiais. Mas a verdade é que durante metade da década os governos progressistas limitaram-se a acompanhar o crescimento do capital especulativo na região, quando não o fomentaram. Agora, este tem força suficiente para bloquear as mais tímidas mudanças, como o demonstrou o caso argentino.Não foi a falta de alternativas que impediu estes governos de pôr freio à especulação multinacional, mas o medo das crises sociais e políticas que os especuladores são capazes de provocar.

O que é um fato é que vem sendo o capital financeiro o principal responsável por desenhar o futuro dos nossos países, muito acima dos impotentes e decrépitos estados nacionais. Se a esta ofensiva multinacional se somar a agressiva política da administração Bush, o panorama é seguramente desalentador.

Desde a implementação do Plano Colômbia, os Estados Unidos da América conseguiram neutralizar os principais projetos de integração, que avançam com demasiada lentidão e não conseguem gerar uma massa crítica que os coloque num caminho sem retorno. Tanto a UNASUR como a ALBA mostraram poucos progressos num momento em que nos aproximamos do fim da década mais «progressista» que a região conhece em muitos anos.Mas a política de Washington não se limita a impedir a integração. É muito mais agressiva. Vai encontrando formas e modos de colocar na defensiva os governos mais audazes. Através do apoio a movimentos separatistas ameaça com a divisão da Bolívia, Venezuela e Equador, onde os movimentos com epicentro em Santa Cruz, o estado petrolífero de Zulia e a província de Guayas, capital de Guayaquil, se converteram em focos desestabilizadores.

Os estrategos do império descartam golpes de Estado e a divisão destes países parece pouco provável. No entanto, estes movimentos mostraram – muito particularmente na Bolívia – a sua capacidade de bloquear as mudanças pelas quais uma geração de movimentos sociais lutou com bravura. Estamos perante novas estratégias, que recorrem a uma espécie de «desestabilização de massas» ao serviço das elites que estimula a acumulação de capital.

Que os três governos mencionados se encontrem na defensiva na hora de avançar com as mudanças não é uma casualidade, mas o fruto tangível de uma estratégia que está a dar bons dividendos. Ela inclui a polarização até extremos perigosos, como tem acontecido nos últimos meses na Bolívia. As elites aprenderam a manejar os mesmos métodos de luta dos movimentos, provocando gradações de confusão e paralisia em organizações que até há poucos anos mostravam uma pujança capaz de destituir governos neo-liberais.Nem tudo, naturalmente, é atribuível à aliança entre o capital especulativo e o império. Só uma decidida política de mobilização social teria podido desarticular esta aliança predadora. Mas nem mesmo para os governos comprometidos com as mudanças, como o de Evo Morales, a aposta na mobilização social tem sido consistente e permanente.

Até agora optaram pela negociação, apesar dos escassos resultados obtidos. Por outro lado, foram as próprias políticas dos governos progressistas que, por não lhe porem limites, facilitaram a ofensiva do capital, Quando nos aproximamos da fase final da era progressista, impõe-se uma ampla avaliação de um período que começou com grandes esperanças de mudança.

Um dos elementos a ter em conta é o papel do Estado numa estratégia de mudança social. Uma boa parte destes governos surgiu num período de profunda crise do Estado, que inabilita como instrumento capaz de modificar o estado de coisas a favor dos de baixo. Nesta conjuntura tudo está relacionado com o tipo de mecanismos necessários para torcer o braço aos poderosos, única forma de fazer mudanças de longa duração.

6 de nov. de 2008

Um homem negro lidera e uma nação o segue



A Nike lançou este tênis em homenagem ao candidato à presidência dos EUA Barack Obama. O calçado traz a imagem do político e uma frase: ‘A Black Man Runs And A Nation Is Behind Him’ (A Nike lançou este tênis em homenagem ao candidato à presidência dos EUA Barack Obama. O calçado traz a imagem do político e uma frase: ‘A Black Man Runs And A Nation Is Behind Him’ (Um homem negro lidera e uma nação o segue).


O racismo na nossa imprensa
Nestes tempos de Obama, longe ainda o fim dos diversos PRECONCEITOS( PRÉ- CONCEITO MESMO). Um deles o racial, barbárie disfarçada.

