26 de ago. de 2008
O filme não tem nada de 'hollywoodiano', como andavam anunciando. O drama é um retrato cru de uma epidemia de cegueira que atinge, aos poucos, toda a população mundial.
Com estréia prevista para 12 de setembro, Ensaio Sobre a Cegueira tenta agradar o público que leu o romance, mas não dá as cartas de uma grande produção, pelo contrário: se esquiva dos valores estéticos, usa telas brancas para absorver diálogos e abusa da luminosidade.
Tive a felicidade de assistir ao seu lançamento, somente para jornalistas americanos, devido a uma amizade desenvolvida na NBA de Las Vegas, no ano passado.
O que Meirelles retrata a partir de então é a batalha absurda desses personagens por sobrevivência. Única capaz de enxergar, a personagem de Julianne Moore é quem guia as vítimas neste cenário de horror, mas demora a agir quando a situação toma proporções políticas e violentas.
Apesar dos elogios, engana-se quem pensa que Ensaio Sobre a Cegueira é um filme com potencial para alcançar um grande número de fãs, mesmo fugindo dos padrões óbvios.
Ensaio Sobre a Cegueira é um drama tenso que envolve o colapso urbano, mas jamais remete a outros filmes com o mesmo tema, como o recente Fim dos Tempos, de M. Night Shyamalan. Com toques dosados de humor, tragédia e muitos diálogos costurados, Meirelles construiu um drama que jamais ganhará expressão popular. Assim, o legado de Saramago continua imune, para a alegria de seus leitores.
24 de ago. de 2008
Só tive carteira assinada apenas duas vezes: uma como assessor de imprensa no Sindicato dos Bancários e outra como assessor de tudo da AABB de São Luís( formatava a pauta de eventos do clube, editava seu jornal e site, elaborava projetos especiais...). Depois dos meus 22 anos de idade sempre tive pequenas empresas. Muitas vezes fui um DESEMPRESÁRIO. Aqui no MA é foda mesmo, tudo funciona em função da grana pública, mas as coisas estão mudando. Hoje é domingo, estou revisando meus desafios para os próximos 45 dias e acabei relembrando as dificuldades de ser pequeno empresário numa terra como O MA. Diversas vezes o espaço físico do meu trabalho era onde eu morava. Vai aí umas dicas de como montar seu próprio negócio.
ABRINDO O SEU NEGÓCIO
1. ONDE SE ESTABELECER?Em qualquer canto que seja o seu canto de trabalho, nunca, eu disse NUNCA com o lap top em cima das pernas enquanto assiste vale a TV . Pode ser no quarto de empregada, no fim da bancada do banheiro, no recuo do corredor, ou num quarto abandonado. Você tem que ter um local pra botar a sua máquina, ou o seu fogareiro onde vai derreter as velas ou a máquina de costura.
2. O QUE VESTIR?Nunca, eu disse NUNCA permaneça com aquele pijamão e avaianas, só porque você está em casa e não deve aparecer ninguém mesmo. Acorde, tome seu café, tome banho, se puder faça o retoque dos cabelos como se você tivesse aquela mina pra azarar no trabalho. Se monte pelo menos um pouco pra começar seu trabalho caseiro. Não esqueça que pode aparecer um imprevisto, um cliente em potencial, sei lá, pô, mas aquela coisa camiseta furada e costeletas pra reparar não dá.
3. A HORA DO ALMOÇO E AS LARICAS Um problema pra quem não tem empregada. Se a gente deixar, acaba comendo farofa de ovo com linguiça todo dia, ou pior, beliscando um monte de porcarias o dia inteiro. Nunca, eu disse NUNCA abdique do seu horário de almoço, quando você pode além de comer, ir ao banco depositar um cheque que um cliente acabou de pagar, etc.
4. TELEFONE DE TRABALHOS E você vai trabalhar e morar, estabeleça seu horário de folga. De preferência grave um bom recado híbrido, uma coisa home-office mesmo e deixe atendendo após o seu horário de trabalho pra se safar daqueles malas que te ligam às 10 da noite só porque você trabalha em casa. "Alô, você ligou pra André Rockfeller, por favor deixe seu nome e telefone que eu ligo assim que puder. Obrigado, até mais!" Uma coisa básica. Séria pra quem liga a trabalho e o 'até mais' dá um toque íntimo se a sua namorada ligar, ela sempre pensará que aquilo foi pra ela. Tolinha.
