31 de out. de 2008
O furacão da crise financeira mundial chega ao Brasil
Com a retirada em massa de capitais e de investimentos estrangeiros nos países da Europa Central e do Leste,observamosuma certa ironia da história.
É mais atraente repatriar aos países altamente industrializados o dinheiro investido nos últimos anos com altos rendimentos nas economias emergentes, por causa das medidas aplicadas pelos dirigentes dos países ricos para sustentar os bancos nacionais em dificuldades.
Isso complica a existência dos países de economia emergente. Para sustentar a demanda nacional, eles devem aceitar adotar medidas similares às anunciadas pelos países altamente industrializados, como exemplo as ajudas estatais temporárias aos bancos em dificuldades.
No entanto, a recente alta do nível de vida, principalmente nos antigos países comunistas, parece vir acompanhada do acesso a capitais estrangeiros, que vão começar a desaparecer rapidamente.
Estes países não podem enfrentar sozinhos estes novos desafios e os países industrializados devem estar dispostos a garantir os financiamentos que alcançarão uma quantia inédita.
Por fim, uma advertência diante da alternativa que consiste em recorrer ao protecionismo, ao controle de bancos e a moratórias, que são fatais para a economia mundial.
Há necessidade de um plano de nova governança mundial, articulado em cinco eixos, que reafirmará o papel regulador do Estado.
Esses cinco pontos que proponho não está baseado em nenhuma orientação socialista, mas do própriofamigerado capitalismo quais sejam: aumentar a liquidez dos países em dificuldades, aumentar os recursos do FMI, tirar as conclusões necessárias da crise, em termos de políticas econômicas, vigiar a aplicação de novas regulamentações financeiras e repensar um sistema mundial mais coeerente.
30 de out. de 2008

Essa peça desenvolvir para quaisquer laboratórios do gênero. Ser publicitário é isso: Fazer do simples algo sensacional. Só nos procurar!!!

Quando eu já concluía que o nosso cinema tinha esgotado o tema violência urbana com os polêmicos Carandiru, Cidade de Deus, Tropa de Elite e Ônibus 174, eis que surge Última Parada 174, do consagrado diretor Bruno Barreto.
De fato, me enganei, este tema ainda vende, friamente falando, é claro. Convido os leitores deste blog a assistir mais essa incrível obra baseada em tristes fatos reais. O filme é bom.Mas, assista também para tomar conhecimento, enriquecer sua opinião sobre questões sociais e entender porque a segurança pública não funciona no Brasil. Ou então assista pelo simples fato de não acreditar na idéia de de que a ignorância é uma bênção.
RESPOSTA AO JORNALISTA MARCO D'erça
Caro jornalista D'erça,
Há mais de 20 atuo como jornalista(DRT/MA matrículanº754 e matrícula sindical nº422) trabalhando em assessoria de diversas entidades da sociedade civil(Sindicatos dos bancários, comerciários, funcionários da Ufma/Uema, urbanitários, cáritas brasileira, arquidiocese de São Luís, AABB, APCEF, asso. da VALE,...) , no setor público várias prefeituras como assessor de comunicação e na iniciativa privada(VALE, Varias Câmaras de Comércio MA/Brasil, Faculdade São Luis, Construtora Barros...).
Como publicitário(formação acdêmica na Fac. São Luís, onde diversas vezes encontrei-te nos seus corredores) criei, há 11 anos, a agência IMAGEM COMUNICAÇÃO, da qual desenvolvo uma visão interdiciplinar da comunicação e suas ferramentas como um todo(publicidade, veículos-TV,Rádio, jornal e revista(idéias virão por aí), cinema(O filme de Jackson e pra ano que vem desenvolverei o filme MARANHÃO, TERRA DE OPORTUNIDADES), campanhas eleitorais( tivemos um aproveitamento de 65% dos 18 candidatos a prefeitos que desenvolvemos algum tipo de trabalho) , cultura( organização de carnaval , reveillow, fesatas juninas, aniversários de cidades...) e feiras (ano que vem faremos a primeira feira das cidades- O MARANHÃO MOSTRA O QUE FAZ).Fora isso, caro D'eça, está no prelo 4 livreos nosso para o ano de 2009 e um CD com canções em parcerias com diverso compositores maranhenses. Desenvolvo há mais de um ano o blog- erisantoscastro.blogspot.com - com quase 800 mil acessos (convido-te a acessá-lo).
