31 de jan. de 2008
As eleições em cidades com menos de 50 mil elitores
As eleições de 2008 serão decisivas para a consolidação das forças políticas que elegeram Drº Jackson Lago Governador do Maranhão. O resultado das urnas de outubro próximo será determinante na composição do cenário das disputas de 2010.Quanto maior for o peso político resultante do pleito municipal, melhores serão nossas possibilidades de consolidação da travessia que a Frente de Libertação ora operae.A arrecadação própria dos municípios, por si só, não é suficiente para o funcionamento das máquinas administrativas. Assim, em grande medida, os municípios dependem dos repasses de tributos estaduais e federais e de programas e convênios específicos em diversas áreas.Essa dependência de recursos, em muitos casos, é tão extrema que a ação administrativa desses municípios depende quase que exclusivamente dos repasses dos governos estaduais e federal.Muitos municípios, em quase tudo dependentes das esferas superiores de poder, foram, durante muito tempo, excluídos de programas e projetos dos governos dos estados e da união federal.Nessas situações, era usual o alinhamento partidário do prefeito local com o governador do estado, o que resultou, no estado de São Paulo, em um crescimento importante do PMDB, desde a época do governo de Orestes Quércia e, mais recentemente, contribuiu de forma importante para a capilaridade do PSDB de Covas, Alckmin e José Serra.Algo semelhante ocorreu, por exemplo, no estado da Bahia, com o alinhamento de prefeitos do interior com o então chefe político Antonio Carlos Magalhães.Exemplos parecidos podem ser encontrados em todo o país, pois este foi, durante muito tempo, o atalho mais rápido para a conquista de recursos financeiros, programas e projetos dos governos dos estados, que permitiam aos gestores municipais, a oferta de serviços públicos mais abrangentes, que não dependessem exclusivamente da arrecadação própria e dos repasses regulares das cotas parte do ICMS e de outros tributos.Mais recentemente, desde o primeiro governo Lula, muitos desses municípios foram incluídos em programas sociais do governo federal como o “Luz para todos”, o “Primeiro emprego” e o “Brasil alfabetizado”, o que representou uma mudança de qualidade na relação desses entes municipais com a esfera federal de governo.Os repasses de recursos desses programas não estão subordinados ao alinhamento partidário com o partido do presidente Lula. A inclusão dos municípios nesses programas obedeceu, sempre, critérios rigorosamente técnicos, especialmente em razão da situação anterior desses municípios, que resultou na exclusão de parte significativa de suas populações do acesso à energia elétrica pública e residencial, ao pleno emprego e à educação.O fato de não ter ocorrido alinhamento partidário dos mandatários municipais com o PT em função desses programas sociais, no entanto, não impediu que as populações desses municípios tivessem adotado uma postura de adesão ao presidente Lula e seu partido. Os resultados eleitorais de 2006 conferem ao segundo mandato do presidente Lula um respaldo eleitoral bastante grande nesses municípios.É óbvio que, por isso, nas negociações que antecedem as definições sobre coligações e alianças eleitorais nesses municípios, haja uma verdadeira corrida aos diretórios municipais dos partidos que compoem a base aliada do Governo Jackson. Paralelamente existe uma disputa importante para ligar candidaturas locais com a figura do presidente Lula e de Jackson.É correta a avaliação de que deveremos eleger prefeitos e vereadores da Frente em muitas dessas localidades. Falta planejar, entretanto, como é que vamos agir nas composições das alianças e coligações nesses municípios, para evitar uma descaracterização que pode ser prejudicial para os nossos planos de futuro. Qualquer hesitação pode resultar em que sejamos responsáveis pela eleição de adversários que se apresentarão como aliados de forma oportunista. Precisamos forjar uma nova geração de polí-ticos nesse processo .É usual, na conjuntura pré-eleitoral, que dediquemos parte importante de nossos esforços intelectuais e de infra-estrutura para os grandes municípios. Isso não está errado nem precisa ser mudado.O potencial eleitoral da Frente nos pequenos municípios, contudo, precisa ser acompanhado com mais cuidado, envolvendo a presença de lideranças e a elaboração de programas e projetos específicos para esses entes federativos, de modo a qualificar nossa participação nas eleições locais e valorizar as vitórias eleitorais que, por certo, acontecerão.Assim,irei tomar a iniciativa de elaboração de um diagnóstico do quadro das eleições no Maranhão, município por município, a ser entregue ao Governador, especialmente porque, na maioria das vezes,nossos companheiros dessas localidades ficam abandonados à própria sorte e dependente dos próprios esforços.Sem necessariamente mudar nossos objetivos ou desprezar nossas prioridades, devemos intensificar o cuidado com os pequenos municípios onde, com toda certeza, elegeremos prefeitos e vereadores que serão, no futuro, construtores da consolidação da libertação do Maranhão e idealizadores de novas políticas públicas de inclusão social.
30 de jan. de 2008
Cubanos inauguram escultura de Niermeyer
Uma escultura do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, que simboliza a luta dos cubanos contra a hegemonia norte-americana, foi inaugurada nesta terça-feira (29/01) numa praça da Universidade de Ciências Informáticas, em Havana. A escultura mostra um cubano que ondula uma bandeira do país para enfrentar um monstro, que representa os Estados Unidos, com a boca aberta. “Dedico este monumento a Cuba por sua luta contra o monstro imperialista”, afirmou Niemeyer em mensagem enviada para a inauguração e lida no ato de inauguração.Para o frei dominicano e intelectual Frei Betto, a ocasião serviu para homenagear o arquiteto.Niemeyer é um homem que nunca traiu suas convicções de lutar por um mundo sem opressão. O conjunto de esculturas é símbolo das lutas cubanas contra a hostilidade de Washington contra Havana, e por manter a independência e soberania. A obra, incompleta (uma vez que terá um teatro com mil 200 lugares), já conta com 20 mil metros quadrados de concreto e um espelho de água.
23 de jan. de 2008
O rádio moderno fala e escreve
A Rede Pública de Rádio dos Estados Unidos, a NPR traz a multimídia em um passo mais adiante. O site coloca no ar notícias exclusivamente em texto e outras em texto/áudio, onde é possível ler o conteúdo, na íntegra, ao mesmo tempo em que (ou em vez de) ouvir a reportagem.
O modelo tem a vantagem de ser adaptável ao ouvinte/leitor. Se o momento não lhe permite ouvir determinada reportagem, você pode lê-la. Mas se o contrário ocorrer e você não tiver a possibilidade de ler o texto, basta clicar no link e escutar a notícia.
No caso das emissoras Clear Channel, o distanciamento do modelo de rádio tradicional é ainda maior. Aqui o conceito multimídia é levado adiante. Há as notícias em texto e em áudio, como nas rádios acima. Mas há também uma versão que mistura as duas mídias. Nesse último caso, as reportagens trazem o texto escrito e, ao mesmo tempo, sons que complementam a notícia. Não são o texto e o áudio trazendo a mesma informação. São texto e áudio se complementando, com informações distintas.
Há por exemplo, o caso de um policial que passou mal por comer um bolo feito de maconha. O texto da notícia situa o leitor, explicando o que ocorreu. Mas, ao mesmo tempo, é possível ouvir a ligação que o policial fez para o 911 (serviço de emergência dos EUA). O áudio é apenas um plus para o internauta, sem ser essencial para a compreensão da notícia lida. É um bom exemplo de multimídia. E mais ainda, um bom exemplo de como velhos meios estão se adaptando às novas tecnologias.
O modelo tem a vantagem de ser adaptável ao ouvinte/leitor. Se o momento não lhe permite ouvir determinada reportagem, você pode lê-la. Mas se o contrário ocorrer e você não tiver a possibilidade de ler o texto, basta clicar no link e escutar a notícia.
No caso das emissoras Clear Channel, o distanciamento do modelo de rádio tradicional é ainda maior. Aqui o conceito multimídia é levado adiante. Há as notícias em texto e em áudio, como nas rádios acima. Mas há também uma versão que mistura as duas mídias. Nesse último caso, as reportagens trazem o texto escrito e, ao mesmo tempo, sons que complementam a notícia. Não são o texto e o áudio trazendo a mesma informação. São texto e áudio se complementando, com informações distintas.
Há por exemplo, o caso de um policial que passou mal por comer um bolo feito de maconha. O texto da notícia situa o leitor, explicando o que ocorreu. Mas, ao mesmo tempo, é possível ouvir a ligação que o policial fez para o 911 (serviço de emergência dos EUA). O áudio é apenas um plus para o internauta, sem ser essencial para a compreensão da notícia lida. É um bom exemplo de multimídia. E mais ainda, um bom exemplo de como velhos meios estão se adaptando às novas tecnologias.
O taradão e a barbárie
Lucas- 63 anos, empresário bem sucedido procura moças para casamento sério!!!
Vi num anúncio de classificados de um jornal de circulação nacional ,em São Paulo.Barbárie! Purissíma.
Obs. Olha o ca-ra aí: "Quero candidatas sem filhos e com menos de 23 anos!!!
Interessadas me liguem, tenho muito amor pra dar.... (0xx11) 8131 29xx . "
Fico aqui imaginando a fila de moças fazendo entrevistas para se casar com o tal "Seu Lucas". Esse senhor é do ramo imobiliário, tem mais de 300 imóveis de aluguel. Se dona Roxa fosse um poquinho mais nova, certamente ela não o queria. Mas tem gente pra tudo neste mundo. Eita mundão!
Vi num anúncio de classificados de um jornal de circulação nacional ,em São Paulo.Barbárie! Purissíma.
Obs. Olha o ca-ra aí: "Quero candidatas sem filhos e com menos de 23 anos!!!
Interessadas me liguem, tenho muito amor pra dar.... (0xx11) 8131 29xx . "
Fico aqui imaginando a fila de moças fazendo entrevistas para se casar com o tal "Seu Lucas". Esse senhor é do ramo imobiliário, tem mais de 300 imóveis de aluguel. Se dona Roxa fosse um poquinho mais nova, certamente ela não o queria. Mas tem gente pra tudo neste mundo. Eita mundão!
Remake
A moda em Hollywood é o remake: você pega aquele filme antigo, da época em que se tinha poucos recursos para colocar a idéia em prática, e o refaz com as tecnologias atuais.
Pensando nisso, decidi fazer um remake de UM poema antigo que escrevi ainda no colégio Marista.
Pensando nisso, decidi fazer um remake de UM poema antigo que escrevi ainda no colégio Marista.
A vida...
que se lê
enquanto se vai compondo, pássaros voando
enquanto se vai vivendo, pássaros abatidos
melhor fingir que se vive, gargalhadas. .
Aulas da quinta série
Todo inverno me remete às aulas de geografia da quinta série em que a professora explicava: "no Maranhão, verão quente e seco; inverno quente e úmido". E desde então, todo inverno que vivi foi assim. Muita chuva pra nos banhar. Inúmeras foram as férias que, por conta do mau tempo, passei mais tempo em casa do que na praia.
Mas mesmo assim, é a estação do ano que mais gosto. Acho engraçado que, mesmo considerando as características básicas do clima maranhense (em função das estações do ano), muita gente sensacionalista insiste em discursar que o inverno deste ano está confuso por conta do aquecimento global. Putz! Dizem que vai chover pouco.
Acho que São Pedro vai mandar chuva e essa confusão está é no buraco da camada cerebral dessa gente... Isso sim! Prefiro a chuva que o sol.E na boa, barraca que guarda-sol, guarda-chuva também!
Roda aí o poeta Lobão:"Chove lá fora e aqui faz tanto frio, me dar vontade...Nem sempre se vê, lágrimas..."
Mas mesmo assim, é a estação do ano que mais gosto. Acho engraçado que, mesmo considerando as características básicas do clima maranhense (em função das estações do ano), muita gente sensacionalista insiste em discursar que o inverno deste ano está confuso por conta do aquecimento global. Putz! Dizem que vai chover pouco.
Acho que São Pedro vai mandar chuva e essa confusão está é no buraco da camada cerebral dessa gente... Isso sim! Prefiro a chuva que o sol.E na boa, barraca que guarda-sol, guarda-chuva também!
Roda aí o poeta Lobão:"Chove lá fora e aqui faz tanto frio, me dar vontade...Nem sempre se vê, lágrimas..."
Série: Profundas questões da humanidade
-O que foi feito das enceradeiras domésticas?
Na casa da minha mãe tinha uma marron, horrenda. Não sei onde foi parar! Há um céu para as enceradeiras?
- E essa sensação de cair do oitavo andar...
- O passado, o presente e o futuro não são as mesmas coisas?
- Por que as pessoas que amamos saem (invariavel e inevitavelmente) de nossas vidas, de um jeito ou de outro?
Na casa da minha mãe tinha uma marron, horrenda. Não sei onde foi parar! Há um céu para as enceradeiras?
- E essa sensação de cair do oitavo andar...
- O passado, o presente e o futuro não são as mesmas coisas?
- Por que as pessoas que amamos saem (invariavel e inevitavelmente) de nossas vidas, de um jeito ou de outro?
Inquérito Nacional de Nutrição e Saúde da População Indígena
Para tentar aprimorar programas voltados às tribos indígenas, o governo precisa conhecê-las melhor. Partindo dessa premissa, a FUNASA (Fundação Nacional de Saúde) pretende organizar neste ano o Inquérito Nacional de Nutrição e Saúde da População Indígena, para mapear a situação alimentar e nutricional desses povos. O estudo pretende ser o mais amplo sobre as condições de saúde e nutrição dos indígenas já realizado no país. A partir de seus resultados devem sair ações visando a melhoria dos indicadores sociais.
A pesquisa será feita em parceria com a Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e financiada com R$ 3 milhões do Banco Mundial, por meio do Vigisus II (projeto de fortalecimento das ações em saúde indígena e saneamento, feito com a cooperação técnica do PNUD).
A idéia é focar o levantamento em crianças menores de cinco anos e mulheres em idade fértil (de 14 a 49 anos). Esse universo foi escolhido por envolver os dois segmentos mais vulneráveis a alterações na qualidade de vida. Como não teríamos recursos para alcançar toda a população, este corte nos pareceu o mais .
A iniciativa se juntará ao Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, que começou a ser implantado em terras indígenas em 2005. O sistema tem o objetivo de coletar a analisar dados semelhantes aos do inquérito, porém não chega ao mesmo detalhamento.
Indicadores já mapeados apontam que a saúde dos 512 mil indígenas do país tem ainda muito a melhorar. Um exemplo é a mortalidade infantil. Enquanto no Brasil em geral a taxa é de 22,58 mortes a cada mil nascidos vivos (segundo dados de 2004 do Ministério da Saúde), entre os índios é mais que o dobro: 49,2, segundo levantamento de 2006 da FUNASA. A taxa chega a 169,5 mortes por mil na região do Vale do Javari (AM), onde há grande incidência de hepatite e malária.
A população indígina em 1500 era mais de 5 milhões.
A pesquisa será feita em parceria com a Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e financiada com R$ 3 milhões do Banco Mundial, por meio do Vigisus II (projeto de fortalecimento das ações em saúde indígena e saneamento, feito com a cooperação técnica do PNUD).
A idéia é focar o levantamento em crianças menores de cinco anos e mulheres em idade fértil (de 14 a 49 anos). Esse universo foi escolhido por envolver os dois segmentos mais vulneráveis a alterações na qualidade de vida. Como não teríamos recursos para alcançar toda a população, este corte nos pareceu o mais .
A iniciativa se juntará ao Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, que começou a ser implantado em terras indígenas em 2005. O sistema tem o objetivo de coletar a analisar dados semelhantes aos do inquérito, porém não chega ao mesmo detalhamento.
Indicadores já mapeados apontam que a saúde dos 512 mil indígenas do país tem ainda muito a melhorar. Um exemplo é a mortalidade infantil. Enquanto no Brasil em geral a taxa é de 22,58 mortes a cada mil nascidos vivos (segundo dados de 2004 do Ministério da Saúde), entre os índios é mais que o dobro: 49,2, segundo levantamento de 2006 da FUNASA. A taxa chega a 169,5 mortes por mil na região do Vale do Javari (AM), onde há grande incidência de hepatite e malária.
A população indígina em 1500 era mais de 5 milhões.
Reforma agrária, agricultura familiar e meio ambiente
A interação de dois fenômenos estruturais são preditivos de uma atividade agrícola no futuro, organizada sob bases incompatíveis com a manutenção do agronegócio nos termos atuais. O primeiro fenômeno, de ordem econômica, subproduto da modernização conservadora da agricultura, diz respeito à trajetória erosiva, no longo prazo, dos níveis de rentabilidade econômica da base primária da atividade, decorrente do gap continuado entre preços agrícolas e custos de produção.
Esse descompasso teve início com a auto-suficiência alimentar da Europa no final da década de 1970. À título de exemplo, de acordo com a FAO, entre 1980 e 2005, os níveis reais dos preços do milho, arroz, trigo e algodão declinaram, respectivamente, 55%, 50%, 46%, 60% e 54%.Interagem com esse fenômeno os ganhos de produtividade agrícola em escalas incapazes de convergir as curvas dos preços e custos. A este respeito, vale consultar na Central de Informações Agropecuárias da Conab (www.conab.gov.br) os dados sobre a evolução dessas variáveis, para várias culturas, no período de 1998 a 2007.Nos países ricos, o colapso da agricultura, por força desses fenômenos, tem sido evitado por políticas protecionistas vigorosas que incluem bilhões de dólares em ajuda aos agricultores.
No Brasil, a grande exploração agrícola tem resistido, com competitividade internacional, graças ao concurso de fatores como: a "cultura" da inadimplência no crédito rural, a precarização do trabalho, os baixos preços relativos da terra, o uso predatório dos recursos naturais e os incentivos da Lei Kandir.Decorre das tendências acima, portanto, a rota desestruturante da base primária da agricultura empresarial, ao que tudo indica, inevitável, à medida que resultante de fatores dificilmente reversíveis, a exemplo do protecionismo agrícola, da imanência excedentária do modelo agrícola e dos processos de concentração e a centralização econômica dos capitais industrial, financeiro e comercial no entorno da atividade agrícola.Poder-se-ia contra-argumentar que a economia dos agrocombustíveis imporá inflexão nessas tendências. Mas, o governo brasileiro, os agrosenhores e os seus agro-intelectuais garantem que não haverá competição com a produção de alimentos! Aliás, recomenda-se àqueles que ainda apostam na mega-economia dos agrocombustíveis, a interpretação política da lista de bens ambientais, sem o etanol, apresentada em Bali na COP 13, pelos EUA e Europa, em atropelo e desrespeito, como de praxe, às negociações entabuladas pelos mais de 150 membros do Comitê de Comércio e Meio Ambiente da OMC.Esta ameaça à agricultura empresarial perde intensidade no caso da agricultura familiar e camponesa por conta dos valores e relações com a terra não restritos à lógica marginalista.Com esta maior blindagem e levando em conta os efeitos do segundo fenômeno tratado na seqüência, a pequena produção agroecológica se habilita para hegemonizar, no futuro, a paisagem agrária, principalmente em países como o Brasil.
O segundo fenômeno deriva dos impactos na atividade agrícola das mudanças climáticas globais e, ao mesmo tempo, das contribuições da agricultura para o aquecimento global.O mundo se depara com o grandioso (e ao que tudo indica, irrealizável) desafio de reduzir, entre 50% e 80% as emissões de gases de efeito-estufa, nos próximos 50 anos, para evitar que a temperatura global ultrapasse os 2 graus centígrados. E as medidas nesta direção devem ser implementadas, nas hipóteses mais otimistas, no prazo de até 15 anos.