5. PEGANDO O CLIENTE…E COBRANDO Não se mostre desesperado, mas também não aparente ser um bobalhão que resolveu fazer terapia ocupacional. É muito comum chegar um cliente com uma cara ótima, com grana e com um bom papo, muito a fim de fazer o trabalho e de pagar e simplesmente ir deixando rolar, porque acha (na cabeça rica e oca dele) que você não está precisando dessa grana ontem! Uma dica de amigo: crie uma proposta padrão e cobre sempre algum $ pra começar a trabalhar, a não ser que seja um puta trabalho legal, com uma empresa grande que só paga com vencimentos certos, 30 dias depois, Aí, tudo bem.Tudo isso tem que rolar entre sorrisos e cafezinho.Se o cara não paga nada e você começa a trabalhar já vai dar merda, porque o cliente tem que se sentir na pressão também. A única maneira dele se sentir assim é se tiver colocado o rico dinheirinho dele na parada. Caso contrário você fica com a bunda quadrada, mostra o trabalho que ficou uma semana fazendo, ele diz que está ótimo e que vai ver se deposita algum..e acaba não depositando. Isso é uma espécie de regra. Deu mole, vai penar pra receber algum.
6. COBRANDO O CLIENTE QUE NÃO PAGA NUNCA Puta merda, o sujeito vai até a sua casa, te encomenda um trabalho, te bota pra fazer coisas que ele precisa e quer. Você faz o trabalho, faz a sua parte. O filho da mãe vai lá ver, ou te chama lá no escritório dele pra mostrar, você vai, mostra o resultado de uma vida inteira de estudos e trabalhos anteriores. Ele gosta, adora, você fica feliz, mas nada dele pagar. O que passa na cabeça dessas pessoas que contratam um profissional liberal e não pagam conforme o combinado? Caralho, eu nunca vi tanta sacanagem como entrar na casa de alguém, botar esse alguém pra trabalhar e simplesmente não pagar. Éeeee, como é que pode? Não sei, mas isso acontece o tempo todo.Esse sujeito pode e deve ser cobrado sempre que você puder, sempre que chegar a hora e a única coisa que você tem pra pressioná-lo é o trabalho.Nunca, eu disse NUNCA entregue o trabalho sem ter recebido a sua grana, ou pelo menos um cheque pré-datado. Muitas coisas podem acontecer depois que você entrega seu trabalho. O cara pode ir pra Europa e simplesmente te esquecer, pode te dar um cano mesmo, e pode morrer. É uma pena, mas se você trabalhou e ele morreu, o que você tem a ver com isso? O trabalho foi feito e o filho da mãe morreu sem te pagar. Pra evitar esse sentimento negativo, não se coloque em roubadas. Cobrar o que te devem em troca do seu trabalho é normal. Pode cobrar que não fica chato. Chato é o cliente que não faz a parte dele. Chato é entrar no limite do banco, com grana a receber.
7. CONTROLANDO O ORÇAMENTO Pense bem antes de comemorar o recebimento de 3000 reais num trabalho que você fez em uma semana. O trabalho de frila é uma faca de dois legumes. Um dia tem, no outro não e às vezes você orça um trabalho que acha que faria em 20 dias, mas o pentelho do cliente enrola pra dar o material, pede pequenas modificações que fazem seu trabalho virar uma coisa de 4 meses. Resultado: o que seria uma bom negócio de 4000 em 20 dias, vira uma punheta de 1000 por mês e com muito stress.
8. REVISANDO O TRABALHO Quando o trabalho rola legal, o cara paga e acontece tudo rápido, maravilha, você pode até fazer a revisão, mas quando a coisa vira aquele punhetão, você vai começar a odiar aqueles arquivos entulhando a sua máquina. Vai sentir arrepios a cada vez que abrir aquela pasta. Quando a coisa está nesse ponto, você precisa de alguém pra revisar porque você não enxerga mais nada. Nunca revise seu próprio trabalho.
9. VALE A PENA?Vale. Se você conseguir se organizar, se souber cobrar, sabendo que a grana se dilui no tempo em que o trabalho é feito, que você é um só e não pode fazer muitos jobs ao mesmo tempo, pode dar certo, porque hoje em dia você arruma empregos de 3000 por mês, fora os descontos. A vantagem é que a grana entra sempre. A desvantagem é que você não tem a chance de ganhar mais, porque suas oito horas de trabalho estão ocupadas com algum baiano gordo mandando em você.
