28 de abr. de 2008

Pintor por acaso

Derrubei
um vidro de tinta azul
e veio o mar.
Assim veio o mundo.

23 de abr. de 2008

REVISTA FORUM

Nas Bancas: A BrOi e Daniel Dantas me demitiram
Por Renato Rovai e Glauco Faria Fórum – Quando o senhor identifica o início da degradação da imprensa brasileira?
Paulo Henrique Amorim – Chegamos a um ponto sem precedentes em termos de degradação e corrupção da imprensa brasileira. A imprensa que chamo de Partido da Imprensa Golpista, ou PIG, é, sobretudo, a Globo, a Folha e o Estadão. Não falo da Veja, porque é um caso especial que eu chamo de “a última Flor do Fascio”, nem da IstoÉ, porque não é uma organização jornalística. Quando você compra um jornal, teoricamente, pelos cânones da indústria, vai obter ali um noticiário razoavelmente isento e, nas páginas de opinião, fica aquilo que o dono quer divulgar. Aqui no Brasil, houve uma inversão completa. Hoje, tem opinião na parte informativa, até no horóscopo e na previsão do tempo, e o mais grave de tudo isso é que se disseminou o sistema de cooptação com dinheiro do jornalismo econômico e político. Tenho divulgado no meu site as relações entre o Daniel Dantas e algumas instituições, cuja função é distribuir notícias que influenciam formadores de opinião, a Justiça... É uma degradação sem precedentes.Meu ex-colega do IG, Luís Nassif, tem feito um trabalho exemplar ao apontar as ligações sórdidas entre a Veja e interesses econômicos constituídos. Não há nenhuma punição, nenhuma reclamação, nenhuma manifestação de indignação, os jornais do PIG não noticiam o que o Nassif está dizendo. É a maior revista semanal do país e ignoram o que fala um jornalista respeitável que trabalhou na Folha durante uma década, do Conselho Editorial da Folha. Ou seja, Nassif não é irresponsável segundo a Folha. E a Folha não dá uma linha! O Mino Carta, que é o pioneiro nessa batalha para demonstrar a pusilanimidade, o golpismo e agora a corrupção na imprensa, acha que nós não chegamos no fundo do poço, que ainda iremos mais fundo e saberemos mais coisas e a impunidade continuará.
Venezuelanos voltam às ruas para celebrar fim do golpe militar

A memória da imprensa é seletiva. O dia 13 de abril passou batido, sem registros. Dia 13 de abril os venezuelanos voltaram às ruas para celebrar a vitória contra o golpe de direita que tentou tirar do poder o presidente democraticamente eleito, Hugo Cháve. com o apoio escancarado dos maior de comunicação. Populares se reuniram nas proximidades do Palácio de Miraflores (Caracas) para comemorar o fracaso do golpe. Como há seis anos, os cidadãos deixaram suas casas em apoio ao presidente. Na ocasião Chávez falou: "Aqui ocorreu algo que jamais havia ocorrido na história dos povos. Um golpe fascista que foi barrado em menos de 24 horas por um povo heróico e soldados heróicos".No 13 de abril de 2002, os venezuelanos recuperaram o sinal do canal estatal da Venezuelana de Televisão (VTV), tirada do ar pelos golpistas, e mostraram à população o que realmente acontecia no país, pois os meios privados não informaram sobre o golpe de Estado, ficaram transmitindo historinhas e filmes.
PT e PSDB de mãos dadas. Quem traiu a quem?