A agricultura contribui de forma importante e será fortemente afetada por esse processo. Calcula-se que esta atividade seja responsável por 30% das emissões globais de gases geradores do efeito estufa. Afora as queimadas em países como o Brasil, o principal fator da contribuição da agricultura para o aquecimento global é o emprego intensivo de fertilizantes químicos. Daí decorre o seguinte dilema: sem a redução massiva da utilização dos agroquímicos não há possibilidade de redução do aquecimento global e, ao mesmo tempo, sem o uso crescente desses insumos a agricultura produtivista estará inviabilizada.
Neste quadro, no qual a grande exploração agrícola conspira contra a sua própria sobrevivência e a do planeta, os impactos do aquecimento global desestabilizadores da agricultura, previstos no último Relatório do IPCC, exigirão mudanças de profundidade na base técnica da agricultura sob pena de severas ameaças à segurança alimentar da população mundial.É óbvio que os centros de pesquisa em todo o mundo já vêm se empenhando por soluções técnicas agronômicas para as situações de superstress que advirão do aquecimento global. Todavia, se, por exemplo, é possível a obtenção de variedades compatíveis com adversidades ambientais previstas, não parece razoável supor uma atividade agrícola no futuro ultra-intensiva em fertilizantes.
A não ser que a opção seja pela destruição do planeta! Não sendo assim, é possível imaginar o atual modelo agrícola, sem os agroquímicos? Aí já seria um outro modelo agrícola!Do mesmo modo, muitos cientistas asseguram que a agricultura com biodiversidade será essencial para a convivência com os desdobramentos dos mudanças climáticas. Como isto seria possível com um tipo de agricultura no qual a biodiversidade tem sido uma das suas principais vítimas? Além disso, sem monocultivos em escala não há possibilidade de viabilidade econômica para a base primária do agronegócio, nos termos atuais.
De novo, agora por razões ambientais, a pequena produção agroecológica se credencia para dominar a paisagem agrária do futuroEm suma, se fatores desestabilizadores da natureza e da economia tendem a criar essa oportunidade de hegemonia para a agricultura familiar e camponesa, no futuro, resta que, na política, as suas organizações atuem para tal sob perspectiva estratégica.
Para tanto, mais do que nunca, reforma agrária, agricultura familiar e meio ambiente devem passar a ser pontos de convergência das agendas das lutas populares no campo. E cumpre que se perceba a necessidade de luta pela revisão do Pronaf à medida que, na concepção atual o programa nivela as formas de gestão e produção dos camponeses às bases de organização da agricultura produtivista. Isto não ajuda a construir o futuro!
Esse descompasso teve início com a auto-suficiência alimentar da Europa no final da década de 1970. À título de exemplo, de acordo com a FAO, entre 1980 e 2005, os níveis reais dos preços do milho, arroz, trigo e algodão declinaram, respectivamente, 55%, 50%, 46%, 60% e 54%.Interagem com esse fenômeno os ganhos de produtividade agrícola em escalas incapazes de convergir as curvas dos preços e custos. A este respeito, vale consultar na Central de Informações Agropecuárias da Conab (www.conab.gov.br) os dados sobre a evolução dessas variáveis, para várias culturas, no período de 1998 a 2007.Nos países ricos, o colapso da agricultura, por força desses fenômenos, tem sido evitado por políticas protecionistas vigorosas que incluem bilhões de dólares em ajuda aos agricultores.
No Brasil, a grande exploração agrícola tem resistido, com competitividade internacional, graças ao concurso de fatores como: a "cultura" da inadimplência no crédito rural, a precarização do trabalho, os baixos preços relativos da terra, o uso predatório dos recursos naturais e os incentivos da Lei Kandir.Decorre das tendências acima, portanto, a rota desestruturante da base primária da agricultura empresarial, ao que tudo indica, inevitável, à medida que resultante de fatores dificilmente reversíveis, a exemplo do protecionismo agrícola, da imanência excedentária do modelo agrícola e dos processos de concentração e a centralização econômica dos capitais industrial, financeiro e comercial no entorno da atividade agrícola.Poder-se-ia contra-argumentar que a economia dos agrocombustíveis imporá inflexão nessas tendências. Mas, o governo brasileiro, os agrosenhores e os seus agro-intelectuais garantem que não haverá competição com a produção de alimentos! Aliás, recomenda-se àqueles que ainda apostam na mega-economia dos agrocombustíveis, a interpretação política da lista de bens ambientais, sem o etanol, apresentada em Bali na COP 13, pelos EUA e Europa, em atropelo e desrespeito, como de praxe, às negociações entabuladas pelos mais de 150 membros do Comitê de Comércio e Meio Ambiente da OMC.Esta ameaça à agricultura empresarial perde intensidade no caso da agricultura familiar e camponesa por conta dos valores e relações com a terra não restritos à lógica marginalista.Com esta maior blindagem e levando em conta os efeitos do segundo fenômeno tratado na seqüência, a pequena produção agroecológica se habilita para hegemonizar, no futuro, a paisagem agrária, principalmente em países como o Brasil.
O segundo fenômeno deriva dos impactos na atividade agrícola das mudanças climáticas globais e, ao mesmo tempo, das contribuições da agricultura para o aquecimento global.O mundo se depara com o grandioso (e ao que tudo indica, irrealizável) desafio de reduzir, entre 50% e 80% as emissões de gases de efeito-estufa, nos próximos 50 anos, para evitar que a temperatura global ultrapasse os 2 graus centígrados. E as medidas nesta direção devem ser implementadas, nas hipóteses mais otimistas, no prazo de até 15 anos.
A agricultura contribui de forma importante e será fortemente afetada por esse processo. Calcula-se que esta atividade seja responsável por 30% das emissões globais de gases geradores do efeito estufa. Afora as queimadas em países como o Brasil, o principal fator da contribuição da agricultura para o aquecimento global é o emprego intensivo de fertilizantes químicos. Daí decorre o seguinte dilema: sem a redução massiva da utilização dos agroquímicos não há possibilidade de redução do aquecimento global e, ao mesmo tempo, sem o uso crescente desses insumos a agricultura produtivista estará inviabilizada.
Neste quadro, no qual a grande exploração agrícola conspira contra a sua própria sobrevivência e a do planeta, os impactos do aquecimento global desestabilizadores da agricultura, previstos no último Relatório do IPCC, exigirão mudanças de profundidade na base técnica da agricultura sob pena de severas ameaças à segurança alimentar da população mundial.É óbvio que os centros de pesquisa em todo o mundo já vêm se empenhando por soluções técnicas agronômicas para as situações de superstress que advirão do aquecimento global. Todavia, se, por exemplo, é possível a obtenção de variedades compatíveis com adversidades ambientais previstas, não parece razoável supor uma atividade agrícola no futuro ultra-intensiva em fertilizantes.
A não ser que a opção seja pela destruição do planeta! Não sendo assim, é possível imaginar o atual modelo agrícola, sem os agroquímicos? Aí já seria um outro modelo agrícola!Do mesmo modo, muitos cientistas asseguram que a agricultura com biodiversidade será essencial para a convivência com os desdobramentos dos mudanças climáticas. Como isto seria possível com um tipo de agricultura no qual a biodiversidade tem sido uma das suas principais vítimas? Além disso, sem monocultivos em escala não há possibilidade de viabilidade econômica para a base primária do agronegócio, nos termos atuais.
De novo, agora por razões ambientais, a pequena produção agroecológica se credencia para dominar a paisagem agrária do futuroEm suma, se fatores desestabilizadores da natureza e da economia tendem a criar essa oportunidade de hegemonia para a agricultura familiar e camponesa, no futuro, resta que, na política, as suas organizações atuem para tal sob perspectiva estratégica.
Para tanto, mais do que nunca, reforma agrária, agricultura familiar e meio ambiente devem passar a ser pontos de convergência das agendas das lutas populares no campo. E cumpre que se perceba a necessidade de luta pela revisão do Pronaf à medida que, na concepção atual o programa nivela as formas de gestão e produção dos camponeses às bases de organização da agricultura produtivista. Isto não ajuda a construir o futuro!
22 de jan. de 2008
A vida do estudante de medicina CHE
Fidel, ao referir-se a Che, disse: “nos deixou seu pensamento revolucionário, nos deixou suas virtudes revolucionárias, nos deixou seu caráter, sua vontade, sua tenacidade, seu espírito de trabalho. O homem que deve ser modelo para nosso povo”.Em 14 de junho de 1928 nasce em Rosário, na Argentina, sendo o mais velho dos cinco filhos do casamento entre Ernesto Guevara Lynch e Célia de la Serna Llosa. São seus irmãos: Roberto, Célia, Ana Maria e Juan Martín.Os primeiros quatro anos de sua vida transcorrem em sua cidade natal, Misiones, e em Buenos Aires, onde aos dois anos de idade sofre seu primeiro ataque de asma que motiva a transferência da família a Alta Gracia, a 30 km de Córdoba. Em Alta Gracia começa a ir à escola, e em Córdoba, aos 14 anos, começa o ensino médio.
Ávido leitor desde sua infância, possuidor de uma vasta cultura, por seus olhos passam as obras de Dumas, Salgari, Júlio Verne, Stevenson e outros. Aos 17 anos começa a redigir um Caderno de Filosofia, matéria de interesse ao longo de sua vida.Em abril de 1947 termina o segundo grau e nesse ano a família se transfere à capital argentina, onde Che se matricula na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires. Simultaneamente aos estudos, também trabalha como enfermeiro no município de Buenos Aires, em barcos mercantes e na clínica do Dr. Pisani, considerado o melhor especialista da Argentina em Alergia, experiência que lhe servirá para realizar trabalhos de pesquisas. Pratica esportes: xadrez, futebol, natação.
Em 1950, estudante de Medicina, empreende uma viagem pelo interior do país, conduzindo uma motocicleta, antecedendo seu sua viagem pelo continente. Percorre 12 províncias do interior do país, cerca de 4500 km. Fundou a revista Tackle.Em dezembro de 1951, em companhia de seu amigo Alberto Granado e da Poderosa II (motocicleta), inicia um percurso pela América que começa ao sul da Argentina e os leva a Chile, Peru, Colômbia e Venezuela, e como registra em suas anotações pessoais, isso provocou-lhe tamanhas mudanças do que poderia imaginar. A viagem é feita em motocicleta, em caminhões de carga, como caroneiros em barco ou em uma simples balsa pelos rios caudalosos da América. Em San Pablo, Peru, trabalham durante algum tempo em um leprosário. Em Caracas os amigos se separam. Che regressa a Buenos Aires para terminar seus estudos de Medicina.Em junho de 1953 se graduou como médico, e sai de novo, em 7 de julho de 1953, de Buenos Aires, rumo a Bolívia com seu amigo Carlos “Caliça” Ferrer – 6 mil quilômetros em trem – atravessa o lago Titicaca, volta ao Peru e mais tarde está no Equador, daí seguindo a Panamá e depois Costa Rica e Nicarágua, El Salvador e, finalmente, Guatemala. Caminhos de revolução que o aproximam pela primeira vez ao que definira como uma autêntica revolução.
Che leu muito e viu muito mais em suas viagens pela América, o que o conduz a um contato muito estreito “com a miséria, com a fome, com as doenças, com a impossibilidade de criar um filho por falta de condições, com o embrutecimento provocado pela fome e pelo castigo contínuo...” A essa singular experiência agrega-se um acontecimento de repercussões inimagináveis, o encontro com cubanos que tomaram os quartéis de Moncada e Bayamo e que estavam exilados na Guatemala. Dentre eles destaca-se a presença de Ñico López, homem de esquerda, com o qual se produz uma total afinidade e através do qual Che começa a conhecer Fidel Castro, líder do movimento para alcançar a plena libertação de Cuba.Com a invasão mercenária contra o governo de Jacobo Arbenz, o governo norte-americano consegue a derrubada da revolução da Guatemala, em junho de 1954, e Che decide viajar ao México.
Na viagem de trem ao país asteca conhece Júlio Roberto Cáceres, “El Patojo”, com quem trabalha como fotógrafo ambulante na capital mexicana, ao mesmo tempo em que realiza pesquisas científicas.Em outubro de 1954 reata suas relações com Ñico López e com os revolucionários cubanos residentes no México.
Uma noite de julho de 1955 conhece Fidel, e ao terminar o encontro, Che era um dos futuros expedicionários do Granma. Em meados de 1955 contrai matrimônio com Hilda Gadea, com a qual teve uma filha, Hildita. Em junho de 1956, junto com Fidel e outros companheiros é feito prisioneiro. Quando o iate Granma parte de Tuxpan, em 25 de novembro de 1956, Che tinha a responsabilidade de ser o médico da tropa.Depois vêm dois anos de guerra, a dispersão inicial, o reagrupamento, a organização das forças, as batalhas: Alegria de Pío, La Plata, Arroyo del Infierno, o Uvero, Bueycito, El Hombrito, Pino del Agua, Mar Verde, Altos de Conrado, Santa Rosa.Em Alegria del Pío, uma rajada lhe fere no pescoço. Em Uvero, em 28 de maio, se destaca por sua bravura. Em La Plata, junto a Fidel e outros companheiros, atacam de frente o quartel. Converte-se em um tático e estrategista insuperável, demonstrado em toda sua trajetória de luta em terras cubanas. Em julho de 1957 é o primeiro expedicionário do Granma promovido a comandante e designado chefe da segunda coluna do Exército Rebelde, a número 4. Em Altos Conrado é ferido em um pé.Com a asma, a mochila e o fuzil às costas realiza marchas intermináveis.
Funda o jornal “El Cubano Libre”, cura, combate, organiza. Participa na derrota da ofensiva de verão da tirania à frente a sua tropa. Depois do combate de Santa Rosa fica responsável pela Escola de Recrutas de Minas del Frío.Em 31 de agosto de 1958 inicia a invasão à parte ocidental do país, no comando da coluna 8 “Ciro Redondo”, com o objetivo essencial – seguindo as ordens do Comandante Fidel Castro – de cortar o fornecimento do Exército da ditadura às províncias orientais, agrupar as forças revolucionárias do território de Las Villas e conduzi-las sob um comando único. Em 9 de setembro tem seu primeiro encontro com as tropas inimigas, na La Federal, e o segundo em 14 de setembro, em Cuatro Compañeros. A coluna chega à região montanhosa de Las Villas em 16 de outubro, começando assim a histórica Campanha de Las Villas. São tomadas suas principais cidades até finalizar com a Batalha de Santa Clara e a rendição das tropas inimigas em 1º de janeiro de 1959.
Exemplo, multiplicidade e integridade o distinguem, quando apesar de suas enormes responsabilidades edita o jornal El Cubano Libre, em 1957, no qual, com o pseudônimo de Franco atirador redige diversos artigos, em permanente tarefa educativa, e em fevereiro de 1958 funda a Radio Rebelde. Além disso, cria pequenas indústrias de guerra com o fim de satisfazer necessidades primárias da contenda.Ao triunfo da revolução, por ordens de Fidel, parte a Havana para ocupar a Fortaleza de São Carlos de La Cabaña. Chega à frente de sua coluna em 3 de janeiro de 1959.
Em 2 de junho de 1959 contrai matrimônio com Aleida March de la Torre, combatente que conhece na serra de Escambray, com a qual tem quatro filhos: Aleida, Camilo, Célia e Ernesto.Após o triunfo revolucionário lhe são designadas múltiplas responsabilidades de Estado e de governo, primeiro como Chefe Militar de La Cabaña e de Capacitação do Exército Rebelde; posteriormente chefe do Departamento de Industrialização do INRA (Instituto Nacional de Reforma Agrária), presidente do Banco Nacional, Chefe Militar da Região de Ocidente, Ministro de Indústrias, membro da Direção do Partido, com responsabilidades na Junta Central de Planificação (JUCEPLAN).
Recebeu os títulos de Cidadão cubano, Doutor Honoris Causa em Pedagogia e Filho Adotivo de Cabaiguán e Fomento.Desde 1959 desempenha diversas funções dentro da Política Exterior da Revolução Cubana. Viajou à frente de numerosas delegações, destacando-se as visitas realizadas nos países que constituíam o Pacto de Bandung, precursor do Movimento dos não-Alinhados; a assinatura de convênios com os países socialistas, sua participação em conferências internacionais em Punta del Este, Uruguai, em 1961; preside a delegação que participa da Conferência das Nações Unidas sobre comércio e Desenvolvimento, que se realiza na Suíça, em 1964; preside uma delegação à Assembléia Geral da ONU em 1964, onde pronuncia um histórico discurso.Em 1965 participa na Conferência de Argel, em 24 de fevereiro e pronuncia um discurso muito importante.O legado de seu pensamento teórico, dinâmico e criativo ficou registrado em numerosos artigos e entrevistas, em edições nacionais e internacionais. Fundou as revistas Verde Olivo, Nuestra Industria e Nuestra Industria Económica.
Publica os livros Guerra de guerrilhas e Pasajes de la guerra Revolucionária, além de documentos de transcendência universal: “El Socialismo y el hombre em Cuba” e o mundialmente conhecido como “Mensaje a la Tricontinental”.No âmbito militar, como Chefe Militar do Ocidente, durante a invasão mercenária por Playa Girón estabeleceu a chefatura em Pinar del Rio, do mesmo modo em que na Crise de Outubro, instala o comando na Cueva de los Portales, na mencionada província.
Como Ministro da Indústria assentou as bases do desenvolvimento industrial do país, multiplicando a instalação e ampliação de fábricas com um sentido integral, com o objetivo de garantir a construção socialista no país.Em 1965 começa um novo ciclo em sua vida, determinado pelo internacionalismo revolucionário. Em abril daquele ano dirige sua carta de despedida a Fidel e ao povo de Cuba, onde destaca: “Outras terras do mundo reclamam a colaboração de meus modestos esforços”. Em abril de 1965 chega às selvas do Congo, onde permanece por sete meses.
Em 1966 por insistência de Fidel, regressa a Cuba, onde incógnito se prepara junto a um grupo de companheiros e parte depois, em 23 de outubro do mesmo ano, para a Bolívia para consagrar-se à causa da libertação da América Latina. Na Bolívia, comanda o Exército de Libertação Nacional (ELN), travando numerosos combates durante os onze meses em que se estende a peleja, contra um exército treinado e armado por assessores estadunidenses.No combate de Quebrada del Yuro, em 8 de outubro de 1967, com feridas em uma perna que lhe dificultavam caminhar, com o fuzil destruído por um balaço e sem o carregador de sua pistola, é feito prisioneiro e conduzido ao povoado de La Higuera. É assassinado no dia seguinte na escolinha de la Higuera, por ordens da CIA e do Alto Comando do Exército boliviano.Seu cadáver foi sepultado em uma vala comum em Vallegrande, com outros combatentes caídos ou assassinados no combate de Quebrada del Yuro, considerado seu penúltimo combate porque seu exemplo continua sendo um estandarte de luta e porque, como disse Fidel, “...de Ernesto Guevara nunca se poderá falar no passado...”