P.S. Tem dia que dá uma saudade danada daquele tirano que pagava em dia...meu rei...
30ºC ou mais
Maranhenses encontram-se em estado de produção e alegria. Baianos vão a praia, dançam, cantam e comem acarajé. Cariocas vão a praia e jogam futebol. Mineiros comem um "queijin" na sombra. Todos paulistas estão no litoral e enfrentam 2 horas de fila nas padarias e supermercados da região. Curitibanos esgotam os estoques de protetor solar e isotônicos da cidade.
25ºC
Maranhenses continuam fazendo a mesma coisa. Baianos não deixam os filhos sairem ao vento após as 17 horas. Cariocas vão à praia mas não entram na água. Mineiros comem um feijão tropeiro. Paulistas fazem churrasco nas suas casas do litoral, poucos ainda entram na água. Curitibanos reclamam do calor e não fazem esforço devido esgotamento físico
20ºC
Maranhenses ibernam. Baianos mudam os chuveiros para a posição "Inverno" e ligam o ar quente das casas e veículos. Cariocas vestem um moletom. Mineiros bebem pinga perto do fogão a lenha. Paulistas decidem deixar o litoral, começa o trânsito de volta para casa. Curitibanos tomam sol no parque
15ºC
Maranhenses continuam ibernados. Baianos tremem incontrolavelmente de frio. Cariocas se reúnem para comer fondue de queijo. Mineiros continuam bebendo pinga perto do fogão a lenha. Paulistas ainda estão presos nos congestionamentos na volta do litoral. Curitibanos dirigem com os vidros abaixados.
10ºC
Maranhenses continuam...Decretado estado de calamidade na Bahia. Cariocas usam sobretudo, cuecas de lã, luvas e toucas. Mineiros continuam bebendo pinga e colocam mais lenha no fogão. Paulistas vão a pizzarias e shopping centers com a família. Curitibanos botam uma camisa de manga comprida
5ºC
Maranhenses congelam. Bahia entra no armagedon. César Maia lança a candidatura do Rio para as olimpíadas de inverno. Mineiros continuam bebendo pinga e quentão ao lado do fogão a lenha. Paulistas lotam hospitais e clínicas devido doenças causadas pela inversão térmica. Curitibanos fecham as janelas de casa.
0ºC
Maranhenses mumificam. Não existe mais vida na Bahia. No Rio, César Maia veste 7 casacos e lança o "Ixnoubórdi in Rio". Mineiros entram em coma alcoólico ao lado do fogão a lenha. Paulistas não saem de casa e dão altos índices de audiência a Gilberto Barros, Gugu Liberato, Luciana Gimenez e Silvio Santos. Curitibanos fazem um churrasco no pátio... antes que esfrie.
23 de ago. de 2008
Onde a vida podia ser bem melhor e será...(Bom registro)
Cantor e compositor de música brasileira, Daniel Gonzaga é dono de uma forte personalidade e estilo que aparecem em suas composições e interpretações., ainda pouco houvir dez composiçoões suas. Filho de Gonzaguinha e neto de Luis Gonzaga, sempre esteve envolvido com música. Hoje, sem se preocupar nem um pouco com o poder do monopólio dos meios de comunicação, que não valoriza a boa música brasileira, ele segue com mais de dez anos de carreira, cinco CDs gravados e muitas apresentações no Brasil e no exterior.
Para compor ele se inspira no cotidiano do povo, dos trabalhadores do Brasil, que tentam, na labuta, defender o pão de cada dia e suas idéias.
Há muito tempo, em um lugar muito distante, houve uma inundação. Em uma pequena ilha que se formou, encontravam-se um sapo e um escorpião. Este, não sabendo nadar e vendo que o nível da água rapidamente subia, pediu ao sapo uma carona para atravessar a água. Conhecendo a fama do escorpião, o sapo prontamente respondeu:— De forma alguma, você vai é me matar.
O escorpião argumentou:— De jeito nenhum. Afinal, se eu te matar, morro junto, e posso até te proteger dos peixes grandes que andam por ai.O sapo acabou concordando e levou o escorpião nas suas costas.
No meio da travessia o escorpião cravou o ferrão no sapo, que gritou, assustado:— Seu louco, vamos morrer os dois.
Por que fizeste isso? A resposta foi imediata:— Eu sei, mas não consegui me controlar, é a minha natureza.
