31 de mar. de 2008

Lula: a revolução burguesa tardia

Deu no blog de Josias de Sousa
Tarso Genro esboça agenda do ‘governo pós-Lula’
Ministro diz que país vive uma ‘revolução democrática’
Defende o ‘aprofundamento da agenda pós-neoliberal’


Tarso Genro ministrou uma “aula magna” para alunos de um curso de pós-graduação da Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Discorreu sobre o Brasil. Visto como uma das alternativas presidenciais do PT, o ministro da Justiça falou num timbre que bem pode ser visto como o de pré-candidato.

A aula aconteceu na noite desta sexta-feira (28). Coincidentemente, uma folha do calendário que reservou maus bocados à colega Dilma Rousseff. Levada à vitrine por Lula como aposta preferencial para 2010, a chefe da Casa Civil passou o dia tentado refutar a notícia de que uma assessora direta ordenara a elaboração de um dossiê contra FHC. Dossiê cuja existência todo o governo, inclusive Tarso, refuta.

Falando numa escola que já teve FHC como aluno, Tarso discorreu sobre o Brasil de hoje e sobre o país que imagina para amanhã. Embora falasse para alunos de um curso de políticas preventivas da violência, direitos humanos e segurança pública, o ministro avançou para muito além das fronteiras da cátedra.

Nas palavras do ministro, “o Brasil navega em um mar de possibilidades”. Acha que foi deflagrada, sob Lula, “uma espécie de revolução democrática burguesa tardia no país.” Mencionou como “principal demonstração” do processo transformador “a abertura do mercado de consumo a amplas parcelas da população, antes excluídas ou com acesso limitadíssimo ao consumo e ao credito”.

Para Tarso, a expansão do mercado interno e a estabilidade econômica produziram um “reordenamento do sistema de classes do país, com implicações ainda não mensuráveis para o futuro da nação.” É a esse fenômeno que o ministro dá o nome de “revolução democrática.” Cabe agora, acha ele, “pensar nos desafios de um governo pós-Lula, independentemente do partido ou do nome que o lidere.”

Curiosamente, Tarso vale-se de uma expressão –“pós-Lula”— cunhada, dias atrás, pelo governador de Minas, Aécio Neves. Um tucano que, em Belo Horizonte, aproxima-se do PT e, na cena nacional, tenta vender-se como presidenciável sui generis. Um candidato que, embora filiado ao PSDB, foge do rótulo anti-Lula.

O que seria o Brasil pós-Lula? No dizer de Tarso, seria um país disposto a aprofundar a “agenda pós-neoliberal”, ampliando a “participação popular.” Define o brasileiro pobre guindado à condição de consumidor como “novo sujeito social”. Um “elemento decisivo para a renovação da utopia transformadora” que produziu as vitórias de Lula em 2002 e 2006.

Para aprofundar o que batizou de “revolução democrática”, Tarso prega a necessidade de consolidar, a partir de 2010, uma agenda “social desenvolvimentista.” Aventurou-se a listar alguns tópicos dessa agenda pós-Lula. Mencionou quatro pontos. Explicou-os assim:

1. “A promoção da transversalidade das políticas sociais, a partir de estratégias que articulem, respeitando as demandas de cada região e de cada segmento social, políticas de educação, saúde, reforma agrária, moradia, transporte coletivo de massa, segurança pública, geração de trabalho e renda, economia solidária, assistência social, segurança alimentar e nutricional, transferência de renda, estímulo à agricultura familiar, abastecimento, saneamento e de cultura”;

2. “A melhoria da capacidade de planejamento e gestão do Estado, possibilitando o aumento da eficiência social dos serviços públicos e da participação popular na formulação e controle das políticas públicas”;

3. “A realização de uma profunda reforma política, que reformule o sistema eleitoral-partidário, fazendo com que os partidos políticos afirmem sua identidade programática e tornem-se os efetivos sujeitos da democracia brasileira. Deve proporcionar, ainda, a ativação política dos sujeitos sociais surgidos a partir da implantação da nova agenda social proposta pelo governo Lula”;

4. “Consolidação da transição para um modelo de desenvolvimento que combine inserção soberana no mundo globalizado, amplo mercado de massas e políticas públicas redistributivas”.

Se repetir expressões como “transversalidade das políticas” e “identidade programática” num palanque eleitoral, Tarso arrisca-se a ser escorraçado pela audiência. Mas, no universo asséptico de Brasília, as palavras do ministro soam como linguagem de alguém que, no íntimo, considera-se uma opção sucessória do PT. Alguém dotado de instrumental teórico para dar continuidade à obra que Lula, presidente de poucas letras, erigiu de forma intuitiva.

O ministro empenhou-se, a propósito, em enaltecer as realizações do chefe. Escorou-se, logo na abertura da aula, em Machado de Assis, escritor cuja morte completa 100 anos neste 2008. Citou um ensaio que Machado escrevera em 1873. Chama-se “Instinto de nacionalidade.”

Tarso recordou que, no texto, Machado fala sobre uma “outra Independência” do Brasil. Uma independência sem “Sete de Setembro”. Que “não se fará num dia, mas pausadamente, para sair mais duradoura; não será obra de uma geração nem duas: muitos trabalharão para ela até prefazê-la de todo”. Para o ministro, Lula “deu início” à “outra independência” de que falava Machado. Mencionou cinco “evidências”:

1. “No final do ano passado, o Brasil atingiu o Índice de Desenvolvimento Humano das nações desenvolvidas do mundo”;

2. “Recentemente, o Banco Central anunciou que o país elevou suas reservas a um nível que permitiu, pela primeira vez, assumir a condição de credor internacional”;

3. “Em 2006, o país alcançou a auto-suficiência em petróleo”;

4. “Cerca de 20 milhões de brasileiros ascenderam para a classe C, nos últimos cinco anos, isto sem considerar o ano de 2007 (...)”;

5. “As Instituições Republicanas atingiram elevado patamar de maturidade e autonomia, permitindo, pela primeira vez, um frontal combate à corrupção. Apenas em 2007, por exemplo, a Polícia Federal totalizou 457 prisões por suspeitas de improbidade, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, além de realizar 40 operações contra o crime do colarinho branco.”

São essas as bases que, na opinião do não-candidato Tarso Genro, permitem ao Brasil pensar numa agenda pós-Lula.