Ademais, sempre desenvolvir algum trabalho para o Estado (não só nesse governo, mas em vários) e diversas prefeituras (inclusive a de São Luís).
Deixe-me trabalhar em paz respeitável amigo Marco D'eça.
Site- www:imagemma.com.br
Blog- www:erisantoscastro.blogspot.com
Estou preparando um artigo sobre as eleições americanas. Irei desenvolver teses intercaladas em oito eixos, onde se colidem uma série de dados sobre os fundamentos desta eleição: 1.Mudanças na composição social do eleitorado;2. Mudanças na identificação partidária nos últimos anos;3. Mudanças nas posições ideológicas nos últimos anos;4. Avaliação do titular (incumbent);5. Economia e percepções do estado da economia;6. Temas da campanha;7. Avaliação dos candidatos;8. Mobilização.
Nada disto tem grandes pretensões nem grandes teorias por detrás a não ser as de coligir dados dispersos, ter uma visão das eleições que vá para além das sondagens de intenções de voto e presumir que há fatores de médio e até longo prazo que ditam muito do que estamos a observar e cujo conhecimento ajuda a reduzir as incertezas.
28 de out. de 2008
"Se eu quiser, meu filho, elejo até um poste". O criador da célebre frase foi Antônio Carlos Magalhães no auge de seu poder, ainda na década de 80. Seu candidato a governador da Bahia, Clériston de Andrade, morrera num acidente de avião 40 dias antes das eleições estaduais de 82. Questionado, sem saber exatamente quem indicar, o velho coronel se saiu com essa. E o poste - absolutamente desconhecido dos baianos à época - acabou sendo João Durval Carneiro, pai do atual prefeito de Salvador.
Mas ACM sabia o que dizia. Trazia os prefeitos amarrados aos seus pés como se amarra bode no poste. Sempre cheio de dossiês contra as falcatruas dos prefeitos, controlando a vida pessoal de cada um, controlando a prestação de contas no Tribunal de Contas da Bahia, ninguém escapava ileso. Um velho prefeito de Campo Alegre de Lurdes, norte da Bahia, ficou famoso na cidade por levar, literalmente, um chute no traseiro no gabinete de ACM.
27 de out. de 2008
Infindáveis horas a ler textos mal escritos nos nossos jornais fazem-me pensar que há entre nós um evidente défice de ensino de técnicas básicas de escrita nas nossas faculdades de comunicação. Anotei esta noite 25 pistas para um bom texto. Ei-las:1. Escreva sobre pessoas, coisas e fatos.2. Escreva como falas.3. Use palavras sintéticas.4. Escreva na primeira pessoa.5. Cite o que foi dito.6. Cite o que foi escrito.7. Coloca-te no lugar do leitor.8. Não ofendas os sentimentos do leitor.9. Não favoreças mal-entendidos.10. Não sejas demasiado breve.11. Planeje um princípio, um meio e um fim.12. Progride da regra para a exceção, do familiar para o desconhecido.13. Use nomes breves e abreviaturas.14. Recorra a pronomes para não repetir substantivos.15. Use verbos em vez de substantivos.16. Use a voz ativa e sujeitos pessoais.17. Use números pequenos e redondos.18. Especifique. Ilutre, cite casos e exemplos.19. Para cada ideia, começa uma nova frase.20. Use frases curtas.21. Use parágrafos curtos.22. Recorra a perguntas diretas.23. Sublinhe para enfatizar.24. Use parêntesis para à-partes.25. Torne a tua escrita visualmente interessante.