Moral da estória, ou será da História? Achar que o CAPITALISMO pode salvar o mundo é seguir os passos do sapo. Ou achar que o candidato de Filuca(Pinheiro-MA) salvará uma cidade esteticamente acabada e com mal cheiro, com uma juventude sem trabalho e faculdades.

Na história da televisão, as séries podem ser, no melhor dos casos, puro divertimento. Porém, temperadas com violência e sexo, constituem na sua maioria mais uma ferramenta de dominação cultural. Mas existe uma exceção. Quarenta anos atrás, em plena "contracultura", estreava O Prisioneiro, algo que seria único e na época passou despercebido para muitos, talvez justamente por não ter um apelo comercial.Londres.

A Coluna Prestes é em si mesma uma epopéia. Como foi, se avessamente, o cangaço. Como foi, se olhada através de Euclides da Cunha ou da visão isenta, Canudos.
Falso paladino da luta contra a pobreza no mundo, o Banco Mundial (BIRD) está se aproveitando do aquecimento global para acumular bilhões e bilhões de dólares e controlar o gerenciamento em países como o Brasil, onde, com a aproximação das eleições gerais de 2010, começou a aplicar nada menos de 7 bilhões de dólares.O BIRD alardeia que combate as alterações climáticas causadoras de problemas energéticos, mas basta uma análise de sua participação em megaprojetos na Ásia e África para constatar que desde os tempos de sua criação vale-se de tremenda máscara de hipocrisia e pratica as mais mirabolantes manobras, como jogadas no recém-criado mercado de carbono, para ganhar mais e mais dinheiro.
Efeito-estufa
Recentemente, foi aprovado o financiamento para a construção de uma nova central termoelétrica em Mundra, Índia. O projeto é do gigantesco Tata Group, que está penetrando no Brasil em negócios de etanol e minérios, além da fabricação de bebidas e automóveis. Com financiamento do BIRD, serão instaladas na Índia cinco centrais a carvão, com potência de 800 MW cada. O projeto é motivo de festa para a Indonésia, com a criação de milhares de empregos no setor de mineração, já que todo o carvão será importado de lá. O que não se fala na Índia é que as emissões geradas pela queima desse carvão serão suficientes para colocar o complexo de Mundra no terceiro lugar entre os maiores contribuidores para o efeito-estufa na Índia. Promessas de uma montanha de créditos de carbono, instituídos com o Protocolo de Kyoto, em 1997, após os debates mundiais sobre o aquecimento global, são o chamariz. A conversa-mole neoliberal apresenta as grandes corporações como os mais pobres, consistindo o "desenvolvimento sustentável" na exploração de combustíveis fósseis.
Na África
O Banco Mundial contribui também para a destruição, na República Democrática do Congo, da maior floresta tropical do mundo depois da Amazônica. Seus ecossistemas incluem savanas, pântanos, bosques e várias centenas de clareiras conhecidas como bais. A extensão dos bais varia de um a 15 hectares e contém depósitos ricos em minerais, que atraem muitas espécies de animais, em particular grandes mamíferos como elefantes, búfalos e gorilas. O Parque Nacional de Odzala, que lá se insere, tem 444 variedades de aves identificadas no Congo, uma das maiores populações de elefantes e os únicos leões que sobrevivem na África Central. Em 2002, entretanto, no rescaldo da pior guerra dos tempos recentes, empresas estrangeiras foram incentivadas pelo Banco Mundial a extrair a madeira desta floresta, supostamente para benefício das populações locais. Um relatório interno do banco informa que, na realidade, os milhares de pigmeus que vivem na selva da República Democrática do Congo (RDC) foram as maiores vítimas desse atentado ecológico, que envolveu até a concessão de aval do BIRD a contratos que envolvem ilegalidades, conflitos sociais e o descaso relativamente a medidas de conservação da natureza. Receitas prometidas às autoridades locais nunca se materializaram, mas registrou-se uma evasão fiscal generalizada. As populações locais foram presenteadas com brindes baratos, tipo camiseta, e as promessas de instalação de novos equipamentos sociais, como escolas ou hospitais, jamais foram cumpridas.