30 de mar. de 2008

O FUTURO DA PROPAGANDA


Os mais otimistas afirmam que a publicidade está morrendo. Os pessimistas acreditam que ela já era. Exagero ou não, a verdade é que nunca se questionou tanto o real valor e eficácia da inserção publicitária tradicional, seja ela no formato de um comercial de 30 segundos ou uma página de revista ou jornal. A irrelevância da mensagem através dos veículos de massa, e nos formatos conhecidos, está crescendo com muita rapidez num mundo cada vez mais multimídia, repleto de opções e alternativas que atraem a atenção dos consumidores de todas as idades e camadas sociais.
A briga não é mais pela audiência, e sim pela atenção.
Antes a luta era apenas para que alguém visse a nossa mensagem. Hoje ela é pela capacidade de efetivamente influenciar, motivar, emocionar, impactar. Muitos acreditam que isso seja possível alterando o conteúdo da mensagem, mas mantendo sua forma tradicional. Exageram cada vez mais no impacto da mensagem, e não conseguem obter a atenção de seus consumidores. O controle remoto e a atenção seletiva dos telespectadores e leitores está inviabilizando o negócio da propaganda como a conhecemos, trazendo à moda uma infinidade de outras ferramentas segmentadas de comunicação que respondem apenas parcialmente pela solução.
A solução continua nos veículos de massa. O que muda é a sua utilização.
Basta analisar os gráficos de mensuração instantânea de audiência para se avaliar que há uma grande diferença entre a audiência de um determinado programa e a audiência de seu intervalo comercial.
A queda no gráfico é sensível, fruto do efeito zapping, do interesse despertado por uma quantidade cada vez maior de canais, ou pela simples individualidade crescente do hábito de se assistir televisão - o que permite uma maior liberdade de navegação. Pior do que essa redução apontada, porém, é quando a TV continua ligada no canal, mas as pessoas não, dedicando-se a conversar, ler ou simplesmente deixando a sala para qualquer outra atividade relâmpago até que o programa retorne.
Em resumo, a população continua prestigiando e valorizando com enormes audiências e redobrada atenção os programas de televisão e o conteúdo editorial dos veículos impressos. Pena que o mesmo não ocorra com os intervalos comerciais ou espaços publicitários. Parece claro, portanto, que a resposta não é buscar alternativas "de" mídia e sim alternativas "na" mídia. Em vez de migrar os investimentos de comunicação, antes investidos nos veículos de comunicação, para uma infinidade de outras ferramentas como marketing direto, promoção, material ponto de venda, patrocínio de eventos, etc, aumentando a dispersão em vez da atenção, os anunciantes deveriam retornar à mídia. Só que buscando novos formatos de inserção adequados a cada ambiente editorial, transformando sua mensagem publicitária em matéria relevante, interessante e atrativa. Em resumo, deveriam integrar forma e conteúdo de suas peças ao "mind & mood" de cada veículo onde colocassem sua mensagem. Se a atenção dos consumidores continua na mídia, é lá que os anunciantes devem estar.
A receita atual é interromper.
Até hoje, a propaganda tradicional nos meios de comunicação de massa procurou atrair a atenção de seus consumidores através da interrupção. É o intervalo comercial interrompendo o programa, o anúncio na revista interrompendo o artigo, o spot de rádio interrompendo a seleção musical e assim sucessivamente.
De acordo com Seth Godin, conhecido especialista em comunicação interativa, neste ano cada consumidor será atingido, em média, por cerca de 1 milhão de mensagens comerciais - quase 3 mil por dia. Nenhum ser humano é capaz de absorver essa quantidade de impulsos. E a resposta natural é ignorar as mensagens que lhe são transmitidas.
O método de interrupção só é efetivo, portanto, quando ele não é constante ou maciço. Aí o efeito é contrário. Ninguém mais agüenta ser interrompido a todo o instante!
Se alguém no banco de trás de uma igreja toca o seu ombro, você se vira e presta atenção ao que ele vai dizer. Se isso ocorre uma centena de vezes durante a missa, dificilmente você vai atendê-lo e simplesmente ignora ou se irrita. É exatamente isso que está acontecendo com os métodos tradicionais de inserção publicitária.
Advertorial, merchandising, product placement ou advertainment Não importa o nome e sim a solução.
Introdução das mensagens comerciais no conteúdo da programação ou transformação do espaço publicitário em conteúdo informativo e relevante. Sinergia entre a emoção e a informação, integração das marcas e produtos no ambiente editorial dos veículos de comunicação. Essa parece ser a solução para a ampliação do índice de atenção e relevância em relação à oferta de produtos e serviços.
No mundo real, somos naturalmente expostos a marcas ou produtos através dos comentários de amigos, visitas aos supermercados e até na mesa do café da manhã. A grife usada pelo artista favorito, o carro que atravessa a nossa frente, tudo são mensagens sub-liminares que fazem parte de nosso cotidiano e que influenciam enormemente nossa imagem ou visão a respeito de determinada marca, produto ou serviço.
Nossa competência criativa daqui para a frente será mensurada pela capacidade de simular essas situações "reais" na mídia eletrônica ou impressa, de forma a passar nossa mensagem com sutileza e eficiência. E quanto mais sutil, mais eficiente.
O futuro está chegando. O mundo será digital.
Como se não bastasse os fenômenos e tendências atuais que se acentuam com o passar do tempo, a revolução digital promete acelerar ainda mais esse caminho. Do pay per view ao video on demand, tudo aponta para uma nova forma de ver TV onde você passa a escolher individualmente o que quer ver, na hora que lhe der vontade. A propaganda tradicional deixa de existir e dá lugar à mensagem patrocinadora, mimetizando-se no conteúdo editorial da programação.
A qualquer momento do filme, série, jogo ou talk-show será possível congelar a imagem e obter informações na tela sobre a marca e modelo do calçado do Seinfeld, a raquete do Guga ou o cabeleireiro da Hebe. Tudo instantâneo, imediato, no momento em que o desejo de compra ou simples curiosidade apareça. Será possível até comprar na hora, via televisão. Escolher a cor, modelo ou tamanho, fornecer o número do cartão de crédito, marcar a data de entrega na sua casa, e continuar confortavelmente assistindo o programa.
Enquanto isso, a luta da mídia impressa para encontrar o seu novo papel frente à Internet também está longe de acabar, gerando a necessidade de uma revisão completa no modelo de inserção publicitária atual. E, mais uma vez, o Advertainment parece ser o caminho indicado.
Esse aparente exercício de futurologia está muito mais próximo do que se imagina. E nesse novo momento da mídia, soluções tradicionais já não existirão mais.

Vem aí o cluce de criação do Maranhão


Terminam nesta segunda-feira (dia 31) as inscrições para o 5º Festival do Anuário do Clube de Criação do Paraná (CCPR). As agências que não se cadastraram ainda terão a oportunidade de participar do Festival. As inscrições podem ser realizadas através do site http://www.ccpr.org.br/. O 5º Festival do Anuário acontece nos dias 17 e 18 de maio na sede do CCPR.
Sobre o Festival do Anuário
Todos os anos, o CCPR promove o Festival do Anuário, com o objetivo de selecionar as melhores campanhas de Propaganda, Marketing Direto, Promoção e Comunicação Digital criadas por agências do Paraná. Os materiais premiados são editados em um livro e DVD e tem o intuito de preservar a memória da comunicação paranaense.
Todos os sócios do Clube, que estão com suas mensalidades em dia, ganham o anuário na festa de lançamento no final de cada ano.

26 de mar. de 2008

A mentira da meritocracia

Li isto e fiquei espantado. A mentira da meritocracia é repetida à exaustão, juntamente com a velha lenga - lenga do trabalho enquanto valor (e a propósito, recomendo o fabuloso O Direito à Preguiça de Paul La Fargue).
Em que cidade uma família refugiada, isso mesmo REFUGIADA, do campo consegue um teto, trabalho, saúde e educação, depender de si própria?No fundo em que local uma família vinda do interior consegueria vencer?

É fantástico que haja quem se consegue prender com a mentira capitalista que é possível. É, de fato, possível. Mas com que preço? Quantas famílias ficaram no caminho da saúde e educação privatizada e inacessível a milhões? Quantas pessoas continuam escravizadas em um emprego precário ou mesmo desempregadas? E quantas pessoas ainda morrem de fome, dengue, malária... enquanto os banqueiros lucram somas vergonhosas?
O que é mais intrigante é que isto chega a ser básico, mas tem que ser verbalizado: por que é que capacidade de indignação da maioria dos políticos suporta tudo isso?Não ligam aos muitos que todos os dias são humilhados e vivem em condições miseráveis? Ligar a muitos não é melhor do que ligar a poucos? Não é mais justo?

Mas há mais. Os meritocratas falham redondamente filosoficamente, porque o livre arbítrio, como o provou Schopenhauer (no seu Contestação ao Livre Arbítrio) e outros, não existe. E a partir daí, é difícil chegar à meritocracia. Depois, falam como se o jogo não estivesse viciado à partida. As famílias refugiadas do campo partem da mesma posição que os filhos dos ricos?
A meritocracia e este culto quase eugenista de "longa vida aos das boas escolhas" é a forma bonita, dentro da matriz judaico- cristã, de nos lembrarem que quem muito trabalha e muito sofre, merece ser recompensado. E se não for nesta vida, é na outra (o que faz com que ou seja uma ou outra, porque os ricos não chegam ao reino dos céus, não é verdade?).
Importa desmistificar e combater estas idéias que encorajam as pessoas a sonharem por uma loteria em vez de quererem um mundo menos injusto, com menos diferenças, sem estas histórias da carochinha.