Durante 30 anos seus restos mortais permaneceram naquela localidade, até a data de sua descoberta, em 28 de junho de 1997 e seu traslado a Cuba, em 12 de julho desse mesmo ano. Posteriormente, as províncias de Ciudad de La Habana, La Habana, Matanzas e Villa Clara, representando o povo de Cuba, prestam-lhe homenagem póstuma e em 17 de outubro, seus restos mortais juntamente com os dos outros combatentes encontrados naquela data, são depositados no mausoléu que leva seu nome, na cidade de Santa Clara, com o qualificativo outorgado pelo companheiro Fidel, de “companheiros heróicos do destacamento de reforço”.
Ávido leitor desde sua infância, possuidor de uma vasta cultura, por seus olhos passam as obras de Dumas, Salgari, Júlio Verne, Stevenson e outros. Aos 17 anos começa a redigir um Caderno de Filosofia, matéria de interesse ao longo de sua vida.Em abril de 1947 termina o segundo grau e nesse ano a família se transfere à capital argentina, onde Che se matricula na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires. Simultaneamente aos estudos, também trabalha como enfermeiro no município de Buenos Aires, em barcos mercantes e na clínica do Dr. Pisani, considerado o melhor especialista da Argentina em Alergia, experiência que lhe servirá para realizar trabalhos de pesquisas. Pratica esportes: xadrez, futebol, natação.
Em 1950, estudante de Medicina, empreende uma viagem pelo interior do país, conduzindo uma motocicleta, antecedendo seu sua viagem pelo continente. Percorre 12 províncias do interior do país, cerca de 4500 km. Fundou a revista Tackle.Em dezembro de 1951, em companhia de seu amigo Alberto Granado e da Poderosa II (motocicleta), inicia um percurso pela América que começa ao sul da Argentina e os leva a Chile, Peru, Colômbia e Venezuela, e como registra em suas anotações pessoais, isso provocou-lhe tamanhas mudanças do que poderia imaginar. A viagem é feita em motocicleta, em caminhões de carga, como caroneiros em barco ou em uma simples balsa pelos rios caudalosos da América. Em San Pablo, Peru, trabalham durante algum tempo em um leprosário. Em Caracas os amigos se separam. Che regressa a Buenos Aires para terminar seus estudos de Medicina.Em junho de 1953 se graduou como médico, e sai de novo, em 7 de julho de 1953, de Buenos Aires, rumo a Bolívia com seu amigo Carlos “Caliça” Ferrer – 6 mil quilômetros em trem – atravessa o lago Titicaca, volta ao Peru e mais tarde está no Equador, daí seguindo a Panamá e depois Costa Rica e Nicarágua, El Salvador e, finalmente, Guatemala. Caminhos de revolução que o aproximam pela primeira vez ao que definira como uma autêntica revolução.
Che leu muito e viu muito mais em suas viagens pela América, o que o conduz a um contato muito estreito “com a miséria, com a fome, com as doenças, com a impossibilidade de criar um filho por falta de condições, com o embrutecimento provocado pela fome e pelo castigo contínuo...” A essa singular experiência agrega-se um acontecimento de repercussões inimagináveis, o encontro com cubanos que tomaram os quartéis de Moncada e Bayamo e que estavam exilados na Guatemala. Dentre eles destaca-se a presença de Ñico López, homem de esquerda, com o qual se produz uma total afinidade e através do qual Che começa a conhecer Fidel Castro, líder do movimento para alcançar a plena libertação de Cuba.Com a invasão mercenária contra o governo de Jacobo Arbenz, o governo norte-americano consegue a derrubada da revolução da Guatemala, em junho de 1954, e Che decide viajar ao México.
Na viagem de trem ao país asteca conhece Júlio Roberto Cáceres, “El Patojo”, com quem trabalha como fotógrafo ambulante na capital mexicana, ao mesmo tempo em que realiza pesquisas científicas.Em outubro de 1954 reata suas relações com Ñico López e com os revolucionários cubanos residentes no México.
Uma noite de julho de 1955 conhece Fidel, e ao terminar o encontro, Che era um dos futuros expedicionários do Granma. Em meados de 1955 contrai matrimônio com Hilda Gadea, com a qual teve uma filha, Hildita. Em junho de 1956, junto com Fidel e outros companheiros é feito prisioneiro. Quando o iate Granma parte de Tuxpan, em 25 de novembro de 1956, Che tinha a responsabilidade de ser o médico da tropa.Depois vêm dois anos de guerra, a dispersão inicial, o reagrupamento, a organização das forças, as batalhas: Alegria de Pío, La Plata, Arroyo del Infierno, o Uvero, Bueycito, El Hombrito, Pino del Agua, Mar Verde, Altos de Conrado, Santa Rosa.Em Alegria del Pío, uma rajada lhe fere no pescoço. Em Uvero, em 28 de maio, se destaca por sua bravura. Em La Plata, junto a Fidel e outros companheiros, atacam de frente o quartel. Converte-se em um tático e estrategista insuperável, demonstrado em toda sua trajetória de luta em terras cubanas. Em julho de 1957 é o primeiro expedicionário do Granma promovido a comandante e designado chefe da segunda coluna do Exército Rebelde, a número 4. Em Altos Conrado é ferido em um pé.Com a asma, a mochila e o fuzil às costas realiza marchas intermináveis.
Funda o jornal “El Cubano Libre”, cura, combate, organiza. Participa na derrota da ofensiva de verão da tirania à frente a sua tropa. Depois do combate de Santa Rosa fica responsável pela Escola de Recrutas de Minas del Frío.Em 31 de agosto de 1958 inicia a invasão à parte ocidental do país, no comando da coluna 8 “Ciro Redondo”, com o objetivo essencial – seguindo as ordens do Comandante Fidel Castro – de cortar o fornecimento do Exército da ditadura às províncias orientais, agrupar as forças revolucionárias do território de Las Villas e conduzi-las sob um comando único. Em 9 de setembro tem seu primeiro encontro com as tropas inimigas, na La Federal, e o segundo em 14 de setembro, em Cuatro Compañeros. A coluna chega à região montanhosa de Las Villas em 16 de outubro, começando assim a histórica Campanha de Las Villas. São tomadas suas principais cidades até finalizar com a Batalha de Santa Clara e a rendição das tropas inimigas em 1º de janeiro de 1959.
Exemplo, multiplicidade e integridade o distinguem, quando apesar de suas enormes responsabilidades edita o jornal El Cubano Libre, em 1957, no qual, com o pseudônimo de Franco atirador redige diversos artigos, em permanente tarefa educativa, e em fevereiro de 1958 funda a Radio Rebelde. Além disso, cria pequenas indústrias de guerra com o fim de satisfazer necessidades primárias da contenda.Ao triunfo da revolução, por ordens de Fidel, parte a Havana para ocupar a Fortaleza de São Carlos de La Cabaña. Chega à frente de sua coluna em 3 de janeiro de 1959.
Em 2 de junho de 1959 contrai matrimônio com Aleida March de la Torre, combatente que conhece na serra de Escambray, com a qual tem quatro filhos: Aleida, Camilo, Célia e Ernesto.Após o triunfo revolucionário lhe são designadas múltiplas responsabilidades de Estado e de governo, primeiro como Chefe Militar de La Cabaña e de Capacitação do Exército Rebelde; posteriormente chefe do Departamento de Industrialização do INRA (Instituto Nacional de Reforma Agrária), presidente do Banco Nacional, Chefe Militar da Região de Ocidente, Ministro de Indústrias, membro da Direção do Partido, com responsabilidades na Junta Central de Planificação (JUCEPLAN).
Recebeu os títulos de Cidadão cubano, Doutor Honoris Causa em Pedagogia e Filho Adotivo de Cabaiguán e Fomento.Desde 1959 desempenha diversas funções dentro da Política Exterior da Revolução Cubana. Viajou à frente de numerosas delegações, destacando-se as visitas realizadas nos países que constituíam o Pacto de Bandung, precursor do Movimento dos não-Alinhados; a assinatura de convênios com os países socialistas, sua participação em conferências internacionais em Punta del Este, Uruguai, em 1961; preside a delegação que participa da Conferência das Nações Unidas sobre comércio e Desenvolvimento, que se realiza na Suíça, em 1964; preside uma delegação à Assembléia Geral da ONU em 1964, onde pronuncia um histórico discurso.Em 1965 participa na Conferência de Argel, em 24 de fevereiro e pronuncia um discurso muito importante.O legado de seu pensamento teórico, dinâmico e criativo ficou registrado em numerosos artigos e entrevistas, em edições nacionais e internacionais. Fundou as revistas Verde Olivo, Nuestra Industria e Nuestra Industria Económica.
Publica os livros Guerra de guerrilhas e Pasajes de la guerra Revolucionária, além de documentos de transcendência universal: “El Socialismo y el hombre em Cuba” e o mundialmente conhecido como “Mensaje a la Tricontinental”.No âmbito militar, como Chefe Militar do Ocidente, durante a invasão mercenária por Playa Girón estabeleceu a chefatura em Pinar del Rio, do mesmo modo em que na Crise de Outubro, instala o comando na Cueva de los Portales, na mencionada província.
Como Ministro da Indústria assentou as bases do desenvolvimento industrial do país, multiplicando a instalação e ampliação de fábricas com um sentido integral, com o objetivo de garantir a construção socialista no país.Em 1965 começa um novo ciclo em sua vida, determinado pelo internacionalismo revolucionário. Em abril daquele ano dirige sua carta de despedida a Fidel e ao povo de Cuba, onde destaca: “Outras terras do mundo reclamam a colaboração de meus modestos esforços”. Em abril de 1965 chega às selvas do Congo, onde permanece por sete meses.
Em 1966 por insistência de Fidel, regressa a Cuba, onde incógnito se prepara junto a um grupo de companheiros e parte depois, em 23 de outubro do mesmo ano, para a Bolívia para consagrar-se à causa da libertação da América Latina. Na Bolívia, comanda o Exército de Libertação Nacional (ELN), travando numerosos combates durante os onze meses em que se estende a peleja, contra um exército treinado e armado por assessores estadunidenses.No combate de Quebrada del Yuro, em 8 de outubro de 1967, com feridas em uma perna que lhe dificultavam caminhar, com o fuzil destruído por um balaço e sem o carregador de sua pistola, é feito prisioneiro e conduzido ao povoado de La Higuera. É assassinado no dia seguinte na escolinha de la Higuera, por ordens da CIA e do Alto Comando do Exército boliviano.Seu cadáver foi sepultado em uma vala comum em Vallegrande, com outros combatentes caídos ou assassinados no combate de Quebrada del Yuro, considerado seu penúltimo combate porque seu exemplo continua sendo um estandarte de luta e porque, como disse Fidel, “...de Ernesto Guevara nunca se poderá falar no passado...”
Durante 30 anos seus restos mortais permaneceram naquela localidade, até a data de sua descoberta, em 28 de junho de 1997 e seu traslado a Cuba, em 12 de julho desse mesmo ano. Posteriormente, as províncias de Ciudad de La Habana, La Habana, Matanzas e Villa Clara, representando o povo de Cuba, prestam-lhe homenagem póstuma e em 17 de outubro, seus restos mortais juntamente com os dos outros combatentes encontrados naquela data, são depositados no mausoléu que leva seu nome, na cidade de Santa Clara, com o qualificativo outorgado pelo companheiro Fidel, de “companheiros heróicos do destacamento de reforço”.
Prejuizo ambiental para pobres supera dívida esterna
Os prejuízos ambientais causados pelos países desenvolvidos aos paises em desenvolvimento custarão mais caro que os prejuízos da dívida externa. Esta é a conclusão de um estudo publicado por um grupo estadunidense formado por ecologistas e economistas.
De acordo com o documento, a destruição dos recursos naturais pelos ricos entre as décadas de 1960 e 1990 deverá significar uma perda de mais de R$ 13 trilhões aos países de renda per capita baixa e média.A dívida externa dos países pobres, na mesma época, ficou em torno de R$ 3 trilhões. Segundo os autores da pesquisa, apenas por meio da emissão proporcional de gases de efeito estufa, o grupo rico pode ter imposto danos climáticos aos pobres maiores do que a dívida externa destes.Os custos calculados levam em conta as atividades humanas ligadas à mudança climática, destruição da camada de ozônio, expansão da agricultura, desmatamento, pesca predatória e danos a mangues. Os pesquisadores estimam que o dano ambiental trará a humanidade como um todo um prejuízo de mais de R$ 85 trilhões.
O aquecimento global e o problema com o ozônio foram considerados os fenômenos mais impactantes, representando mais de 97% das perdas.
De acordo com o documento, a destruição dos recursos naturais pelos ricos entre as décadas de 1960 e 1990 deverá significar uma perda de mais de R$ 13 trilhões aos países de renda per capita baixa e média.A dívida externa dos países pobres, na mesma época, ficou em torno de R$ 3 trilhões. Segundo os autores da pesquisa, apenas por meio da emissão proporcional de gases de efeito estufa, o grupo rico pode ter imposto danos climáticos aos pobres maiores do que a dívida externa destes.Os custos calculados levam em conta as atividades humanas ligadas à mudança climática, destruição da camada de ozônio, expansão da agricultura, desmatamento, pesca predatória e danos a mangues. Os pesquisadores estimam que o dano ambiental trará a humanidade como um todo um prejuízo de mais de R$ 85 trilhões.
O aquecimento global e o problema com o ozônio foram considerados os fenômenos mais impactantes, representando mais de 97% das perdas.
No mundo todo, só 8% crêem nos políticos
Uma pesquisa do instituto Gallup International para o Fórum Econômico Mundial mostra que apenas 8% dos consultados confiam nos políticos. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (18/01) pelo jornal Folha de S. Paulo, mostram que, na média mundial, No mundo todo, só 8% crêem nos políticos18/01/2008Uma pesquisa do instituto Gallup International para o Fórum Econômico Mundial mostra que apenas 8% dos consultados confiam nos políticos.
Os dados, divulgados nesta sexta-feira (18/01) pelo jornal Folha de S. Paulo, mostram que, na média mundial, 60% dizem que eles são desonestos, mas, na América Latina, a porcentagem sobe para 77%. Os que dizem que os políticos são desonestos chegam a (90%) na Colômbia, afirma a pesquisa. O Brasil não entrou na pesquisa, que ouviu 61.600 pessoas em 60 países, e é batizada de "A Voz do Povo".
Segundo o Gallup, o levantamento representa o ponto de vista de cerca de 1,5 bilhão de cidadãos. O número dos que desconfiam dos políticos subiu, de 48% em 2006, contra os 60% agora (a pesquisa foi realizada entre outubro e dezembro passados).Os empresários também são mal-vistos: 43% dos pesquisados acham que são desonestos, 42% acham que eles têm poder demais (e responsabilidade também) e 39% dizem que se comportam de maneira não-ética.A maioria relativa dos consultados (36%) revela pessimismo com relação à prosperidade: acreditam que a próxima geração viverá em um mundo "muito" ou "um pouco" menos próspero. Na América Latina, os mais otimistas, disparadamente, são os venezuelanos: 55% crêem em mais prosperidade ("muito" mais ou "um pouco" mais) contra 20% de pessimistas. Os professores são considerados os mais confiáveis (34% acreditam neles). Mas, na África, são superados pelos líderes religiosos e, no Oriente Médio, por militares/policiais.Na América Latina, também, professores e líderes religiosos aparecem como os mais confiáveis, com, respectivamente, 20% e 17%, seguidos pelos jornalistas (11%). Os menos confiáveis na região são os advogados (apenas 3%).60% dizem que eles são desonestos, mas, na América Latina, a porcentagem sobe para 77%. Os que dizem que os políticos são desonestos chegam a (90%) na Colômbia, afirma a pesquisa. O Brasil não entrou na pesquisa, que ouviu 61.600 pessoas em 60 países, e é batizada de "A Voz do Povo".
Segundo o Gallup, o levantamento representa o ponto de vista de cerca de 1,5 bilhão de cidadãos. O número dos que desconfiam dos políticos subiu, de 48% em 2006, contra os 60% agora (a pesquisa foi realizada entre outubro e dezembro passados).Os empresários também são mal-vistos: 43% dos pesquisados acham que são desonestos, 42% acham que eles têm poder demais (e responsabilidade também) e 39% dizem que se comportam de maneira não-ética.A maioria relativa dos consultados (36%) revela pessimismo com relação à prosperidade: acreditam que a próxima geração viverá em um mundo "muito" ou "um pouco" menos próspero.
Na América Latina, os mais otimistas, disparadamente, são os venezuelanos: 55% crêem em mais prosperidade ("muito" mais ou "um pouco" mais) contra 20% de pessimistas. Os professores são considerados os mais confiáveis (34% acreditam neles). Mas, na África, são superados pelos líderes religiosos e, no Oriente Médio, por militares/policiais.Na América Latina, também, professores e líderes religiosos aparecem como os mais confiáveis, com, respectivamente, 20% e 17%, seguidos pelos jornalistas (11%). Os menos confiáveis na região são os advogados (apenas 3%).
Os dados, divulgados nesta sexta-feira (18/01) pelo jornal Folha de S. Paulo, mostram que, na média mundial, 60% dizem que eles são desonestos, mas, na América Latina, a porcentagem sobe para 77%. Os que dizem que os políticos são desonestos chegam a (90%) na Colômbia, afirma a pesquisa. O Brasil não entrou na pesquisa, que ouviu 61.600 pessoas em 60 países, e é batizada de "A Voz do Povo".
Segundo o Gallup, o levantamento representa o ponto de vista de cerca de 1,5 bilhão de cidadãos. O número dos que desconfiam dos políticos subiu, de 48% em 2006, contra os 60% agora (a pesquisa foi realizada entre outubro e dezembro passados).Os empresários também são mal-vistos: 43% dos pesquisados acham que são desonestos, 42% acham que eles têm poder demais (e responsabilidade também) e 39% dizem que se comportam de maneira não-ética.A maioria relativa dos consultados (36%) revela pessimismo com relação à prosperidade: acreditam que a próxima geração viverá em um mundo "muito" ou "um pouco" menos próspero. Na América Latina, os mais otimistas, disparadamente, são os venezuelanos: 55% crêem em mais prosperidade ("muito" mais ou "um pouco" mais) contra 20% de pessimistas. Os professores são considerados os mais confiáveis (34% acreditam neles). Mas, na África, são superados pelos líderes religiosos e, no Oriente Médio, por militares/policiais.Na América Latina, também, professores e líderes religiosos aparecem como os mais confiáveis, com, respectivamente, 20% e 17%, seguidos pelos jornalistas (11%). Os menos confiáveis na região são os advogados (apenas 3%).60% dizem que eles são desonestos, mas, na América Latina, a porcentagem sobe para 77%. Os que dizem que os políticos são desonestos chegam a (90%) na Colômbia, afirma a pesquisa. O Brasil não entrou na pesquisa, que ouviu 61.600 pessoas em 60 países, e é batizada de "A Voz do Povo".
Segundo o Gallup, o levantamento representa o ponto de vista de cerca de 1,5 bilhão de cidadãos. O número dos que desconfiam dos políticos subiu, de 48% em 2006, contra os 60% agora (a pesquisa foi realizada entre outubro e dezembro passados).Os empresários também são mal-vistos: 43% dos pesquisados acham que são desonestos, 42% acham que eles têm poder demais (e responsabilidade também) e 39% dizem que se comportam de maneira não-ética.A maioria relativa dos consultados (36%) revela pessimismo com relação à prosperidade: acreditam que a próxima geração viverá em um mundo "muito" ou "um pouco" menos próspero.