Frei Betto no artigo "Brasil - PT e PSDB de mãos dadas" estranha a aliança PT/PSDB em Belo Horizonte. "Nunca vi cabeça de bacalhau, mendigo careca, santo de óculos, ex-corrupto, nem filho de prostituta ser chamado de júnior. Nunca imaginei que, fora dos grotões, onde o compadrio prevalece sobre princípios ideológicos, veria uma aliança entre PT e PSDB. Mas, o impossível acontece em Belo Horizonte com ampla aprovação das bases petistas (...) mudei eu ou mudou o Natal? (...) Minas é terra estranha, o inusitado campeia à solta: mula-sem-cabeça, lobisomem, chupa-cabra, discos voadores (...) o que foi feito da grita do PT belo-horizontino sob oito anos de governo FHC? Em que bases programáticas a aliança se estabeleceu? Quem cedeu a quem? Quem traiu seus princípios políticos e históricos? (...) Só uma razão é capaz de explicar essa aproximação entre dois pólos opostos: a lógica do poder pelo poder (...) Talvez eu tenha ficado antigo, dinossáurico, incapaz de entender como um partido que sempre se aliou ao PFL, agora DEM, pode, de repente, sentir-se à vontade de mãos dadas com o PT (...) Quem viver verá: se o candidato da aliança PT-PSDB for eleito prefeito de Belo Horizonte, o palanque de Minas, nas eleições presidenciais de 2010, vai ser aquela saia-justa.
O narco-governo e o verdadeiro terrorismo na Colômbia
Desde o massacre das Forças Armadas da Colômbia contra os guerrilheiros insurgentes das FARC, quando invadiram o território do Equador e mataram o comandante Raul Reyes e civis, a imprensa brasileira, com raríssimas e honrosas exceções, macaqueia as agências de notícias denunciando os “terroristas” e legitimando o narco-governo democrático do ex-traficante Alvaro Uribe.
O narco-governo da Colômbia vem sistematicamente sabotando as iniciativas diplomáticas pela libertação de prisioneiros das FARC. Sempre se recusou a efetivar a troca por guerrilheiros capturados. A ação propagandística sobre o caráter “terrorista” das FARC aumentou com a ação repressiva. A imprensa não registra uma linha sequer sobre as relações do governo de Uribe com o tráfico de cocaína e com os assassinos paramilitares, aliados oficiais do regime. As forças armadas da Colômbia preparam o terreno e depois entram os paramilitares com o terrorismo. “Nos numerosos massacres que perpetraram colocaram (os paramilitares) em prática todas as técnicas de terror que a guerra pode produzir: deceparam cabeças, esquartejaram corpos com motosserra – sua arma mais característica – dissolveram os inimigos em ácido, deixaram os cadáveres das vítimas expostos por vários dias, à vista dos familiares e da população em geral, e desalojaram milhões de colombianos(...) o pânico de apossou dos campos e das cidades(...) ao matar seus inimigos e forçar a migração, os paramilitares assumiram o controle territorial, administrativo, econômico e militar de várias regiões”.“Eles (os paramilitares) conseguiram também eleger, com apoio dos partidos liberal e conservador, diversos senadores, representantes na Câmara, governadores e prefeitos (...) os chefes paramilitares já afirmaram que detinham o controle de 35% do Congresso”.Tudo dentro do Plano Colômbia, financiado pelos Estados Unidos com 5 bilhões de dólares, 800 oficiais, 140 helicópteros de combate, 45 pequenos aviões para fumigação aérea, engenheiros de manutenção de equipamento eletrônico.

É a democracia colombiana legitimada pela imprensa brasileira contra os “terroristas” das FARC.O jornal Le Monde Diplomatique Brasil, de abril, tem excelente matéria sobre a “Asfixia das FARC”. Devia ser leitura obrigatória para nossos jornalistas, de modo que não continuem fazendo papel de otários.
Blog da Selênia no combate ao narco-governo da Colômbia


Selênia não é jornalista, mas, com seu blog dedicado à La Pasionaria, se destaca na blogosfera denunciando o narco-governo da Colômbia. Ela escreve sem medo. Consulta até os sites das FARC. O Blog da Selênia tem denunciado assassinatos de sindicalistas na Colômbia. Ela tem um olhar crítico sobre a mídia brasileira que adere ao efeito manada chamando as FARC de "terroristas", expressão cunhada pelos Estados Unidos de Bush em sua guerra santa contra tudo e contra todos. Selênia critica até blogs de esquerda que ficam calados. Não cita nomes mas para ela são os sem-passado, os sem-memória. Ela lembra que o jornalismo na América Latina e Europa trata o tema de modo escancarado, mas, aqui parece, nas palavras dela "que a cambada tem cagaço". Selênia envia congratulações ao blog Eri Santos Castro. "Parabéns, é a segunda vez que vc escreve sobre o tema, coisa rara nos blogs de esquerda".