25 de mar. de 2008

No rufó dos tambores
HUGO CHÁVEZ: O QUE VOCÊ NUNCA VIU FALAR DELE
*Eri Santos Castro
Hugo Chávez chega amanhã em são Luís. Seja bem-vindo bolivariano. reproduzo postagem de dias atráz.
Esta postagem é para aqueles que só ouvem falar que Chávez é um ditador, um populista fanfarrão, que explora a miséria dos venezuelanos.
Segue abaixo o resultado de nove anos do governo Chávez, completados no último dia dois.
. Analfabetismo. Na Venezuela, havia 1,5 milhão de analfabetos. Em 2005, a UNESCO declarou o país território livre do analfabetismo
. Pobreza extrema. Em 1998, mais de 20% da população vivia em pobreza extrema. Em 2007, o índice caiu a menos da metade: 9,4%.
. O desemprego caiu de 16,6% para 6,3%
. Salário mínimo: Em dólar, subiu de 153,1 para 285,9
Em bolívares: de 75 mil para 614,79 mil
. Relação dívida-PIB: Em 1998, a dívida era de 78,1% do PIB. Em 2007, 18,5%
. Relação divida externa-PIB: Caiu de 25,5% para 11,3%
. Investimentos em educação: porcentagem em relação ao PIB cresceu de 3,38% para 5,43%
. Investimentos em Saúde: porcentagem em relação ao PIB cresceu de 1,36% para 2,25%
. Mortalidade infantil, por mil crianças nascidas vivas: caiu de 21,4 para 13,9
. Crianças no pré-escolar: Aumentou de 44,4% para 60,6%
. Educação média: Foi de 26,9% para 41%
. Ensino Superior: Aumentou de 22,6% para 30,2% o número de matriculados
. Matrícula escolar e número de escolas. De 1921 escolas e 427,5 mil matrículas passou para 5500 mil escolas e 1,1 milhão de matrículas
. Programa de alimentação escolar: de 252,2 mil para 1,81 milhão de beneficiados
. Matrículas em escolas técnicas: de 31,4 mil para 203,9 mil
. Acesso a água potável: de 80% para 92% da população
. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), um indicador internacional medido pela Organização das Nações Unidas (ONU), em que 0 (zero) é o mínimo e 1 (um) o máximo, subiu de 0,691 em 1998 a 0.878, em 2007, o que significa um aumento de 33%.Você, meu sagaz leitor, você, minha arguta leitora, já leu algum desses números na nossa grande, imparcial e democrática imprensa?
*Eri Santos Castro, 38, jornalista(DRT/MA,nº754), publicitário, dirigente da Imagem Comunicação, portal e revista Cidade Criativa, Feira das Cidades e escreve no blogue: erisantoscastro.blogspot.com//e-mail: ericastro.imagem@hotmail.com

UM NOVO PROJETO PARA PINHEIRO
FRENTE DE LIBERTAÇÃO DE PINHEIRO

Drº Leo avança rumo à Prefeitura de Pinheiro


1º. O PDT(Partido Democrático Trabalhista), o PPS(Partido Popular Socialista) e o PSC(Partido Social Cristão) tendo em vista as eleições municipais de Pinheiro, em reunião no último dia 23, decidiram lançar o nome do Drº Leo como candidato a Prefeito da nossa cidade. Vários pontos foram avaliados, desde do compromisso com a ética, articulação com o governos Jackson e Lula, passando pela necessária construção de um novo projeto para Pinheiro que tenha como escopo: libertar pra desenvolver.
2º. Os companheiros Nésio(Vereador e dirigente do PDT) e o Pastor Lobato(Líder dos evangélicos e dirigente do PPS) retiram suas candidaturas por compreenderem que a unificação em torno de um só nome da oposição facilitará polarização com os candidatos tradicionais e conservadores e a necessária construção coletiva das respostas aos vários problemas da nossa gente. Já o companheiro César Soares(candidato a prefeito nas últimas eleições e dirigente do PT) retirou sua candidatura com essa mesma compreensão, mas anunciará o seu candidato em outro momento, após reunião com a direção do seu partido, muito em breve.
3º. Os evangélicos irão se reunir no sentido de encontrarem o melhor nome para Vice-Prefeito. O Pastor Porto, Vice-Governador do Estado, que tanto vem contribuído com o processo de construção da ética na política em todo o Maranhão, será o nosso motivador para mobilizar este grande setor da sociedade.
4º. Os pré-candidatos Drº Márcio Murilo( dirigente do PCdoB) e Drª Suzane( dirigente do PRB) mantiveram suas candidaturas. Entretanto, ficou definido que até o dia 15 de abril próximo ,a FLP(Frente de Libertação de Pinheiro) terá apenas um nome como candidato a Prefeito, escolhido democraticamente e por consenso progressivo. Não obstante a natural diversidade de opiniões, iremos buscar entendimentos com outros setores da oposição conseqüente e responsável a fim de buscar a unidade, sem prejuízo do projeto de libertação de Pinheiro.
5º. Os companheiros Nésio(PDT), Jovane Melo(PPS) e Profº Ubirajara(PSC) assumem a coordenação provisória da candidatura Drº Leo Prefeito de Pinheiro.
6º. Um aspecto foi tido como fundamental na escolha do nosso candidato: o nosso nome não permitirá favorecer a estratégia do atual prefeito, filiado ao DEM, que sonha com um candidato opositor que o permita fazer comparações administrativas com os seus oito anos de gestão.
7º. Nesse sentido, apresentamos o nome do Drº Leo por entendermos da sua capacidade de aglutinação, a sua experiência de filho pinheirense vencedor , somando com com a ousadia e a inovação de alguém que pertence à nova geração de políticos da cidade.
8º. Entendemos que Drº Leo expressa o sentimento efetivo de mudança para Pinheiro, boa penetração nos movimentos sociais( trabalhadores rurais,juventude,comerciários, evangélicos, pescadores, católicos, ...), bom relacionamento com as lideranças políticas tradicionais , finalmente, baixo índice de rejeição entre a população, teremos chances reais e concretas de derrotar o candidato oficial do atual prefeito, seja ele quem for.
9º. A cidade de Pinheiro tem, portanto, a grande oportunidade, neste ano, de dar um salto extraordinário na conquista da cidadania da população jamais visto desde a sua fundação. Termos a possibilidade de construir um novo espaço de vivência e convivência, uma nova cidade onde a vida seja colocada em primeiro lugar. Isso só será possível através de um candidato que represente a novidade, alguém que com o vigor político necessário para comandar uma grande caravana popular pela cidadania e pela desenvolvimento de Pinheiro.
10º. Finalmente, conclamamos todas as pessoas que lutam por uma cidade mais justa, mais democrática e mais bonita, justarem-se a esse novo projeto de sociedade para o nosso município que, na verdade, é um novo projeto de vida para cada cidadão e cidadã pinheirense.Esse projeto não é contra ninguém, é a favor de Pinheiro, pra frente é que se anda.
Pinheiro, março de 2008

Fonte: Nota Oficial divulgada à imprensa

19 de mar. de 2008

Jackson assina convênio com chineses e intensifica plano de industrialização do MA