Num primeiro momento, até parecia que a crise era um (enorme) problema financeiro e que a sua solução teria que ser financeira: injeções de biliões e biliões de dólares e de euros no sistema bancário; nacionalizações de alguns bancos e seguradoras; coordenação entre os maiores bancos centrais para descerem taxas de juro; garantias bilionárias estatais em vários países (incluindo Brasil) para evitar que os bancos acabassem por parar o crédito.
Também logo com o desencadear da crise se começou a proclamar que a origem do imbróglio estava nas falhas dos “reguladores” (bancos centrais e nacionais, organismos de supervisão). E é verdade: basta reparar no exemplo da Islândia, cujos maiores bancos – que tiveram que ser nacionalizados – estimularam o consumismo e “investiram” tanto (até num clube de futebol inglês!) que provocaram uma dívida superior a 10 vezes o PIB do país, e durante toda essa euforia, nem o banco central nem o governo islandeses foram capazes de “regular” o processo
Mas isto (falhas de regulação) não é toda a verdade! É que, desde o fim dos anos 80, estados, governos, instituições internacionais (por exemplo, o Fundo Monetário Internacional) fizeram parte do coro que cantou as maravilhas da liberalização “à outrance”, da eficácia do “jogo” do mercado, do quanto menos regras e sobretudo quanto “menos Estado” melhor.
Ora, uma conclusão começa hoje a sobressair com mais força: o mercado e especialmente a globalização financeira não podem continuar desregulados ou com regras tão flexíveis que permitam “produtos” e jogos de compra-vende que a crise veio por a nu.
Cada vez mais gente desconfia da “auto-regulação”. Portanto: a “evidência” de que o mercado é que dita as regras perdeu a sua aura de verdade absoluta. Foi-se! Mas a crise também tende a desmentir o que o discurso dominante desejaria que fosse evidente: que o problema é de funcionamento do sistema financeiro e que as soluções encontrar-se-ão em melhores regras para o funcionamento do sistema. Só que a crise é mais funda: não é só técnico-política.
O Índice de Oportunidade Humana (IOH), indicador criado pelo Banco Mundial para medir o acesso de crianças e jovens às oportunidades e serviços básicos que garantam seu desenvolvimento, classifica o Brasil em 8º lugar no ranking da América Latina.
Numa escala crescente de 0 a 100 de acordo com o crescimento das oportunidades, 19 países foram submetidos à análise. A nota brasileira é 71, dois pontos acima da média latino-americana, liderada pelo Chile com IOH de 91. Em último lugar no continente está a Nicarágua com 46. (veja tabela).Para estabelecer o ranking, foram levados em consideração fatores como distribuição equitativa das oportunidades, os avanços sociais promovidos pelos países na última década, além de outros. Neste quesito, o salto brasileiro tem destaque: no período entre 1995 a 2005, subimos de 59 para 72, um avanço de 1,3%.
EducaçãoO relatório conclui que as desigualdades sociais são influenciadas pelo local de nascimento, raça e, principalmente, renda familiar e nível de escolaridade dos pais. Ao focar as melhorias registradas na Educação, o IOH baseia-se na freqüência escolar dos adolescentes entre 10 a 14 anos e no número de crianças que concluem a 6ª série do ensino fundamental.Embora, nesta questão, o Brasil atinja IOH de 67 pontos, 9 abaixo da média (76 pontos), o relatório reconhece as melhorias - e as classifica em 1º e 2º lugares no ranking das ações em prol da educação - promovidas pelo governo federal. Nesse reconhecimento obteve destaque a criação do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) e o Bolsa Família, considerados fundamentais para o desenvolvimento educacional do país.
Ranking IOH:
1. Chile (91)2. Argentina (88)3. Costa Rica/ Venezuela (86)4. Uruguai (85)5. México (82)6. Equador (74)7. Jamaica (73)8. Brasil (72)9. República Dominicana (71)10. Panamá (69)11. Paraguai (67)12. Peru (66)13. Bolívia (62)14. El Salvador (55)15. Honduras (53)16. Guatemala (50)17. Nicarágua (46)18. América Latina (70)
Conheça mais sobre o IOH e acesse o relatório do Banco Mundial (em inglês).