Mercado de carbono
O BIRD, que não faz muito financiava projetos de devastação de florestas no Brasil e na Indonésia, agora se vale de resoluções adotadas em 1997, na reunião das Nações Unidas em Kyoto, para operar como intermediário entre compradores e vendedores de poluição. Suas atividades têm se mostrado altamente predatórias. Naquela assembléia, grande número de países (exceção para o USA) comprometeu-se a desenvolver tecnologias e métodos no sentido de diminuir as emissões de CO2, gás que é o maior responsável pelo efeito estufa. Por iniciativa do Brasil, instituiu-se o MDL (mecanismo de desenvolvimento limpo), que consiste em gerar energia e utilizar energia através de uma matriz que emita menos poluentes, em especial gases de efeito estufa. Com isso estabeleceu-se um mercado de créditos de carbono, no qual o Banco Mundial se intromete em favor dos grandes poluidores. Comprometeu-se, inicialmente, a aplicar recursos apenas em projetos de energias renováveis. A realidade atual, entretanto, é de que menos de 10% dos créditos de carbono aprovados foram gerados por projetos de energias renováveis limpas (solar, eólica e micro-hídrica). Em abril de 2004, um estudo encomendado pelo Banco Mundial, "The Extractive Industries Review", recomendava à instituição que suspendesse imediatamente as aplicações em carvão, e, em 2008, no petróleo. A liberação de recursos deveria ser direcionada para a expansão de energias renováveis, em projetos de eficiência energética e em outros empreendimentos desvinculados da produção de energia da emissão de gases com efeito de estufa. A burocracia do BIRD desprezou os pareceres técnicos e continuou a apoiar a indústria dos combustíveis fósseis: entre 2005 e 2007 os empréstimos para projetos ligados ao carvão, ao petróleo ou ao gás natural ascenderam a 1,5 bilhões de dólares. Muitos destes projetos envolvem abusos dos direitos humanos, como migrações forçadas e utilização de trabalho escravo. Em paralelo, o Banco Mundial tem apoiado projetos nas maiores barragens do mundo sem levar em conta as drásticas consequências ecológicas e sociais inerentes à megalomania. Segundo a "International Rivers Network", em 2004 o BIRD já havia financiado a construção de mais de 550 barragens no mundo, levando à expulsão de mais de 10 milhões de pessoas das suas casas. Agora, o relatório do BIRD alardeia que o mercado de carbono movimentou em 2007 nada menos de 47 bilhões de euros, o dobro do ano anterior, mas há sérias dúvidas quanto ao MDL, pois o USA e a Austrália só entrarão no mercado para valer em 2012, frustrando terrivelmente as esperanças de países pobres como Jamaica, Quênia, Mali e Madagascar, que acreditaram na acumulação de créditos de carbono como única alternativa da miséria em que estão mergulhados. Já a partir de 2008 todos começam a encarar uma lacuna de demanda e no Banco Mundial, que tem de aprovar tudo, não existe a menor pressa em aprovar os mais de 3 mil projetos em exame.
De olho no Brasil
As atividades do Banco Mundial desmontam a imagem falsamente construída de uma instituição solidária, voltada para o combate à pobreza. Ao contrário, evidencia-se como um instrumento neocolonial de dominação dos países menos desenvolvidos, perpetuando a lógica da "globalização" que aumenta as desigualdades e agrava a degradação ecológica. Anuncia-se agora que o BIRD aprovou um pacote de 8,6 bilhões de dólares para o Brasil, nos próximos quatro anos, programando-se uma aplicação de US$ 1,6 bilhões em três projetos da gerência FMI e US$ 7 bilhões para os estados, vale dizer para projetar candidatos nas eleições gerais que ocorrerão daqui a dois anos, e detonar a legislação trabalhista – uma guerra que vem sendo travada a partir de investidas contra o FGTS e o 13º salário.Só para disfarçar, o Banco Mundial propala que a mudança é devida à melhora na situação macroeconômica do Brasil e sua menor vulnerabilidade. Em nível federal, do US$ 1,6 bilhão aprovado, US$ 976 milhões terão como alvo um programa do Estado de Minas Gerais para Aécio Neves melhorar a qualidade e eficiência dos produtos e serviços públicos para consolidação de crescimento e redução de pobreza. O foco principal serão as áreas de saúde, educação e transporte. José Serra, de São Paulo, contará com US$ 550 milhões para melhoria dos serviços e aumento da capacidade de transporte de trens e metrô na região metropolitana na capital paulista. Os restantes US$ 84 milhões vão para o governo federal estender o programa Saúde da Família. O pacote de US$ 7 bilhões que será distribuído ao longo dos próximos quatro anos estão num programa de Estratégia de Parceria com o Brasil que inclui o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) metas de desenvolvimento, como melhoria da qualidade das despesas públicas, redução da diferença entre o PIB per capita do Nordeste e do Brasil e a redução, à metade, da taxa de desmatamento da Amazônia. Se os brasileiros não se cuidarem, o desastre congolês vai se repetir por aqui.