Na América Latina, os mais otimistas, disparadamente, são os venezuelanos: 55% crêem em mais prosperidade ("muito" mais ou "um pouco" mais) contra 20% de pessimistas. Os professores são considerados os mais confiáveis (34% acreditam neles). Mas, na África, são superados pelos líderes religiosos e, no Oriente Médio, por militares/policiais.Na América Latina, também, professores e líderes religiosos aparecem como os mais confiáveis, com, respectivamente, 20% e 17%, seguidos pelos jornalistas (11%). Os menos confiáveis na região são os advogados (apenas 3%).
BANCO ALBA BUSCA COMBATER A DEPENDÊNCIA FINANCEIRA
A instalação oficial do banco será durante a Cúpula da ALBA, que acontecerá em Caracas nos dias 25 e 26. Ao anunciar a inauguração do banco em uma sessão de trabalho do Conselho de Planejamento Econômico e Social do Governo da Nicarágua, o presidente venezuelano Hugo Chávez disse que um dos objetivos do banco é ajudar os países para não dependerem de organismos multilaterais e das Instituições Financeiras Internacionais (IFIs) como o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Comissões de trabalho foram criadas para elaborar o Estatuto e a composição financeira do Banco ALBA. À época da aprovação da criação do Banco, o vice-ministro venezuelano de Relações Exteriores para América Latina e Caribe, Rodolfo Sanz, disse que essa instituição permitirá aumentar a capacidade de capital e investimento para apoiar as empresas em suas operações e promover o mercado entre os países membros com o exterior.
O Banco, cujos membros são Venezuela, Cuba, Bolívia e Nicarágua, também irá contribuir com a sincronização do capital dos países do ALBA, para que ajude na configuração do que se denomina mercado intra-ALBA e para que permita aumentar a capacidade de investimento dos mesmos.
Comissões de trabalho foram criadas para elaborar o Estatuto e a composição financeira do Banco ALBA. À época da aprovação da criação do Banco, o vice-ministro venezuelano de Relações Exteriores para América Latina e Caribe, Rodolfo Sanz, disse que essa instituição permitirá aumentar a capacidade de capital e investimento para apoiar as empresas em suas operações e promover o mercado entre os países membros com o exterior.
O Banco, cujos membros são Venezuela, Cuba, Bolívia e Nicarágua, também irá contribuir com a sincronização do capital dos países do ALBA, para que ajude na configuração do que se denomina mercado intra-ALBA e para que permita aumentar a capacidade de investimento dos mesmos.
Brasileiro é indicado para o Prêmio Nobel da Paz 2008
Após ter o método do Teatro do Oprimido aplicado em mais de 70 países, o criador da técnica, o diretor de teatro Augusto Boal, foi indicado para ser candidato ao Prêmio Nobel da Paz em 2008.
O Teatro do Oprimido tem o propósito de democratizar os meios de produção teatral e o acesso das populações oprimidas. O objetivo é transformar a realidade através de um diálogo a partir da sistematização de exercícios, jogos e técnicas teatrais. Inicialmente utilizado por camponeses e operários, hoje é amplamente aplicado por professores, estudantes, trabalhadores sociais e organizações não-governamentais em escolas, igrejas, teatros, prisões, entre outros.
Aos 77 anos, Boal é um dos mais importantes teatrólogos atuantes hoje no Brasil. Na década de 1970, criou o Teatro do Oprimido inspirado na obra do educador Paulo Freire e, desde então, vem desenvolvendo o método em vários países.
MST e Teatro do Oprimido
O teatro existe no MST como manifestação estética espontânea desde a origem do Movimento, juntamente com a música,a poesia e as artes plásticas. De forma organizada, o teatro ganha força a partir da parceria entre o MST e o Centro do Teatro do Oprimido (CTO), dirigido por Augusto Boal, iniciada em fevereiro de 2001.
Com esta experiência, nasceu a Brigada Nacional de Teatro Patativa do Assaré, um grupo de militantes de vários estados do país, que tem a tarefa de formar novos multiplicadores e formar grupos nos acampamentos e assentamentos.Hoje, existem cerca de 35 grupos de teatro do MST nas áreas de Reforma Agrária espalhadas pelo país.
O Teatro do Oprimido tem o propósito de democratizar os meios de produção teatral e o acesso das populações oprimidas. O objetivo é transformar a realidade através de um diálogo a partir da sistematização de exercícios, jogos e técnicas teatrais. Inicialmente utilizado por camponeses e operários, hoje é amplamente aplicado por professores, estudantes, trabalhadores sociais e organizações não-governamentais em escolas, igrejas, teatros, prisões, entre outros.
Aos 77 anos, Boal é um dos mais importantes teatrólogos atuantes hoje no Brasil. Na década de 1970, criou o Teatro do Oprimido inspirado na obra do educador Paulo Freire e, desde então, vem desenvolvendo o método em vários países.
MST e Teatro do Oprimido
O teatro existe no MST como manifestação estética espontânea desde a origem do Movimento, juntamente com a música,a poesia e as artes plásticas. De forma organizada, o teatro ganha força a partir da parceria entre o MST e o Centro do Teatro do Oprimido (CTO), dirigido por Augusto Boal, iniciada em fevereiro de 2001.
Com esta experiência, nasceu a Brigada Nacional de Teatro Patativa do Assaré, um grupo de militantes de vários estados do país, que tem a tarefa de formar novos multiplicadores e formar grupos nos acampamentos e assentamentos.Hoje, existem cerca de 35 grupos de teatro do MST nas áreas de Reforma Agrária espalhadas pelo país.
Drº Leo é um dos articuladores da Fundação Estatal
O projeto Fundação Estatal, que tramita no Congresso, tem como objetivo primeiro o fortalecimento do Estado na gestão do SUS (Sistema Único de Saúde). Esse fortalecimento se dá com descentralização e desburocratização de um lado e, de outro, reforço da capacidade de coordenação, papel insubstituível do Estado.
Não há como esconder a realidade da saúde pública no Brasil hoje. Praticamente todos os melhores hospitais públicos brasileiros construíram artifícios para contornar a rigidez imposta pela administração pública e atingir uma gestão eficiente e eficaz da saúde. Existe também uma grande precariedade das relações trabalhistas. Dos 22.900 trabalhadores dos hospitais federais do Rio de Janeiro, por exemplo, 9.200 (40%) são terceirizados (contratos com terceiros, contratos temporários etc). O restante, 13.700, são efetivos, com diversos vínculos (União, Estados e municípios). Esse é o mundo real.Não há como negar que, na década de 1990, proliferaram fundações privadas de apoio que acabaram por desempenhar várias funções administrativas em paralelo à administração do próprio hospital. Da contratação de pessoal à construção de instalações, compra de equipamentos, medicamentos e insumos em geral, muito tem ficado na mão desse ente privado.
As fundações de apoio já sofreram inúmeros questionamentos jurídicos e estão com os dias contados por não respeitarem as normas da administração pública. A alternativa hoje existente são as OS (Organizações Sociais), que são, essas sim, entes privados que gerem os hospitais mediante a assinatura de um “termo de parceria” com o Estado.Diante desse quadro, real, o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional o projeto Fundação Estatal, que, ao mesmo tempo em que reconhece a necessidade de autonomia e flexibilidade para a oferta mais eficiente de serviços na área social, não diminui a importância da administração direta do Estado.
Enquanto as OS deslocam para o setor privado uma responsabilidade pública, a Fundação Estatal amplia e transforma a própria administração do Estado, modernizando-a. Especialmente na esfera do SUS, a Fundação Estatal reforça categorias fundamentais, em que o Estado exerce papel de reitor para a formulação de políticas, planejamento, regulação e avaliação de ações, além de possibilitar a necessária interação entre níveis de Governo.
A Fundação Estatal tem como pilar uma administração gerida por metas e indicadores. Na área de saúde, os hospitais terão metas de desempenho para cada serviço prestado, vinculadas diretamente aos recursos que serão recebidos, mediante contrato. Os mandatos dos dirigentes destas instituições estarão vinculados ao êxito da gestão. Os novos contratados serão regidos pela CLT, sem desprezar em momento algum a seleção por concurso público, com prova e, dependendo da complexidade do cargo, com avaliação de títulos. A demissão só poderá ocorrer após a conclusão de processo administrativo que avaliará se há justa causa para a dispensa. Não haverá mudança para quem é estatutário. Ele não será obrigado a migrar para a CLT e terá seus direitos adquiridos preservados. O gestor está obrigado ainda a obedecer a um amplo conjunto de regras da administração pública, como o dever de realizar licitação na aquisição de materiais e equipamentos.
Dos 27 Estados da Federação, apenas o governo do Paraná se coloca atualmente contra o projeto Fundação Estatal. Governadores dos mais diferentes partidos como Marcelo Déda (PT-SE), Jacques Wagner (PT-BA), Sérgio Cabral Filho (PMDB-RJ), Paulo Hartung (PMDB-ES), Cid Gomes (PSB-CE) já tornaram públicos seus apoio ao novo modelo.
A lista de apoios ao projeto Fundação estatal não pára de crescer e já tem nomes como:
Leonaldson dos Santos Castro(Drº Leo), diretor do grupo colo-anal do Instituto Naciomal do Cancer(INCA), Francisco Matheus Guimarães, diretor geral do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into); Leslie Aloan, diretor do Hospital dos Servidores do Estado (HSE) do Rio de Janeiro; João Marcelo Ramalho Alves, diretor do Hospital do Andaraí; e Emerson Elias Merhy, professor Livre Docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Fonte: Drº Leo Santos Castro.
Não há como esconder a realidade da saúde pública no Brasil hoje. Praticamente todos os melhores hospitais públicos brasileiros construíram artifícios para contornar a rigidez imposta pela administração pública e atingir uma gestão eficiente e eficaz da saúde. Existe também uma grande precariedade das relações trabalhistas. Dos 22.900 trabalhadores dos hospitais federais do Rio de Janeiro, por exemplo, 9.200 (40%) são terceirizados (contratos com terceiros, contratos temporários etc). O restante, 13.700, são efetivos, com diversos vínculos (União, Estados e municípios). Esse é o mundo real.Não há como negar que, na década de 1990, proliferaram fundações privadas de apoio que acabaram por desempenhar várias funções administrativas em paralelo à administração do próprio hospital. Da contratação de pessoal à construção de instalações, compra de equipamentos, medicamentos e insumos em geral, muito tem ficado na mão desse ente privado.
As fundações de apoio já sofreram inúmeros questionamentos jurídicos e estão com os dias contados por não respeitarem as normas da administração pública. A alternativa hoje existente são as OS (Organizações Sociais), que são, essas sim, entes privados que gerem os hospitais mediante a assinatura de um “termo de parceria” com o Estado.Diante desse quadro, real, o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional o projeto Fundação Estatal, que, ao mesmo tempo em que reconhece a necessidade de autonomia e flexibilidade para a oferta mais eficiente de serviços na área social, não diminui a importância da administração direta do Estado.
Enquanto as OS deslocam para o setor privado uma responsabilidade pública, a Fundação Estatal amplia e transforma a própria administração do Estado, modernizando-a. Especialmente na esfera do SUS, a Fundação Estatal reforça categorias fundamentais, em que o Estado exerce papel de reitor para a formulação de políticas, planejamento, regulação e avaliação de ações, além de possibilitar a necessária interação entre níveis de Governo.
A Fundação Estatal tem como pilar uma administração gerida por metas e indicadores. Na área de saúde, os hospitais terão metas de desempenho para cada serviço prestado, vinculadas diretamente aos recursos que serão recebidos, mediante contrato. Os mandatos dos dirigentes destas instituições estarão vinculados ao êxito da gestão. Os novos contratados serão regidos pela CLT, sem desprezar em momento algum a seleção por concurso público, com prova e, dependendo da complexidade do cargo, com avaliação de títulos. A demissão só poderá ocorrer após a conclusão de processo administrativo que avaliará se há justa causa para a dispensa. Não haverá mudança para quem é estatutário. Ele não será obrigado a migrar para a CLT e terá seus direitos adquiridos preservados. O gestor está obrigado ainda a obedecer a um amplo conjunto de regras da administração pública, como o dever de realizar licitação na aquisição de materiais e equipamentos.
Dos 27 Estados da Federação, apenas o governo do Paraná se coloca atualmente contra o projeto Fundação Estatal. Governadores dos mais diferentes partidos como Marcelo Déda (PT-SE), Jacques Wagner (PT-BA), Sérgio Cabral Filho (PMDB-RJ), Paulo Hartung (PMDB-ES), Cid Gomes (PSB-CE) já tornaram públicos seus apoio ao novo modelo.
A lista de apoios ao projeto Fundação estatal não pára de crescer e já tem nomes como:
Leonaldson dos Santos Castro(Drº Leo), diretor do grupo colo-anal do Instituto Naciomal do Cancer(INCA), Francisco Matheus Guimarães, diretor geral do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into); Leslie Aloan, diretor do Hospital dos Servidores do Estado (HSE) do Rio de Janeiro; João Marcelo Ramalho Alves, diretor do Hospital do Andaraí; e Emerson Elias Merhy, professor Livre Docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Fonte: Drº Leo Santos Castro.
Conquistar padrão internacional em 65 destinos indutores
MTur avalia competitividade dos 65 destinos indutores
A Matriz de Competitividade e a proposta metodológica de tabulação dos dados dos 65 destinos indutores do desenvolvimento turístico regional começou a ser aplicada em novembro de 2007, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), por meio de convênio firmado com o MTur, e os resultados têm como objetivo medir o potencial competitivo dos principais destinos turísticos brasileiros.Até o final de fevereiro, a FGV terá percorrido os 65 destinos prioritários para preencher os formulários, que contêm questões sobre infra-estrutura, sustentabilidade, turismo, políticas públicas e economia. Enquanto isso, o MTur apresenta esses mecanismos aos seus parceiros estratégicos e lideranças do setor. O convênio do MTur com a FGV para viabilizar esse estudo de competitividade é no valor de R$ 1 milhão.Os 65 destinos foram selecionados a partir da necessidade, identificada pelo MTur, de priorizar destinos capazes de promover o desenvolvimento da região na qual estão inseridos. Essa ação possibilita o alcance da meta do Plano Nacional de Turismo 2007-2010 de trabalhar esses locais para adquirirem um padrão de qualidade internacional. Por meio do Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil, os estados e o Distrito Federal indicaram 87 roteiros considerados em estágio avançado de organização. Desses, foram selecionados os 65 destinos considerados capazes de induzir o desenvolvimento regional. Com presença da ministra do Turismo, Marta Suplicy, os 65 destinos foram apresentados ao Brasil em agosto do ano passado.O Programa de Regionalização propõe que esses destinos sejam prioridade para receber investimentos técnicos e financeiros. Além disso, eles serão foco de articulações e busca de parcerias com outros ministérios e instituições. A seleção dos 65 destinos seguiu critérios técnicos, mas também considerou que todas as Unidades da Federação e suas capitais deveriam ser contempladas. Além disso, um único estado poderia ter no mínimo um e no máximo cinco destinos. Para ser considerado um destino indutor, o município deve possuir infra-estrutura básica e turística, ter atrativos qualificados e ser um núcleo receptor e distribuidor de fluxos turísticos.
Fonte: Sec. Tur/MA
A Matriz de Competitividade e a proposta metodológica de tabulação dos dados dos 65 destinos indutores do desenvolvimento turístico regional começou a ser aplicada em novembro de 2007, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), por meio de convênio firmado com o MTur, e os resultados têm como objetivo medir o potencial competitivo dos principais destinos turísticos brasileiros.Até o final de fevereiro, a FGV terá percorrido os 65 destinos prioritários para preencher os formulários, que contêm questões sobre infra-estrutura, sustentabilidade, turismo, políticas públicas e economia. Enquanto isso, o MTur apresenta esses mecanismos aos seus parceiros estratégicos e lideranças do setor. O convênio do MTur com a FGV para viabilizar esse estudo de competitividade é no valor de R$ 1 milhão.Os 65 destinos foram selecionados a partir da necessidade, identificada pelo MTur, de priorizar destinos capazes de promover o desenvolvimento da região na qual estão inseridos. Essa ação possibilita o alcance da meta do Plano Nacional de Turismo 2007-2010 de trabalhar esses locais para adquirirem um padrão de qualidade internacional. Por meio do Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil, os estados e o Distrito Federal indicaram 87 roteiros considerados em estágio avançado de organização. Desses, foram selecionados os 65 destinos considerados capazes de induzir o desenvolvimento regional. Com presença da ministra do Turismo, Marta Suplicy, os 65 destinos foram apresentados ao Brasil em agosto do ano passado.O Programa de Regionalização propõe que esses destinos sejam prioridade para receber investimentos técnicos e financeiros. Além disso, eles serão foco de articulações e busca de parcerias com outros ministérios e instituições. A seleção dos 65 destinos seguiu critérios técnicos, mas também considerou que todas as Unidades da Federação e suas capitais deveriam ser contempladas. Além disso, um único estado poderia ter no mínimo um e no máximo cinco destinos. Para ser considerado um destino indutor, o município deve possuir infra-estrutura básica e turística, ter atrativos qualificados e ser um núcleo receptor e distribuidor de fluxos turísticos.
Fonte: Sec. Tur/MA
Foro social Mundial 2008
Entre os dias 22 a 26 de janeiro, mais de 600 organizações sociais e não governamentais discutirão na Cidade de México temas de interesses coletivos, no marco do Foro Social Mundial 2008. Sindicalistas, camponeses, indíginas, ecologistas, defensores de direitos humanos, representantes de imigrantes, comunicadores comunitários, estudantes, religiosos, intelectuais e educadores, são alguns dos setores sociais que participarão do FSM 2008.
Entre os temas que discutirão destacam o militarismo, repressão e direitos humanos, migrações, racismo, reforma agrária, indígenas e autonomia, educação popular no contexto neoliberal, economia solidária, soberania energética, meios de comunicação e democracia, direito à habitação, aquecimento global, entre outros.
Entre os temas que discutirão destacam o militarismo, repressão e direitos humanos, migrações, racismo, reforma agrária, indígenas e autonomia, educação popular no contexto neoliberal, economia solidária, soberania energética, meios de comunicação e democracia, direito à habitação, aquecimento global, entre outros.
GUERRA FRIA NA BLOGOSFERA
A blogosfera vira abrigo de discursos inflamados e revive visão dicotômica entre esquerda e direita, "golpistas" e "chapas-brancas". Cada vírgula tem um alvo, nos blogs as pessoas se sentem mais livres para sectarismos.
A Guerra Fria desapareceu com o Muro de Berlim, mas, guardadas as proporções, há uma encenação dela na blogosfera do país. Na guerra retórica que se trava no espaço virtual, ninguém corre o risco de morrer de verdade. Nem de tédio.
Cerca de 9 milhões de pessoas acessaram algum blog no Brasil em dezembro. É um universo em expansão, mas pulverizado. Estima-se que existam 111 milhões de blogs no mundo. Nessa constelação virtualmente infinita, ganharam projeção blogs políticos inflamados no estilo.
"Petralhas" versus membros do "PIG" (Partido da Imprensa Golpista); "chapas-brancas" versus "golpistas". É assim que parte da blogosfera divide a disputa política brasileira.
Quando a gente senta no computador para escrever, é como se estivesse apertando aqueles botões que disparam mísseis. Cada vírgula tem um alvo, sendo um exercício de pancadaria verbal, de pancadaria ideológica.