No Blog de Selênia há vasto material para pesquisa sobre o narco-governo da Colômbia e seus crimes. Eu recomendo, assim como recomendo a leitura de Le Monde Diplomatique Brasil, que tem editado diversos ensaios sobre o verdadeiro terrorismo na Colômbia, praticado pelos paramilitares com apoio de Álvaro Uribe e Estados Unidos.
LEIA O BLOG DA SELÊNIA
O CASTELO DE VIDRO

Filha, a gente não tem dinheiro para o presente, mas escolhe uma estrela no céu e fica com ela pra toda a vida. Todo mundo pode dar uma segunda chance à vida. Em suas memórias, a jornalista e escritora Jeannette Walls nos mostra, sem pieguices e respostas fáceis, que tudo na vida é mesmo relativo, que as adversidades podem ser vividas com leveza, somando aprendizado e grandeza à nossa biografia.
Não feche seus olhos esta noite


Não há ilusão, otimismo, inocência, amor nem alegria nos poemas nem na prosa poética da gaúcha Maira Parula. Em Não feche seus olhos esta noite, seu livro de estréia, o humor, quando existe, é ácido; a insanidade é o estado normal das coisas e a morte, tão misteriosa e certa, é um tema mais inspirador e excitante que a vida, submersa em tédio e inércia. Mas se a autora consegue transformar os males da sociedade moderna em beleza literária, é sinal de que nem tudo está perdido, então.
"Espero que goste de meus poemas e me desculpe se eles não são muito intelectuais. Eu faço versos para serem entendidos de imediato, como quem lambe um sorvete na janela", diz Maira Parula em um de seus textos, a carta de uma escritora iniciante a um editor. Como o próprio trecho destacado indica, o trabalho da autora é direto e, ao mesmo tempo, profundo. Que o digam suas diferentes vozes narrativas: a mulher que morreu de vergonha aos poucos; a que hoje dobra origamis, em vez de papelotes de cocaína; a que tentava mudar a sociedade com uma metralhadora, mas queria chegar em casa cedo; a garota que chega inchada e peluda à puberdade e se corta com uma lâmina, não apenas para se depilar, mas também por ter a esperança de que seu corpo se esvazie como um balão de aniversário.
No livro, Deus é uma figura sempre questionada. A autora declara: "A temporada de caça está aberta. Procuro Deus vivo ou morto. Pago bem." Mas o que está em questão não é tanto Sua existência, mas Seus atos e Sua lógica. "Deus é um morcego / Cego e sonolento / Que vê o mundo de pernas para o ar", ela escreve. Jesus também não escapa do julgamento da escritora: "Estava coberto de boas intenções, vá lá, mas foi um bocado tolo e exibicionista. A humildade pomposa dos profetas chega a parecer arrogância."
O bilhete


São Bartolomeu foi esfolado vivo. São Pedro, crucificado de cabeça para baixo. São Estêvão, apedrejado. Por essas e outras, você não tem mais permissão para tocar em mim. Te contenta com os calos santos de frei Hermano da Guatemala. Como tu, ele acreditava que a terra era um ovo. Aproveita e compra uns tomates na feira. Hoje eu não volto. Adão e Eva só passaram 12 horas no Paraíso. Fotografei tua porta para nunca mais me esquecer. Os olhos são tudo, mesmo numa pessoa. Deixei espaço de sobra na tua memória para você se distrair. Agora estou feliz, se me sento na privada ninguém me vê. Seja feliz também. Porque todo mundo fala sozinho, e você precisa ouvir.