E O MARANHÃO
Os vários projetos em implantação no Estado será objeto de um estudo que estou desenvolvendo, para que no final do ano coloquemos a disposição dos leitores.
UMA A UMA
AINDA POUCO REVIR MINHA MÃE
HÁ UMA AUSÊNCIA MORANDO NA SUA CASA
QUE ACABAM DE VENDER
QUE COBRE DE CINZAS O ESPELHO
CALAM OS PERIQUITOS, O PAPAGAIO E OUTROS CANTOS
E ABALAM AS PLANTAS EM DESFALECIDO BOM DIA.
DESFAZ TODA COR.
E ME ABANDONAM AS PALAVRAS, UMA A UMA
SEGUINDO O CAMINHO DA MINHA MÃE.
Mas, dizem que depois da enurrada outras vidas brotam, amm!!!
14 de ago. de 2008
Se há uma saída sustentável e que impacta menos o Planeta frente às mudanças radicais que estamos enfrentando do ponto de vista ambiental, essa saída é a agricultura familiar. Nesse sentido, o agronegócio é conservador, predatório, não resolvendo o problema da fome, porque virou commoditie, ou seja, produto de aposta em mercado futuro; em suma, é um dos elementos que está gerando a crise dos alimentos no mundo.
No noroeste da Grande São Paulo, a quarta maior renda per capita do Brasil convive com um dos mais elevados índices de desiguadade social.
O muro que separa o luxuoso condomínio residencial Alphaville dos demais bairros de Santana de Parnaíba (SP) é o retrato mais preciso da desigualdade no Brasil. Do lado de dentro, mora o quinto mais rico da população, com renda per capita de R$ 3.037. Fora, estão as demais camadas, inclusive o quinto mais pobre, com renda per capita de R$ 28 e situado dentro da faixa da indigência, que corresponde à renda de R$ 37,75.
O abismo entre a camada mais rica e as demais rende a Santana de Parnaíba o 35º lugar no ranking do maior nível de desigualdade — com base no Índice de Gini — entre todos os 5.507 minicípios computados no Censo 2000 do IBGE, e também o primeiro lugar entre as 645 cidades do Estado de São Paulo. Por outro lado, é de Santana de Parnaíba o quarto lugar entre as cidades brasileiras de maior renda per capita média (R$ 762,65), atrás de Águas de São Pedro (R$ 954,65) e São Caetano do Sul (R$ 834,00), ambas de São Paulo, e Niterói (R$ 809,18), do Estado do Rio de Janeiro.
A disparidade entre esses indicadores é o que explica o que poderiam ser consideradas contradições entre outros índices. Um exemplo é o fato de Santana de Parnaíba ocupar o 23º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de todas as 5.507 cidades brasileiras — e o sexto no Estado de São Paulo —, ao mesmo tempo em que esse é, em todo o Brasil, o município onde os ricos são mais ricos, isto é, concentram mais renda.
Avança na igualdade de gênero, mas melhoria é menor entre mulheres pobres, que em geral trabalham para famílias rica.
Quase metade das brasileiras pobres que exercem atividade remunerada nas áreas urbanas presta serviços domésticos para famílias de renda alta, trabalhando como cozinheiras, faxineiras e babás. Essa situação permite que as mulheres de renda elevada possam trabalhar fora de casa e, portanto, obtenham rendimento maior.
“Muitas vezes o principal tipo de trabalho que as mulheres pobres nas áreas urbanas podem encontrar é executando atividades domésticas para famílias ricas ou de classe média, limpando, cozinhando e cuidando de crianças”, afirma o artigo Progresso em Igualdade de Gênero na América Latina: trabalhadoras pobres ainda são deixadas para trás, do Centro de Internacional de Pobreza, uma instituição de pesquisa do PNUD, resultado de uma parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
O texto aponta que, apesar de a região ter progredido em todos os indicadores de igualdade de gênero, uma análise detalhada mostra que os avanços são distribuídos de maneira desigual e são mais limitados para as mulheres pobres.
O trabalho que elas [mulheres pobres] prestam para os domicílios ricos ou de classe média permite que as mulheres dessas famílias obtenham um salário alto fora de casa. Não acho que esse quadro perpetue desigualdade, porque o trabalho doméstico ajuda a renda dos mais pobres. Porém, a pobreza poderia reduzir mais rapidamente se as mulheres pobres tivessem acesso a trabalhos mais bem pagos.