Além do PIG, é visível o IVDL -Índice Vamos Derrubar o Lula, pelo qual ele mede o nível de "golpismo" na mídia em geral.
Em suas "máximas e mínimas" o blog do Zé Dirceu, já chamou o ex-ditador chileno Augusto Pinochet de "o santo padroeiro de quem não quer a CPMF".
Um dos maiores bloqueiros do PIG é o colunista da revista Veja Diogo Mainardi, no qual lançou neste ano o seu novo livro: "Lula é Minha Anta" (Record).
A Guerra Fria desapareceu com o Muro de Berlim, mas, guardadas as proporções, há uma encenação dela na blogosfera do país. Na guerra retórica que se trava no espaço virtual, ninguém corre o risco de morrer de verdade. Nem de tédio.
Cerca de 9 milhões de pessoas acessaram algum blog no Brasil em dezembro. É um universo em expansão, mas pulverizado. Estima-se que existam 111 milhões de blogs no mundo. Nessa constelação virtualmente infinita, ganharam projeção blogs políticos inflamados no estilo.
"Petralhas" versus membros do "PIG" (Partido da Imprensa Golpista); "chapas-brancas" versus "golpistas". É assim que parte da blogosfera divide a disputa política brasileira.
Quando a gente senta no computador para escrever, é como se estivesse apertando aqueles botões que disparam mísseis. Cada vírgula tem um alvo, sendo um exercício de pancadaria verbal, de pancadaria ideológica.
Além do PIG, é visível o IVDL -Índice Vamos Derrubar o Lula, pelo qual ele mede o nível de "golpismo" na mídia em geral.
Em suas "máximas e mínimas" o blog do Zé Dirceu, já chamou o ex-ditador chileno Augusto Pinochet de "o santo padroeiro de quem não quer a CPMF".
Um dos maiores bloqueiros do PIG é o colunista da revista Veja Diogo Mainardi, no qual lançou neste ano o seu novo livro: "Lula é Minha Anta" (Record).
O Oscar, o cinema espetáculo americano e nossas vidas
O cinema acaba marcando também nossas vidas. Não vou entra no mérito da discussão do seu conteudo ideológico. Perto das indicações dos filmes ao Oscar , o que você fazia na época de: Kramer vs Kramer(1980), Carruagens de Fogo(1982), Gandhi(1983), Laços de Ternura(1984), Amadeus(1985), O Último Imperador(1988), Conduzindo Miss Daisy(1989), Dança com Lobos(1991), O Silêncio dos Inocentes(1992), A Lista de Schindler(1994), Forrest Gump, O contadoe de Histórias(1995), Coração Valente(1996), Titanic(1998), Shakespeare Apaixonado(1999), Uma Mente Brilhante(2002), O Senhor dos Anéis- O Retorno do Rei(2004), Menina de Ouro(2005) e Crast- No Limite(2006).
O tempo é imperduável, nossas ações recuperáveis.
O tempo é imperduável, nossas ações recuperáveis.
Governo pode editar MP para garantir piso nacional de R$ 950 aos professores
Em encontro reservado com a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) no Palácio do Planalto nesta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria se comprometido a enviar uma MP (medida provisória) para o Congresso Nacional caso não seja aprovado até maio o projeto de lei que fixa o piso salarial para os professores.
Segundo a presidente da CNTE, Juçara Dutra Vieira, o presidente teria sido "incisivo" na possibilidade de apressar por meio de um MP a aprovação do piso salarial.
A proposta enviada pelo governo fixava o piso em R$ 850, mas foi elevada para R$ 950 durante as negociações entre trabalhadores da educação e os deputados. O valor deverá valer para professores do ensino médio com carga de trabalho de 40 horas semanais.
Fonte: CNTE
Segundo a presidente da CNTE, Juçara Dutra Vieira, o presidente teria sido "incisivo" na possibilidade de apressar por meio de um MP a aprovação do piso salarial.
A proposta enviada pelo governo fixava o piso em R$ 850, mas foi elevada para R$ 950 durante as negociações entre trabalhadores da educação e os deputados. O valor deverá valer para professores do ensino médio com carga de trabalho de 40 horas semanais.
Fonte: CNTE
14 de jan. de 2008
A história é um poço de mentiras e verdades
Cada dia ao ler os jornais assisto a uma aula de história. Os diários ensinam-me pelo que dizem e pelo que calam. A história é um paradoxo andante. A contradição move-lhe as pernas. Talvez por isso os seus silêncios dizem mais que suas palavras e muitas vezes as suas palavras revelam, mentindo, a verdade.Eduardo Galeano publicará em breve o livro "Espejos". É algo assim como uma história universal, e desculpem o atrevimento. "Posso resistir a tudo, menos à tentação", dizia Oscar Wilde, e confesso que sucumbi à tentação de contar alguns episódios da aventura humana no mundo do ponto de vista dos que não saíram na foto. Pode-se dizer que não se trata de fatos muito conhecidos. Aqui resumo alguns, apenas uns poucos. Quando foram desalojados do Paraíso, Adão e Eva mudaram-se para África, não para Paris.Algum tempo depois, quando seus filhos já se haviam lançado pelos caminhos do mundo, foi inventada a escrita. No Iraque, não no Texas.Também a álgebra foi inventada no Iraque. Foi fundada por Mohamed al Jwarizmi , há mil e duzentos anos, e as palavras algoritmo e algarismo derivam do seu nome. Os nomes costumam não coincidir com o que nomeiam. No British Museum, por exemplo, as esculturas do Partenon chamam-se "mármores de Elgin", mas são mármores de Fídias. Elgin era o nome do inglês que as vendeu ao museu. As três novidades que tornaram possível o Renascimento europeu, a bússola, a pólvora e a imprensa, haviam sido inventadas pelos chineses, que também inventaram quase tudo o que a Europa reinventou. Os hindus souberam antes de todos que a Terra era redonda e os maias haviam criado o calendário mais exato de todos os tempos.
Em 1493, o Vaticano presenteou a América à Espanha e obsequiou a África negra a Portugal, "para que as nações bárbaras sejam reduzidas à fé católica". Naquele tempo a América tinha quinze vezes mais habitantes que a Espanha e, a África negra, cem vezes mais que Portugal. Tal como havia mandado o Papa, as nações bárbaras foram reduzidas. E muito. Tenochtitlán, o centro do império azteca, era de água. Hernán Cortés demoliu a cidade pedra por pedra e, com os escombros, tapou os canais por onde navegavam duzentas mil canoas. Esta foi a primeira guerra da água na América. Agora Tenochtitlán chama-se México DF. Por onde corria a agua, agora correm os automóveis.
O monumento mais alto da Argentina foi erguido em homenagem ao general Roca, que no século XIX exterminou os índios da Patagônia. A avenida mais longa do Uruguai tem o nome do general Rivera, que no século XIX exterminou os últimos índios charruas. John Locke, o filósofo da liberdade, era acionista da Royal Africa Company , que comprava e vendia escravos. No momento em que nascia o século XVIII, o primeiro dos bourbons, Felipe V, estreou o seu trono assinando um contrato com o seu primo, o rei da França, para que a Compagnie de Guinée vendesse negros na América. Cada monarca ficava com 25 por cento dos lucros. Nomes de alguns navios negreiros: Voltaire, Rousseau, Jesus, Esperança, Igualdade, Amizade. Dois dos Pais Fundadores dos Estados Unidos desvaneceram-se na névoa da história oficial. Ninguém se recorda de Robert Carter nem de Gouverner Morris . A amnésia recompensou os seus atos. Carter foi a única personalidade eminente da independência que libertou seus escravos. Morris, redator da Constituição, opôs-se à cláusula estabelecendo que um escravo equivalia às três quintas partes de uma pessoa. "O nascimento de uma nação" , a primeira super-produção de Hollywood, foi estreado em 1915, na Casa Branca. O presidente, Woodrow Wilson, aplaudiu-a de pé. Ele era o autor dos textos do filme, um hino racista de louvação à Ku Klux Klan.
Algumas datas: desde o ano 1234, e durante os sete séculos seguintes, a Igreja Católica proibiu que as mulheres cantassem nos templos. As suas vozes eram impuras, devido àquele caso da Eva e do pecado original. No ano de 1783, o rei da Espanha decretou que não eram desonrosos os trabalhos manuais, os chamados "ofícios vis", que até então implicavam a perda da fidalguia. Até o ano de 1986, foi legal o castigo das crianças, nas escolas da Inglaterra, com correias, varas e porretes.Em nome da liberdade, da igualdade e da fraternidade, em 1793, a Revolução Francesa proclamou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. A militante revolucionária Olympia de Gouges propõe então a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã . A guilhotina cortou-lhe a cabeça. Meio século depois, outro governo revolucionário, durante a Primeira Comuna de Paris, proclamou o sufrágio universal. Ao mesmo tempo, negou o direito de voto às mulheres, por unanimidade menos um: 899 votos conta, um a favor. A imperatriz cristã Teodora nunca disse ser uma revolucionária nem nada que se parecesse. Mas há 1500 anos o império bizantino foi, graças a ela, o primeiro lugar do mundo onde o aborto e o divórcio foram direitos das mulheres.
O general Ulisses Grant, vencedor da guerra do Norte industrial contra o Sul escravocrata, foi a seguir presidente dos Estados Unidos. Em 1875, respondendo às pressões britânicas, respondeu: –Dentro de 200 anos, quando tivermos obtido do protecionismo tudo o que ele nos pode proporcionar, também nós adotaremos a liberdade de comércio. Assim, pois, em 2075, o país mais protecionista do mundo adotará a liberdade de comércio."Botinzito" foi o primeiro cão pequinês que chegou à Europa. Viajou para Londres em 1860. Os ingleses batizaram-no assim porque era parte do botim extorquido à China no fim das longas guerras do ópio. Vitória, a rainha narcotraficante, havia imposto o ópio a tiros de canhão. A China foi convertida num país de drogados, em nome da liberdade, a liberdade de comércio.Em nome da liberdade, a liberdade de comércio, o Paraguai foi aniquilado em 1870. Ao cabo de uma guerra de cinco anos, este país, o único das Américas que não devia um centavo a ninguém, inaugurou a sua dívida externa. Às suas ruínas fumegantes chegou, vindo de Londres, o primeiro empréstimo. Foi destinado a pagar uma enorme indenização ao Brasil, Argentina e Uruguai. O país assassinado pagou aos países assassinos, pelo trabalho que haviam tido a assassiná-lo. O Haiti também pagou uma enorme indenização. Desde 1804, quando conquistou a sua independência, a nova nação arrasada teve que pagar à França uma fortuna, durante um século e meio, para espiar o pecado da sua liberdade.As grandes empresas têm direitos humanos nos Estados Unidos. Em 1886, a Suprema Corte de Justiça estendeu o direitos humanos às corporações privadas, e assim continua a ser.
Poucos anos depois, em defesa dos direitos humanos das suas empresas, os Estados Unidos invadiram dez países, em diversos mares do mundo. Mark Twain, dirigente da Liga Antiimperialista, propôs então uma nova bandeira, com caveirinhas em lugar de estrelas. E outro escritor, Ambroce Bierce, confirmou: – A guerra é o caminho escolhido por Deus para nos ensinar geografia. Os campos de concentração nasceram na África. Os ingleses iniciaram o experimento, e os alemães desenvolveram-no. Depois disso, Hermann Göring aplicou na Alemanha o modelo que o seu papa havia ensaiado, em 1904, na Namíbia. Os professores de Joseph Mengele haviam estudado, no campo de concentração da Namíbia, a anatomia das raças inferiores. As cobaias eram todas negras. Em 1936, o Comitê Olímpico Internacional não tolerava insolências.
Nas Olimpíadas de 1936, organizadas por Hitler, a seleção de futebol do Peru derrotou por 4 a 2 a seleção da Áustria, o país natal do Führer. O Comitê Olímpico anulou a partida. A Hitler não lhe faltaram amigos. A Rockefeller Foundation financiou investigações raciais e racistas da medicina nazi. A Coca-Cola inventou a Fanta, em plena guerra, para o mercado alemão. A IBM tornou possível a identificação e classificação dos judeus, e essa foi a primeira façanha em grande escala do sistema de cartões perfurados.Em 1953, estourou o protesto operário na Alemanha comunista. Os trabalhadores se lançaram às ruas e os tanques soviéticos se ocuparam de calar-lhes a boca. Então Bertol Brecht propôs: ''não seria mais fácil o governo dissolver o povo e eleger outro?'' Operações de marketing. A opinião pública é o target. As guerras de vendem mentindo, como se vendem os carros. Em 1964, os EUA invadiram o Vietnã, pois o Vietnã havia atacado dois barcos dos EUA no golfo de Tonkin. Quando a guerra havia destruído uma multidão de vietnamistas, o ministro da Defesa, Robert McNamara, reconheceu que o ataque de Tonkin não havia existido. Quarenta anos depois, a história se repetiu no Iraque. Milhares de anos antes de que a invasão norte-americana levasse a civilização ao Iraque, nessa terra bárbara havia nascido o primeiro poema de amor da história universal. Em língua sumeria, escrito no barro, o poema narrou o encontro de uma deusa e um pastor. Inanna, a deusa, amou essa noite como se fosse mortal. Dumuzi, o pastor, foi imortal enquanto durou essa noite.
Paradoxos andantes, paradoxos estimulantes:
Aleijadinho, o homem mais feio do Brasil, criou as mais lindas esculturas da era colonial americana.
O livro de viagens de Marco Polo, ''Aventura da liberdade'', foi escrito na prisão de Gênova. "Don Quixote de La Mancha", outra aventura de liberdade, nasceu na prisão de Sevilla.
Foram netos de escravos dos negros que criaram o jazz, a mais livre das músicas.
Um dos melhores violinistas de jazz, o cigano Django Reinhardt, tinha não mais do que dois dedos em sua mão esquerda.
Não tinha mãos Grimod de la Reynière, o grande mestre da cozinha francesa. Com ganchos escrevia, cozinhava e comia.
Em 1493, o Vaticano presenteou a América à Espanha e obsequiou a África negra a Portugal, "para que as nações bárbaras sejam reduzidas à fé católica". Naquele tempo a América tinha quinze vezes mais habitantes que a Espanha e, a África negra, cem vezes mais que Portugal. Tal como havia mandado o Papa, as nações bárbaras foram reduzidas. E muito. Tenochtitlán, o centro do império azteca, era de água. Hernán Cortés demoliu a cidade pedra por pedra e, com os escombros, tapou os canais por onde navegavam duzentas mil canoas. Esta foi a primeira guerra da água na América. Agora Tenochtitlán chama-se México DF. Por onde corria a agua, agora correm os automóveis.
O monumento mais alto da Argentina foi erguido em homenagem ao general Roca, que no século XIX exterminou os índios da Patagônia. A avenida mais longa do Uruguai tem o nome do general Rivera, que no século XIX exterminou os últimos índios charruas. John Locke, o filósofo da liberdade, era acionista da Royal Africa Company , que comprava e vendia escravos. No momento em que nascia o século XVIII, o primeiro dos bourbons, Felipe V, estreou o seu trono assinando um contrato com o seu primo, o rei da França, para que a Compagnie de Guinée vendesse negros na América. Cada monarca ficava com 25 por cento dos lucros. Nomes de alguns navios negreiros: Voltaire, Rousseau, Jesus, Esperança, Igualdade, Amizade. Dois dos Pais Fundadores dos Estados Unidos desvaneceram-se na névoa da história oficial. Ninguém se recorda de Robert Carter nem de Gouverner Morris . A amnésia recompensou os seus atos. Carter foi a única personalidade eminente da independência que libertou seus escravos. Morris, redator da Constituição, opôs-se à cláusula estabelecendo que um escravo equivalia às três quintas partes de uma pessoa. "O nascimento de uma nação" , a primeira super-produção de Hollywood, foi estreado em 1915, na Casa Branca. O presidente, Woodrow Wilson, aplaudiu-a de pé. Ele era o autor dos textos do filme, um hino racista de louvação à Ku Klux Klan.
Algumas datas: desde o ano 1234, e durante os sete séculos seguintes, a Igreja Católica proibiu que as mulheres cantassem nos templos. As suas vozes eram impuras, devido àquele caso da Eva e do pecado original. No ano de 1783, o rei da Espanha decretou que não eram desonrosos os trabalhos manuais, os chamados "ofícios vis", que até então implicavam a perda da fidalguia. Até o ano de 1986, foi legal o castigo das crianças, nas escolas da Inglaterra, com correias, varas e porretes.Em nome da liberdade, da igualdade e da fraternidade, em 1793, a Revolução Francesa proclamou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. A militante revolucionária Olympia de Gouges propõe então a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã . A guilhotina cortou-lhe a cabeça. Meio século depois, outro governo revolucionário, durante a Primeira Comuna de Paris, proclamou o sufrágio universal. Ao mesmo tempo, negou o direito de voto às mulheres, por unanimidade menos um: 899 votos conta, um a favor. A imperatriz cristã Teodora nunca disse ser uma revolucionária nem nada que se parecesse. Mas há 1500 anos o império bizantino foi, graças a ela, o primeiro lugar do mundo onde o aborto e o divórcio foram direitos das mulheres.
O general Ulisses Grant, vencedor da guerra do Norte industrial contra o Sul escravocrata, foi a seguir presidente dos Estados Unidos. Em 1875, respondendo às pressões britânicas, respondeu: –Dentro de 200 anos, quando tivermos obtido do protecionismo tudo o que ele nos pode proporcionar, também nós adotaremos a liberdade de comércio. Assim, pois, em 2075, o país mais protecionista do mundo adotará a liberdade de comércio."Botinzito" foi o primeiro cão pequinês que chegou à Europa. Viajou para Londres em 1860. Os ingleses batizaram-no assim porque era parte do botim extorquido à China no fim das longas guerras do ópio. Vitória, a rainha narcotraficante, havia imposto o ópio a tiros de canhão. A China foi convertida num país de drogados, em nome da liberdade, a liberdade de comércio.Em nome da liberdade, a liberdade de comércio, o Paraguai foi aniquilado em 1870. Ao cabo de uma guerra de cinco anos, este país, o único das Américas que não devia um centavo a ninguém, inaugurou a sua dívida externa. Às suas ruínas fumegantes chegou, vindo de Londres, o primeiro empréstimo. Foi destinado a pagar uma enorme indenização ao Brasil, Argentina e Uruguai. O país assassinado pagou aos países assassinos, pelo trabalho que haviam tido a assassiná-lo. O Haiti também pagou uma enorme indenização. Desde 1804, quando conquistou a sua independência, a nova nação arrasada teve que pagar à França uma fortuna, durante um século e meio, para espiar o pecado da sua liberdade.As grandes empresas têm direitos humanos nos Estados Unidos. Em 1886, a Suprema Corte de Justiça estendeu o direitos humanos às corporações privadas, e assim continua a ser.
Poucos anos depois, em defesa dos direitos humanos das suas empresas, os Estados Unidos invadiram dez países, em diversos mares do mundo. Mark Twain, dirigente da Liga Antiimperialista, propôs então uma nova bandeira, com caveirinhas em lugar de estrelas. E outro escritor, Ambroce Bierce, confirmou: – A guerra é o caminho escolhido por Deus para nos ensinar geografia. Os campos de concentração nasceram na África. Os ingleses iniciaram o experimento, e os alemães desenvolveram-no. Depois disso, Hermann Göring aplicou na Alemanha o modelo que o seu papa havia ensaiado, em 1904, na Namíbia. Os professores de Joseph Mengele haviam estudado, no campo de concentração da Namíbia, a anatomia das raças inferiores. As cobaias eram todas negras. Em 1936, o Comitê Olímpico Internacional não tolerava insolências.