São Paulo - O governador Jackson Lago assinou nesta terça-feira (18) protocolo de intenções entre o Governo do Maranhão e a China Friendship Development International Engineering & Consulting Corporation (FDDC) para a realização de estudos de oportunidades de investimentos e negócios de empresas chinesas no Maranhão.
FDDC é uma agência de cooperação do governo chinês que atua nas áreas de aqüicultura, extrativa e mineral, processamento, beneficiamento, industrialização, desenvolvimento de mercados e comercialização, logística e infra-estrutura. No encontro com o governador Jackson Lago, a FDDC esteve representada pelo seu presidente Zhao Jiaping e por Chen Tiemin, gestor do departamento de engenharia. Para Zhao Jiaping “a complementariedade entre China e Maranhão é muito grande e abre grandes possibilidades de cooperação”.
governador apresentou aos chineses o leque de projetos estruturantes do Estado, especialmente, nas áreas de siderurgia, refinaria, etanol e logística. A equipe de técnicos do governo chinês mostrou-se interessada nas perspectivas que se abrem com a criação das zonas de Processamento de Exportação de São Luís e de Bacabeira. O presidente da FDDC convidou o governador para visitar a China e conhecer de perto as Zonas de Processamento de Exportação chinesas.“Estamos fazendo um grande esforço, planejado e consistente, para tornar realidade o enorme potencial estratégico do Maranhão”, destacou o governador.O encontro aconteceu na Universidade de São Paulo (USP), no Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE). O governador Jackson Lago vem intensificando uma agenda de encontros com empresários. Na segunda-feira, encontrou-se com a diretoria da Suzano Papel e Celulose. Semana passada, no Rio de Janeiro, reuniu-se com o empresário Jorge Gerdau, presidente do Grupo Gerdau, o 14º maior produtor de aço do mundo e líder no segmento de aços longos nas Américas. Na pauta de discussões as perspectivas e vantagens comparativas do Estado do Maranhão na área de siderurgia. Jorge Gerdau é conselheiro do Instituto Brasileiro de Siderurgia, organização que reúne as empresas brasileiras da área.
Fonte:Secom

17 de mar. de 2008

Polícia quer prender homem que pode salvar o planeta
Urgente

Henry Saragih passou por maus bocados em março de 2006, em Porto Alegre. A começar por uma entrevista coletiva onde baixou o Caboclo Paulão e alguns dos perguntadores, possuídos pela Entidade, só faltaram dizer "Mentiu pro tio, contou pro vô? A casa caiu, a cobra fumô!" e bater com o jornal na mesa. Ali mesmo, Saragih foi intimado pela polícia a se apresentar em uma delegacia. Deu explicações durante horas. Acabou indiciado com mais 34 pessoas. Deixou o Rio Grande do Sul com um processo no lombo e sob o ladrar uníssono dos cães de guarda do pensamento único.

Seria uma cena bastante pitoresca e, mais do isso, paradoxal, de interesse muito além do Mampituba. Sim, porque a História, esta dama volúvel, arrumou outra tarefa para Saragih, bem mais nobre do que aquecer o cimento do Presídio Central. E ela manifestou tal capricho através de um painel de especialistas convocado pelo jornal londrino The Guardian. Pois não é que esta turma apontou Saragih como uma das 50 pessoas que podem salvar o planeta? Santa Monocultura! Por mil eucaliptos! Como é que os ingleses fizeram isso?Pois é.

Não só fizeram como colocaram o diabo do Saragih acolherado com gente de fino trato, que faria a mídia provinciana escorrer rios de saliva gravata abaixo. Com sua cara redonda e risonha de mexicano escalado para morrer em faroeste gringo, Saraigh aparece lado a lado com o ator Leonardo Di Caprio, o ex-vice presidente norte-americano e Prêmio Nobel da Paz, Al Gore, a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel e o ex-vocalista da banda Midnight Oil, Peter Garrett, hoje ministro do Meio-Ambiente da Austrália, entre outros e outras.

11 de mar. de 2008

Por onde andará esta menina insurgente?
Este é o material da nova campanha que a BR Press lança neste Dia Internacional da Mulher.Eles pedem que esta foto de Guinaldo Nikolaevscky seja bastante difundida no intuito de encontrar a menina, hoje mulher, que negou o aperto de mão ao ditador general Figueiredo.
O indivíduo é uma sucessão de indivíduos


O tempo para Proust não segue uma linearidade tradicional, mas é extra-temporal, está ausente da noção da cronologia habitual.
Na morte há uma perda de si mesmo e talvez através da autobiografia se possa apreender a si, esse outro em mim, e acolhê-lo, deixá-lo o mais próximo possível na tentativa ilusória de deixá-lo preso, adiando o último instante, o da separação final. Para pensarmos a memória e seu funcionamento é necessário que a enxerguemos como construção da lógica do suplemento, pois: O indivíduo é uma sucessão de indivíduos.

O sujeito faz um eterno retorno em forma de repetição, mas repetição em diferença, como se sempre algo estivesse a se acrescentar, em momentos distintos, a cada camada psíquica, mas sob a condição de estas estarem sempre em relação de diferença e espaçamento. Cada uma em relação a todas as outras.

O tempo da memória e do ser é um tempo presente. Presente como presença de um passado ausente, a se fazer em forma de promessa.

O escritor de mil livros




Quem vê o homem de ascendência oriental caminhar tranqüilamente pelas ruas de Gonçalves, pacata cidade do sul de Minas Gerais, com um saco de verduras ou um cachimbo nas mãos, não imagina se tratar de um escritor frenético.


Hoje, ele escreve, em média, três livros por ano, mas já foram três por dia. José Carlos Ryoki de Alpoim Inoue, um médico paulista de 59 anos que abandonou as cirurgias de tórax para se dedicar à paixão de infância, aprendeu a ser ágil com as idéias e colocá-las no papel por uma questão de sobrevivência. Coisas de escritor brasileiro. Hoje, já são mais de 1.070 livros publicados, um recorde mundial.


A carreira de escritor começou em 1986, aos 40 anos, com ‘Os Colts de McLee’, um pocket book publicado por uma editora carioca, que vendeu 15 mil exemplares. Com o sucesso, vieram outros, centenas de outros livros de bolso, com histórias policiais, de western, amor, guerra ou ficção científica. Mas o que as editoras pagavam a Ryoki era tão pouco que mal dava para cobrir os gastos com o papel, a fita da máquina de escrever e o envio do original pelo correio. A solução foi aumentar a produtividade. ‘Eu tinha de escrever muito para garantir um padrão de vida mínimo. Foi por isso que eu sempre escrevi tanto’, revela a NoMínimo.

10 de mar. de 2008


UM RIO QUE PASSA EM NOSSAS VIDAS

Repercute artigo semanal do governador Jackson


O Maranhão foi colonizado pelas águas. O regime das marés, único no Brasil, regula os calendários e os acessos a cidades e povoados. Do transporte e da comercialização do pescado sobrevivem milhares de famílias. Os cofos de caranguejo e camarão, os paneiros de farinha, a mãe e o filho, o remédio e a comida, foi pelas águas que se constituiu a economia do nosso estado.Na última quinta-feira, ao encerrar o Seminário Internacional de Cooperação Internacional, assinei a criação do Comitê Gestor de revitalização do rio Itapecuru. Ao tornar a bacia do rio um território de desenvolvimento, de certa forma fazemos justiça histórica com aqueles que colonizaram e impulsionaram a economia maranhense ao longo dos séculos.

Veja artigo completo: http://www.ma.gov.br/
Agora é a vez dos computadores controlados pela mente
Maior feira de tecnologia do mundo, em Hannover (Alemanha), exibe tendências como PC controlado pela mente.