16 de abr. de 2008

Circo de horrores ou a festa sobre Isabella

Não é novidade para ninguém que parte da humanidade tem uma necessidade de conviver com o horror,com a violência,em um êxtase sádico asqueroso.Não foram poucos os que berraram para gladiadores no Coliseu,nem tampouco os que foram assistir aos espetáculos de decapitação do período do terror francês.Muitos outros elementos estão envolvidos nisso,claro,eu sei.Mas uma boa dose de curiosidade mórbida também.Basta ver onde se formam filas quilométricas quando a Unicamp abre suas portas...o quê? você ainda tem dúvida?Sim,formam-se filas mastrodônticas na anatomia,isso mesmo,pra ver corpos.Também não é novidade para ninguém que parte da imprensa vive dessa curiosidade,alimentando-a calorosamente.

Mas os fatos recentes,ainda que eu saiba de tudo isso,me chocaram.Estou falando da menina Isabella,que morreu na queda de seis andares,na cidade de São Paulo.Eu não sei quem foi,a polícia aponta para a madrasta e o pai, mas a investigação ainda está aberta.Entretanto, parte da imprensa já julgou,já condenou e faz um circo aterrorizante,incitando as pessoas ao ódio.Ontem eu vi uma emissora que ficou HORAS discutindo esse assunto,ou melhor,concluindo com uma autoridade dada sei lá por quem,que o pai seria o assassino.Pode ser,não sei.

Por que a mídia não debate as inúmeras mortes de crianças por inanição no Brasil e no mundo, a destuição do planeta, a corrupção enquanto faltam escolas e hospitais públicos de qualidade...?
Versos censurados
O amanhã desbotado
Por ventura ao longe
Circunstancias rompem o ímpeto
Cheio de adeus e desventuras,Desbotando o amanhã
Contido na visão turva do poeta
Que na ruptura das lógicasEsvazia o ângulo das idéias.

Na altura de dias frios
O poeta cobre-se
Com palavras raptadas
Nas UTI das ilusões e pinta
Com tintas sem cor
Olhos envoltos em mistério.
No declínio de seus sonhos
Bebe a culpa de ser poeta
Em mares onde o subjetivismo
Não passa de retalhos sem valor.

Em ondas fortes o poeta embarcou
Nos ruídos da solidão
Sobre os ventos incertos
Derrama sua alma,
Pensamentos imperfeitos
Desfeitos e refeitos.
Lá ao longe ele arrisca
Alguns retratos
Que logo verte um conto
Enfunado de juntura
Incapazes de silenciar
A voz fraca de suas poesias
Mas munidos de acusações
Que mesmo sem sentido ou corpo
Obrigam o poeta á omitir versos censurados.

E assim o auto-retrato da poesia
Borda ao som do tédio
O amanhã desbotado.

Nesse delírio a imaginação padece em febre
Ao presenciar a limitação de seus passos
Sendo acusados de loucura e poluir
A arte pura.

Adriana Calcanhotto faz a vida valer
CD inclui 'Sem Saída', poema de Augusto de Campos

Em 2009, a gaúcha Adriana Calcanhotto faz 20 anos de Rio de Janeiro. Uma das razões que a levaram a se radicar na cidade? O mar. As mesmas águas que coloriram Maritmo, de 1998, tonalizam, agora, Maré , seu novo CD - o segundo de uma trilogia com "ambiência marítima" (o terceiro não se sabe quando virá). Apesar de ambos terem composições de autores como Waly Salomão, Dorival Caymmi, Péricles Cavalcanti, Antonio Cicero e do trio Dé Palmeira, Bebel Gilberto e Cazuza, são discos bem diferentes.
Ouça trecho de 'Porto Alegre' de Adriana Calcanhoto