Um obstáculo para que a América Latina e o Caribe continuem a avançar na redução da pobreza é o aumento recente do preço da comida. Os índices latino-americanos de inflação dos alimentos subiram a um ritmo anual de 6% a 20%, em média 15% — problema que afeta especialmente os pobres, que gastam maior a parte de seus rendimentos para se alimentar.
Não só o efeito de distribuição castiga quem menos tem, como também provoca um aumento nítido da porcentagem de pobres e indigentes que, ao não verem um aumento das rendas mensais disponíveis, não podem adquirir uma cesta básica de alimentos.
De acordo com simulação da CEPAL, se o rendimento das famílias não subir e houver alta de 15% no preço da cesta básica de alimentos com que o organismo calcula a indigência, a proporção de miseráveis na América Latina e no Caribe deve avançar 3 pontos percentuais, chegando a 15,9%. Ou seja, em vez de avançarem rumo à meta de reduzir a pobreza pela metade, a região iria retroagir.
O relatório sugere que os países criem políticas para atenuar esses efeitos. As medidas poderiam incluir ações que diminuam os preços ou as altas dos preços dos alimentos nos mercados internos e redução de tarifas e impostos sobre o consumo. Outras políticas podem ser melhorar os rendimentos da população, especialmente dos setores de baixos recursos, mediante novos subsídios focalizados em certos setores ou o aumento dos subsídios vigentes, destacando ainda a importância de investimentos emergenciais de países desenvolvidos e de organismos internacionais para o enfrentamento do problema.
Celular pode ser tecnologia contra a pobreza
Os telefones celulares, cada vez mais difundidos, podem ser uma ferramenta importante na gestão pública por meios eletrônicos e na assistência a pessoas pobres. Serviços de mensagens de texto (SMS) e portais de voz (comunicação falada) já são usados por governos e organizações não-governamentais — sobretudo em países da África e da Ásia, e mesmo em alguns locais do Brasil —, mas têm potencial para crescer ainda mais.
Os dados mais recentes da UIT (União Internacional de Telecomunicação, um braço da ONU) estimam que em 2006 havia 2,685 bilhões de usuários de celular no mundo. No Brasil, de acordo com a PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios), 65,3% da população tinham telefone celular em 2006. Nas famílias com renda de até 10 salários mínimos, a proporção era de 61,7%.
Essas tecnologias podem ser uma ferramenta muito útil para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e na oferta de serviços pelo Estado para população mais carente. Mas ainda se discute a melhor maneira de usar os celulares como solução.
Programa prevê construção de centros em que polícia e governantes se reúnam com população para debater insegurança
Saiba mais sobre o Projeto Segurança Cidadã
O projeto prevê que representantes da polícia e dos governo municipal e estadual prestem contas periodicamente aos moradores, em reuniões para debater políticas públicas de segurança. A iniciativa começa em São Luiz, onde até o fim do ano devem ser construídos 22 centros comunitários próximos aos distritos policiais para abrigar esses encontros.
A estratégia faz parte do Plano Local de Segurança Cidadã — uma das ações do PRONASCI (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) no Estado. A iniciativa também pretende integrar os trabalhos das polícias militar e civil e dos bombeiros, além de oferecer cursos para oficiais sobre direitos humanos.
Cada conselho de segurança terá de 10 a 30 membros, entre moradores dos bairros (escolhidos pela comunidade), representantes do poder público e pelo menos um oficial da Polícia Militar, um da Polícia Civil e um do Corpo de Bombeiros. Antes da instalação do órgão, são feitas reuniões para que a comunidade conheça o programa, escolha um lugar para as reuniões e eleja membros para representá-la. Os membros escolhidos farão curso de capacitação sobre segurança, cidadania e liderança comunitária
A prefeitura de Nova York, a cidade mais populosa dos Estados Unidos, implantou um programa de renda inspirado em iniciativas de países em desenvolvimento, como o Bolsa Família e sobretudo no Oportunidades, do México. Assim como estes, o projeto nova-iorquino relaciona repasse de recursos e educação — mas os benefícios são distribuídos de acordo com o desempenho dos alunos nas provas escolares: recebe dinheiro o estudante que tiver boas notas.