Eu vivi quatro grandes revoluções: o computador pessoal, a interface gráfica (com mouse, ícones e janelas), a explosão da internet e a web 2.0. Agora estamos à beira da quinta revolução, em que o software será capaz de adivinhar o que a pessoa deseja fazer. Ela dirá: Quero ir para Nova Yorque e o software reservará automaticamente as passagens e o hotel. Isso trará transformações enormes no nosso dia-a-dia.
QUANDO A POSSIBILIDADE NÃO PERMITE ADIAR O AGORA


É possível que a afirmação cristã de que ao se perder a vida se a estará salvando, não esteja se referindo à dicotomia entre a mortalidade e vida eterna; é possível, talvez, que ela esteja omitindo aquém de seu sentido prestigiado, algum lamento anescatológico, céptico, a respeito da eternidade. Pois não é a negação desta vida que serve aos propósitos da eternidade, mas é a afirmação da eternidade que faz perseverar o apego à vida. A projeção de imortalidade, ou vida eterna, o "salto na fé" ou "existência autêntica", por apascentarem os imperativos persistentes da mortalidade real, continua a ser mero expediente para exaltar esta mesma existência mortal. Pois o último desdobramento da máxima "esquecer de si mesmo" só faz nos levar a vivenciarmos nós mesmos mais intensamente, mais egoticamente. Depois de perder a vida, a eternidade; depois de perder a eternidade, a vida.
Pode ser que a fé que teve que se expandir até os limites do Universo a fim de descobrir sua própria nulidade, mesmo quando deixa de ser, jamais consiga retraçar seu caminho de volta, mas por outro lado jamais abandonará também o seu molde original. Tal molde não se desligará da consciência, e como seu antigo esforço não pode ser anulado, recusa-se a não ser preenchido por algo, de maneira que o antigo conteúdo da fé é substituído pelo conteúdo de uma desolação serena que agora suspira pelo ameno, pelo agradável.
A fé no Todo, portanto, a fim de não ser desperdiçada, é transmutada numa gigantesca poesia do eu, onde a suspension of disbelief coleridgiana se torna não apenas um pacto ficcional, mas um técnica para a própria existência. Só é nobre aquele buscou a fé de forma sincera, e do mesmo modo, com a mesma sinceridade, perdeu-a. Pois não seria a fé algo mais nobre que a razão, e a fé perdida ainda mais nobre que a fé positiva? "Is there no change of death in paradise?" diz um verso de Stevens, cuja poesia pode ser lida como uma espécie de soteriologia prática, esse Wallace Stevens que converteu-se pouco antes de sua morte, decerto porque viveu como se imanentizasse o eterno no efêmero, e quando soube que morreria, quis reificar o efêmero no eterno. E ele tem razão, pois conforme o verso, se houver uma eternidade, esta não deverá será muito diferente da vida.

8 de mar. de 2008




A melhor notícia no dia internacional da mulher


Deu no Estadão
Viúva de Carlos Marighella ganha pensão vitalícia
Por Eugênia Lopes
Na véspera do Dia Internacional da Mulher, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça aprovou ontem a concessão de indenizações a sete mulheres que foram perseguidas políticas entre 1946 e 1985. Uma das beneficiadas foi Clara Charf, viúva de Carlos Marighella, fundador da Aliança Libertadora Nacional (ALN). Aos 83 anos, ela terá direito a uma pensão vitalícia de R$ 2.520 por ter sido obrigada a deixar a profissão de aeromoça, em 1946, quando começou a ser perseguida pelo governo.




Nancy Mangabeira Unger, irmã do ministro Roberto Mangabeira Unger, foi outra beneficiada com uma indenização em parcela única de R$ 100 mil."O mais importante não é quanto vou receber. O importante é o trabalho da comissão para tornar público tudo o que aconteceu no Brasil. Sei que o Estado jamais vai pagar o que foi a vida de cada pessoa perseguida", afirmou Clara, que chorou ao discursar. Ela foi aplaudida de pé por uma platéia de cerca de cem pessoas que lotaram o auditório do Ministério da Justiça para assistir ao julgamento dos processos pela Comissão de Anistia, precedido por uma sessão em homenagem ao papel das mulheres na resistência à ditadura militar.




7 de mar. de 2008

MULHER, SEXO FRÁGIL?

A conquista da cidadania passa pelo fim da violência sexista, o desenvolvimento de relações iguais entre homens e mulheres. Tudo isso pressupõe uma mudança cultural profunda, em que o feminino deixe de ser sinônimo de desqualificação e o masculino de superioridade. Essa luta não é nova para aqueles que identificam que a opressão das mulheres é um dos pilares de sustentação do modo de produção capitalista, que se apropria do trabalho das mulheres, na casa ou fora da casa, através do trabalho doméstico realizado e não pago, ou ainda através de salários baixos, da dupla jornada de trabalho, da falta de equipamentos públicos.

Essa opressão da mulher se manifesta também através do controle de seu corpo e sua sexualidade pelo Estado - burguês, patriarcal, branco e heterossexual - e pelas religiões - principalmente as três grandes religiões monoteístas -, que se manifesta nas relações pessoais e nos modelos sociais a serem seguidos, na obrigatoriedade da maternidade e na repressão à livre orientação sexual.

Tal opressão ainda se expressa na violência sexual, no tráfico das mulheres e principalmente na proibição da interrupção de uma gravidez indesejada. MULHER É SEXO IGUAL.


Manifestações e passeatas pelo país vão celebrar a luta das mulheres


O Dia Internacional da Mulher é um momento de celebração e de luta. Como de costume, em todos os estados onde a Marcha Mundial das Mulheres se organiza, o 8 de março terá ações de rua, debates, oficinas, em conjunto com outras entidades do movimento de mulheres e movimentos sociais como um todo.

As passeatas e atos vão dar visibilidade a bandeiras como a defesa da soberania alimentar, o direito das mulheres de viver sem violência, a legalização do aborto, o enfrentamento com o livre-comércio e as transnacionais, a mercantilização do corpo e da vida das mulheres e a ação da mídia na manutenção do machismo.

6 de mar. de 2008


O caminho para casa

Minha filha, de 10 anos, tem seus momentos filosóficos e de dúvidas existencias e, eventualmente, eu sou o escolhido para compartilhar desses questionamentos.


- Pai, depois que a gente morre, a gente sobrevive lá no Céu?

Ai, meu Deus, penso, o que vou responder? Eu que não tenho qualquer convicção sobre o assunto?!

- Ah, Filha, não sei, acho que sim, tem a vida eterna, né? (Ufa, acho que agora poderemos mudar de assunto...)

- Mas a gente consegue falar lá no Céu?(Ai, não acabou!)

- Ah, Filha, acho que consegue, né! (algum tipo de comunicação deve ter, não é possível!) Mas por que está pensando nisso?

- É porque quando eu chegar lá eu vou querer conversar com Vovó Maritite. E também eu tenho umas perguntas para fazer prá Deus.

- Ah, tá!

(Acho que eu também terei algumas perguntas para fazer!)
Preparação do Currículo - Wislawa Szymborska


Já faz um bom tempo que uma amiga querida e mulher mais do que especial me presenteou com um livro de T. S. Eliot e um bloco de poesias de Wislawa Szymborska. Na época, eu nunca tinha ouvido falar desta polonesa ganhadora do prêmio Nobel de Literatura no ano de 1996.

Imediatamente me apaixonei pela forma simples, inteligente, crua, sensível, peculiar que enxerga e escreve o cotidiano.Deixo aqui uma de minhas preferidas, que me emociona de forma particular, talvez pela minha história profissional de cuidadora de gente, de gestora, de pessoa que sempre trabalhou com gente. Gente que sente, que sofre, que ama, que deseja, que trabalha, que sonha, que adoece e que agonia e que freqüentemente é resumida a informações, números, registros, dados, prontuários, doenças, resultados,´currículos...
"Preparação do Currículo
Que é preciso?
É preciso fazer um requerimentoe ao requerimento anexar o currículo.
Independentemente da duração da vida,o currículo deve ser curto.
É obrigatória a concisão e boa seleção dos fatos,transformar as paisagens em endereços,e vagas recordações em datas fixas.
De todos os amores o conjugal é quanto basta,e quanto aos filhos só os que nasceram.
Mais importante que quem conheces é de quem és conhecido.
Viagens só se ao estrangeiro.
A que aderiste mas sem dizeres porquê.
Distinções sem o motivo.
Escreve como se nunca tivesses falado contigo próprio
E te evitasses ao passares por ti.
Omite o silênciodos cães, dos gatos e das aves,Cacaréus de lembrança, sonhos e amigos.
Valoriza mais o preço que o valore o título que o texto.
Antes o número que calça que aonde vaiesse atrás de quem tu andas.
A fotografia de orelhas descobertas.
Importa o seu formato e não o que elas ouvem.
Que ouvem elas?
O estrépito das máquinas triturando papel [de teu currículo]"
O mundo precisa de loucos
Ao pensar neste título, entendam que não considerei loucos os alienados, os “transtornados”, ou qualquer outro “ado” que seria visto por um psiquiatra como doente. Se não fui claro ao definir do que não estou falando, tentarei ser ao explicar do que de fato estou: loucos, para mim, são aqueles que, não se conformando ou se entediando com a realidade, tentam mudar alguma situação através de suas idéias, as quais são vistas, muitas vezes, com “maus olhos”, por serem demasiadamente (ou nem tanto) ousadas e assim desestruturarem o mundo.