Não compro o Globo, ganhei uma assinatura trimestral. Tomo a iniciativa de puxar a orelha de colegas de ofício: disfarçar ou justificar o próprio preconceito é uma das coisas mais constrangedoras do mundo. Ainda mais publicamente, como fez o colunista do jornal O Globo:
.
1 - O "preconceito" (racial) teria confundido uma sambista com uma cientista e, por isso (esperadamente), ela teria sido barrada ao entrar em estabelecimento público. Naturaliza-se a suposta superioridade da cientista em relação à sambista e seria então um ultraje que aquela fosse confundida com esta;
.
2 - Para a cientista cabe o genérico enaltecedor do título, "mulher brasileira". Assim, um receptor desatento esquece que ambas, a suposta "mulata de escola de samba" e a outra, a cientista reconhecida, são uma só, uma mulher negra;
.
3 - Os títulos acadêmicos e o prêmio redimiriam a cientista da humilhação racial e ela se tornaria digna de ser entronizada naquele espaço público;
.
4 - Mantem-se intacto e reificado o estereótico das sambistas como lascivas e provedoras de sexo farto e fácil.
.
5 - O racismo, sistema ideológico que hierarquiza racialmente os seres humanos e produz mecanismos (preconceitos, estereótipos, desigualdades)para que os considerados superiores mantenham suas posições de poder, em detrimento da subalternização de outros, permanece firme, forte, vivo e voraz. E dissimulado!
A imprensa, cujo papel precípuo deveria ser exercido em nome da tríade informar-educar-formar, publica coisas deste gênero.
E depois não sabemos porque as coisas estão como estão.
*Publicado no segundo caderno de 'O Globo', no dia 01/11/2008

A vitória da compaixão apesar da malvadeza

Não acenderei velas.
Vou me vestir de São Jorge
como não tenho espada, vou com a força da palavra.
Deus me perdoe a intimidade
São Jorge uniu nossos corações
apesar da malvadeza desse mundo
convencendo de paz os dragões.

4 de nov. de 2008

A vitória de Obama aproxima os EUA do capitalismo cor-de-rosa europeu

Os comentaristas conservadores dos Estados Unidos se comprazem listando as razões pelas quais o candidato republicano não teria, segundo eles, a menor chance de ganhar a eleição presidencial: um presidente em fim de mandato no auge da impopularidade, nove em cada dez americanos descontentes com o estado do país, um Partido Republicano amplamente rejeitado, um Partido Democrata que soube se fazer amar. Atribuem a esses handicapes a derrota de John McCain.

O raciocínio deles repousa sobre o postulado de que o país permanece firmemente ancorado no centro-direita. E portanto o candidato republicano devia vencer, sobretudo diante de um adversário, Barak Obama, classificado, conforme seus votos no Congresso, como o mais liberal (ou seja, "à esquerda") dos senadores. Portanto, se McCain for vencido, será por culpa de George Bush e da facção que conduziu o Partido Republicano, particularmente no Congresso.

Igual a Bush, só que melhor?
É verdade que o senador do Arizona foi o preferido dos eleitores republicanos, nas primárias, devido à postura crítica que adotou com freqüência desde 2001 e à vontade de "reformar Washington" que o caracteriza de longa data. Candidato derrotado por Bush nas primárias republicanas de 2000, ele em seguida diferenciou-se do presidente em relação ao campo de prisioneiros de Guantânamo, ao uso de torturas no interrogatório de suspeitos de terrorismo, aos fenomenais cortes de impostos de 2001 e 2003, a recusa em enfrentar o aquecimento global.

Porém em todas as demais questões, a começar pela Guerra do Iraque, McCain podia criticar o método, ou a execução, mas concordava quanto ao essencial. Apresentava-se como o homem que teria feito igual a Bush, só que melhor.

A maioria das campanhas eleitorais termina no centro, com as propostas dos candidatos ou partidos se aproximando em muitos aspectos. Desta vez, a evolução foi ao contrário.

Obama apresentava-se como um democrata moderado, capaz de falar bem de Ronald Reagan e desejoso de superar os velhos gabaritos. McCain se afirmava como o republicano atípico que teria sido desde as primárias de 2000, insistindo sobre a distância que o separava de Bush.

Na reta final, opções opostas
Mas na reta final os dois adversários representam escolhas diametralmente opostas, antes de mais nada no plano econômico e social. A crise financeira jogou um papel decisivo na radicalização – ou clarificação – que se produziu.

Do lado de McCain, o alinhamento do candidato com as posições tradicionais de seu partido começou antes da quebra dos estabelecimentos financeiros de Wall Street. A alta do preço do petróleo levou-o a abandonar uma parte de seu compromisso ecológico e tomar posição a favor das perfurações no litoral, que antes condenava. Ele prometeu conservar os cortes de impostos de Bush, quando antes os julgara socialmente iníquos e orçamentariamente irresponsáveis. Ele até agregou a promessa de novos cortes, para empresas e indivíduos que investem na bolsa.