Boa idéia
O Movimento Pará surge com o intuito de promover o debate de idéias a partir da divulgação das ações do Governo do Estado.Serão abordados temas de interesse econômico, social, ambiental, segurança, educação e saúde, entre outras áreas, com as informações mais importantes sobre os programas e as ações que estão sendo realizadas pelo Governo Popular no Estado, visando o desenvolvimento e o bem estar da população paraense. A idéia é divulgar informações em forma de matérias, artigos e entrevistas sobre um determinado tema ao longo de 15 dias, no final dos quais se promoverá um "chat" com uma autoridade do Estado, quando os internautas terão a oportunidade de dialogar com o Governo Popular que, por meio do programa Navegapará, facilita o acesso à internet para cerca de 2 milhões de pessoas no Estado.
A infra-estrutura que está sendo montada nos campi da Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) para o Fórum Social Mundial (FSM) Amazônia tem números impressionantes. Só na UFPA a estrutura inclui 189 salas, com capacidade para 30 ou 40 pessoas, além de várias áreas de alimentação, feira de economia solidária com 290 estandes, dois palcos e sala de imprensa com 90 computadores e 1.000 pontos de conexão wireless, sete cabines de rádio, dois estúdios de televisão e salas para entrevistas.
O prédio da reitoria da Ufra abrigará um cinema com capacidade para 400 lugares e mais auditório e outros espaços de conferência. Será construída ainda uma grande maloca para o encontro das nações indígenas e está reservada uma área para o acampamento da juventude.
Algumas dessas estruturas permanecerão no território do FSM e serão utilizadas após o evento. Também serão criadas linhas urbanas e fluviais que ligarão o território do FSM a outros pontos da cidade.
Os desafios da Pan-Amazônia
Toda a infra-estrutura para o FSM está sendo montada pelo Governo do Estado (em parceria com o Governo Federal) que, como facilitador, constituiu um comitê de apoio ao evento
O Fórum Social Mundial é um evento protagonizado por movimentos sociais de todos os continentes, para debates e troca de experiências de ações e gestão colaborativas das formas de vida no planeta.
A oitava edição do Fórum Social Mundial ocorrerá entre os dias 27 de janeiro e 1º de fevereiro de 2009, em Belém, e terá como pontos principais os desafios que envolvem a Pan-Amazônia.
1 de ago. de 2008
Citando os jornais “Estado de S. Paulo” e “Folha de S. Paulo” o jornalista Mino Carta em editorial da revista CartaCapital (25/07/08), que está nas bancas neste final de semana, pergunta: Por que a mídia evita evocar o passado do Opportunity, que de banco do PFL passou-se ao PSDB e floresceu à sombra do pássaro que não voa? Por que a mídia não contempla, em nome da verdade que enfaticamente afirma motivá-la, o papel do banco na duvidosa operação das privatizações? Por que a mídia insiste em circunscrever o caso ao escândalo do chamado mensalão como se os alvos, muito antes de Dantas, fossem o próprio presidente Lula, seu governo e o PT? Abundam os porquês sem resposta. Por exemplo: por que a Folha de S.Paulo publicou em abril passado reportagem de Andréa Michael que deixou Dantas e Cia. de sobreaviso quanto aos rumos da operação do delegado Protógenes? É possível imaginar que o chefe de Andréa, o chefe do chefe, e o chefe de todos os chefes não tenham percebido a importância das informações trazidas pela repórter? Ou que tenham permitido a publicação sem sua autorização? Não é possível dizer que o primeiro relatório do delegado Protógenes seja convincente nas passagens que dizem respeito à mídia. Falta substância, já foi escrito aqui. Sobra a impressão de que o policial não conhece os meandros desse labirinto. O comportamento midiático não deixa, entretanto, de ser estranho. Muito estranho.
Propaganda para criança deveria ser proibida?
Eu acho totalmente, absolutamente, criminosamente absurda a propaganda direcionada às crianças. A quantidade de “compre”, “peça a seu pai”. “peça já o seu” a que as crianças são submetidas é um crime. De vários matizes. Há os apenas informativos, mas que na verdade visam a incluir a criança no universo mais amplo da insatisfação que gera consumo. E há os definitivamente criminosos, como aquele antigo de algum produto da Xuxa que pregava descaradamente o preconceito e a exclusão com um refrão que dizia “Eu tenho, você não tem-ê, Eu tenho, você não tem-ê”.
Desde sempre sou favorável à proibição da propaganda voltada para o público infantil, mas agora descobri que ela já é proibida no Brasil. Só que a Lei não é cumprida. Exatamente como acontece no caso das concessões de Rádio e TV.