Portanto, louco foi Picasso, louca foi Frida, louco foi Duchamp, louco foi Mário de Andrade, louca foi Pagu, louco foi Machado de Assis, louco foi Elvis, louca é Rita, louco é Tom Zé, louco foi Lennon, louco foi Sócrates, louco foi Aristóteles, louco foi Newton, louco foi Einstein, louco foi Che, louco foi Martin Luther King, louco é Al Gore, enfim,.... poderia escrever um post inteiro só citando esse monte de loucos (e devo ter esquecido-me de muitos essenciais...) que estão por aí fazendo da nossa rotina mais suportável.Viram só como eles são mesmo essenciais? Pois é, pena que a maioria das pessoas custa para reconhecer isso. É sempre assim: nos primeiros contatos com a loucura, a desprezamos, ou a ridicularizamos ou, ainda, a menosprezamos. Depois, conforme os outros (sempre eles) vão abrindo espaço a ela, adquirimos um certo interesse para com essa. E não estou falando de algo que acontece apenas em culturas onde predomina a ignorância, isto é, onde a taxa de analfabetismo é altíssima e muitos pensam que os Beatles são americanos- sem falar naqueles que nem mesmo sabem o que o quarteto fazia-; refiro-me a uma realidade que acontece, infelizmente, tanto nos países do Norte como nos países do Sul muito antes de os classificarmos assim. No entanto, é óbvio que, quanto maior a cultura, menor é a tendência de ocorrer tal comportamento. Logo, a regra vale para todos, mas sua propensão varia (“vareia”, nos países subdesenviolvidos).
Momento musical


Enquanto suportava a corrida dos ratos* ouvi ao longe um brega de Valdike Soriano mal cantado. Um dos seus melhores temas,na minha modesta opinião, quanta desgraça humana.
(*) Surpreendentemente observo o aumento de nossa semelhança com os ratos.
Sério revés, hoje, para a campanha de McCain

O Presidente norte-americano anunciou hoje publicamente o seu apoio a John McCain, um dia depois de o candidato ter superado a fasquia de delegados necessários para garantir a nomeação do Partido Republicano às presidenciais de Novembro.
Hugo Chaves: o que nunca lhe falaram sobre ele


Esta postagem é para aqueles que só ouvem falar que Chávez é um ditador, um populista fanfarrão, que explora a miséria dos venezuelanos.
Segue abaixo o resultado de nove anos do governo Chávez, completados no último dia dois.
. Analfabetismo. Na Venezuela, havia 1,5 milhão de analfabetos. Em 2005, a UNESCO declarou o país território livre do analfabetismo
. Pobreza extrema. Em 1998, mais de 20% da população vivia em pobreza extrema. Em 2007, o índice caiu a menos da metade: 9,4%.
. O desemprego caiu de 16,6% para 6,3%
. Salário mínimo: Em dólar, subiu de 153,1 para 285,9
Em bolívares: de 75 mil para 614,79 mil
. Relação dívida-PIB: Em 1998, a dívida era de 78,1% do PIB. Em 2007, 18,5%
. Relação divida externa-PIB: Caiu de 25,5% para 11,3%
. Investimentos em educação: porcentagem em relação ao PIB cresceu de 3,38% para 5,43%
. Investimentos em Saúde: porcentagem em relação ao PIB cresceu de 1,36% para 2,25%
. Mortalidade infantil, por mil crianças nascidas vivas: caiu de 21,4 para 13,9
. Crianças no pré-escolar: Aumentou de 44,4% para 60,6%
. Educação média: Foi de 26,9% para 41%
. Ensino Superior: Aumentou de 22,6% para 30,2% o número de matriculados
. Matrícula escolar e número de escolas. De 1921 escolas e 427,5 mil matrículas passou para 5500 mil escolas e 1,1 milhão de matrículas
. Programa de alimentação escolar: de 252,2 mil para 1,81 milhão de beneficiados
. Matrículas em escolas técnicas: de 31,4 mil para 203,9 mil
. Acesso a água potável: de 80% para 92% da população
. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), um indicador internacional medido pela Organização das Nações Unidas (ONU), em que 0 (zero) é o mínimo e 1 (um) o máximo, subiu de 0,691 em 1998 a 0.878, em 2007, o que significa um aumento de 33%.Quem quiser mais números sobre a Venezuela (inclusive com gráficos comparativos ano a ano) clique aqui, para os indicadores sociais, e aqui, para os econômicos. São documentos em pdf.
Você, meu sagaz leitor, você, minha arguta leitora, já leu algum desses números na nossa grande, imparcial e democrática imprensa?

A Globo, Bush e a bárbárie



Não é de hoje que venho denunciando aqui que o objetivo dos EUA é invadir a Venezuela e matar Chávez – o que acontecer primeiro. Com a invasão do território equatoriano e o assassinato dos guerrilheiros das FARC (enquanto dormiam, sempre é bom destacar isso) a Colômbia jogou seu lance. Em seguida, Uribe mirou Chávez, acusando-o de financiar os guerrilheiros, vender-lhes urânio e comprar cocaína.

Uribe é um títere de Bush. Está no seu papel. Assim como nossa mídia – Rede Globo à frente. Também são títeres de Bush, e repetem tudo o que seu mestre mandar. Como mostra o trecho acima, destacado da edição do Jornal Nacional de ontem.

A Colômbia invade o Equador, assassina guerrilheiros da FARC, recolhe corpos, mas – diz Bush – a culpa é da Venezuela, que “agiu de forma provocativa”. E o Jornal Nacional divulga, sem um embora, um entretanto, um contudo, um mísero porém.

É o que dá ter o departamento de jornalismo comandado por uma pessoa que, a essa altura do campeonato, ainda não aprendeu a diferença entre os programas Fome Zero e Bolsa Família.
Por que as Farcs não abandonam as armas e participam das eleições democráticas na Colômbia?

Porque elas já tentaram isso. Em 1984 firmaram uma trégua com o então presidente da Colômbia Belisario Betancourt. As FARC abandonaram as armas e se transformaram num partido político, União Patriótica (UP).
Resultado: o governo da Colômbia se aproveitou do fato e matou três mil militantes, oito congressistas, dois candidatos presidenciais, 11 prefeitos e 13 deputados regionais
Jackson aponta para cooperação internacional para revitalização do Itapecuru
Dirigentes de organizações nacional e internacional participaram, em São Luís, nos dias 4 e 5 de março, do Seminário Internacional para Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio Itapecuru, promovido pelo Governo do Estado em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores.Segundo a coordenadora do seminário, a secretária adjunta de Turismo, Mônica Araújo, nos dois dias do evento, que acontecerá no Pestana São Luís Resort Hotel, representantes do governo maranhense apresentaram um documento com os princípios, objetivos, estratégias e linhas de ação preparadas para o programa de revitalização da bacia do Rio Itapecuru.O programa foi elaborado em parceria com a contribuição de dirigentes e técnicos das secretarias de Estado e instituições públicas, como as universidades federal e estadual, somada à participação de organizações não-governamentais e agentes de movimentos sociais.