Nas Olimpíadas de 1936, organizadas por Hitler, a seleção de futebol do Peru derrotou por 4 a 2 a seleção da Áustria, o país natal do Führer. O Comitê Olímpico anulou a partida. A Hitler não lhe faltaram amigos. A Rockefeller Foundation financiou investigações raciais e racistas da medicina nazi. A Coca-Cola inventou a Fanta, em plena guerra, para o mercado alemão. A IBM tornou possível a identificação e classificação dos judeus, e essa foi a primeira façanha em grande escala do sistema de cartões perfurados.Em 1953, estourou o protesto operário na Alemanha comunista. Os trabalhadores se lançaram às ruas e os tanques soviéticos se ocuparam de calar-lhes a boca. Então Bertol Brecht propôs: ''não seria mais fácil o governo dissolver o povo e eleger outro?'' Operações de marketing. A opinião pública é o target. As guerras de vendem mentindo, como se vendem os carros. Em 1964, os EUA invadiram o Vietnã, pois o Vietnã havia atacado dois barcos dos EUA no golfo de Tonkin. Quando a guerra havia destruído uma multidão de vietnamistas, o ministro da Defesa, Robert McNamara, reconheceu que o ataque de Tonkin não havia existido. Quarenta anos depois, a história se repetiu no Iraque. Milhares de anos antes de que a invasão norte-americana levasse a civilização ao Iraque, nessa terra bárbara havia nascido o primeiro poema de amor da história universal. Em língua sumeria, escrito no barro, o poema narrou o encontro de uma deusa e um pastor. Inanna, a deusa, amou essa noite como se fosse mortal. Dumuzi, o pastor, foi imortal enquanto durou essa noite.
Paradoxos andantes, paradoxos estimulantes:
Aleijadinho, o homem mais feio do Brasil, criou as mais lindas esculturas da era colonial americana.
O livro de viagens de Marco Polo, ''Aventura da liberdade'', foi escrito na prisão de Gênova. "Don Quixote de La Mancha", outra aventura de liberdade, nasceu na prisão de Sevilla.
Foram netos de escravos dos negros que criaram o jazz, a mais livre das músicas.
Um dos melhores violinistas de jazz, o cigano Django Reinhardt, tinha não mais do que dois dedos em sua mão esquerda.
Não tinha mãos Grimod de la Reynière, o grande mestre da cozinha francesa. Com ganchos escrevia, cozinhava e comia.
POR UMA REFORMA TRIBUTÁRIA JUSTA
Um grupo de representantes de entidades da sociedade civil, organizações populares, movimentos sociais, intelectuais e religiosos lançou, no último dia 10,um documento intitulado “Por uma Reforma Tributaria Justa”, que defende uma reestruturação do sistema de impostos e denuncia a articulação da classe dominante para impedir mudanças que apontem para a distribuição de renda e ao desenvolvimento nacional.
Clique aqui e assine o manifesto.
Ao povo brasileiro e ao governo federal
Os dirigentes de organizações populares, movimentos sociais, intelectuais e religiosos - abaixo-assinados - vem se manifestar a respeito das recentes mudanças ocorridas no sistema financeiro do país.
1. As classes ricas do Brasil se articularam com seus políticos no Senado Federal e conseguiram derrubar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), depois de sua renovação ter sido aprovada na Câmara dos Deputados.
2. O mesmo Senado aprovou a continuidade da DRU (Desvinculação das Receitas da União), que permite ao governo federal usar 20% de toda a receita sem destinação prévia. Com isso, recursos da área social podem ser utilizados sem controle para pagamento de juros e outras despesas não prioritárias.
3. A CPMF era um imposto que penalizava os mais ricos e 70% dele provinha de grandes empresas e bancos. Os seus mecanismos de arrecadação impediam a sonegação e permitiam que a Receita Federal checasse as movimentações financeiras com o imposto de renda, evitando fraudes e desvios.
4. Agora o governo federal tomou a iniciativa de aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e a CSSL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido) e retomou a cobrança do imposto sobre as remessas de lucros para o exterior. Foi uma medida acertada e justa, pois atinge os mais ricos e sobretudo os bancos, o sistema financeiro e empresas estrangeiras.
5. As forças conservadoras voltaram a se articular para condenar essas medidas, tendo à frente Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e Febraban (Federação Brasileira de Bancos), por meio da Rede Globo e de parlamentares de Democratas (ex-PFL) e PSDB. O pior é que estão mentindo quando dizem que a população será mais afetada pelo imposto, enquanto escondem que o maior custo das compras a prazo são as taxas de juros exorbitantes, sobre as quais se calam, pois são delas favorecidos.
6. Defendemos que o corte de gastos públicos, exigido pela direita, seja feito no superávit primário e no pagamento dos juros da dívida pública, que é de longe a maior despesa do Orçamento da União nos últimos dez anos. Trata-se de uma transferência de dinheiro do povo para beneficiar os bancos e uma minoria de aplicadores. Em 2007, o governo federal pagou R$ 160,3 bilhões em juros, quatro vezes mais de tudo o que gastou no social e correspondente a 6,3% do PIB (Produto Interno Bruto).
7. Defendemos que o governo federal mantenha e amplie os investimentos sociais, principalmente na saúde e educação como, aliás, determina a Constituição, e não reduza a contratação e os salários dos servidores públicos.
8. O Brasil precisa de uma verdadeira reforma tributária, que torne mais eficaz o sistema de tributação. Hoje 70% dos impostos são cobrados sobre o consumo e apenas 30% sobre o patrimônio. É preciso diminuir o peso sobre a população e aumentar sobre a riqueza e renda. Reduzir a taxa de juros básica paga pelo governo aos bancos e as escandalosas taxas de juros cobradas aos consumidores e empresas. Eliminar as taxas de serviços pelas quais os bancos recolhem por ano R$ 54 bilhões! E acabar com a Lei Kandir, que isenta de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) todas as exportações agrícolas e primárias, penalizando o povo e as contas públicas nos estados e municípios.
9. O Brasil precisa de uma política permanente de distribuição de renda. Para isso, será necessário tomar medidas que afetem o patrimônio, a renda e os privilégios da minoria mais rica. Precisamos aumentar as oportunidades de emprego, educação e renda para a maioria da população. Usar os recursos dos orçamentos da União e dos estados, prioritariamente, para ampliar os serviços públicos, de forma eficiente e gratuita para toda população, em especial saúde, seguridade social e educação.
10. Ante as pressões dos setores conservadores, devemos convocar o povo para que se manifeste. Utilizar os plebiscitos e consultas populares para que o povo exercite o direito de decidir sobre assuntos tão importantes para a sua vida. Conclamamos a militância, nossa base social e a toda população brasileira a se manifestar e se manter alerta, para mais essas manobras que as forças conservadores tentam impor a toda sociedade.
Brasil, 10 de janeiro de 2008
Clique aqui e assine o manifesto.
Ao povo brasileiro e ao governo federal
Os dirigentes de organizações populares, movimentos sociais, intelectuais e religiosos - abaixo-assinados - vem se manifestar a respeito das recentes mudanças ocorridas no sistema financeiro do país.
1. As classes ricas do Brasil se articularam com seus políticos no Senado Federal e conseguiram derrubar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), depois de sua renovação ter sido aprovada na Câmara dos Deputados.
2. O mesmo Senado aprovou a continuidade da DRU (Desvinculação das Receitas da União), que permite ao governo federal usar 20% de toda a receita sem destinação prévia. Com isso, recursos da área social podem ser utilizados sem controle para pagamento de juros e outras despesas não prioritárias.
3. A CPMF era um imposto que penalizava os mais ricos e 70% dele provinha de grandes empresas e bancos. Os seus mecanismos de arrecadação impediam a sonegação e permitiam que a Receita Federal checasse as movimentações financeiras com o imposto de renda, evitando fraudes e desvios.
4. Agora o governo federal tomou a iniciativa de aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e a CSSL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido) e retomou a cobrança do imposto sobre as remessas de lucros para o exterior. Foi uma medida acertada e justa, pois atinge os mais ricos e sobretudo os bancos, o sistema financeiro e empresas estrangeiras.
5. As forças conservadoras voltaram a se articular para condenar essas medidas, tendo à frente Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e Febraban (Federação Brasileira de Bancos), por meio da Rede Globo e de parlamentares de Democratas (ex-PFL) e PSDB. O pior é que estão mentindo quando dizem que a população será mais afetada pelo imposto, enquanto escondem que o maior custo das compras a prazo são as taxas de juros exorbitantes, sobre as quais se calam, pois são delas favorecidos.
6. Defendemos que o corte de gastos públicos, exigido pela direita, seja feito no superávit primário e no pagamento dos juros da dívida pública, que é de longe a maior despesa do Orçamento da União nos últimos dez anos. Trata-se de uma transferência de dinheiro do povo para beneficiar os bancos e uma minoria de aplicadores. Em 2007, o governo federal pagou R$ 160,3 bilhões em juros, quatro vezes mais de tudo o que gastou no social e correspondente a 6,3% do PIB (Produto Interno Bruto).
7. Defendemos que o governo federal mantenha e amplie os investimentos sociais, principalmente na saúde e educação como, aliás, determina a Constituição, e não reduza a contratação e os salários dos servidores públicos.
8. O Brasil precisa de uma verdadeira reforma tributária, que torne mais eficaz o sistema de tributação. Hoje 70% dos impostos são cobrados sobre o consumo e apenas 30% sobre o patrimônio. É preciso diminuir o peso sobre a população e aumentar sobre a riqueza e renda. Reduzir a taxa de juros básica paga pelo governo aos bancos e as escandalosas taxas de juros cobradas aos consumidores e empresas. Eliminar as taxas de serviços pelas quais os bancos recolhem por ano R$ 54 bilhões! E acabar com a Lei Kandir, que isenta de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) todas as exportações agrícolas e primárias, penalizando o povo e as contas públicas nos estados e municípios.
9. O Brasil precisa de uma política permanente de distribuição de renda. Para isso, será necessário tomar medidas que afetem o patrimônio, a renda e os privilégios da minoria mais rica. Precisamos aumentar as oportunidades de emprego, educação e renda para a maioria da população. Usar os recursos dos orçamentos da União e dos estados, prioritariamente, para ampliar os serviços públicos, de forma eficiente e gratuita para toda população, em especial saúde, seguridade social e educação.
10. Ante as pressões dos setores conservadores, devemos convocar o povo para que se manifeste. Utilizar os plebiscitos e consultas populares para que o povo exercite o direito de decidir sobre assuntos tão importantes para a sua vida. Conclamamos a militância, nossa base social e a toda população brasileira a se manifestar e se manter alerta, para mais essas manobras que as forças conservadores tentam impor a toda sociedade.
Brasil, 10 de janeiro de 2008
7 de jan. de 2008
America Latina poderá adotar escolas maranhenses
Trinta e duas escolas da rede estadual de ensino de São Paulo já foram "apadrinhadas” por países da América Latina. A Rede Ibero-Americana de Ensino Fundamental, criada há cinco anos pela Secretaria de Estado da Educação, une as escolas com os consulados representantes de cada nação.
A instituição de ensino recebe o nome do país padrinho ou de personalidades da região. As últimas a entrarem no grupo foram a Escola Estadual República de Honduras, Escola Estadual José de San Martín, Escola Estadual República do Haiti, Escola Estadual República de Guatemala, Escola Estadual República de Suriname, Escola Estadual Belize, Escola Estadual República da Nicarágua, Escola Estadual Joaquin Suarez.
A intenção é expandir a cultura da América Latina, integrar e tentar melhorar a qualidade do ensino. Para isso, cada consulado dará uma assistência especifica para cada escola. A República Dominicana, por exemplo, entregou 10 computadores para a instituição, também premiou o melhor aluno com um micro novo e ainda oferecerá, aos dois estudantes mais carentes, uma viagem para lá.
Cursos de espanhol estão sendo organizados dentro das escolas. Além de aulas sobre a cultura típica do país do qual recebeu o nome. O uruguaio Enrique Iglesias, ex-presidente do BID e atual secretário da Cumbre Ibero-americana pretende propor o projeto na reunião de 2008 da Cumbre, em El Salvador, para que outros também adotem a idéia em suas escolas públicas.
Levarei essa idéia ao Secretário Adjunto da Casa Civil , Drº Cândido Lima , sensível e estrategista, para que faça circular no governo como um todo.
A instituição de ensino recebe o nome do país padrinho ou de personalidades da região. As últimas a entrarem no grupo foram a Escola Estadual República de Honduras, Escola Estadual José de San Martín, Escola Estadual República do Haiti, Escola Estadual República de Guatemala, Escola Estadual República de Suriname, Escola Estadual Belize, Escola Estadual República da Nicarágua, Escola Estadual Joaquin Suarez.
A intenção é expandir a cultura da América Latina, integrar e tentar melhorar a qualidade do ensino. Para isso, cada consulado dará uma assistência especifica para cada escola. A República Dominicana, por exemplo, entregou 10 computadores para a instituição, também premiou o melhor aluno com um micro novo e ainda oferecerá, aos dois estudantes mais carentes, uma viagem para lá.
Cursos de espanhol estão sendo organizados dentro das escolas. Além de aulas sobre a cultura típica do país do qual recebeu o nome. O uruguaio Enrique Iglesias, ex-presidente do BID e atual secretário da Cumbre Ibero-americana pretende propor o projeto na reunião de 2008 da Cumbre, em El Salvador, para que outros também adotem a idéia em suas escolas públicas.
Levarei essa idéia ao Secretário Adjunto da Casa Civil , Drº Cândido Lima , sensível e estrategista, para que faça circular no governo como um todo.
A palavra do ano
Todos sabemos que o “Homem do Ano” da revista Times foi Vladimir Putin, e o jogador do ano, eleito pela FIFA, foi Kaká. Mas poucos conhecem o vencedor do concurso Palavra do Ano, organizado pelos dicionários americanos mais populares, como o Merriam-Webster. A palavra que ganhou o concurso do Merriam-Webster deste ano é “W00T”. Esse estranho acrônimo não pode ser encontrado, claro, no dicionário impresso, mas já tem sua definição no site online. “W00T” faz parte do jargão esotérico dos jogadores de video games; a palavra é composta numa linguagem que mistura letras, números e símbolos e que é conhecida como “l33t” (leia: “leet” como abreviação de “elite”). Nessa língua, uma das substituições mais comuns é a da letra “o” pelo número zero, da letra “e” pelo número três e da letra “t” pelo sete. Os números podem substituir as letras por similaridade visual (como zero por “o”) ou por similaridade fonética (como quatro por “for”, que significa “para”, mas soa como “four” – que é quatro em inglês).“W00T” (também escrito “W007”) foi eleito maciçamente pelos usuários do site do Merriam-Webster, que eram convidados a escolher entre as vinte “novas” palavras, usadas mais freqüentemente como objetos de consulta.“W00T”, escrito quase sempre com dois números zeros e com um 7 substituindo o “t” final, é um acrônimo de “We Owned the Other Team” (Nós dominamos o outro time) – trata-se de um jeito de os jogadores manifestarem suas supremacia e seu triunfo sobre os outros, em jogos online, como World of Warcraft.O ritual de eleição da Palavra do Ano é certamente um dos meios mais interessantes para um dicionário obter um pouco de publicidade, mas a eleição é também uma maneira eficiente de verificar as tendências linguísticas. De fato, todos nossos meios de comunicação mudam, como muda nosso jeito de interagir com os outros e o nosso vocabulário. Para conversar na net é preferível familiarizar-se com os acrônimos e as abreviações essenciais. Algumas dessas expressões acabam entrando no nosso vocabulário e na nossa escrita. Não é necessário ser um usuário fanático da net para saber que gargalhada em português é grafada como KKK.É normal que os lexicógrafos, que estão constantemente à procura de novas terminologias, se preocupem com a comunicação digital.
Mentes Morais:uma teoria funcionalista?
Acabo de ler uma resenha "Moral Minds" (mentes morais), de Marc Hauser, no qual este biólogo evolucionário de Harvard apresenta um modelo bastante convincente de como desenvolvemos um senso universal do certo e do errado.
Trata-se de um tema seminal, que despertou a atenção de alguns dos maiores filósofos de todos os tempos, e está no centro dos mais acalorados debates da atualidade, constituindo o substrato de questões como religião, violência, aborto, eutanásia, liberação das drogas etc.
A tese central da obra de Hauser é a de que a faculdade moral é um instinto. A analogia é com a teoria da gramática universal de Noam Chomsky. Da mesma forma que nossos cérebros são equipados com um "software" lingüístico, que nos habilita a aprender praticamente "por osmose" o(s) idioma(s) ao(s) qual(is) somos expostos na primeira infância, nossa cachola também já vem com uma moral de fábrica. Não se trata, por certo, de um código penal, uma lista pronta e acabada de todas as ofensas possíveis e as respectivas punições, mas de um conjunto de princípios elementares, comuns a toda a humanidade, e maleáveis o bastante para comportar uma boa gama de variações culturais.
Com efeito, por maior que seja a exuberância dos comportamentos humanos narrados pelos antropólogos, não se conhece cultura que considere positivo matar o próximo, por exemplo. Assim, como regra geral, toda sociedade proíbe o homicídio. Mas uma característica das regras gerais é que elas comportam exceções. E é justamente a lista de exceções à regra geral da proibição do homicídio que dará o caráter de cada sociedade.
A maioria das culturas excusa o homicídio no contexto da legítima defesa (da própria vida ou da de terceiros). Algumas, estendem essa licença à proteção da propriedade. No velho Oeste americano, era legal e legítimo enforcar ladrões de cavalos. Um número não desprezível autoriza assassinatos em defesa da honra. Em alguns grupos, notadamente islâmicos (embora o preceito não esteja no Alcorão nem nos "hadith") espera-se que pais assassinem filhas que se mostrem infiéis a seus maridos. Variações semelhantes ocorrem em relação ao tratamento que diferentes culturas dão ao aborto, ao infanticídio, às presas de guerra etc.
Para ficarmos na analogia lingüística, da mesma maneira que idiomas apresentam características universais --como operar com sujeitos, verbos e predicados--, diferentes sistemas morais também possuem traços básicos comuns, a exemplo da proibição do homicídio, do horror ao incesto, da promoção da família etc. Mas, assim como cada língua, apesar das estruturas profundas comuns, permanece singular, também uma cultura, mesmo mantendo certos padrões universais, difere da outra.
É claro que tanto a razão como as emoções estão presentes em todas as decisões morais que tomamos. Não matamos aquele motoboy imbecil que arrancou o espelhinho de nosso carro tanto porque a maioria de nós tem uma repulsa natural ao assassinato --a emoção produzindo a moral, como defendia David Hume-- e também porque tememos as conseqüências legais de tal gesto --a razão, segundo a concepção de Immanuel Kant. O ponto que Hauser procura enfatizar, entretanto, é que a moral é um instinto, operando independentemente de razão e emoção. Aqui, ele se aproxima das idéias de John Rawls.