McCain apresentou um projeto, submetido a referendo em seu estado, contra o casamento gay.

Reafirmou energicamente sua oposição pura e simples ao aborto e indicou que, como presidente, indicaria juizes da Suprema Corte que partilhem esse ponto de vista. Seu posicionamento mais claro, quanto aos temas que os americanos chamam "culturais", foi a escolha de Sarah Palin, governadora do Alasca, como candidata a vice. Sarah encarna as convicções mais caras à direita republicana: religião, negação do aborto, defesa da posse de armas, aferramento à "América de sempre".

Obama evoca Roosevelt
A evolução de Obama mesmo não sendo tão ampla não foi menos importante. O senador de Illinois tornou-se cada vez mais crítico à "filosofia econômica" republicana – a mesma política reaganiana cujo mérito parecia reconhecer. Condenou a desregulação cega das atividades financeiras, pela qual culpou Bush e McCain. Rejeitou a idéia de que a riqueza que aumenta na cúpula da pirâmide da renda "rega" toda s sociedade, a chamada "política da oferta", que prevaleceu desde os anos 1980.

O candidato democrata endossou desta forma a política tradicional de seu partido, sem apagar o centrismo que fez o sucesso de Bill Clinton mas evocando principalmente a figura de Franklin

Roosevelt e a memória da era de prosperidade que se seguiu ao New Deal ('Novo Acordo', política aplicada por Roosevelt ao chegar na Casa Branca em 1933).

Sobre as questões morais, Obama exprimiu-se como um democrata clássico, defensor da legalização do aborto (garantido pela decisão "Roe contra Trade" da Corte Suprema em 1973), a favor das uniões civis mas oposto ao casamento gay, e evitando falar sobre controle de armas.

Sobre a vitória de Obama

A gravidade da crise financeira e os primeiros sinais de recessão deixaram à margem os demais temas, em especial a política externa, onde McCain contava fazer valer sua experiência e firmeza diante de um adversário acusado de "ingenuidade". Mas a confrontação que se concentrou na economia, criticando Obama por querer "redistribuir" a riqueza, pôs em cena duas concepções sobre o interesse geral. No momento em que o economista Krugman, espantalho da destruição do consenso americano da "revolução conservadora", foi condecorado com o Prêmio Nobel, foram justamente estes os temas colocados no coração da batalha eleitoral.

McCain foi vencido, não por ter sido vítima de seus esforços para se distinguir do Partido Republicano, mas, ao contrário, porque se identificou com seu partido, com o núcleo duro de sua doutrina econômica e da política conduzida por Bush e os parlamentares republicanos, majoritários no Congresso em 2004-2006.

São vãs as tentativas dos colunistas conservadores para imputar a provável derrota aos erros de seu candidato, todos esses argumentos visando poupar a política republicana propriamente dita.

Obama triunfou, não por ter sabido superar os limites do Partido Democrata, mas porque recuperou o espaço do reformismo social, longamente intimidado pela reação reaganiana e agora reabilitado pelas conseqüências desta.

Haverá mudanças no capitalismo? Ao invés de ser com aréia, será com vasilina. Com a vitória de Obama, os EUA arpoximam-se do modo cor-de-rosa europeu de exploração do homem pelo homem.

Ademais, retornemos a Marx e sonhemos com uma sociedade diferente da que está aí.

3 de nov. de 2008

Barack Obama vencerá eleição presidencial norte-americana de amanhã. E daí?

A outra notícia



Os meios de comunicação social são, cada vez mais, guiados pelas audiências e pela vertigem do aumento de tiragens. Esta política informativa revela-se desastrada: não informa, deforma, tem como objectivo moldar espíritos submissos e sem espírito crítico.



Publicamos hoje a Declaração de Caracas, aprovada no VIII Encontro de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade.

Não há solução capitalista para a actual crise capitalista

1 - A Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade e o Fórum Mundial de Alternativas, reunidos em Caracas de 13 a 17 de Outubro, agradecem ao povo e ao governo da Venezuela Bolivariana por nos ter permitido realizar este primeiro encontro conjunto.

2 - A actual crise capitalista não pode ter uma solução capitalista, pois tal significaria transferir os custos e semear novos sofrimentos nos países e povos do Sul e nos sectores mais vulneráveis do Norte. Por isso, rejeitamos que as decisões sejam assumidas pelos próprios culpados da crise, como o G8, o G20 e o seu Fórum de Estabilização Financeira ou os organismos multilaterais, o FMI, a OMC ou o Banco Mundial. É urgente fortalecer espaços existentes e criar novos espaços de decisão com a participação e mobilização dos governos, das instituições intergovernamentais, dos movimentos sociais e dos intelectuais para dar um impulso a saídas alternativas orientadas para uma nova ordem financeira e uma nova economia.