Para a formulação do documento foi criado o Grupo de Trabalho da Cooperação Internacional (GTCI), vinculado à Secretaria de Planejamento.“Nesse momento teremos uma reunião técnica para apresentação do programa que tem como objetivo desenvolver ações voltadas para recuperar, conservar e preservar o meio ambiente da bacia do rio Itapecuru e minimizar os impactos ambientais para promover o seu desenvolvimento sustentável”, ressaltou Mônica.

O evento contou com a presença de representantes do Banco Mundial, Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Fundo das Nações Unidas para Agricultura (FAO), Agência das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), Agência Internacional de Cooperação Japonesa (Jica), embaixada de Israel, Agências Espanha, França e Itália e Organização dos Estados Ibero-Americanos, sociedade civil organizada, além de outros representantes de instituições nacionais e do Maranhão.“O desafio é grande e a cooperação bi e multilateral incorpora força ao nosso programa", avalia Beatriz Bissio, assessora de relações internacionais do Governo. Ela disse que a iniciativa é fundamental para reverter a crítica situação em que se encontra o rio Itapecuru. “Se não houver uma ação imediata para recuperação da bacia do Itapecuru dentro de cinco anos vamos sofrer um colapso no abastecimento de água em São Luís”, ressaltou.

Rio Itapecuru - Possui aproximadamente 1.500 km de extensão, nasce no sul do Maranhão, corre para leste e deságua na baía de São José, no golfo Maranhense. A largura do rio varia de 50 a 120 metros. Abastece 75% da população de São Luís, além de outras cidades.A bacia do rio Itapecuru se estende a leste do Maranhão, ocupando considerável área de sul a norte, em terrenos relativamente baixos e de suaves ondulações. Constitui-se num divisor entre as bacias do Parnaíba, a leste, e a do Mearim, a oeste. Seus principais afluentes são os rios Alpercatas, Corrente, Pucumã, Santo Amaro, Itapecuruzinho, Peritoró, Tapuia, Pirapemas, Gameleira, Codó, Timbiras e Coroata.A bacia é formada por 36 municípios, todos abaixo, no “ranking” dos vinte municípios de maior IDH e uma população estimada de 944.716 habitantes (IBGE 2005). É a maior bacia em extensão, com 1.090 km, onde o rio principal abastece aproximadamente 60% da população maranhense. Ocupa a segunda maior área territorial, com 54.300 km², com predomínio do bioma Cerrado, o qual possui apenas 29% da vegetação nativa remanescente, 500 mil hectares de áreas sem vegetação, 900 km de cursos d'água desprotegidos e 40% do território suscetível à erosão.O rio Itapecuru encontra-se bastante assoreado e com as coberturas vegetais ciliares danificadas em quase todo o seu percurso. A forma como vem sendo praticada a agricultura naquele e nos demais municípios maranhenses, sem qualquer preocupação com a degradação dos recursos naturais, onde as margens dos córregos de água são desmatadas e cultivadas com lavouras ou mesmo em pastagens, têm contribuído para este processo de devastação.“O programa prevê ações para promover a preservação da bacia, mas propõe iniciativas para que as famílias que dependem economicamente do rio não fiquem desassistidas”, revelou Beatriz Bissio. “Esta é uma iniciativa única que pode ser o caminho para salvar o Itapecuru a partir da realização de projetos sustentáveis”, afirmou

5 de mar. de 2008

Salvem as belas.
E, se der tempo, as feias também.
Chovia. Mas chovia muito hoje à tarde. E eu preso no trânsito de São Luís , temendo que dentro de mais alguns minutos e não menos milímetros cúbicos de água, a vala do planalto anil II transbordaria, completando o caos no acesso do cohatrac. Na minha frente, o motora de uma Kombosa caindo aos pedaços acelerava o veículo parado para que o motor não sucumbisse. No vidro traseiro, um adesivo com a mensagem do título deste post me fez considerar a hipótese.
Isso é que é viagra!