Esse é um campo que vem recebendo grande atenção de psicólogos evolucionistas e tem como matéria-prima os dilemas morais. É nesse ponto que os experimentos de Hauser trazem novos e fascinantes "insights". O autor propõe uma série de situações difíceis e nos convida a dar soluções. Também apresenta os resultados de suas entrevistas. São mais de 60 mil pessoas, gente de diversas etnias e com diferentes "backgrounds" que responderam ao questionário "on line" (não chega a ser uma amostra representativa do globo, mas não é um "n" desprezível). Você, leitor, também pode participar, clicando no site do teste.
Vamos ver alguns exemplos: Denise é passageira de um trem cujo maquinista desmaiou. A locomotiva desembestada vai atropelar cinco pessoas que caminham sobre a linha. Ela tem a opção de acionar um dispositivo que faz com que o comboio mude de trilhos, e, neste caso, atinja um único passante. Denise deve acionar a alavanca? Cerca de 90% dos entrevistados cederam à razão utilitária e responderam que sim. É melhor perder uma vida do que cinco.
Hauser então coloca uma variante do problema. Frank está sobre uma ponte e avista um trem desenfreado prestes a abalroar cinco alegres caminhantes. Ao lado dele está um sujeito imenso, que, se lançado sobre os trilhos, teria corpo para parar a locomotiva, salvando os cinco passantes. Frank deve atirar o gordão ponte abaixo? Aqui, a maioria (90%) responde que não, embora, em termos puramente racionais, a situação seja a mesma: sacrificar uma vida inocente em troca de cinco.
A constatação de que as respostas estão além da razão (pelo menos em sua expressão utilitarista) e da emoção é um argumento poderoso em favor do instinto, que é ainda reforçado pelo fato de representantes de grupos bastante diversos terem dado respostas muito semelhantes nestes casos.
Hauser sustenta que nosso "software" moral opera em torno de parâmetros como tipo de ação (se pessoal ou impessoal, direta ou indireta), conseqüências negativas e positivas e, principalmente, a intencionalidade. No fundo o que difere a ação de Denise da de Frank é que o sacrifício do passante solitário é uma espécie de efeito colateral (ainda que antevisto) de uma ação que visava a salvar cinco pessoas. Já atirar o gordão seria um ato intencional, um homicídio ainda que com o objetivo de obter um bem maior. Estamos aqui, se quisermos, diante da materialização empírica do imperativo categórico kantiano, que nos proíbe de usar seres humanos como meio para obter um fim (mesmo que nobre). Se assim não fosse, um médico estaria livre para capturar um sujeito saudável que passasse diante do pronto-socorro e, arrancando-lhe rins, fígado e coração para transplante, salvar a vida de quatro doentes.
Os experimentos mentais podem multiplicar-se e ficar bem mais sofisticados. E se, em vez da vida de cinco pessoas, o que estivesse em jogo fosse uma cidade inteira de 5 milhões de habitantes? Com números assim superlativos não seria lícito matar o gordão mesmo que intencionalmente?
Para além da riqueza de dados e novas perspectivas, "Moral Minds" oferece farta munição para destruirmos algumas "idées reçues" (idéias recebidas) renitentes. Uma falsa crença com a qual sempre me vejo às voltas quando incorro em textos ateus é a de que a religião é a fonte do comportamento moral das pessoas. Besteira. Como Hauser mostra de forma muito competente, a moralidade é tributária de um instinto que se consolidou no homem muitos milênios antes do primeiro padre celebrar a primeira missa. O que a religião fez, além da tentativa de usurpar para si a ética, foi despi-la de seus parâmetros variáveis e congelá-la no tempo, proclamando-a una e eterna. A menos que imaginemos um Deus racista, que faça questão de condenar todos os fores, de Papua-Nova Guiné, (canibais) e todos os faraós ptolomaicos (incestuosos), entre muitos outros povos e grupos que violam comandos bíblicos, temos de concluir que a moral é assunto complicado demais para ficar apenas nas mãos de religiosos.
Trata-se de um tema seminal, que despertou a atenção de alguns dos maiores filósofos de todos os tempos, e está no centro dos mais acalorados debates da atualidade, constituindo o substrato de questões como religião, violência, aborto, eutanásia, liberação das drogas etc.
A tese central da obra de Hauser é a de que a faculdade moral é um instinto. A analogia é com a teoria da gramática universal de Noam Chomsky. Da mesma forma que nossos cérebros são equipados com um "software" lingüístico, que nos habilita a aprender praticamente "por osmose" o(s) idioma(s) ao(s) qual(is) somos expostos na primeira infância, nossa cachola também já vem com uma moral de fábrica. Não se trata, por certo, de um código penal, uma lista pronta e acabada de todas as ofensas possíveis e as respectivas punições, mas de um conjunto de princípios elementares, comuns a toda a humanidade, e maleáveis o bastante para comportar uma boa gama de variações culturais.
Com efeito, por maior que seja a exuberância dos comportamentos humanos narrados pelos antropólogos, não se conhece cultura que considere positivo matar o próximo, por exemplo. Assim, como regra geral, toda sociedade proíbe o homicídio. Mas uma característica das regras gerais é que elas comportam exceções. E é justamente a lista de exceções à regra geral da proibição do homicídio que dará o caráter de cada sociedade.
A maioria das culturas excusa o homicídio no contexto da legítima defesa (da própria vida ou da de terceiros). Algumas, estendem essa licença à proteção da propriedade. No velho Oeste americano, era legal e legítimo enforcar ladrões de cavalos. Um número não desprezível autoriza assassinatos em defesa da honra. Em alguns grupos, notadamente islâmicos (embora o preceito não esteja no Alcorão nem nos "hadith") espera-se que pais assassinem filhas que se mostrem infiéis a seus maridos. Variações semelhantes ocorrem em relação ao tratamento que diferentes culturas dão ao aborto, ao infanticídio, às presas de guerra etc.
Para ficarmos na analogia lingüística, da mesma maneira que idiomas apresentam características universais --como operar com sujeitos, verbos e predicados--, diferentes sistemas morais também possuem traços básicos comuns, a exemplo da proibição do homicídio, do horror ao incesto, da promoção da família etc. Mas, assim como cada língua, apesar das estruturas profundas comuns, permanece singular, também uma cultura, mesmo mantendo certos padrões universais, difere da outra.
É claro que tanto a razão como as emoções estão presentes em todas as decisões morais que tomamos. Não matamos aquele motoboy imbecil que arrancou o espelhinho de nosso carro tanto porque a maioria de nós tem uma repulsa natural ao assassinato --a emoção produzindo a moral, como defendia David Hume-- e também porque tememos as conseqüências legais de tal gesto --a razão, segundo a concepção de Immanuel Kant. O ponto que Hauser procura enfatizar, entretanto, é que a moral é um instinto, operando independentemente de razão e emoção. Aqui, ele se aproxima das idéias de John Rawls.
Esse é um campo que vem recebendo grande atenção de psicólogos evolucionistas e tem como matéria-prima os dilemas morais. É nesse ponto que os experimentos de Hauser trazem novos e fascinantes "insights". O autor propõe uma série de situações difíceis e nos convida a dar soluções. Também apresenta os resultados de suas entrevistas. São mais de 60 mil pessoas, gente de diversas etnias e com diferentes "backgrounds" que responderam ao questionário "on line" (não chega a ser uma amostra representativa do globo, mas não é um "n" desprezível). Você, leitor, também pode participar, clicando no site do teste.
Vamos ver alguns exemplos: Denise é passageira de um trem cujo maquinista desmaiou. A locomotiva desembestada vai atropelar cinco pessoas que caminham sobre a linha. Ela tem a opção de acionar um dispositivo que faz com que o comboio mude de trilhos, e, neste caso, atinja um único passante. Denise deve acionar a alavanca? Cerca de 90% dos entrevistados cederam à razão utilitária e responderam que sim. É melhor perder uma vida do que cinco.
Hauser então coloca uma variante do problema. Frank está sobre uma ponte e avista um trem desenfreado prestes a abalroar cinco alegres caminhantes. Ao lado dele está um sujeito imenso, que, se lançado sobre os trilhos, teria corpo para parar a locomotiva, salvando os cinco passantes. Frank deve atirar o gordão ponte abaixo? Aqui, a maioria (90%) responde que não, embora, em termos puramente racionais, a situação seja a mesma: sacrificar uma vida inocente em troca de cinco.
A constatação de que as respostas estão além da razão (pelo menos em sua expressão utilitarista) e da emoção é um argumento poderoso em favor do instinto, que é ainda reforçado pelo fato de representantes de grupos bastante diversos terem dado respostas muito semelhantes nestes casos.
Hauser sustenta que nosso "software" moral opera em torno de parâmetros como tipo de ação (se pessoal ou impessoal, direta ou indireta), conseqüências negativas e positivas e, principalmente, a intencionalidade. No fundo o que difere a ação de Denise da de Frank é que o sacrifício do passante solitário é uma espécie de efeito colateral (ainda que antevisto) de uma ação que visava a salvar cinco pessoas. Já atirar o gordão seria um ato intencional, um homicídio ainda que com o objetivo de obter um bem maior. Estamos aqui, se quisermos, diante da materialização empírica do imperativo categórico kantiano, que nos proíbe de usar seres humanos como meio para obter um fim (mesmo que nobre). Se assim não fosse, um médico estaria livre para capturar um sujeito saudável que passasse diante do pronto-socorro e, arrancando-lhe rins, fígado e coração para transplante, salvar a vida de quatro doentes.
Os experimentos mentais podem multiplicar-se e ficar bem mais sofisticados. E se, em vez da vida de cinco pessoas, o que estivesse em jogo fosse uma cidade inteira de 5 milhões de habitantes? Com números assim superlativos não seria lícito matar o gordão mesmo que intencionalmente?
Para além da riqueza de dados e novas perspectivas, "Moral Minds" oferece farta munição para destruirmos algumas "idées reçues" (idéias recebidas) renitentes. Uma falsa crença com a qual sempre me vejo às voltas quando incorro em textos ateus é a de que a religião é a fonte do comportamento moral das pessoas. Besteira. Como Hauser mostra de forma muito competente, a moralidade é tributária de um instinto que se consolidou no homem muitos milênios antes do primeiro padre celebrar a primeira missa. O que a religião fez, além da tentativa de usurpar para si a ética, foi despi-la de seus parâmetros variáveis e congelá-la no tempo, proclamando-a una e eterna. A menos que imaginemos um Deus racista, que faça questão de condenar todos os fores, de Papua-Nova Guiné, (canibais) e todos os faraós ptolomaicos (incestuosos), entre muitos outros povos e grupos que violam comandos bíblicos, temos de concluir que a moral é assunto complicado demais para ficar apenas nas mãos de religiosos.
Um modo de ser em 2008
Em todas as atividades que desenvolve, Monja Coen procura se inspirar na frase de Mahatma Gandhi: "Temos que ser a transformação que queremos no mundo". Para a monja zen-budista, precisamos aprender a sem aceitar injustiças, malvadezas, falsidades; temos de nos transformar no bem, na paz, na amizade. Viver zen não é só ficar bem, é um modo de começar a mudar, de recontar a história aproveitando cada instante. Conhecer-se melhor para, a partir daí, tornar-se consciente de seu papel, co-responsável por um mundo melhor.
Baudelaire urgente
Em meados do século XIX, Charles Baudelaire (1821-1867) publicou em revistas variadas seus “Pequenos poemas em prosa” (reunidos em livro em 1869), que introduziram uma original utilização da prosa na literatura francesa. Poeta interessado em refletir a vida moderna, para Baudelaire a poesia podia se exprimir através da prosa, já que o poema, como a obra de arte em geral, não se definiria pela sua forma, mas pelo efeito produzido. O que importava era que os textos suscitassem no leitor o sonho e o devaneio. Ao mesmo tempo, nesses poemas breves e estranhos, o autor deixa entrever a sua concepção da arte e do artista, da natureza do belo, do amor e da morte, da ambivalência feminina, da passagem do tempo. A solidão, a evasão, as janelas e os espelhos também são elementos recorrentes. Segue as traduções livres de dois poemas.
O espelho
Um homem horrível entra e olha-se ao espelho.
– Por que razão você se olha ao espelho, uma vez que só poderá se ver com desagrado?
O homem horrível me responde:– Caro senhor, segundo os princípios imortais de 89, todos os homens são iguais perante a lei; portanto tenho o direito de me olhar; se é com agrado ou desagrado, isto só diz respeito à minha consciência.
Segundo o bom senso, eu tinha sem dúvida razão; mas, de acordo com a lei, ele não estava errado.
O porto
Um porto é um lugar encantador para uma alma cansada das lutas davidas. A amplitude do céu, a arquitetura móvel das nuvens, as tonalidades variáveis domar, a cintilação dos faróis, são um prisma maravilhosamente adequado para entreteros olhos sem nunca aborrecê-los. As formas sinuosas dos navios, com mastroscomplicados, aos quais a ondulação transmite oscilações harmoniosas, servem paraentreter na alma o gosto pelo ritmo e pela beleza. Além disso, existe sobretudo uma espécie de prazer misterioso e aristocrático para quem já não tem curiosidade ou ambição, em contemplar, inclinado no belvedere ou debruçado junto ao cais,todos os movimentos dos que partem e dos que voltam, dos que ainda têm a forçade querer, o desejo de viajar ou de enriquecer.
O espelho
Um homem horrível entra e olha-se ao espelho.
– Por que razão você se olha ao espelho, uma vez que só poderá se ver com desagrado?
O homem horrível me responde:– Caro senhor, segundo os princípios imortais de 89, todos os homens são iguais perante a lei; portanto tenho o direito de me olhar; se é com agrado ou desagrado, isto só diz respeito à minha consciência.
Segundo o bom senso, eu tinha sem dúvida razão; mas, de acordo com a lei, ele não estava errado.
O porto
Um porto é um lugar encantador para uma alma cansada das lutas davidas. A amplitude do céu, a arquitetura móvel das nuvens, as tonalidades variáveis domar, a cintilação dos faróis, são um prisma maravilhosamente adequado para entreteros olhos sem nunca aborrecê-los. As formas sinuosas dos navios, com mastroscomplicados, aos quais a ondulação transmite oscilações harmoniosas, servem paraentreter na alma o gosto pelo ritmo e pela beleza. Além disso, existe sobretudo uma espécie de prazer misterioso e aristocrático para quem já não tem curiosidade ou ambição, em contemplar, inclinado no belvedere ou debruçado junto ao cais,todos os movimentos dos que partem e dos que voltam, dos que ainda têm a forçade querer, o desejo de viajar ou de enriquecer.
"Rio, Cidade Maravilhosa" e "São Luís, Atenas Brasileira".
Diz muito sobre nós, brasileiros, a badalação em torno do livro “Rio, Cidade Maravilhosa”, do fotógrafo americano Terry Richardson, conhecido como o “rei da pornografia fashion”. Estrelas de variada grandeza se dispuseram a aparecer ali, em meio a imagens de extremo mau gosto, endossando o trabalho de um artista que fez sua fama explorando a vulgaridade e reforçando internacionalmente estereótipos sobre a cidade (lugar de contrastes, paraíso do sexo etc). Podem inventar o rótulo que quiser para atribuir um “coeficiente de arte” ao trabalho de Richardson (trash, kitsch etc), mas é difícil acreditar que algumas pessoas ali topassem fazer fotos assim se não houvesse o fator deslumbramento diante do projeto de um “artista badalado” encomendado por uma griffe sofisticada. E que tal um olhar sobre"São Luís, Atenas Brasileira."Pois, as cores da cidade mudam, dependem do ângulo que se olha.
6 de jan. de 2008
Feliz 2008
Por Frei Betto
Por que o réveillon provoca tanta fissura? O que há de especial em se trocar de ano? Nada, exceto a convenção numérica, invenção indo-arábica, que nos permite codificar o tempo em horas, minutos e segundos, e estabelecer, segundo o movimento de nosso planeta em torno do sol e as fases da lua, calendários que repartem o tempo em ano de doze meses, mês com cerca de 30 dias, e dia com exatas 24 horas.Ocorre que não somos trilobitas, e sim humanos, dotados da capacidade de imprimir ao tempo caráter histórico e, à história, sentido. O réveillon é, pois, um rito de passagem. Ressoa em nosso inconsciente o alívio por terminar um ano de tantos revezes, perdas, sofrimentos; e celebrar conquistas, avanços e vitórias. Há que soltar fogos, inundar cálices, expressar bons propósitos às divindades que povoam nossas crenças, vestir-se de branco como sinal de nossa primeira comunhão com o novo ano que se inicia.Vivemos premidos pelo mistério. Como as partículas subatômicas, somos regidos pelo princípio da indeterminação. Essa impossibilidade de prever o futuro suscita angústia, o que nos induz a tentar decifrá-lo por via da leitura dos astros e das cartas, da sabedoria de videntes, dos búzios dos pais e mães de santo, da rogação aos nossos santos protetores. Esta uma paradoxal característica da pós-modernidade: em plena era da emergência da física quântica e da falência do determinismo histórico como ideologia, acreditamos que o nosso futuro está escrito nas estrelas. Daí a inércia, a indignação imobilizadora, a impotência frente aos escândalos éticos e ao descaramento com que corruptos são absolvidos por seus pares, essa letargia que em nada lembra o que se deveria comemorar neste ano: os 40 anos de Maio de 1968.Nos países industrializados, Maio de 68 é o paradigma da rebeldia, o grito parado no ar enfim sonorizado nas manifestações estudantis, os EUA derrotados pelos vietnamitas, os Beatles reinventando a canção, a moda subvertendo parâmetros, as mulheres a conquistar o direito de se apaixonarem pela primeira vez inúmeras vezes, a castração do machismo, a emergência esotérica.Do lado sul do planeta, os anos de chumbo, os generais metendo no coldre as chaves dos parlamentos, a utopia dependurada no pau-de-arara, as rotas do exílio a se multiplicarem, os mortos e desaparecidos enterrados nos arquivos secretos das Forças Armadas. Ainda assim, havia sonho, e não era motivado pela ingestão química, brotava da fome de liberdade e justiça, fomentava o desejo irrefreável a adjetivar de novo a criatividade incensurável - o cinema, a bossa, a literatura, o tropicalismo. No passado, o futuro era melhor. Hoje, imersos nessa sociedade da hiperestetização da banalidade, na qual as imagens contraem o tempo e a WEB virtualiza o diálogo na solidão digital, andamos em busca de uma razão de viver. Perdemos o senso histórico, trocamos os vínculos de solidariedade pela conectividade eletrônica, vendemos a liberdade por um punhado de lentilhas em forma de segurança. Em 2008, seremos chamados às urnas municipais. Haveremos de tentar discernir os idealistas dos arrivistas; os servidores públicos dos que se afogam no ego destilado na embriaguez dos aplausos; os movidos pela intransigência dos princípios éticos dos que miram os recursos do Estado como carniça fresca ofertada à sua gula insaciável. Ano de comemorar os 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos - que, para vergonha de nós, católicos, até hoje não mereceu a assinatura do Estado do Vaticano. Neste mundo de atrocidades, não há outro modo de celebrá-la senão exigindo sua aplicação e aperfeiçoamento: o cessar da ocupação do Iraque, a independência de Porto Rico, o fim do bloqueio a Cuba, a redução da emissão de gás carbônico, a paralisação do desmatamento da Amazônia, a salvação da África. Acresçam-se à Declaração os direitos internacionais, planetários, ambientais. No Brasil, é hora de a Declaração ser transferida do papel à realidade social. Em que pese a atuação corajosa da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, impossível celebrar conquistas em direitos humanos enquanto a polícia estigmatiza como suposto traficante o morador de favela; o Judiciário promove a orgia compulsória ao trancafiar mulheres em celas repletas de homens; indígenas e quilombolas são condenados à miséria por descaso das autoridades; a frouxidão da lei cobre de imunidade corruptos e de impunidade bandidos e assassinos. Não basta o propósito sincero de fazer novo em nossas vidas o ano de 2008. É preciso mais: fazer novas as realidades que nos cercam, de modo que ocorram mudanças afetivas, e a paz floresça como fruto da justiça.Feliz 2008, Brasil!