A densidade a que Adriana se refere não está só em músicas como Sem Saída, texto do concretista Augusto de Campos que Cid Campos, seu filho, transformou em canção - sim, mais uma vez, Adriana mergulha fundo na poesia. Seu mar não tem só águas turvas. Tudo começa na maior calmaria, com a faixa-título (dela e de Moreno), embalada por violões bossa-novistas. Na letra - escrita especialmente para ser uma apresentação do CD -, ela diz, literalmente, a que veio: "Mais uma vez/ vem o mar se dar/ como imagem/ passagem/ do árido à miragem."

As pessoas pensam que são águas plácidas porque o disco é, aparentemente, mais acústico do que eletrônico, mas essa visão é superficial. As ondas mais altas começam a aparecer no tango Três, letra de Antonio Cicero e música de Marina Lima, que já havia sido gravada pela própria e vem sendo cantada em shows por Ana Carolina, em versão mais "afetada".

Maré tem ainda Onde Andarás, música de Caetano Veloso para poema de Ferreira Gullar, já gravada pelo baiano, por Maria Bethânia e por Marisa Monte. E Torquato Neto, musicado por Kassin, resultando na singela Um Dia Desses. Há quem veja resquícios de Partimpim nesta faixa. Adriana, que se viu tragada pela estrondosa popularidade do heterônimo e há muito queria despir-se dele, não vê.

Ao contrário de Maritmo, alavancado pelo sucesso Vambora, Maré não tem um grande hit.
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Ex-líder do Pink Floyd abriu o 12.º Festival Amazonas de Ópera, com 'Ça Ira'
Brilhante a atuação de Roger Waters (sim, o ex-líder do Pink Floyd) que abriu na noite de terça, 15, o 12.º Festival Amazonas de Ópera, com Ça Ira. Essa avalição partiu do Profº Marcos, ex-reitor da Universdidade Federal do Estado da Amazônia, que o conheci na época que fui vice-presidente norte da UNE, em 89/90. Afinal, o que esperar da apresentação de uma ópera composta por aquele veterano do rock que encheu o Estádio do Morumbi há um ano? Tendo como mote a Revolução Francesa, que eclodiu no país europeu entre 1789 e 1799, Waters deu a resposta logo no primeiro ato de Ça Ira, cujo libreto é de Étienne e Nadine Roda-Gil.
Agradeço o correio eletrônico do amigo Marcos
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A americanização da França
Depois de quase um ano de mandato, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, raramente mencionou a arte ou a cultura. Uma das poucas vezes em que tocou no assunto, foi quando declarou no último mês de fevereiro que a cozinha francesa deveria ser tombada como patrimônio da humanidade pela Unesco.
O general De Gaulle tinha André Malraux ao seu lado. François Mitterrand reformou o Louvre. Pouco antes de deixar o cargo, Jacques Chirac abriu um grande museu para culturas não-Ocidentais . Todo presidente francês desde o fim da 2.ª Guerra construiu algum museu faraônico, uma casa de ópera, biblioteca ou iniciou algum programa cultural. Isto é, até agora.
Com seus jeans, sua rudeza, sua linguagem crua, sem gravata, ele estabelece uma nova iconografia para a França. Casualidade se traduz em um tipo mais secular de liderança, que é porque as pessoas que não gostam dele falam da americanização da França. Tanto para a direita como para a esquerda isso significa anti-intelectual.O gosto é o bom senso do gênio.
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7 de abr. de 2008

Hoje é dia do jornalista
Uma regra de ouro do jornalismo recomenda ser crítico em relação às autoridades, desconfiar do que dizem, checar os números que divulgam, duvidar das versões que apresentam como fatos consumados. Isso é salutar, mas, levado ao exagero, funciona ao contrário, e informa mal os leitores. A mídia oposicionista ao Governo Jackson acaba incorrendo nesse grave erro.