Livros (falo de milhares deles) em Domínio Público
Amigos, neste site governamental há mais de dois mil documentos disponíveis gratuitamente, entre romances, contos, teses, etc. Então, quem tem pouca grana faz o seguinte: clica sobre o título do livro e manda para sua impressora… Ou para a do patrão, do pai, do(a) namorado(a) mais endinheirado(a)… ou lê no monitor mesmo. Todas as obras estão em “.pdf” e podem ser baixadas livremente. Mais: se você é autor e deseja disponibilizar textos para serem lidos livremente, o Domínio Público está preparado para recebê-los. Afinal, entre editar e não ser lido, talvez seja melhor mandar direto para o Domínio Público, não? Lá alguém pode baixar e você será lido. O que mais deseja um autor? Viver da venda de livros? Sim, claro, mas é uma quimera, certo? Talvez o melhor seja largar logo seu filho na vida.
Meu amigo Dimas me mandou um cuidadoso e-mail com duzentas e doze obras que destaca no site. No ano em que Machado de Assis completa cem anos de morte, pode-se tomar um porre - inteiramente gratuito - do Bruxo do Cosme Velho. Confiram abaixo a lista e visitem o site:
A Divina Comédia - Dante Alighieri
A Comédia dos Erros - William Shakespeare
Poemas de Fernando Pessoa - Fernando Pessoa
Dom Casmurro - Machado de Assis
Cancioneiro - Fernando Pessoa
Romeu e Julieta - William Shakespeare
A Cartomante - Machado de Assis
Mensagem - Fernando Pessoa
A Carteira - Machado de Assis
A Megera Domada - William Shakespeare
A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca - William Shakespeare
Sonho de Uma Noite de Verão - William Shakespeare
O Eu profundo e os outros Eus. - Fernando Pessoa
Dom Casmurro - Machado de Assis
Do Livro do Desassossego - Fernando Pessoa
Poesias Inéditas - Fernando Pessoa
Tudo Vai Bem Quando Acaba Bem - William Shakespeare
A Carta - Pero Vaz de Caminha
A Igreja do Diabo - Machado de Assis
Macbeth - William Shakespeare
Este mundo da injustiça globalizada - José Saramago
A Tempestade - William Shakespeare
O pastor amoroso - Fernando Pessoa
A Cidade e as Serras - José Maria Eça de Queirós
Livro do Desassossego - Fernando Pessoa
A Carta de Pero Vaz de Caminha - Pero Vaz de Caminha
O Guardador de Rebanhos - Fernando Pessoa
O Mercador de Veneza - William Shakespeare
A Esfinge sem Segredo - Oscar Wilde
Trabalhos de Amor Perdidos - William Shakespeare
Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
A Mão e a Luva - Machado de Assis
Arte Poética - Aristóteles
Conto de Inverno - William Shakespeare
Otelo, O Mouro de Veneza - William Shakespeare
Antônio e Cleópatra - William Shakespeare
Os Lusíadas - Luís Vaz de Camões
A Metamorfose - Franz Kafka
A Cartomante - Machado de Assis
Rei Lear - William Shakespeare
A Causa Secreta - Machado de Assis
Poemas Traduzidos - Fernando Pessoa
Muito Barulho Por Nada - William Shakespeare
Júlio César - William Shakespeare
Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente
Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
Cancioneiro - Fernando Pessoa
Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público - Fundação Biblioteca Nacional
A Ela - Machado de Assis
O Banqueiro Anarquista - Fernando Pessoa
Dom Casmurro - Machado de Assis
A Dama das Camélias - Alexandre Dumas Filho
Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
Adão e Eva - Machado de Assis
A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo
A Chinela Turca - Machado de Assis
As Alegres Senhoras de Windsor - William Shakespeare
Poemas Selecionados - Florbela Espanca
As Vítimas-Algozes - Joaquim Manuel de Macedo
Iracema - José de Alencar
A Mão e a Luva - Machado de Assis
Ricardo III - William Shakespeare
O Alienista - Machado de Assis
Poemas Inconjuntos - Fernando Pessoa
A Volta ao Mundo em 80 Dias - Júlio Verne
A Carteira - Machado de Assis
Primeiro Fausto - Fernando Pessoa
Senhora - José de Alencar
A Escrava Isaura - Bernardo Guimarães
Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
A Mensageira das Violetas - Florbela Espanca
Sonetos - Luís Vaz de Camões
Eu e Outras Poesias - Augusto dos Anjos
Fausto - Johann Wolfgang von Goethe
Iracema - José de Alencar
Poemas de Ricardo Reis - Fernando Pessoa
Os Maias - José Maria Eça de Queirós
O Guarani - José de Alencar
A Mulher de Preto - Machado de Assis
A Desobediência Civil - Henry David Thoreau
A Alma Encantadora das Ruas - João do Rio
A Pianista - Machado de Assis
Poemas em Inglês - Fernando Pessoa
A Igreja do Diabo - Machado de Assis
A Herança - Machado de Assis
A chave - Machado de Assis
Eu - Augusto dos Anjos
As Primaveras - Casimiro de Abreu
A Desejada das Gentes - Machado de Assis
Poemas de Ricardo Reis - Fernando Pessoa
Quincas Borba - Machado de Assis
A Segunda Vida - Machado de Assis
Os Sertões - Euclides da Cunha
Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
O Alienista - Machado de Assis
Don Quixote. Vol. 1 - Miguel de Cervantes Saavedra
Medida Por Medida - William Shakespeare
Os Dois Cavalheiros de Verona - William Shakespeare
A Alma do Lázaro - José de Alencar
A Vida Eterna - Machado de Assis
A Causa Secreta - Machado de Assis
14 de Julho na Roça - Raul Pompéia
Divina Comedia - Dante Alighieri
O Crime do Padre Amaro - José Maria Eça de Queirós
Coriolano - William Shakespeare
Astúcias de Marido - Machado de Assis
Senhora - José de Alencar
Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente
Noite na Taverna - Manuel Antônio Álvares de Azevedo
Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
A “Não-me-toques”! - Artur Azevedo
Os Maias - José Maria Eça de Queirós
Obras Seletas - Rui Barbosa
A Mão e a Luva - Machado de Assis
Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco
Aurora sem Dia - Machado de Assis
Édipo-Rei - Sófocles
O Abolicionismo - Joaquim Nabuco
Pai Contra Mãe - Machado de Assis
O Cortiço - Aluísio de Azevedo
Tito Andrônico - William Shakespeare
Adão e Eva - Machado de Assis
Os Sertões - Euclides da Cunha
Esaú e Jacó - Machado de Assis
Don Quixote - Miguel de Cervantes
Camões - Joaquim Nabuco
Antes que Cases - Machado de Assis
A melhor das noivas - Machado de Assis
Livro de Mágoas - Florbela Espanca
O Cortiço - Aluísio de Azevedo
A Relíquia - José Maria Eça de Queirós
Helena - Machado de Assis
Contos - José Maria Eça de Queirós
A Sereníssima República - Machado de Assis
Iliada - Homero
Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco
A Brasileira de Prazins - Camilo Castelo Branco
Os Lusíadas - Luís Vaz de Camões
Sonetos e Outros Poemas - Manuel Maria de Barbosa du Bocage
Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. - Fernando Pessoa
Anedota Pecuniária - Machado de Assis
A Carne - Júlio Ribeiro
O Primo Basílio - José Maria Eça de Queirós
Don Quijote - Miguel de Cervantes
A Volta ao Mundo em Oitenta Dias - Júlio Verne
A Semana - Machado de Assis
A viúva Sobral - Machado de Assis
A Princesa de Babilônia - Voltaire
O Navio Negreiro - Antônio Frederico de Castro Alves
Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional - Fundação Biblioteca Nacional
Papéis Avulsos - Machado de Assis
Eterna Mágoa - Augusto dos Anjos
Cartas D’Amor - José Maria Eça de Queirós
O Crime do Padre Amaro - José Maria Eça de Queirós
Anedota do Cabriolet - Machado de Assis
Canção do Exílio - Antônio Gonçalves Dias
A Desejada das Gentes - Machado de Assis
A Dama das Camélias - Alexandre Dumas Filho
Don Quixote. Vol. 2 - Miguel de Cervantes Saavedra
Almas Agradecidas - Machado de Assis
Cartas D’Amor - O Efêmero Feminino - José Maria Eça de Queirós
Contos Fluminenses - Machado de Assis
Odisséia - Homero
Quincas Borba - Machado de Assis
A Mulher de Preto - Machado de Assis
Balas de Estalo - Machado de Assis
A Senhora do Galvão - Machado de Assis
O Primo Basílio - José Maria Eça de Queirós
A Inglezinha Barcelos - Machado de Assis
Capítulos de História Colonial (1500-1800) - João Capistrano de Abreu
CHARNECA EM FLOR - Florbela Espanca
Cinco Minutos - José de Alencar
Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida
Lucíola - José de Alencar
A Parasita Azul - Machado de Assis
A Viuvinha - José de Alencar
Utopia - Thomas Morus
Missa do Galo - Machado de Assis
Espumas Flutuantes - Antônio Frederico de Castro Alves
História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira - Sílvio Romero
Hamlet - William Shakespeare
A Ama-Seca - Artur Azevedo
O Espelho - Machado de Assis
Helena - Machado de Assis
As Academias de Sião - Machado de Assis
A Carne - Júlio Ribeiro
A Ilustre Casa de Ramires - José Maria Eça de Queirós
Como e Por Que Sou Romancista - José de Alencar
Antes da Missa - Machado de Assis
A Alma Encantadora das Ruas - João do Rio
A Carta - Pero Vaz de Caminha
LIVRO DE SÓROR SAUDADE - Florbela Espanca
A mulher Pálida - Machado de Assis
Americanas - Machado de Assis
Cândido - Voltaire
Viagens de Gulliver - Jonathan Swift
El Arte de la Guerra - Sun Tzu
Conto de Escola - Machado de Assis
Redondilhas - Luís Vaz de Camões
Iluminuras - Arthur Rimbaud
Schopenhauer - Thomas Mann
Carolina - Casimiro de Abreu
A esfinge sem segredo - Oscar Wilde
Carta de Pero Vaz de Caminha. - Pero Vaz de Caminha
Memorial de Aires - Machado de Assis
Triste Fim de Policarpo Quaresma - Afonso Henriques de Lima Barreto
A última receita - Machado de Assis
7 Canções - Salomão Rovedo
Antologia - Antero de Quental
O Alienista - Machado de Assis
Outras Poesias - Augusto dos Anjos
Alma Inquieta - Olavo Bilac

O caminho para casa
Há uma rosa a arder

Já não é lume

Apenas foco de luz sem combustão

No fósforo mal aceso deste ciúme

Só sobejaram os sinais da tua mão

A tua boca foi o botão anunciado

Os teus dedos o que ficou da haste

Procurei a tua voz em todo o lado

Mas foi na rosa ardida que ficaste
Raul Proença: o pensamento é sempre livre
«Não se pode proibir de pensar livremente, porque está na natureza humana ser livre no conceber e no realizar. Impedí-lo é pois não só uma tirania, como uma loucura; e não só uma loucura como uma tolice. São necessárias inteligências que abram. A liberdade de consciência é o dom da humanidade. Negar a tolerância em qualquer campo da actividade raciocinativa do Homem é atentar contra o progresso, é proceder contra a Vida. É não reconhecer a possibilidade de organismos mais completos, de visões mais nítidas da verdade, de almas mais acordadas para o reconhecimento do verdadeiro. Pratiquemos pois a tolerância absoluta: a liberdade do erro é sagrada.» (Raul Proença)
Raúl Proença é, talvez, o mais injustamente desconhecido dos republicanos socialistas portugueses da primeira metade do século 20.