Frei Betto é escritor, autor de "A arte de semear estrelas" (Rocco), entre outros livros.
Postado por Eri Santos Castro
Por que o réveillon provoca tanta fissura? O que há de especial em se trocar de ano? Nada, exceto a convenção numérica, invenção indo-arábica, que nos permite codificar o tempo em horas, minutos e segundos, e estabelecer, segundo o movimento de nosso planeta em torno do sol e as fases da lua, calendários que repartem o tempo em ano de doze meses, mês com cerca de 30 dias, e dia com exatas 24 horas.Ocorre que não somos trilobitas, e sim humanos, dotados da capacidade de imprimir ao tempo caráter histórico e, à história, sentido. O réveillon é, pois, um rito de passagem. Ressoa em nosso inconsciente o alívio por terminar um ano de tantos revezes, perdas, sofrimentos; e celebrar conquistas, avanços e vitórias. Há que soltar fogos, inundar cálices, expressar bons propósitos às divindades que povoam nossas crenças, vestir-se de branco como sinal de nossa primeira comunhão com o novo ano que se inicia.Vivemos premidos pelo mistério. Como as partículas subatômicas, somos regidos pelo princípio da indeterminação. Essa impossibilidade de prever o futuro suscita angústia, o que nos induz a tentar decifrá-lo por via da leitura dos astros e das cartas, da sabedoria de videntes, dos búzios dos pais e mães de santo, da rogação aos nossos santos protetores. Esta uma paradoxal característica da pós-modernidade: em plena era da emergência da física quântica e da falência do determinismo histórico como ideologia, acreditamos que o nosso futuro está escrito nas estrelas. Daí a inércia, a indignação imobilizadora, a impotência frente aos escândalos éticos e ao descaramento com que corruptos são absolvidos por seus pares, essa letargia que em nada lembra o que se deveria comemorar neste ano: os 40 anos de Maio de 1968.Nos países industrializados, Maio de 68 é o paradigma da rebeldia, o grito parado no ar enfim sonorizado nas manifestações estudantis, os EUA derrotados pelos vietnamitas, os Beatles reinventando a canção, a moda subvertendo parâmetros, as mulheres a conquistar o direito de se apaixonarem pela primeira vez inúmeras vezes, a castração do machismo, a emergência esotérica.Do lado sul do planeta, os anos de chumbo, os generais metendo no coldre as chaves dos parlamentos, a utopia dependurada no pau-de-arara, as rotas do exílio a se multiplicarem, os mortos e desaparecidos enterrados nos arquivos secretos das Forças Armadas. Ainda assim, havia sonho, e não era motivado pela ingestão química, brotava da fome de liberdade e justiça, fomentava o desejo irrefreável a adjetivar de novo a criatividade incensurável - o cinema, a bossa, a literatura, o tropicalismo. No passado, o futuro era melhor. Hoje, imersos nessa sociedade da hiperestetização da banalidade, na qual as imagens contraem o tempo e a WEB virtualiza o diálogo na solidão digital, andamos em busca de uma razão de viver. Perdemos o senso histórico, trocamos os vínculos de solidariedade pela conectividade eletrônica, vendemos a liberdade por um punhado de lentilhas em forma de segurança. Em 2008, seremos chamados às urnas municipais. Haveremos de tentar discernir os idealistas dos arrivistas; os servidores públicos dos que se afogam no ego destilado na embriaguez dos aplausos; os movidos pela intransigência dos princípios éticos dos que miram os recursos do Estado como carniça fresca ofertada à sua gula insaciável. Ano de comemorar os 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos - que, para vergonha de nós, católicos, até hoje não mereceu a assinatura do Estado do Vaticano. Neste mundo de atrocidades, não há outro modo de celebrá-la senão exigindo sua aplicação e aperfeiçoamento: o cessar da ocupação do Iraque, a independência de Porto Rico, o fim do bloqueio a Cuba, a redução da emissão de gás carbônico, a paralisação do desmatamento da Amazônia, a salvação da África. Acresçam-se à Declaração os direitos internacionais, planetários, ambientais. No Brasil, é hora de a Declaração ser transferida do papel à realidade social. Em que pese a atuação corajosa da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, impossível celebrar conquistas em direitos humanos enquanto a polícia estigmatiza como suposto traficante o morador de favela; o Judiciário promove a orgia compulsória ao trancafiar mulheres em celas repletas de homens; indígenas e quilombolas são condenados à miséria por descaso das autoridades; a frouxidão da lei cobre de imunidade corruptos e de impunidade bandidos e assassinos. Não basta o propósito sincero de fazer novo em nossas vidas o ano de 2008. É preciso mais: fazer novas as realidades que nos cercam, de modo que ocorram mudanças afetivas, e a paz floresça como fruto da justiça.Feliz 2008, Brasil!
Frei Betto é escritor, autor de "A arte de semear estrelas" (Rocco), entre outros livros.
Postado por Eri Santos Castro
5 de jan. de 2008
Jornal britânico põe Marina silva entre "50 pessoas que podem salvar o planeta"
A ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva, foi citada neste sábado em uma lista preparada pelo jornal britânico The Guardian com "as 50 pessoas que podem ajudar a salvar o planeta". Segundo o jornal, a lista, preparada por um painel de especialistas, identifica "os 50 homens e mulheres com o poder de nos salvar de nós mesmos"."Todo mundo concorda que uma ação urgente é necessária para evitar uma mudança climática catastrófica, mas quem realmente tem a influência e as idéias para fazer isso acontecer?", diz o Guardian em sua apresentação.
No texto dedicado a Marina Silva, o jornal destaca sua história como "filha de um seringueiro brasileiro, passando sua infância coletando látex da floresta amazônica e protestando contra a destruição provocada pelos madeireiros ilegais"."Em uma das grandes histórias políticas, ela passou de analfabeta aos 16 anos à mais jovem senadora do Brasil e agora é a mulher mais capaz de prevenir a total ruína da Amazônia", diz o texto.O jornal comenta que, sob sua gestão no ministério, o desmatamento na Amazônia caiu 75%, e vastas áreas de floresta foram destinadas a comunidades indígenas."Mas o futuro, diz Silva, é arriscado. A única maneira de evitar uma perda no longo prazo é com ajuda internacional", diz o jornal, citando uma declaração da ministra: "Não queremos caridade, é uma questão da ética da solidariedade".A ministra é a única latino-americana da lista, que traz ainda nomes como os do ex-vice-presidente americano Al Gore, da primeira-ministra alemã, Angela Merkel, do geneticista americano Craig Venter, do prefeito de Londres, Ken Livingstone, e até mesmo do ator norte-americano Leonardo DiCaprio.A foto da ministra é uma das três escolhidas para ilustrar a chamada para a lista na capa do jornal, ao lado de Leonardo DiCaprio e da ambientalista Wangari Maathai, ex-ministra-assistente do Meio Ambiente do Quênia e Nobel da Paz de 2004.
Portal IG”
A ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva, foi citada neste sábado em uma lista preparada pelo jornal britânico The Guardian com "as 50 pessoas que podem ajudar a salvar o planeta". Segundo o jornal, a lista, preparada por um painel de especialistas, identifica "os 50 homens e mulheres com o poder de nos salvar de nós mesmos"."Todo mundo concorda que uma ação urgente é necessária para evitar uma mudança climática catastrófica, mas quem realmente tem a influência e as idéias para fazer isso acontecer?", diz o Guardian em sua apresentação.
No texto dedicado a Marina Silva, o jornal destaca sua história como "filha de um seringueiro brasileiro, passando sua infância coletando látex da floresta amazônica e protestando contra a destruição provocada pelos madeireiros ilegais"."Em uma das grandes histórias políticas, ela passou de analfabeta aos 16 anos à mais jovem senadora do Brasil e agora é a mulher mais capaz de prevenir a total ruína da Amazônia", diz o texto.O jornal comenta que, sob sua gestão no ministério, o desmatamento na Amazônia caiu 75%, e vastas áreas de floresta foram destinadas a comunidades indígenas."Mas o futuro, diz Silva, é arriscado. A única maneira de evitar uma perda no longo prazo é com ajuda internacional", diz o jornal, citando uma declaração da ministra: "Não queremos caridade, é uma questão da ética da solidariedade".A ministra é a única latino-americana da lista, que traz ainda nomes como os do ex-vice-presidente americano Al Gore, da primeira-ministra alemã, Angela Merkel, do geneticista americano Craig Venter, do prefeito de Londres, Ken Livingstone, e até mesmo do ator norte-americano Leonardo DiCaprio.A foto da ministra é uma das três escolhidas para ilustrar a chamada para a lista na capa do jornal, ao lado de Leonardo DiCaprio e da ambientalista Wangari Maathai, ex-ministra-assistente do Meio Ambiente do Quênia e Nobel da Paz de 2004.
Portal IG
No texto dedicado a Marina Silva, o jornal destaca sua história como "filha de um seringueiro brasileiro, passando sua infância coletando látex da floresta amazônica e protestando contra a destruição provocada pelos madeireiros ilegais"."Em uma das grandes histórias políticas, ela passou de analfabeta aos 16 anos à mais jovem senadora do Brasil e agora é a mulher mais capaz de prevenir a total ruína da Amazônia", diz o texto.O jornal comenta que, sob sua gestão no ministério, o desmatamento na Amazônia caiu 75%, e vastas áreas de floresta foram destinadas a comunidades indígenas."Mas o futuro, diz Silva, é arriscado. A única maneira de evitar uma perda no longo prazo é com ajuda internacional", diz o jornal, citando uma declaração da ministra: "Não queremos caridade, é uma questão da ética da solidariedade".A ministra é a única latino-americana da lista, que traz ainda nomes como os do ex-vice-presidente americano Al Gore, da primeira-ministra alemã, Angela Merkel, do geneticista americano Craig Venter, do prefeito de Londres, Ken Livingstone, e até mesmo do ator norte-americano Leonardo DiCaprio.A foto da ministra é uma das três escolhidas para ilustrar a chamada para a lista na capa do jornal, ao lado de Leonardo DiCaprio e da ambientalista Wangari Maathai, ex-ministra-assistente do Meio Ambiente do Quênia e Nobel da Paz de 2004.
Portal IG”
A ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva, foi citada neste sábado em uma lista preparada pelo jornal britânico The Guardian com "as 50 pessoas que podem ajudar a salvar o planeta". Segundo o jornal, a lista, preparada por um painel de especialistas, identifica "os 50 homens e mulheres com o poder de nos salvar de nós mesmos"."Todo mundo concorda que uma ação urgente é necessária para evitar uma mudança climática catastrófica, mas quem realmente tem a influência e as idéias para fazer isso acontecer?", diz o Guardian em sua apresentação.
No texto dedicado a Marina Silva, o jornal destaca sua história como "filha de um seringueiro brasileiro, passando sua infância coletando látex da floresta amazônica e protestando contra a destruição provocada pelos madeireiros ilegais"."Em uma das grandes histórias políticas, ela passou de analfabeta aos 16 anos à mais jovem senadora do Brasil e agora é a mulher mais capaz de prevenir a total ruína da Amazônia", diz o texto.O jornal comenta que, sob sua gestão no ministério, o desmatamento na Amazônia caiu 75%, e vastas áreas de floresta foram destinadas a comunidades indígenas."Mas o futuro, diz Silva, é arriscado. A única maneira de evitar uma perda no longo prazo é com ajuda internacional", diz o jornal, citando uma declaração da ministra: "Não queremos caridade, é uma questão da ética da solidariedade".A ministra é a única latino-americana da lista, que traz ainda nomes como os do ex-vice-presidente americano Al Gore, da primeira-ministra alemã, Angela Merkel, do geneticista americano Craig Venter, do prefeito de Londres, Ken Livingstone, e até mesmo do ator norte-americano Leonardo DiCaprio.A foto da ministra é uma das três escolhidas para ilustrar a chamada para a lista na capa do jornal, ao lado de Leonardo DiCaprio e da ambientalista Wangari Maathai, ex-ministra-assistente do Meio Ambiente do Quênia e Nobel da Paz de 2004.
Portal IG
2 de jan. de 2008
Questões estratégicas para o Brasil
O Brasil deveria compor um núcleo estratégico principal, de que deveriam constar, não somente, mas também:- a Agência Espacial;- a prospecção submarina de grandes profundidades;- o submarino nuclear e o sistema de defesa;- a robotização;- a Informática.
Esse núcleo central poderia se dedicar a desenvolver combustíveis para foguetes e satétiles, e a Petrobrás estaria na coordenação desta tarefa. Independente do controle público-privado, esta é uma questão estratégica de Estado.
A tecnologia a ser desenvolvida pode ser aproveitada tanto para a prospecção das jazidas gigantes de petróleo quanto para a construção de propulsores e veículos espaciais.
Isto se integra a um nível sistêmico inédito nos planos brasileiros, mas indispensável ao desenvolvimento futuro. Também se aplica às questões de patrulhamento e soberania de fronteiras e recursos.
A correta ampliação deste projeto irá abrir novos campos de trabalho avançado capaz de absorver a mão-de-obra em nível especializado e sustentável, e isto por si só poderá alterar para sempre os quadros reais de desenvolvimento humano do Brasil.
Se projetarmos o futuro próximo, antes da metade do século é possível que já estejamos migrando para a economia do hidrogênio e para a implantação de novos projetos de organização de espaços rurais e urbanos, um mundo completamente novo e ainda inconcebível, mas já em gestação.
O desafio é grande e não há tempo a perder!
Esse núcleo central poderia se dedicar a desenvolver combustíveis para foguetes e satétiles, e a Petrobrás estaria na coordenação desta tarefa. Independente do controle público-privado, esta é uma questão estratégica de Estado.
A tecnologia a ser desenvolvida pode ser aproveitada tanto para a prospecção das jazidas gigantes de petróleo quanto para a construção de propulsores e veículos espaciais.
Isto se integra a um nível sistêmico inédito nos planos brasileiros, mas indispensável ao desenvolvimento futuro. Também se aplica às questões de patrulhamento e soberania de fronteiras e recursos.
A correta ampliação deste projeto irá abrir novos campos de trabalho avançado capaz de absorver a mão-de-obra em nível especializado e sustentável, e isto por si só poderá alterar para sempre os quadros reais de desenvolvimento humano do Brasil.
Se projetarmos o futuro próximo, antes da metade do século é possível que já estejamos migrando para a economia do hidrogênio e para a implantação de novos projetos de organização de espaços rurais e urbanos, um mundo completamente novo e ainda inconcebível, mas já em gestação.
O desafio é grande e não há tempo a perder!
O teste da tolerância
Por weden
Um bom teste para avaliar o comedimento das paixões políticas, é se perguntar: eu consigo ver alguma coisa de bom no meu "adversário político"?Um critério, apenas para divertir, seria este:
1. É impossível que algo de bom venha do outro lado. (você é intolerante politicamente)
2. É possível, mas é pouco provável. (você é tolerante, mas tende para o radicalismo)
3. Lógico que há, e até sei citar suas virtudes (você é um tolerante de carteirinha)
4. O outro lado é muito bom (você é tolerante, mas cuidado: você está virando casaca!)
5. Todos são ótimos (pronto, você é a própria miss simpatia)
6. Tudo é a mesma porcaria (você ganhará o título Prozac do ano)
Boas férias Lula
O presidente Lula vai sair de férias hoje, retorna dia 10. Merecidas férias, ele trabalhou como nenhum outro presidente neste país, com responsabilidade, competência, sem medir esforços para o bem do Brasil e de todos os brasileiros. O presidente Lula enfrenta com galhardia, a mídia, a oposição feroz e virulenta. Boas férias presidente Lula, volte com as energias renovadas, para continuar o seu ótimo governo.
Exportações batem record
O superávit comercial do País registrou diminuição de 13,8% no ano de 2007, causada pelo grande crescimento das importações brasileiras. A queda no saldo é a primeira desde 1997.
Durante todo o ano passado, a balança comercial acumulou saldo positivo de US$ 40,039 bilhões, em comparação com US$ 46,074 bilhões de 2006. O valor é o menor desde 2004, quando o superávit foi de US$ 33,640 bilhões.
Apesar da diminuição no saldo do ano, as exportações e as importações brasileiras registraram recorde histórico em 2007, sendo que a alta das compras internas supera em muito o crescimento nas vendas externas. As exportações atingiram US$ 160,649 bilhões, com crescimento de 16,6% ante 2006, e as importações somaram US$ 120,610 bilhões, alta de 32%.
O grande aumento das importações foi influenciado pelo forte desvalorização do dólar frente ao real em 2007, de 16,8%, e por um aumento no consumo interno.
Como o saldo comercial é resultado do que o País exporta menos o que ele importa, a balança registrou durante todo o ano uma diminuição em seu superávit.
Fonte: FGV
Durante todo o ano passado, a balança comercial acumulou saldo positivo de US$ 40,039 bilhões, em comparação com US$ 46,074 bilhões de 2006. O valor é o menor desde 2004, quando o superávit foi de US$ 33,640 bilhões.
Apesar da diminuição no saldo do ano, as exportações e as importações brasileiras registraram recorde histórico em 2007, sendo que a alta das compras internas supera em muito o crescimento nas vendas externas. As exportações atingiram US$ 160,649 bilhões, com crescimento de 16,6% ante 2006, e as importações somaram US$ 120,610 bilhões, alta de 32%.
O grande aumento das importações foi influenciado pelo forte desvalorização do dólar frente ao real em 2007, de 16,8%, e por um aumento no consumo interno.
Como o saldo comercial é resultado do que o País exporta menos o que ele importa, a balança registrou durante todo o ano uma diminuição em seu superávit.
Fonte: FGV
1 de jan. de 2008
Quando o tempo espera
Lá o tempo espera, lá é primavera.
Portas e janelas ficam sempre abertas pra sorte entrar.
E que a sorte seja 2008.
Feliz ano novo pra todos nós.
Aí...aí...aí...aí..
De uns anos para cá tenho reparado que adolescentes e jovens usam a torto e a direito aís para articular narrativas. Hoje passei por uma adolescente que contava para outra um caso qualquer. A fala da moça esteve ao alcance de meus ouvidos por um minuto. Nesse curto período, a narradora usou uns oito aís: ... falei x para ele ... aí ele me disse ... aí chegou fulana ... aí ele me disse ... aí ... Que está acontecendo? Todos esses aís são um sintoma de empobrecimento do discurso de nossa garotada? Ou o caso é apenas uma moda passageira? Minha desconfiança é a de que há um empobrecimento de linguagem, ou pelo menos algum tipo de preguiça mental, pois tal excesso de aís é indicador de uma fala infantil. Alguém tem alguma explicação mais fundamentada que essa minha desconfiança?
Só impressão e que passe logo
Sabe quando você sente que algo muito ruim está prestes a acontecer? Deus, que seja só impressão. E que passe logo, favor.
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