3 - O capitalismo é também responsável pela crise ambiental que põe em risco a própria sobrevivência da humanidade: alteração climática, crise alimentar, crise energética e escassez de água doce.

4 - A crise abre oportunidades para a construção de alternativas. Devemos aproveitar o fracasso das negociações de Doha para elaborar novas formas de normas intercambio, baseadas no respeito dos direitos humanos fundamentais, na segurança e soberania alimentares e na solidariedade entre os povos. Repudiamos o pagamento das dívidas externas dos países do Sul, a fim de restabelecer a soberania sobre os recursos naturais e exigir o pagamento da dívida ecológica.

5 - Expressamos a nossa solidariedade e compromisso militante com os novos processos sociais e políticos emancipadores da América Latina e de alguns outros países de África e da Ásia, como é o caso do Nepal, que abrem novas e promissoras perspectivas para a construção de um mundo melhor.

6 - A Revolução Venezuelana, inspirada no ideal bolivariano, representa uma referência de libertação para as forças democráticas e revolucionárias do mundo. Expressamos a nossa solidariedade e rejeitamos os ataques do imperialismo e da direita contra o governo e o povo venezuelanos. Manifestamos a nossa satisfação pelo triunfo obtido pelo presidente Evo Morales no referendo revocatório, bem como pelo povo equatoriano ao conseguir a aprovação da sua nova constituição. Estamos convencidos que estas ratificações populares dos governos de esquerda continuarão proximamente nas eleições que vão ter lugar na Venezuela e no referendo constitucional que deverá ser convocado na Bolívia.

7 - Ressaltamos a efectiva acção da UNASUR face à tentativa de golpe de estado na Bolívia, o que demonstrou a capacidade soberana dos países da região para decidir com autonomia.

8 - As intervenções do imperialismo continuam no meio de crescentes custos humanos em todos os continentes. Expressamos a nossa profunda inquietação pela aguda crise social e política que a Colômbia atravessa, especialmente pela repressão contra movimentos sociais, operários, camponeses e indígenas; os obstáculos governamentais que sabotaram os avanços do processo de paz; e as agressões da estratégia paramilitar do Estado colombiano, em estreita ligação com o governo de Bush contra os países da região.

9 - A reactivação da IV Esquadra da Armada dos Estados Unidos mostra a agressividade com que esse país pretende deter os processos emancipadores em curso nessa parte do mundo. A persistência do bloqueio norte-americano a Cuba é outro sinal da perversidade imperial e ao mesmo tempo mostra o fracasso da sua política contra um povo que em 1 de Janeiro de 2009 fará 50 anos de uma revolução que tem sido um exemplo de dignidade. Expressamos a nossa solidariedade pela devastação provocada pelos furacões que assolaram a Ilha.

10 - Condenamos a violência exercida pelo Estado de Israel contra o povo palestino, que se acentuou extraordinariamente num processo que aparenta não ter limite algum; e apoiamos a campanha internacional de boicote à política criminosa de Israel.

11 – No Afeganistão e no Iraque, dois povos arrasados pelo imperialismo, continua a guerra se agressão dos Estados Unidos e da NATO a semear com a sua passagem morte e destruição. Exigimos a saída imediata de todas as tropas estrangeiras. Condenamos as ameaças de agressão do imperialismo contra o Irão.

12 – Em África, muitos povos são vítimas de conflitos alheios aos seus próprios interesses e põem em perigo a sua própria sobrevivência. Sofrem as acções das transnacionais interessadas no saque dos seus recursos naturais como é o caso da República Democrática do Congo e da Nigéria, ou de poderes externos, como é o caso da Somália. Apoiamos os governos africanos que rejeitam a presença do Comando África (Africom) da Armada norte-americana e o estabelecimento de tratados com a União Europeia.

13 – Face à barbárie das situações assinaladas, ratificamos a nossa convicção de que o socialismo é a única alternativa para solucionar o conjunto dos problemas económicos, sociais, políticos, culturais, meio ambientais e civilizacionais da humanidade. A sua construção será o resultado da convergência e da mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras, camponeses, indígenas, mulheres, movimentos sociais e ambientais e de outros grupos que desafiam a injustiça, para tornar realidade a esperança dos povos por um outro mundo possível.

Caracas, 17 de Outubro de 2008